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Governo quer aprovar logo acordo que faz do Brasil 10º no FMI

Governo quer aprovar logo acordo que faz do Brasil 10º no FMI

Acordo fechado há um ano entre 187 cotistas do Fundo Monetário Internacional para redistribuir poder interno foi ao Congresso em outubro e já tem pedido de urgência para votação entre deputados. Governo tentou votar na véspera da visita da diretora do FMI, Christine Lagarde, mas esbarrou na oposição. Com aporte de US$ 10 bi, Brasil passa Bélgica, Holanda e Arábia Saudita.
Por André Barrocal
O Brasil tenta aproveitar a crise financeira na Europa para obter mais espaço na estrutura decisória do Fundo Monetário Internacional (FMI), como ficou claro na visita da diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde, ao país. Mas, mesmo que o plano fracasse – o governo quer um acerto junto com China, Índia e Rússia -, o país já conseguiu entrar para o clube dos dez maiores acionistas do FMI e tem pressa para que o Congresso aprove o acordo, fechado há um ano.
Em 15 dezembro de 2010, a direção máxima do FMI aprovou uma revisão na estrutura de poder da entidade, praticamente a mesma desde o fim da segunda guerra mundial. Até agora, o Brasil é o 14º maior acionista do Fundo, com 1,79% das cotas, apesar de ter o oitavo maior produto interno bruto (PIB). Com o reordenamento, o Brasil injeta US$ 10 bilhões no FMI, passa Holanda, Bélgica e Arábia Saudita e se torna o décimo acionista (2,31% das cotas).
O acordo ainda precisa ser aprovado por deputados e senadores. O governo mandou a proposta ao Congresso em outubro, pediu urgência em novembro e tentou votá-la na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (30), véspera da visita de Christine. Mas um desentendimento com adversários impediu a votação, que o líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), diz que é uma prioridade ainda para este ano.
Pelo acordo de um ano atrás, todos os 187 países membro do FMI comprometeram-se a arrancar a ratificação em seus respectivos parlamentos até outubro de 2012.
O acordo prevê que o Fundo dobrará de tamanho, passando de US$ 338 bilhões em cotas para US$ 767 bilhões, algo próximo de 572 bilhões de euros. Para se ter uma ideia do fôlego que esse caixa representa, compare-se com a dívida dos grandes devedores europeus: a Itália deve 930 bilhões de euros, a Espanha, 740 bilhões, a Irlanda, 460 bilhões, Portugal, 204 bilhões e a Grécia, 130 bilhões.
Na nova geografia de poder no FMI, os dois principais cotistas continuam sendo Estados Unidos e Japão, com 17,4% e 6,4%, respectivamente. O grande beneficiado é a China, que sobe de 4% para 6,39%, ultrapassa Alemanha, França e Reino Unido e vira o terceiro maior cotista, colado no Japão – o custo para os chineses é injetar US$ 33 bilhões. 
Os outros dois BRICs – Índia e Rússia – também avançam. A primeira sai de 11º para oitavo e o segundo, de décimo para nono. Ambos aportam US$ 11 bilhões no Fundo.
Outra mudança decorrente do acordo de um ano atrás é na forma de escolha dos 24 integrantes da diretoria-executiva do FMI. Hoje, cinco deles têm cadeiras cativas por indicação de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido e França, o quinteto com as maiores cotas. Os outros 19 são eleitos pelos outros países para um mandato de dois anos. Com a mudança, acaba o sistema de indicação. Todo mundo terá de ganhar no voto.
Governo quer aprovar logo acordo que faz do Brasil 10º no FMI

