por master | 01/12/11 | Ultimas Notícias
Não houve acordo entre a confecção Zara e o Ministério Público do Trabalho (MPT) para por fim ao caso do trabalho irregular em oficinas que prestavam serviço à empresa. O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) proposto pelo MPT, que deveria ser firmado hoje (30), não foi aceito pela multinacional. Por conta disso, o MPT pode aplicar multa à Zara. Uma nova reunião entre a empresa e a Procuradoria também não foi agendada.
Empresas terceirizadas pela Zara foram flagradas em fiscalizações mantendo trabalhadores em regime semelhante ao escravo.
O TAC tinha 47 cláusulas e obrigava a Zara a pagar R$ 20 milhões por danos morais. O valor seria destinado a programas que visam melhorar a vida do trabalhador. Além disso, o termo pede o fim das subcontratações e das “quarteirizações” –a terceirização da terceirização– nas oficinas que prestam serviços à empresa e a responsabilidade da Zara sobre sua cadeia de produção.
A Inditex, dona da Zara, tem 46 fornecedores no Brasil e 313 oficinas subcontratadas. Fornecedores e oficinas têm quase 11 mil funcionários. Desde 1999 instalada no país. possui 32 lojas em diversos shopping centers. Em 2010, foram vendidos 12,5 milhões de peças de confecção.
Já a proposta da empresa oferecia investimento bem abaixo do que foi proposto pelo MPT. Como R$ 387 mil no projeto “Trabalho Decente na Cadeia de Confecções”, em parceria com a Uniethos, organização voltada ao desenvolvimento de gestão responsável nas empresas, com objetivo de assegurar “a competitividade e sustentabilidade do negócio das empresas envolvidas bem como a melhora das condições laborais de seus trabalhadores”. O projeto seria aplicado em 100 empresas, com um total de 2.100 funcionários, para formalizar oficinas de costura.
Outros R$ 322 mil seriam investidos pela empresa em programas de sensibilização sobre os direitos trabalhistas e de migrantes, na cadeia de fornecimento da Zara no Brasil, e R$ 400 mil em cursos voltados para trabalhadores da indústria têxtil. Até 2012, o total investido seria só de R$ 2 milhões em programas de orientação jurídica a imigrantes, criação de fundos contra a forme e albergues de emergência, regularização, capacitação profissional e formação para cidadania, e programas de informação e de caráter cultural.
por master | 01/12/11 | Ultimas Notícias
Não houve acordo entre a confecção Zara e o Ministério Público do Trabalho (MPT) para por fim ao caso do trabalho irregular em oficinas que prestavam serviço à empresa. O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) proposto pelo MPT, que deveria ser firmado hoje (30), não foi aceito pela multinacional. Por conta disso, o MPT pode aplicar multa à Zara. Uma nova reunião entre a empresa e a Procuradoria também não foi agendada.
Empresas terceirizadas pela Zara foram flagradas em fiscalizações mantendo trabalhadores em regime semelhante ao escravo.
O TAC tinha 47 cláusulas e obrigava a Zara a pagar R$ 20 milhões por danos morais. O valor seria destinado a programas que visam melhorar a vida do trabalhador. Além disso, o termo pede o fim das subcontratações e das “quarteirizações” –a terceirização da terceirização– nas oficinas que prestam serviços à empresa e a responsabilidade da Zara sobre sua cadeia de produção.
A Inditex, dona da Zara, tem 46 fornecedores no Brasil e 313 oficinas subcontratadas. Fornecedores e oficinas têm quase 11 mil funcionários. Desde 1999 instalada no país. possui 32 lojas em diversos shopping centers. Em 2010, foram vendidos 12,5 milhões de peças de confecção.
Já a proposta da empresa oferecia investimento bem abaixo do que foi proposto pelo MPT. Como R$ 387 mil no projeto “Trabalho Decente na Cadeia de Confecções”, em parceria com a Uniethos, organização voltada ao desenvolvimento de gestão responsável nas empresas, com objetivo de assegurar “a competitividade e sustentabilidade do negócio das empresas envolvidas bem como a melhora das condições laborais de seus trabalhadores”. O projeto seria aplicado em 100 empresas, com um total de 2.100 funcionários, para formalizar oficinas de costura.
