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Erros virtuais podem afetar imagem no trabalho, diz pesquisa

Erros virtuais podem afetar imagem no trabalho, diz pesquisa

Para 40% de entrevistados, quebra de regras afeta imagem de profissional. 

1 em cada 3 executivos viveu problema com comportamento de funcionário.

Pesquisa da Robert Half, empresa de recrutamento especializado, mostra que o envio errado de e-mail ou um comentário maldoso sobre o chefe ou a empresa publicado no Twitter ou no Facebook, por exemplo, podem deixar a pessoa numa situação constrangedora, comprometer a reputação e a carreira e até gerar demissões.

No Brasil, de acordo com a pesquisa, 70% dos executivos entrevistados disseram que já enviaram e-mail errado ou copiarem algum destinatário por engano.

Para 40% dos executivos brasileiros, a quebra de regras de etiqueta digital prejudica “muito” a imagem do profissional e mais de 90% acredita que afeta “pelo menos um pouco” a imagem do profissional.

O estudo ainda mostra que a massificação do uso de aparelhos móveis, segundo 78,8% dos entrevistados, também “fez aumentar” o número de quebra de regras de etiqueta no ambiente de trabalho.

De acordo com 92,4% dos entrevistados pela pesquisa, as redes sociais são “capazes de gerar negócios”. Por outro lado, parte dos usuários ainda não está preparada para utilizar as ferramentas de forma profissional no ambiente corporativo. O levantamento mostra que um em cada três executivos já viveu problemas com o comportamento de funcionários em redes sociais.

A pesquisa mostra também que a rede social com viés profissional LinkedIn é unanimidade entre os executivos brasileiros. Mais de 90% dos entrevistados possuem perfil na rede e 85,5% deles utilizam a ferramenta para buscar emprego.

Veja dicas de especialistas da Robert Half:

– Se decidir adicionar colegas de trabalho, chefes e clientes em redes sociais mantenha uma abordagem inteiramente profissional. Evite colocar, por exemplo, o que comeu hoje ou em qual bar vai à noite. Avalie se não é o caso de usar um perfil apenas profissional e outro apenas pessoal.

– Se você utiliza as redes sociais de forma profissional, evite deixar o seu perfil sem foto. Uma foto vai confirmar se você é a mesma pessoa que o seu contato conhece.  Evite ainda fotos muito informais.

– Em muitas redes sociais, o que você escreve pode ser lido por outros usuários. Portanto, qualquer um de seus amigos (incluindo colegas de trabalho, chefes etc) pode ver seus comentários, fotos e links do YouTube, gostar ou não gostar. Opte por mandar um e-mail ou use o sistema de mensagens privadas, caso o assunto seja mais profissional ou muito informal.

– Ao usar o Twitter para fins profissionais, seja atencioso e generoso. Ao invés de tweetar apenas detalhes irrelevantes, agregue valor aos seus seguidores compartilhando links para artigos interessantes e fontes online.

– Se o uso de redes sociais pessoais no ambiente coorporativo já alerta para a necessidade de cuidados, a atenção deve ser ainda maior quando se trata de redes de natureza profissionais, como o Linkedin. Evite postar assuntos triviais. Seu objetivo deve ser tornar-se uma referência e não um chato na rede.

– Em sites de networking profissional, o perfil é o cartão de visitas para a rede de relacionamento e futuros contatos. Para deixá-lo mais atrativo, evite lacunas de informações. Complete o perfil com seu resumo profissional, histórico profissional e formação acadêmica. Acrescente realizações importantes de sua carreira para que seus contatos possam ter uma clara ideia de suas qualificações.

– A demora em responder convites para ampliar a rede de relacionamento pode afetar sua imagem. Responda aos pedidos prontamente – em menos de 24 horas, se possível.

– As novas tecnologias tornaram o acesso ao e-mail mais fácil, mas também reforçaram a necessidade de se atentar a cuidados para não se comprometer e tampouco ser indelicado com os destinatários.

– Deixar as pessoas esperando por você não é nunca uma boa opção, principalmente no ambiente coorporativo. Tente responder a todas as mensagens em menos de 24 horas. Se você está em reuniões consecutivas, deixe uma mensagem de ausência temporária.

– Dependendo do teor do e-mail, um engano no campo destinatários pode trazer consequências ruins. Sempre revise a lista de distribuição quando enviar uma mensagem.

– Ao se comunicar via e-mail, evite ser prolixo. Explique logo no início o que você deseja. Depois no corpo da mensagem entre nos detalhes e use tópicos, que facilitam a leitura.

– Lotar a caixa do destinatário ou evitar que o e-mail chegue por conta de anexos enormes é algo considerado indelicado. Antes de enviar, pense em zipar o arquivo ou utilizar outro programa que permita compartilhar arquivos pela internet.

