por master | 16/09/11 | Ultimas Notícias
País entra hoje na contagem regressiva para abrigar a Copa. O saldo é alarmante: estádios em fase inicial e apenas 4,7% das obras saindo do papel
Pense que o governo federal é um time de futebol e, em meio à pressa por resultados positivos, trocou o veterano jogador “Prudência” pelo talismã “Jeitinho Brasileiro”. Um cara indisciplinado, mas que costuma resolver os jogos. Do seu jeito, mas resolve. O técnico – Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL) – pede calma à torcida. Para ele, “estamos dentro do limite”.
É assim que se encontra o Brasil a mil dias de abrigar a sua segunda Copa do Mundo, programada para 2014. Pressionado pela contagem regressiva para o jogo inaugural e pelo fato de ter tirado do papel apenas 4,7% das obras programadas (ou usado R$ 1 bilhão de um orçamento de R$ 24 bilhões), o poder público abriu mão do trâmite original para não passar vergonha perante o mundo.
Atalhos foram criados para acelerar as obras, quase todas elas encurraladas pela falta de planejamento. Como pouco – ou quase nada – andou de 2007, quando a Fifa bateu o martelo a favor do país, para cá, a presidente Dilma Rousseff tratou de mudar a regra.
A petista sancionou, no mês passado, o polêmico Regime Diferenciado de Contratação (RDC), aprovado pelo Congresso Nacional. Entre outros aspectos, o RDC garante a manutenção do sigilo dos orçamentos prévios de um projeto até o fim da licitação. Durante o processo, somente órgãos de controle terão acesso aos preços. Ou seja, tudo no escuro.
Outro empurrãozinho foi anunciado nesta semana, permitindo que as obras de mobilidade urbana nos estados e municípios que receberão o torneio da Fifa sejam mantidas na lista de prioridades do Mundial mesmo que não estejam licitadas e contratadas até dezembro deste ano, o prazo inicialmente estipulado.
Corrida contra o relógio. Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), menos de 3% dos recursos para as obras de transportes nas 12 subsedes da Copa foram liberados. Em sete cidades nenhuma obra – como trens, monotrilhos ou metrô – foi iniciada. A matriz da Copa tem 49 projetos.
Em Curitiba, a única intervenção prevista para começar em 2011 é a extensão da Linha Verde Sul, programada para dezembro.
Letargia que praticamente obrigou o ministro do Esporte, Orlando Silva, a excluir a mobilidade urbana dos “pilares essenciais” do Mundial. “O mais importante é o estádio, esse é um assunto resolvido. Depois, são os aeroportos, porque é a circulação do país, e oito dos 13 estão em obras. Esses são os dois pilares essenciais. Mobilidade é o legado, que será o ganho real para a população”, cravou o ministro.
Legado que, assim como no Pan-Americano de 2007, no Rio de Janeiro, começa a se esfarelar.
Em Brasília, o governo local anunciou que a principal obra de transporte público planejada para o evento, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), não estará inteiramente pronta até 2014. Já a prefeitura de Belo Horizonte desistiu da construção de corredores exclusivos para o Bus Rapid Transit (BRT), ônibus de trânsito rápido, na Avenida Pedro II, uma das ligações para o Estádio Mineirão, palco mineiro da Copa.
Fracassos que obrigaram a convocação do rodado “Jeitinho Brasileiro”, o camisa 10.
por master | 16/09/11 | Ultimas Notícias
A dois dias da viagem para Nova York, onde a presidente Dilma Rousseff fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), uma intensa agenda internacional que inclui reuniões privadas com cinco presidentes e discussões que vão desde a crise econômica internacional até energia nuclear e os conflitos nos países muçulmanos aguarda a presidenta. Será a primeira vez que uma mulher fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU. Para diplomatas, é o principal evento internacional do ano.
Antes da abertura da assembleia, que acontece no dia 21, Dilma se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na próxima terça-feira (20) à tarde. De acordo com assessores, será a continuidade das conversas que eles iniciaram em março, em Brasília. Depois da conversa, Dilma participa da reunião denominada Governo Aberto ¿ que engloba 60 países que se dispõem a adotar medidas transparentes e de apoio conjunto.