Governo quer aprovar logo acordo que faz do Brasil 10º no FMI

Acordo fechado há um ano entre 187 cotistas do Fundo Monetário Internacional para redistribuir poder interno foi ao Congresso em outubro e já tem pedido de urgência para votação entre deputados. Governo tentou votar na véspera da visita da diretora do FMI, Christine Lagarde, mas esbarrou na oposição. Com aporte de US$ 10 bi, Brasil passa Bélgica, Holanda e Arábia Saudita.
Por André Barrocal
O Brasil tenta aproveitar a crise financeira na Europa para obter mais espaço na estrutura decisória do Fundo Monetário Internacional (FMI), como ficou claro na visita da diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde, ao país. Mas, mesmo que o plano fracasse – o governo quer um acerto junto com China, Índia e Rússia -, o país já conseguiu entrar para o clube dos dez maiores acionistas do FMI e tem pressa para que o Congresso aprove o acordo, fechado há um ano.
Em 15 dezembro de 2010, a direção máxima do FMI aprovou uma revisão na estrutura de poder da entidade, praticamente a mesma desde o fim da segunda guerra mundial. Até agora, o Brasil é o 14º maior acionista do Fundo, com 1,79% das cotas, apesar de ter o oitavo maior produto interno bruto (PIB). Com o reordenamento, o Brasil injeta US$ 10 bilhões no FMI, passa Holanda, Bélgica e Arábia Saudita e se torna o décimo acionista (2,31% das cotas).
O acordo ainda precisa ser aprovado por deputados e senadores. O governo mandou a proposta ao Congresso em outubro, pediu urgência em novembro e tentou votá-la na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (30), véspera da visita de Christine. Mas um desentendimento com adversários impediu a votação, que o líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), diz que é uma prioridade ainda para este ano.
Pelo acordo de um ano atrás, todos os 187 países membro do FMI comprometeram-se a arrancar a ratificação em seus respectivos parlamentos até outubro de 2012.
O acordo prevê que o Fundo dobrará de tamanho, passando de US$ 338 bilhões em cotas para US$ 767 bilhões, algo próximo de 572 bilhões de euros. Para se ter uma ideia do fôlego que esse caixa representa, compare-se com a dívida dos grandes devedores europeus: a Itália deve 930 bilhões de euros, a Espanha, 740 bilhões, a Irlanda, 460 bilhões, Portugal, 204 bilhões e a Grécia, 130 bilhões.
Na nova geografia de poder no FMI, os dois principais cotistas continuam sendo Estados Unidos e Japão, com 17,4% e 6,4%, respectivamente. O grande beneficiado é a China, que sobe de 4% para 6,39%, ultrapassa Alemanha, França e Reino Unido e vira o terceiro maior cotista, colado no Japão – o custo para os chineses é injetar US$ 33 bilhões. 
Os outros dois BRICs – Índia e Rússia – também avançam. A primeira sai de 11º para oitavo e o segundo, de décimo para nono. Ambos aportam US$ 11 bilhões no Fundo.
Outra mudança decorrente do acordo de um ano atrás é na forma de escolha dos 24 integrantes da diretoria-executiva do FMI. Hoje, cinco deles têm cadeiras cativas por indicação de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido e França, o quinteto com as maiores cotas. Os outros 19 são eleitos pelos outros países para um mandato de dois anos. Com a mudança, acaba o sistema de indicação. Todo mundo terá de ganhar no voto.
Governo quer aprovar logo acordo que faz do Brasil 10º no FMI

Construção é a aposta dos investidores

Setor tem uma das piores quedas da Bolsa no ano, mas perspectiva de novos cortes de juros embasa otimismo
Índice Imob, referência para ações do setor imobiliário, teve queda de 23,55% no ano até o fim de novembro
DE SÃO PAULO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
As ações ligadas à construção civil são, para a maior parte dos investidores, os papéis de maior potencial de ganhos na Bolsa nos próximos meses. O setor liderou as respostas em uma sondagem de projeções da corretora Banif com cerca de 3.500 clientes.
O segmento amarga uma das piores quedas do mercado no ano. O índice Imob, referência para o setor, caiu 23,55% até o fim de novembro -ante retração de 17,94% do Ibovespa no período. Mas algumas ações tiveram perdas superiores a 50%.
A queda é excessiva para um setor voltado à economia interna, com fundamentos e perspectiva de crescimento, na opinião do analista da corretora Banif Flávio Conde.
“Está criada a oportunidade de compra. Mas, para esse cenário se materializar, as Bolsas lá fora têm de voltar a subir”, afirma.
Tem forte peso, na avaliação dos investidores, a tendência de continuidade dos cortes nos juros. A construção é uma das mais beneficiadas com taxas menores, que se somariam a um ambiente interno favorável, de baixo desemprego e elevação da renda -mas com um relevante deficit habitacional.
Esses papéis atraem também porque, em geral, reproduzem a tendência do Ibovespa com mais intensidade. A escolha seria uma forma de conseguir desfrutar, no momento de recuperação da Bolsa, da mesma velocidade e força com que o setor refletiu o movimento de baixa.
RISCOS
A indicação dos investidores, porém, embute riscos. O mais imediato é a falta de clareza sobre os rumos da economia internacional. Embora os analistas enxerguem uma tendência de recuperação para a Bovespa, evitam estimar quando isso deve acontecer.
Uma característica própria do setor merece atenção: o nível de endividamento -na ótica geral, risco comum a todas- e a saúde financeira de cada empresa.
“Vejo a construção civil, sim, como um dos melhores investimentos, mas não como defensivo. Por mais que a gente não seja afetado pela crise, se secar o crédito [o desempenho] fica pior”, diz Fernando Goés, da Octo Investimentos.
A força do mercado interno também dá destaque às empresas do setor de varejo. O potencial está ligado à renda dos brasileiros e aos investimentos das redes.
O ponto positivo para 2012 em relação à renda é o reajuste do salário mínimo, que se somará aos aumentos obtidos nas negociações por categorias.
“As empresas mantiveram os planos de abertura de lojas. Isso vai se refletir em volume de vendas”, diz Sandra Peres, da Coinvalores. (GV e GB)