– Celulares e smartphones são ferramentas praticamente indispensáveis no ambiente coorporativo. Porém, a maneira como são utilizados dizem bastante quanto à sua postura profissional. Em reuniões, é importante mostrar que está focado, e olhar o celular constantemente ou ficar escrevendo mensagens mostra aos outros que o seu foco está em outro lugar. Em situações urgentes, saia da sala para responder uma mensagem ou fazer uma ligação.

 – Antes de iniciar uma ligação pense em quem eventualmente poderá ouvi-la. Faça ligações delicadas de um lugar privado.

– Não utilize o recurso de mensagens para diálogos extensos. É uma ferramenta útil para enviar um endereço ou avisar os colegas que você vai se atrasar.

Erros virtuais podem afetar imagem no trabalho, diz pesquisa

Para construção civil, falta de mão de obra é principal obstáculo para Copa

CNI consultou 400 empresas do setor em pesquisa divulgada nesta terça.

Escassez e custo de trabalhadores foram citados por 71%.

A menos de 32 meses para o início da Copa do Mundo no Brasil, a indústria da construção civil, responsável pelas obras do campeonato, aponta a escassez de mão de obra como o maior obstáculo para a realização do evento.

De acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta terça-feira (18), com mais de 400 empresas, 71% acreditam que a falta ou alto custo da mão de obra são os principais gargalos para a execução dos jogos mundiais em 2014.

Entre as empresas de grande porte, a percepção é ainda pior: 76% disseram considerar o problema de mão e obra a principal dificuldade para a realização da Copa.

Outras dificuldades apontadas na sondagem da CNI foram a burocracia do processo de licitação (48% do total); prazo curto para o término da obra ou do serviço (45%) e a alta tributação (43%). Considerando apenas as grandes empresas ouvidas pela pesquisa, a segunda principal queixa é quanto ao tempo restrito para finalizar as obras e serviços (57%). Em seguida, aparece a burocracia, que, para as pequenas empresas, é a segunda maior preocupação.

“Hoje, há um problema de mão de obra qualificada e vai continuar existindo no país nos próximos anos. Isso é fato. As empresas colocam isso. Mas, é preciso levar em conta que já houve um desaquecimento do setor em relação a 2010, e a oferta de mão de obra continua aumentando, mesmo que a demanda também tenha esse comportamento. Além disso, tem o aumento dos investimentos em capacitação. As próprias empresas estão fazendo isso”, disse Renato da Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa da CNI.  

Para Fonseca, os riscos que os jogos mundiais enfrentam dizem respeito à chance de atraso da entrega e do crescente encarecimento do custo das obras. “Atrasa porque, se você contrata pessoas não qualificadas, essa pessoa leva mais tempo para fazer aquele trabalho.”

Efeitos positivos

A percepção da maioria das empresas que foram ouvidas pela sondagem é de que  a Copa trará impactos positivos para a indústria da construção (85%). Quanto aos benefícios que os jogos trarão para a própria empresa, 47% disseram acreditar que haverá.  

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Copa já tem efeito em empresas de construção

São Paulo – Oitenta e cinco por cento das empresas de construção civil acreditam que a Copa do Mundo de 2014 trará impactos positivos para o setor e 18% informaram já perceber esses efeitos em seus negócios. As informações fazem parte de um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado ontem. A pesquisa consultou 411 empresas de todo o País, entre 1º e 15 de julho. Foram 212 de pequeno porte, 149 de médio porte e 50 grandes empresas. 

Para metade (47%) das empresas consultadas, o megaevento esportivo provocará benefícios na própria empresa. A expectativa sobre os efeitos da Copa do Mundo no setor aumentam conforme o porte da empresa. Todas as empresas de grande porte ouvidas afirmaram acreditar no impacto positivo do megaevento esportivo. 

Entre as de médio porte, 86% concordam com a afirmação. O número cai para 81% entre as pequenas empresas. Das médias, 6% acham que o impacto será negativo e 8% que não haverá alterações. Entre as pequenas, 12% avaliam que a influência da Copa no setor será negativa e 8% dizem que não haverá impacto. 

Mão de obra 

A razão para o pessimismo de algumas pequenas e médias empresas pode ser a possibilidade de falta de mão de obra e aumento de custo que as obras da Copa poderão ocasionar, segundo o gerente-executivo de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca. ”A própria pesquisa mostra que isso pode acontecer. As empresas que acham que os impactos podem ser negativos devem ter feito essa avaliação.” 

Na avaliação dos empresários do setor, a mão de obra é o maior gargalo para a execução da Copa no Brasil. A falta/alto custo de mão de obra foi a resposta mais citada, com 71%. ”Hoje existe um problema da falta de mão de obra e que vai continuar existindo, porque a demanda esta maior do que a oferta”, diz Fonseca.