Obama comandará a reunião do Governo Aberto. O tema da reunião que se refere às medidas de transparência foi proposto pelo presidente norte-americano. O porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena, disse que a próxima reunião do grupo deve ocorrer no Brasil, em 2012. O tema está em discussão na Controladoria Geral da União (CGU).
Um dos temas que deverá ser mencionado na reunião, segundo assessores, é a questão dos conflitos no Norte da África e no Oriente Médio. A presidenta destacará a necessidade de respeito e preservação dos direitos humanos, do fim da repressão e da adoção de medidas que consolidem a democracia na região.
Paralelamente às reuniões conjuntas, Dilma tem conversas reservadas com os presidentes do México, Felipe Calderón, e da França, Nicolas Sarkozy, além de uma previsão de encontro com o nigeriano, Goodluck Jonathan. A presidenta tem ainda reunião agendada com o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron.
Depois dos acidentes radioativos, no Japão, em março, quando houve explosões e vazamentos na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, o assunto entrou na pauta da comunidade internacional. Dilma participará da reunião de alto nível sobre segurança nuclear. O objetivo da reunião, segundo o porta-voz, é desenvolver mecanismos de uso e exploração da energia nuclear com segurança.
Pelo menos seis ministros deverão acompanhar a presidenta na viagem aos Estados Unidos. Dilma seguirá na companhia dos ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota; da Saúde, Alexandre Padilha; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; dos Esportes, Orlando Silva; da Comunicação, Helena Chagas, e dos Direitos Humanos, Maria do Rosário.
por master | 15/09/11 | Notícias NCST/PR
Cerca de 50 mil pessoas, entre participantes e observadores, estiveram presentes do desfile cívico do dia 7 de setembro em Londrina. O evento foi marcado pelo encerramento da Semana da Pátria, que foi iniciada no dia 1º, e contou com o hasteamento da Bandeira nacional todos os dias no paço.
O desfile foi organizado pela Secretaria Municipal de Educação e tinha como tema “Com determinação e persistência, realizamos nossos sonhos”. Oito mil pessoas de diversas escolas, forças policiais e entidades passaram pela Avenida Leste-Oeste.
A classe dos trabalhadores foi representada pela Nova Central Sindical de Trabalhadores e pelo Sintracom Londrina, que levaram para a Avenida 215 pessoas, sendo uma escola de samba, jovens da comunidade e trabalhadores da base, que exaltaram a importância do trabalhador na construção da sociedade, contando sua história, lutas e o importante papel que desempenha. Para o presidente das entidades – Denílson Pestana da Costa, o evento foi de extrema importância, pois marca a participação do trabalhador e levanta a bandeira da Jornada Nacional de lutas, que defende os direitos dos trabalhadores, entre eles, a reivindicação da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução do salário, regulamentação da terceirização para garantir os direitos dos trabalhadores, o fim do fator previdenciário-cálculo que reduz os benefícios de quem se aposenta mais cedo, por tempo de contribuição, aplicação de 10% do PIB na Educação, regulamentação da Convenção 151 da OIT e ratificação da Convenção 158, entre outras.
(mais…)
por master | 15/09/11 | Ultimas Notícias
Compromisso foi assumido pelo diretor corporativo da grife espanhola, Jesus Echevarria, que compareceu à audiência na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Em maio e junho, fiscais flagraram trabalho escravo em três fornecedores da companhia.
Da Redação
SÃO PAULO – O diretor corporativo do grupo espanhol Inditex, Jesus Echevarria, dono da marca Zara, disse nesta quarta-feira (14) em audiência pública na Câmara dos Deputados que a empresa irá fortalecer o monitoramento de sua cadeia de fornecedores no Brasil.
Em operações realizadas em maio e junho por fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), três oficinas de costura que fabricavam peças de roupas para a Zara foram flagradas mantendo trabalhadores em situação análoga à escravidão.