Outros R$ 322 mil seriam investidos pela empresa em programas de sensibilização sobre os direitos trabalhistas e de migrantes, na cadeia de fornecimento da Zara no Brasil, e R$ 400 mil em cursos voltados para trabalhadores da indústria têxtil. Até 2012, o total investido seria só de R$ 2 milhões em programas de orientação jurídica a imigrantes, criação de fundos contra a forme e albergues de emergência, regularização, capacitação profissional e formação para cidadania, e programas de informação e de caráter cultural.
por master | 01/12/11 | Ultimas Notícias
Desde 2009, as mulheres representam mais da metade dos médicos brasileiros recém-formados. É o que revela a pesquisa Demografia Médica no Brasil, divulgada hoje (30) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).
Desde 2009, as mulheres representam mais da metade dos médicos brasileiros recém-formados. É o que revela a pesquisa Demografia Médica no Brasil, divulgada hoje (30) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).
Naquele ano, foram registradas 7.301 novas médicas no país, 50,23% do total. Em 2010, a taxa subiu para 52,4% do total, com 7.634 profissionais mulheres. Elas também são maioria entre os jovens profissionais da categoria com até 29 anos. Em 2011, dos 48.569 médicos nessa faixa etária, 53,3% eram mulheres ante 46,6% de homens.
Para os pesquisadores, a feminização na medicina acompanha o aumento de mulheres na população brasileira em geral e é também uma tendência em outros países. Um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 2007, revelou que a proporção de mulheres médicas, em 30 países estudados, cresceu 30% entre 1990 e 2005.
No entanto, os homens estão em maior número entre os profissionais em atividade. Dos 351.779 médicos ativos no país, 206.639 são do sexo masculino (58,7%) e 145.140 são do feminino (41,2%). “Ao menos nas próximas décadas, o predomínio dos homens na medicina deve permanecer”, conclui a pesquisa.
por master | 01/12/11 | Ultimas Notícias
Desde 2009, as mulheres representam mais da metade dos médicos brasileiros recém-formados. É o que revela a pesquisa Demografia Médica no Brasil, divulgada hoje (30) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).
Desde 2009, as mulheres representam mais da metade dos médicos brasileiros recém-formados. É o que revela a pesquisa Demografia Médica no Brasil, divulgada hoje (30) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).
Naquele ano, foram registradas 7.301 novas médicas no país, 50,23% do total. Em 2010, a taxa subiu para 52,4% do total, com 7.634 profissionais mulheres. Elas também são maioria entre os jovens profissionais da categoria com até 29 anos. Em 2011, dos 48.569 médicos nessa faixa etária, 53,3% eram mulheres ante 46,6% de homens.
Para os pesquisadores, a feminização na medicina acompanha o aumento de mulheres na população brasileira em geral e é também uma tendência em outros países. Um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 2007, revelou que a proporção de mulheres médicas, em 30 países estudados, cresceu 30% entre 1990 e 2005.
No entanto, os homens estão em maior número entre os profissionais em atividade. Dos 351.779 médicos ativos no país, 206.639 são do sexo masculino (58,7%) e 145.140 são do feminino (41,2%). “Ao menos nas próximas décadas, o predomínio dos homens na medicina deve permanecer”, conclui a pesquisa.
por master | 01/12/11 | Ultimas Notícias
Por Yue Fubin
Passaram-se dez anos desde o surgimento do conceito de Brics, um período muito curto se comparado com a história da humanidade como um todo. No entanto, a economia e a política mundiais passaram por um tremendo passeio de montanha-russa nesse tempo.
As velhas economias desenvolvidas estão agora perturbadas por crises e estão perdendo seu brilho. Enquanto isso, as nações do grupo Brics estão se desenvolvendo rapidamente e fornecendo grandes contribuições para a economia mundial. Com a formação da nova ordem internacional, os Brics se tornarão uma importante força emergente para ser considerada.
Frota combinadaNotícias relacionadasArtigo: Brasil foi país que mais se beneficiou de sigla BricsBrics não ameaçam hegemonia dos EUA, diz ‘pai’ da teoria do neoliberalismoTópicos relacionadosEconomiaDesde o início do século 21, os potenciais conflitos que borbulhavam por muitos anos se tornaram mais visíveis, e as crises que assolam a situação econômica e política mundial estão ficando mais sérias.
