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Custo sobe e ameaça imóvel do Minha Casa, Minha Vida

Custo sobe e ameaça imóvel do Minha Casa, Minha Vida

Mais de 10 mil casas da primeira fase do programa Minha Casa, Minha Vida, contratadas em regime de emergência, principalmente por conta das enchentes na Mata Sul em municípios como Catende, Água Preta e Palmares, estão ameaçadas de não serem entregues. A preocupação é das empresas que assinaram os contratos. De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), os valores contratados em 2010 estão defasados, e o programa habitacional do governo federal não prevê readequação de preços. Da época da assinatura para cá, o custo da construção civil cresceu em 15%.

Neste programa foram assinados contratos para 16 mil casas, mas apenas 1/3 está com entrega garantida. O resto não teve as obras iniciadas , comentou o construtor Jaime Gusmão. Ele informa que, em meio à tragédia das enchentes, houve uma aceleração do processo de assinatura de contratos, mas depois disso, apareceram questões que atrasaram o início da maioria das obras.

Segundo o presidente do Sinduscon, Gustavo de Miranda, os atrasos fugiram do controle das construtoras.  As empresas assinaram o contrato no ano passado, mas veio a mudança de governo, o que segurou as ordens de serviço. Depois disso, aconteceu o inverno mais rigoroso este ano, que durou de março até agosto. Agora em setembro é que vamos começar a terraplenagem, em obras que foram contratadas pelo governo do Estado com o dinheiro da União, que só foi liberado na visita de Dilma a Pernambuco (na semana retrasada) , enumerou.

Ele alega que os preços contratados são de 2010 e as obras estarão em curso em 2012 e serão entregues até o início de 2013.  Queremos um reajustamento, como há para salário, combustível, tudo , salienta. Segundo ele, não é possível entregar as casas contratadas ao preço que o Minha Casa, Minha Vida (primeira fase) paga: R$ 44 mil.  Este preço é uma indução à informalidade. Empresas constituídas têm de pagar encargos trabalhistas, tem dissídio coletivo, investimento em equipamentos de segurança, tudo isso tem custo.

O empresário lembra também que as empresas da construção são pequenos clientes de indústrias como a do cimento.  Pagávamos R$ 16 pelo cimento, agora está em R$ 23.

O Minha Casa, Minha Vida 2 também é criticado pelo setor construtivo. Apesar de o governo ter aumentado o valor pago pelas obras em 15%, passando para um preço de R$ 51 mil, houveram melhoramentos nos aspectos técnicos que também encarecem o custo da obra.  O valor nominal foi corrigido em 15%, mas a área da casa aumentou 10%. Só no tamanho perdemos quase todo o aumento , reclamou. É válido salientar que a reclamação dos empresários tem a ver com as obras do Minha Casa que são destinadas a famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos, que são contratadas por empreitada pelos governos. No caso de obras do programa para famílias acima de 3 salários, o mercado regula o pagamento, pois o subsídio é dado diretamente ao comprador.

 

Custo sobe e ameaça imóvel do Minha Casa, Minha Vida

Emprego na construção civil cresce 8% no ano e bate recorde

A construção civil aumentou em 8,07% o número de trabalhadores na atividade em todo o país no acumulado até julho deste ano. Segundo pesquisa divulgada hoje (13) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), no período foram contratados 228,2 mil trabalhadores. Em julho foram 31,7 mil admissões, um crescimento de 1,05%. No total, o setor emprega 3,075 milhões de pessoas, um recorde, de acordo com o Sinduscon.

A Região Norte teve a maior expansão percentual, com o aumento de 3,68% em julho, o que significa a abertura de 6,5 mil postos de trabalho. O Sudeste apresentou o maior crescimento nominal, com a contratação de 14 mil trabalhadores naquele mês, aumento de 0,9%.

De acordo com a pesquisa feita em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), ocorreram em todo o estado de São Paulo 7 mil admissões em julho e 52 mil no ano, crescimento de 0,88% e 6,95%, respectivamente. Na capital paulista, foram 2,7 mil contratações em julho, aumento de 0,75%.

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Emprego na construção tem queda

A construção civil no Grande ABC registrou o fechamento de 286 postos de trabalho em julho, o que significou retração de 0,6% sobre o total de vagas existentes no setor em junho (47.495).

Os números, divulgados ontem pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo, contrastam com a evolução do emprego em outros locais do Estado. Na Capital, o índice foi positivo (0,75%) em julho, com a abertura de 2.757 vagas. Na média paulista, houve crescimento de 0,88% no resultado mensal (6.955 postos a mais).

Apesar do recuo nos sete municípios, a diretora adjunta da regional do SindusCon-SP, Rosana Carnevalli, afirma que pequenas  variações negativas de um mês para o outro podem ser interpretadas como algo pontual, “uma obra que acabou, isso não é significativo”.

Esses recuos se concentram em algumas cidades: caso de São Caetano, que apresentou fechamento de 268 vagas no mês, e Mauá e Ribeirão Pires, em que houve, respectivamente, o corte de 183 e 40 postos de trabalho.

No entanto, para Rosana, é importante analisar períodos mais longos. E no acumulado dos primeiros sete meses, os números são favoráveis: há aumento de 0,6% no emprego no Grande ABC. Ainda assim, o percentual é bem menor do que a expansão observada em outros locais – na Capital, o índice foi de 7,89%, em Santos ficou em 11,16% – e na média paulista (6,52%).

A diretora avalia que, apesar do menor ritmo de contratações no segmento, não há motivos para acreditar que haverá recessão na atividade no Grande ABC. “Existe uma acomodação normal no mercado”, afirma.

