por master | 24/02/12 | Ultimas Notícias
Pesquisa do Banco Central divulgada nesta quinta-feira mostra que analistas do mercado financeiro acreditam que a taxa de juro neutra do país -que não produz pressão inflacionária- está em 5,50 por cento pela mediana das consultas. No levantamento anterior, feito em novembro de 2010, os especialistas viam essa taxa em 6,75 por cento.
Para 49 por cento dos pesquisados, a taxa de juros real de equilíbrio ainda continuará caindo nos próximos dois anos. A pesquisa, cujo levantamento começou no início de fevereiro, foi realizada com agentes do mercado que participam do relatório Focus da autoridade monetária.
O BC buscou, na visão dos agentes, mostrar com a pesquisa que a política monetária está mais potente e que os juros não precisam ficar mais em níveis elevados. Ou seja, quer mostrar que a taxa de juros pode ficar em um dígito e que o desemprego baixo não gera inflação. Hoje, a Selic está em 10,50 por cento ao ano.
A pesquisa foi realizada numa tentativa de reduzir assimetrias de informações, para aperfeiçoar o instrumento de divulgação das projeções de variáveis econômicas, segundo o próprio BC.
Na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada no final do mês passado, o BC deixou explícito ser elevada a probabilidade de que a taxa básica de juros do país fique em um dígito. Ao mesmo tempo, informou que o juro neutro havia diminuído. Na ocasião, o Copom reduziu a Selic em 0,50 ponto percentual, quarto corte seguido dessa magnitude desde agosto passado.
Emprego
O BC fez três perguntas para os agentes do mercado financeiro que participam da atual pesquisa. Além da perspectiva para o juro real neutro, também questionou sobre a taxa natural de desemprego e os efeitos da nova Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) sobre as expectativas de inflação.
Os participantes da pesquisa responderam, na mediana, que a taxa de desemprego neutra é de 6,50 por cento. Sobre o efeito da POF no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os agentes do mercado financeiro responderam que a projeção de 2012 diminuiu e manteve-se estável para 2013. Todos os dados considerando a mediana das respostas.
A pesquisa divulgada nesta segunda-feira acaba por influenciar a visão do mercado sobre a taxa de juros neutra e acalmar visões mais pessimistas sobre a meta de inflação. “É uma tentativa de se criar um parâmetro de referência, como daquela vez”, chegou a dizer uma fonte que participou da pesquisa, referindo-se a outro levantamento feito pela autoridade monetária.
No início de 2011, logo depois de o governo apresentar as medidas macroprudenciais para moderar a oferta de crédito e desacelerar a economia, o BC questionou os agentes de mercado sobre quantos pontos percentuais de Selic representaria o aumento dos compulsórios.
Aquele levantamento, cuja reposta foi uma alta de 0,75 ponto percentual na Selic naquele momento, foi visto como uma maneira de o BC tornar evidente que as medidas teriam efeito similar a um aumento da Selic.
por master | 24/02/12 | Ultimas Notícias
Em janeiro, Londrina gerou 1.576 novas vagas de emprego. No comparativo com dezembro, o número representa aumento de 1,04%, que supera o crescimento de Curitiba (0,61%), do Paraná (0,59%) e até mesmo do Brasil (0,31%). Em relação a janeiro de 2011, quando o município criou 1.041 novos empregos, o desempenho foi 51,4% superior. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho.
A exemplo do País, o destaque de Londrina foi o setor de serviços, com 1.216 vagas formais, o que representa incremento de 1,74% em relação a dezembro do ano passado. Em segundo lugar está a indústria de transformação, com 204 postos com carteira assinada e crescimento de 0,74%. A construção civil ficou na sequência, com a criação de 150 novos empregos em janeiro e crescimento de 1,33% ante o mês anterior.
A economista Lenina Formaggi, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), explica que o setor de serviços está ligado ao consumo interno e, quanto mais consolidado for este mercado, mais ele sustenta a atividade. ”O próprio consumo das famílias ajuda a manter a economia e, consequentemente, os níveis de emprego”, diz Lenina.