Embora nenhuma guerra em escala mundial tenha sido deflagrada, os conflitos militares regionais nunca pararam. Seguindo-se à tempestade financeira da Ásia, uma crise financeira global foi iniciada pelo distúrbio do subprime dos EUA. Enquanto as pessoas ainda esperam que a crise financeira tenha um fim, a crise da dívida europeia começa a se espalhar.
Enquanto o mundo enfrentava dificuldades políticas e econômicas, os países emergentes Brasil, Rússia, Índia e China – com seus recursos especiais e vantagens de população e mercado – aproveitaram a oportunidade e intensificaram imensamente os seus respectivos poderes nacionais.
Os quatro integrantes do grupo Bric – Brasil, Rússia, Índia e China – eram como uma frota combinada navegando pelos continentes. Depois que a África do Sul uniu-se ao grupo, os Brics estenderam a sua influência.
Uma década de desenvolvimentoA China precisa intensificar a cooperação com o grupo dos Brics, assim como o grupo precisa da participação chinesa.
A política de reformas que a China adotou nos últimos 30 anos permitiu ao país modificar-se a ponto de ficar irreconhecível – a China do século 21 é completamente diferente da China de 30 anos atrás. Nos últimos dez anos em particular, a China atingiu o que países desenvolvidos atingiram em várias décadas, ou até mesmo séculos.
O PIB da China cresceu de menos de 10 trilhões para quase 40 trilhões de yuans, pulando da 6ª para a 2ª posição no ranking mundial. O seu comércio exterior foi de menos de US$ 500 bilhões para quase US$ 3 trilhões, também chegando a segundo lugar no mundo.
O que é mais importante, a China se transformou de um país que tinha de importar capital, tecnologia e know-how em uma nação que exporta capital e manufaturas, fortalecendo ainda mais a influência do país na arena internacional.
Desafios para a China
Fubin diz que emergentes aproveitaram instabilidade dos países ricos e ganharam importância. No entanto, a China também enfrenta dificuldades no seu desenvolvimento: a apreciação do yuan tem sido muito acelerada, prejudicando as nossas exportações; a dependência das importações de petróleo é muito grande, e a população é imensa.
Existe o problema estrutural de encontrar as pessoas certas para os empregos certos, e a pressão do desemprego é forte. O aumento nos preços da habitação se soma à inflação alta, e o mercado de ações é volátil. O desafio ambiental também é sério.
Nós acreditamos que a China é capaz de resolver estes problemas. Nós temos vantagens especiais, tais como ricos recursos humanos de qualidade crescente, raros recursos naturais e de alta tecnologia e um grande mercado consumidor interno.
Além do mais, a China tem continuamente adotado uma política externa de benefícios mútuos, e mantido uma boa cooperação econômica e política com outros países, incluindo países desenvolvidos e, particularmente, com seus vizinhos. A influência da China no mundo está se fortalecendo, e o papel do país no grupo dos Brics está aumentando.
Boas perspectivasOutros países do grupo dos Brics também estão obtendo rápido progresso. O crescimento anual do PIB da Índia é maior que 6,5%. A Rússia está acordando depois de um período de “choque”. O PIB do Brasil está liderando a América do Sul, e depois que a África do Sul uniu-se ao grupo, o grupo ganhou mais representatividade global.
Nos Brics estão 42% da população do planeta e 30% dos seus territórios. Espera-se que, em 2015, o PIB dos Brics chegue a 22% do PIB mundial.
Com o desenvolvimento de seu poderio econômico, os Brics estão destinados a exercer um papel cada vez maior no cenário internacional.
Yue Fubin é professor da Academia Chinesa de Ciências Sociais e diretor do Instituto Chinês para a Pesquisa Econômica do Carvão, da Universidade Central de Finanças e Economia (China).
por master | 01/12/11 | Ultimas Notícias
Por Yue Fubin
Passaram-se dez anos desde o surgimento do conceito de Brics, um período muito curto se comparado com a história da humanidade como um todo. No entanto, a economia e a política mundiais passaram por um tremendo passeio de montanha-russa nesse tempo.
As velhas economias desenvolvidas estão agora perturbadas por crises e estão perdendo seu brilho. Enquanto isso, as nações do grupo Brics estão se desenvolvendo rapidamente e fornecendo grandes contribuições para a economia mundial. Com a formação da nova ordem internacional, os Brics se tornarão uma importante força emergente para ser considerada.