Ainda segundo a dirigente, existem muitos projetos imobiliários em fase de comercialização ou em aprovação nas prefeituras. Com isso, há a expectativa de que os índices de emprego reajam nos próximos meses, com contratações para fazer a construção dos condomínios.

Outro fator que justifica perspectivas favoráveis são obras de infraestrutura, que devem ganhar força, por causa dos investimentos públicos para a Copa de 2014. Além disso, o Grande ABC havia se beneficiado de forte impulso no segmento em 2010. Na avaliação da diretora, esse fato faz com que a base de comparação seja elevada e, por isso, o ritmo de abertura de vagas tende a ser menor neste ano.

NO PAÍS – Em todo o País, houve a contratação de 31,7 mil trabalhadores da construção civil em julho, novo recorde para o índice de emprego do setor. Dentre as regiões, o Nordeste foi o destaque, com a maior alta percentual (3,68%), o que representou a abertura de 6.488 vagas.

Custo sobe e ameaça imóvel do Minha Casa, Minha Vida

FGTS completa 45 anos com previsão de arrecadar R$ 67 bilhões em 2011

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) completa hoje (13) 45 anos. O fundo foi criado em 1966 para proteger o trabalhador demitido sem justa causa. 

Segundo dados da Caixa Econômica Federal, que administra os depósitos do FGTS, foram sacados no primeiro semestre do ano R$ 27,92 bilhões (em 16,7 bilhões de operações de saque). A maior parte do dinheiro, R$ 17,39 bilhões, foi liberada para trabalhadores demitidos imotivadamente, representando 60% dos saques feitos no período. 

Os saques por aposentadoria ficaram em segundo lugar, respondendo por 14% das retiradas, totalizando R$ 3,91 bilhões. Na sequência estão os saques para compra da casa própria, que totalizaram R$ 3,67 bilhões (13,1%). O restante, R$ 2,95 bilhões, foi sacado, principalmente, para pagar tratamentos de saúde previstos em lei e para atender aos casos de calamidade pública (10,6%).

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Nova classe média tem mulheres mais poderosas

As mulheres da classe C deixaram de ser coadjuvantes no processo de compra e conquista de consumo e passaram efetivamente a decidir o que fazer com o dinheiro próprio e o do marido. Atualmente, a maioria dos homens (82%) admite que a mulher administra o orçamento doméstico e 77%, que elas decidem, inclusive, as peças íntimas que eles vestem. Os dados são da pesquisa ”As Poderosas da Nova Classe Média Brasileira”, divulgada ontem e realizada pelo Instituto Data Popular em parceria com a Editora Abril no segundo trimestre deste ano, com a participação de 30 mil pessoas de todo o País, sendo 18.356 mulheres. 


O poder de compra das mulheres da classe C mudou e a influência dela sobre o dinheiro do companheiro aumentou. Além de administrar o próprio salário, elas passaram a decidir sobre o dos demais membros da casa que contribuem financeiramente. O sócio-diretor do Data Popular, Renato Meirelles, explica que a mulher passou a ser vista e reconhecida na família, inclusive pelos maridos, como a pessoa capacitada para gerir o orçamento e agradar o interesse de todos da casa. De acordo com ele, isso é fruto de um processo que ocorreu nos últimos 15 anos e se materializou fortemente nos últimos dois anos. 


”A mulher já mandava com o dinheiro do homem, agora, com o seu próprio dinheiro ela manda ainda mais”, afirma. O estudo aponta que a cada R$ 100 da família da classe A, apenas R$ 25 vêm do trabalho da mulher, já na classe C, R$ 41 são oriundos do trabalho dela. 


Segundo Meirelles, outro fator que influencia para esse cenário é a mulher da classe C estudar mais que os homens, ao contrário da A. Conforme a pesquisa, no comparativo com as demais classes sociais, as poderosas da nova classe média são as que mais estudam no momento atual: 41,9% ante 40,1% das A e B e 38,5% das classes D e E. 


As ”poderosas” da nova classe média brasileira também dão mais valor às marcas do que davam há cinco anos. O sócio-diretor do Data Popular esclarece que a marca é mais importante para a classe C por funcionar como um aval de qualidade, ”visto que elas não podem errar na compra”. Também é mais importante para a classe média porque para a classe A, quando outra pessoa tem um produto da marca, ele perde o valor. 


No segmento de alimentação, por exemplo, 52,8% das mulheres da classe média dão maior importância às marcas. Na parte de beleza, elas optam por produtos que tenham melhor custo benefício: 80,7% preza mais a qualidade do que o preço; 9,2% mais o preço do que a qualidade; 9% apenas a qualidade e 1,1% apenas o preço. O estudo confirma que as mulheres da classe C dão mais valor às marcas dos produtos de beleza que há cinco anos. 


Se comparadas com os homens da classe C, as mulheres da mesma camada estão mais ligadas às marcas de roupas; 60,2% delas estão atentas às grifes, contra 56,8% dos homens. Em relação às demais classes, elas são as que mais se inspiram nos modelitos das famosas. Mais de 80% das mulheres da classe média seguem as tendências, sendo que nas classes A e B são 74,9% e nas D e E 76,1%. 

Mudanças no bolso 


Ainda segundo a pesquisa, o público feminino da classe média está mais educado em finanças: 72% se dizem cuidadosas com dinheiro e 71% planejam antes o que vão comprar. Além disso, elas passaram a criar o próprio crédito, poupando para urgência e para pagar à vista e vendo o crédito como segurança em imprevistos. Outra notícia é que as mulheres da classe C preferem fazer menos prestações e optam por compras parceladas apenas em desembolso maior.


Aline Vilalva