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A taxa de desemprego na Argentina alcançou 7,5% no quarto trimestre de 2025, o maior nível para o período desde a pandemia, segundo dados oficiais.

O dado vem acompanhado da perda de empregos formais, da manutenção da informalidade em níveis elevados e do fechamento de empresas ao longo dos últimos dois anos.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), o índice subiu 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024 e 0,9 ponto frente ao trimestre anterior. Em termos absolutos, 1,093 milhão de pessoas estavam desocupadas entre outubro e dezembro, um aumento de 156 mil em relação ao trimestre anterior.

O levantamento, que abrange 31 conglomerados urbanos com cerca de 30 milhões de habitantes, também indica que a informalidade permaneceu em 43% da população ocupada, o equivalente a 5,8 milhões de trabalhadores. No mesmo período, 16,5% dos ocupados declararam buscar um segundo emprego, totalizando 2,4 milhões de pessoas.

Os dados são divulgados em um cenário de estagnação econômica. Estimativas privadas apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 0,5% no quarto trimestre em relação ao trimestre anterior, refletindo a desaceleração da atividade e a fraqueza do consumo.

No mercado de trabalho formal, houve perda de mais de 200 mil empregos com carteira assinada no setor privado desde o início do atual governo, o equivalente a cerca de 3% do total. O setor público também registrou cortes, com milhares de vagas eliminadas ao longo do período.

Mesmo com a elevação do desemprego, os dados indicam aumento do trabalho por conta própria e da informalidade como forma de absorção parcial da força de trabalho. Esse movimento contribuiu para que a taxa não apresentasse crescimento contínuo ao longo de todos os trimestres.

Em fevereiro, o Congresso argentino aprovou a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. O texto flexibiliza regras de contratação, reduz custos de demissão e altera mecanismos de indenização.

Levantamentos recentes também apontam para o fechamento de mais de 22 mil empresas ao longo do período recente, em um ritmo superior a 30 por dia, em meio à contração da atividade econômica.

Em termos absolutos, estimativas indicam a incorporação de cerca de 400 mil novos desempregados nos últimos dois anos, elevando o total para aproximadamente 1,7 milhão de pessoas sem trabalho no país.

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2026/03/25/desemprego-atinge-75-na-argentina-e-segue-no-maior-nivel-desde-2020/