Frota combinadaNotícias relacionadasArtigo: Brasil foi país que mais se beneficiou de sigla BricsBrics não ameaçam hegemonia dos EUA, diz ‘pai’ da teoria do neoliberalismoTópicos relacionadosEconomiaDesde o início do século 21, os potenciais conflitos que borbulhavam por muitos anos se tornaram mais visíveis, e as crises que assolam a situação econômica e política mundial estão ficando mais sérias.
Embora nenhuma guerra em escala mundial tenha sido deflagrada, os conflitos militares regionais nunca pararam. Seguindo-se à tempestade financeira da Ásia, uma crise financeira global foi iniciada pelo distúrbio do subprime dos EUA. Enquanto as pessoas ainda esperam que a crise financeira tenha um fim, a crise da dívida europeia começa a se espalhar.
Enquanto o mundo enfrentava dificuldades políticas e econômicas, os países emergentes Brasil, Rússia, Índia e China – com seus recursos especiais e vantagens de população e mercado – aproveitaram a oportunidade e intensificaram imensamente os seus respectivos poderes nacionais.
Os quatro integrantes do grupo Bric – Brasil, Rússia, Índia e China – eram como uma frota combinada navegando pelos continentes. Depois que a África do Sul uniu-se ao grupo, os Brics estenderam a sua influência.
Uma década de desenvolvimentoA China precisa intensificar a cooperação com o grupo dos Brics, assim como o grupo precisa da participação chinesa.
A política de reformas que a China adotou nos últimos 30 anos permitiu ao país modificar-se a ponto de ficar irreconhecível – a China do século 21 é completamente diferente da China de 30 anos atrás. Nos últimos dez anos em particular, a China atingiu o que países desenvolvidos atingiram em várias décadas, ou até mesmo séculos.
O PIB da China cresceu de menos de 10 trilhões para quase 40 trilhões de yuans, pulando da 6ª para a 2ª posição no ranking mundial. O seu comércio exterior foi de menos de US$ 500 bilhões para quase US$ 3 trilhões, também chegando a segundo lugar no mundo.
O que é mais importante, a China se transformou de um país que tinha de importar capital, tecnologia e know-how em uma nação que exporta capital e manufaturas, fortalecendo ainda mais a influência do país na arena internacional.
Desafios para a China
Fubin diz que emergentes aproveitaram instabilidade dos países ricos e ganharam importância. No entanto, a China também enfrenta dificuldades no seu desenvolvimento: a apreciação do yuan tem sido muito acelerada, prejudicando as nossas exportações; a dependência das importações de petróleo é muito grande, e a população é imensa.
Existe o problema estrutural de encontrar as pessoas certas para os empregos certos, e a pressão do desemprego é forte. O aumento nos preços da habitação se soma à inflação alta, e o mercado de ações é volátil. O desafio ambiental também é sério.
Nós acreditamos que a China é capaz de resolver estes problemas. Nós temos vantagens especiais, tais como ricos recursos humanos de qualidade crescente, raros recursos naturais e de alta tecnologia e um grande mercado consumidor interno.
Além do mais, a China tem continuamente adotado uma política externa de benefícios mútuos, e mantido uma boa cooperação econômica e política com outros países, incluindo países desenvolvidos e, particularmente, com seus vizinhos. A influência da China no mundo está se fortalecendo, e o papel do país no grupo dos Brics está aumentando.
Boas perspectivasOutros países do grupo dos Brics também estão obtendo rápido progresso. O crescimento anual do PIB da Índia é maior que 6,5%. A Rússia está acordando depois de um período de “choque”. O PIB do Brasil está liderando a América do Sul, e depois que a África do Sul uniu-se ao grupo, o grupo ganhou mais representatividade global.
Nos Brics estão 42% da população do planeta e 30% dos seus territórios. Espera-se que, em 2015, o PIB dos Brics chegue a 22% do PIB mundial.
Com o desenvolvimento de seu poderio econômico, os Brics estão destinados a exercer um papel cada vez maior no cenário internacional.
Yue Fubin é professor da Academia Chinesa de Ciências Sociais e diretor do Instituto Chinês para a Pesquisa Econômica do Carvão, da Universidade Central de Finanças e Economia (China).