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Italianos fazem greve geral em protesto contra plano de austeridade

Italianos fazem greve geral em protesto contra plano de austeridade

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Hoje (6), desde cedo, as principais ruas de Roma estão tomadas por manifestantes em protesto contra o plano de austeridade lançado pelo governo e em discussão no Congresso, que determina uma série de restrições e aumento de impostos.

A maior central sindical italiana, a Confederação Geral Italiana do Trabalho (Cgil), convocou greve geral contra as medidas que pretendem reduzir a dívida pública do país.

Voos foram cancelados. Trens, metrôs e ônibus operam com restrições e a maior parte dos escritórios do governo está fechada. Além de Roma, há protestos organizados em várias cidades do país, como Florença e Gênova.

Pontos turísticos, como o Coliseu de Roma, estão fechados devido às manifestações. A paralisação afeta também os hospitais e as estações do Correio. De acordo com os organizadores, a adesão à greve deve durar oito horas.

Para analistas, o ato servirá para medir a força da resistência política às medidas propostas pelo governo do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, lançadas no último dia 12.

O governo quer aprovar o plano até meados deste mês. Segundo os sindicalistas, as medidas do governo estimulam a demissão de empregados.

O plano tem a finalidade de equilibrar o orçamento até 2013 e está em discussão no Parlamento italiano. “É um plano que este país não merece. Estamos à beira do abismo e precisamos de um governo responsável”, disse a secretária-geral da Cgil, Susanna Camusso.

*Com informações da BBC Brasil e da agência pública de notícias de Portugal, Lusa//Edição: Graça Adjuto

Italianos fazem greve geral em protesto contra plano de austeridade

MPT determina suspensão de edital para demissão de cobradores de Londrina

CMTU terá até sexta-feira para concordar com o prazo dado para supressão de cobradores
Marcos Zanutto
Se CMTU for contrária a suspensão, Sinttrol estaria livre para realizar greve
 
O Ministério Público do Trabalho (MPT) determinou que a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU) suspendesse o edital que possibilita a companhia suprimir os cobradores em qualquer itinerário e em qualquer horário das linhas de transporte coletivo de Londrina até o final deste ano. Enquanto isso o MPT criaria um foro de discussão de modelos para o transporte coletivo urbano de Londrina, e solicitou um estudo de modelos vigentes tanto no Brasil como no exterior ao Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) e ao Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Londrina (Sinttrol).

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Italianos fazem greve geral em protesto contra plano de austeridade

Governo quer manter diálogo com centrais e movimentos sociais

A Secretaria-Geral da Presidência da República anunciou que vai manter abertos os canais de negociações com as centrais sindicais e os movimentos sociais. As centrais sindicais serão consultadas sistematicamente sobre as medidas adotadas para o enfrentamento da crise econômica mundial.

As mesas também são um canal de diálogo permanente entre o governo federal e os movimentos sociais ligados à moradia, dos Atingidos por Barragens (MAB) e os interessados em definir o modelo energético do País.

Em maio deste ano, as centrais apresentaram proposta de pauta por ordem de prioridade: fim do fator previdenciário, valorização das aposentadorias acima do mínimo; regulamentação das Convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que tratam do direito de organização e de demissão imotivada, respectivamente; terceirização; práticas anti-sindicais – necessidade de criação de um projeto de lei sobre o tema; redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e desoneração da folha de pagamento.

Os movimentos sociais e de trabalhadores também apresentaram ao governo federal uma pauta unificada que contempla temas como pré-sal, tarifa social de energia elétrica, concessões de geração, energia solar, terceirização da mão de obra no setor e o aumento do número de acidentes de trabalho no setor elétrico.

A mesa reúne organizações de trabalhadores rurais e dos setores de energia elétrica e petróleo.

Condições de trabalho
Uma das mesas setoriais de negociação de uma pauta comum a trabalhadores e empresários é o Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, firmado em junho de 2009. Ao longo de um ano, a Mesa construiu um acordo para disseminar as melhores práticas e promover a reinserção dos trabalhadores desempregados pelo avanço da mecanização da colheita.

Aquecido pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida, o setor da construção civil passa por desafio semelhante ao do canavieiro. Em abril, foi constituído um grupo de trabalho para elaborar proposta de Compromisso Nacional da Construção Civil. Até agora foram aprovadas propostas relativas a seleção de empregados, formação e qualificação, e saúde e segurança.

A SAC apresentou, nas três primeiras reuniões, as diretrizes da política para o setor. Os representantes dos trabalhadores debateram temas como estabelecimentos de cláusulas de barreira às atividades essenciais terceirizadas e às empresas que descumpriram contratos ou abandonaram projetos da Infraero.

Moradia e energia
Os quatro movimentos nacionais de luta pela moradia integram a mesa de negociação sobre o tema, apresentando reivindicações em comum como a retomada do Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social, o apoio do governo à proposta de emenda à Constituição (PEC) da Moradia, e o uso de terras públicas para a habitação popular.

As entidades buscam também participar do programa Minha Casa, Minha Vida.

A Central de Movimentos Populares, a Confederação Nacional das Associações de Moradores, o Movimento Nacional de Luta pela Moradia e a União Nacional por Moradia Popular participam das reuniões bimensais.

E um dos pontos debatidos durante a primeira reunião com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) foi o decreto, de outubro de 2010, que instituiu o cadastro socioeconômico da população atingida por empreendimentos de geração de energia elétrica.

Italianos fazem greve geral em protesto contra plano de austeridade

Conjuntura econômica: mercado prevê mais inflação para 2011 e 2012

A previsão de analistas do mercado financeiro para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, subiu pela terceira semana seguida, de 6,31% para 6,38%.

Para 2012, a estimativa também foi ajustada para cima, de 5,20% para 5,32%. As informações constam do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC), elaborada com base na expectativa dos analistas para os principais indicadores da economia.

As projeções para o IPCA em 2011 e no próximo ano estão acima do centro da meta de inflação de 4,5%, mas dentro do limite superior de 6,5%.

A expectativa mediana dos analistas para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2011 caiu de 12,50% para 12,38% ao ano. Para o fim de 2012, a projeção passou de 12,38% para 11,88% ao ano.

No último dia 31, o Copom surpreendeu o mercado financeiro ao reduzir a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, para 12% ao ano. A expectativa era que a taxa seria mantida em 12,5% ao ano.

O boletim Focus também traz projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que passou de 5,59% para 5,68%, este ano, e de 4,77% para 5%, em 2012.

A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi ajustada de 5,45% para 5,47%, este ano, e de 5% para 5,01%. No caso do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a projeção passou de 5,52% para 5,61%, este ano, e de 5,01% para 5,02%, em 2012.

A estimativa dos analistas para os preços administrados permanece em 5,35% em 2011 e em 4,50%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo.

Italianos fazem greve geral em protesto contra plano de austeridade

Prefeitura concede 21% de reajuste a dentistas

Os cirurgiões-dentistas da rede municipal de saúde de Curitiba terão reajuste salarial de 21% entre os anos de 2012 e 2013, além dos porcentuais correspondentes às negociações anuais (10% no primeiro ano e outros 10% no ano seguinte) e incidentes sobre os vencimentos de todos os servidores. Segundo a prefeitura, a proposta de reajuste é superior à média incorporada por trabalhadores das áreas pública e privada. A proposta será estendida aos dentistas que ingressarem no quadro da Secretaria Municipal da Saúde a partir do concurso que a prefeitura vai lançar no próximo dia 20. A rede municipal conta com 646 dentistas, que atendem em clínicas odontológicas em 110 unidades de saúde.