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Empresas apostam na experiência de funcionários mais velhos

Ter profissionais mais maduros traz equilíbrio e propicia troca de experiência saudável no ambiente de trabalho

Engana-se quem pensa que o mercado de trabalho está em baixa para aqueles que têm mais de 40 anos de idade. Com a retomada econômica as empresas estão redescobrindo os profissionais acima desta faixa etária e driblando a falta de mão de obra qualificada. Quem constata isso é a professora de psicologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Regina Márcia Brolesi, para quem o cenário é bastante promissor. 

Mesmo que o número de desemprego venha diminuindo, a crise para contratação de mão de obra qualificada continua. ”Os setores que mais sofrem com essa escassez são os que requerem trabalho operacional e braçal”, diz Regina Márcia. De acordo com ela, os jovens estão estudando mais e preferindo profissões ”mais tranquilas”. 

Por outro lado, a evolução do emprego e as exigências com relação às competências fez com que as empresas voltassem a contratar profissionais mais maduros. Segundo o diretor da Labor Trabalhos Temporários, Sílvio Lopes, as pessoas com mais de 40 anos estão entre os mais procurados por conta da experiência adquirida. Lopes ressalta, porém, que é preciso estar atualizado. Saiba mais na reportagem de Kalinka Amorin.

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Senai Londrina realiza semana de prevenção de acidentes

Os alunos do curso Técnico em Segurança do Trabalho do Senai Londrina promovem de 26 a 28 de outubro, à noite, no auditório da instituição de ensino, a XII Sipat – Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho. 

Com o tema ”Prevenção é Vida”, o evento vai contar com palestras que irão abordar importantes assuntos como: doenças sexualmente ransmissíveis (dia 26); tópicos em segurança do trabalho e ergonomia (27); acidente doméstico (também no dia 27); noções de gerência de acidentes de grande vulto (28); e sobre meio ambiente (também agendada para o dia 28), e que será proferida pelo médico e deputado estadual, Luiz Eduardo Cheida. 

No dia 26 de outubro, será realizada também uma campanha de arrecadação de alimentos. O participante do evento poderá colaborar e trazer 1 quilo de produto não perecível (exceto sal, farinha e açúcar), que será totalmente revertida para a Associação Londrinense Interdisciplinar de AIDS (Alia).As inscrições para a XII Sipat são gratuitas e podem ser feitas pelo blog: www.senailondrina.com.br. As vagas para as palestras são limitadas.

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Patrões sonegam R$ 20 bi em hora extra de trabalhador, diz Anamatra

Os trabalhadores brasileiros deixam de receber por ano R$ 20 bilhões em horas extras sonegada pelos empregadores. O principal motivo, segundo a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), seria a manipulação dos registros da jornada pelas empresas. “O brasileiro trabalha muito mais do que 44 horas semanais e nem recebe por isso”, disse o desembargador Luiz Alberto de Vargas, diretor da entidade.

A implementação de ponto eletrônico nas empresas, para registrar a hora de entrada e saída dos funcionários, ajudaria a coibir a sonegação. Centrais sindicais e ministério do Trabalho tentam há tempos impor essa obrigação às empresas, por meio de uma portaria do próprio ministério. Mas entidades patronais têm resistido, e o governo acaba recuando. A previsão hoje é que entre em vigor em janeiro.

“O ponto é solução para a questão das horas extras dos trabalhadores, por garantir proteção ao trabalhador e segurança jurídica às empresas”, diz a secretária de Inspeção do Trabalho do ministério, Vera Albuquerque.

O não pagamento de hora extra subtrai dinheiro não apenas dos trabalhadores, mas do cofres públicos também, já que uma parte da remuneração vai para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Esse dinheiro poderia estar financiando a construção de casas populares”, diz o auditor fiscal do Trabalho Vandrei Barreto de Cerqueira.

Ele acrescenta um dado ainda mais dramático decorrente de uma jornada de trabalho longa, além da não remuneração. Três brasileiros morrem em média por mês, graças à sobrecarga. “Nos últimos cinco anos, tivemos 430 acidentes de trabalho causados por sobrejornada, dos quais 167 foram fatais”, afirmou.

As centrais sindicais têm pressionado o Congresso a votar a redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas. Dominado por empresários – 45% dos parlamentares são patrões, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) -, o Congresso tem ignorado apelo.

A adoção do ponto eletrônico foi discutida na última segunda-feira (10) em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado. Representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no debate, Paulo Rolim disse que o setor não está preparado para arcar com os custos do ponto eletrônico (cerca de R$ 1,2 mil por unidade).