Segundo ela, o setor de ensino também influencia nos serviços devido à contratação de professores e demais funcionários para o início do ano letivo. ”Ainda não temos os dados deste segmento, mas sabemos que ele também tem participação”, afirma.
por master | 24/02/12 | Ultimas Notícias
O custo da construção registrou alta menor em fevereiro, em comparação com o mês anterior.
O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) teve variação de 0,42% neste mês, frente a 0,67% em janeiro.
No ano, o índice acumula alta de 1,09%, e em 12 meses o avanço é de 7,93%.
A menor alta foi causada pelo grupo Mão de Obra, que subiu 0,43% em fevereiro, ante 0,98% no mês anterior.
Em Belo Horizonte, esse grupo teve sua taxa passando de 8,38% para 2,52%, com o fim do efeito do reajuste anual de salários.
Segundo a FGV, em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo os salários tiveram pequenas variações.
Por sua vez, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,32%, sendo que no mês anterior, a taxa havia sido de 0,27%.
E os serviços, no sentido contrário, tiveram taxa de 0,73% em fevereiro, frente a 0,69% em janeiro.
por master | 24/02/12 | Ultimas Notícias
Chega ao fim à meia-noite deste sábado (25) mais uma edição (37ª) — do horário de verão brasileiro, em vigor desde 16 de outubro. Com isso, o sábado terá duas meias-noites e 25 horas para quem mora nos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além da Bahia e do Distrito Federal.
Conforme estimativas da Copel, no Paraná a medida traduziu-se na redução de 5% nos níveis máximos de demanda por energia elétrica durante o período crítico do dia — o chamado “horário de ponta”, que se dá entre 18 e 21 horas (durante o horário de verão, das 19 às 22 horas). Isso corresponde a dispensar a adição de 215 megawattts de potência no sistema elétrico estadual durante as horas de maior consumo simultâneo, o que equivale à demanda máxima de Londrina e sua região metropolitana. Ou, ainda, a duas vezes a demanda na ponta de todo o Litoral durante o verão.
Consumo — Diferentemente do que muita gente pensa, a principal finalidade do horário de verão não é reduzir o consumo de eletricidade, mas distribuir de maneira mais racional a elevação da demanda das diversas classes consumidoras durante o horário de ponta, aliviando as condições de operação de instalações como usinas geradoras, subestações e linhas de transmissão.
A lógica da medida é simples: o adiantamento dos relógios em uma hora cria uma defasagem entre as curvas máximas de demanda de algumas classes de usuários, que deixam de se sobrepor e criam uma relativa folga operacional ao sistema elétrico. Por exemplo, a ativação do sistema de iluminação pública (cujas lâmpadas acendem automaticamente ao escurecer, independentemente da hora do dia) só acontece depois de encerrado o expediente na maior parte dos escritórios e de superado o momento de maior demanda nas residências.
Conforme dispõe o Decreto 6.558/2008, a próxima edição da medida começará à zero hora de 21 de outubro – o terceiro domingo do mês.
por master | 24/02/12 | Ultimas Notícias
Em janeiro deste ano, o Paraná criou 14.653 empregos formais, o equivalente ao crescimento de 0,59% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada no mês anterior. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com base no Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged).
Em termos absolutos, esse desempenho é o segundo melhor de toda a série histórica do Caged para o período, sendo superado pelo ocorrido em 2011 (+14.954 postos). Os setores de atividade que mais contribuíram para este resultado foram Serviços (+7.811 postos), Indústria de Transformação (+3.941 postos) e Construção Civil (+3.819 postos).
Na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, no acumulado dos últimos doze meses, o montante de empregos gerados atingiu 121.988 postos de trabalho, correspondendo a um aumento de 5,10%. Este resultado, em termos absolutos e relativos, foi o melhor da Região Sul.
A Região Metropolitana de Curitiba registrou acréscimo de 5.647 empregos formais em relação ao estoque do mês anterior (+0,56%). Em Curitiba foram gerados 4.237 postos formais de trabalho, 0,61% a mais o mês anterior.
No mesmo período, no Brasil foram criados 118.895 empregos com carteira assinada, o que representa queda de 21,82% frente ao mesmo mês do ano passado, quando foram abertas 152.091 de vagas formais. (AE)
por master | 24/02/12 | Ultimas Notícias