Ao todo, 67 trabalhadores foram liberados, entre eles ao menos 14 bolivianos e um peruano. Os fiscais flagraram irregularidades no registro em carteira e nos pagamentos, falta de condições de higiene e segurança nas oficinas, jornadas de até 14 horas e até cerceamento de liberdade. O caso chegou a derrubar as ações da empresa na Bolsa de Madri.
Em sua defesa, a companhia espanhola tem alegado que não sabia do problema, o qual só teria ocorrido porque um de seus fornecedores diretos – a AHA Ind. Com. Roupas – realizou “terceirização não autorizada” ao contratar as oficinas flagradas com trabalhadores escravos.
De acordo com a legislação brasileira, porém, a Zara era a contratante principal do serviço e, portanto, também assume responsabilidades. A empresa terá responder a 48 autos de infração emitidos pelos fiscais. Além disso, um processo administrativo que corre no MTE pode incluir a companhia na lista suja do trabalho escravo.
Durante a audiência pública, promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Echevarria afirmou que a empresa aguarda manifestação do Ministério Público do Trabalho para indenizar os libertados. “O importante é que a Zara se pôs em contato com os trabalhadores, está em contato permanente”, disse ele, para quem a intensificação do monitoramento dos fornecedores deve evitar novos problemas do tipo.
De acordo com a ONG Repórter Brasil, uma das entidades que coordenam o Pacto Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, a Zara possui um sistema de monitoramento de sua cadeia produtiva e chegou a realizar nove auditorias prévias em fornecedores brasileiros, mas não executou o acompanhamento de nenhuma delas.
A presença de Echevarria na Câmara é um indicativo de que a empresa, que acaba de contratar uma nova assessoria de imprensa no Brasil, “acusou o golpe” e decidiu mudar a estratégia de defesa. No final de agosto, convidada pela Assembléia Legislativa de São Paulo para uma audiência sobre o caso, sequer enviou representante. Na ocasião, deputados ameaçaram criar uma CPI do Trabalho Escravo.
A exploração de trabalhadores no ramo das confecções, segundo a ONG Repórter Brasil, não é exclusividade da Zara. Outras grandes empresas brasileiras e estrangeiras, como Pernambucanas, Marisa e C&A já tiveram fornecedores flagrados mantendo empregados em condição análoga à de escravos.
por master | 15/09/11 | Ultimas Notícias
Em agosto, foram geradas 190 mil vagas com carteira assinada. Resultado é 35% superior a julho e 36% inferior a 2010, o melhor agosto da história. No acumulado em oito meses, ministério do Trabalho registra 1,8 milhão de empregos novos, queda 16% em relação ao ano passado. Esfriamento da economia explica desaceleração do mercado de trabalho.
BRASÍLIA – A criação de empregos com carteira assinada cresceu 35% de julho para agosto, e o resultado final foram 190 mil vagas novas. Mas, como 2010 teve o melhor agosto da história (299 mil postos), o resultado do mês passado significa uma queda quase na mesma proporção (36%).
Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (13/09) pelo ministério do Trabalho.
O desmpenho inferior do mercado formal de trabalho em agosto, na comparação com o ano passado, reflete, sobretudo, a diferença no ritmo da atividade econômica. Em 2010, o país cresceu 7,5%. Em 2011, deve crescer a metade, segundo estimativas oficiais.
Para o ministro Carlos Lupi, o saldo final do Caged de agosto não pode considerado uma “queda abrupta”, especialmente porque o Brasil continua gerando empregos, apesar de a economia global estar cercada de incertezas.
No acumulado do ano, a criação de vagas do tipo CLT atingiu 1,825 milhão. Nos mesmos oito primeiros meses de 2010, o número era de 2,19 milhões. Diferença de 16% entre os dois períodos, com desvantagem para 2011.
Segundo Lupi, o fim do ano deve apresentar bons resultados no mercado de trabalho porque é uma época em que a economia se acelera, devido ao Natal.