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Construção é a aposta dos investidores

Setor tem uma das piores quedas da Bolsa no ano, mas perspectiva de novos cortes de juros embasa otimismo
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DE SÃO PAULO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
As ações ligadas à construção civil são, para a maior parte dos investidores, os papéis de maior potencial de ganhos na Bolsa nos próximos meses. O setor liderou as respostas em uma sondagem de projeções da corretora Banif com cerca de 3.500 clientes.
O segmento amarga uma das piores quedas do mercado no ano. O índice Imob, referência para o setor, caiu 23,55% até o fim de novembro -ante retração de 17,94% do Ibovespa no período. Mas algumas ações tiveram perdas superiores a 50%.
A queda é excessiva para um setor voltado à economia interna, com fundamentos e perspectiva de crescimento, na opinião do analista da corretora Banif Flávio Conde.
“Está criada a oportunidade de compra. Mas, para esse cenário se materializar, as Bolsas lá fora têm de voltar a subir”, afirma.
Tem forte peso, na avaliação dos investidores, a tendência de continuidade dos cortes nos juros. A construção é uma das mais beneficiadas com taxas menores, que se somariam a um ambiente interno favorável, de baixo desemprego e elevação da renda -mas com um relevante deficit habitacional.
Esses papéis atraem também porque, em geral, reproduzem a tendência do Ibovespa com mais intensidade. A escolha seria uma forma de conseguir desfrutar, no momento de recuperação da Bolsa, da mesma velocidade e força com que o setor refletiu o movimento de baixa.
RISCOS
A indicação dos investidores, porém, embute riscos. O mais imediato é a falta de clareza sobre os rumos da economia internacional. Embora os analistas enxerguem uma tendência de recuperação para a Bovespa, evitam estimar quando isso deve acontecer.
Uma característica própria do setor merece atenção: o nível de endividamento -na ótica geral, risco comum a todas- e a saúde financeira de cada empresa.
“Vejo a construção civil, sim, como um dos melhores investimentos, mas não como defensivo. Por mais que a gente não seja afetado pela crise, se secar o crédito [o desempenho] fica pior”, diz Fernando Goés, da Octo Investimentos.
A força do mercado interno também dá destaque às empresas do setor de varejo. O potencial está ligado à renda dos brasileiros e aos investimentos das redes.
O ponto positivo para 2012 em relação à renda é o reajuste do salário mínimo, que se somará aos aumentos obtidos nas negociações por categorias.
“As empresas mantiveram os planos de abertura de lojas. Isso vai se refletir em volume de vendas”, diz Sandra Peres, da Coinvalores. (GV e GB)

Governo quer aprovar logo acordo que faz do Brasil 10º no FMI

Preço dos imóveis em queda

A alta do preço dos imóveis perdeu fôlego em novembro e registrou a menor elevação nos últimos 15 meses, conforme a Fipe. O valor médio do metro quadrado nas sete regiões metropolitanas subiu 1,4% em novembro, inferior a 1,6% de outubro e bem abaixo do pico de 2,7% de abril. Entre janeiro e novembro, o preço aumentou 25%.
Governo quer aprovar logo acordo que faz do Brasil 10º no FMI

Preço dos imóveis em queda

A alta do preço dos imóveis perdeu fôlego em novembro e registrou a menor elevação nos últimos 15 meses, conforme a Fipe. O valor médio do metro quadrado nas sete regiões metropolitanas subiu 1,4% em novembro, inferior a 1,6% de outubro e bem abaixo do pico de 2,7% de abril. Entre janeiro e novembro, o preço aumentou 25%.