por master | 22/08/11 | Ultimas Notícias
Em abril, a engenheira civil Almudena Olivares Piñera, de 25 anos, trocou a Espanha por Salvador. O motivo foi uma vaga de emprego na empresa responsável pela construção da Arena Fonte Nova, estádio que vai abrigar os jogos da Copa de 2014 na Bahia.
As perspectivas para a economia brasileira – principalmente se comparadas ao cenário de crise em países da União Europeia e nos Estados Unidos – tornaram trajetórias como a da jovem engenheira cada vez mais frequentes no País.
No primeiro semestre deste ano, o número de profissionais estrangeiros aumentou quase 20% em relação ao mesmo período de 2010. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), entre janeiro e junho foram concedidas 26.545 autorizações para que profissionais de outras nacionalidades possam trabalhar no País, contra 22.188 nos mesmos meses do ano passado. “O Brasil se tornou um mercado com muitas oportunidades para um profissional qualificado”, diz a engenheira Almudena, que chegou ao País por meio da Aiesec, uma organização que promove o intercâmbio entre profissionais.
De acordo com Celso Grisi, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), a “invasão” dos estrangeiros está apenas no início. “Como nos países de origem a situação econômica está muito difícil, a chegada de novos trabalhadores internacionais tende a aumentar nos próximos anos”, afirma Grisi. Ao contrário dos países desenvolvidos, a economia brasileira deve avançar neste ano pelo menos 3,5%, nas estimativas da maior parte dos analistas.
Os estrangeiros são atraídos, principalmente, pelas oportunidades nas áreas de engenharia e de segmentos relacionados ao pré-sal. “Não tem muito o que fazer por enquanto, porque as empresas são as primeiras a buscarem profissionais estrangeiros”, afirma Grisi, referindo-se à baixa qualificação do brasileiro.
Regiões
A presença de estrangeiros tem crescido em especial fora do tradicional eixo Rio-São Paulo. O Nordeste e o Centro-Oeste, por exemplo, inverteram a tendência dos dois últimos anos e voltaram a atrair mão de obra internacional. Nessas regiões, a presença de trabalhadores “importados” cresceu 134% e 48%, respectivamente.
No Nordeste, nos primeiros seis meses do ano, a quantidade de mão de obra importada já supera a de 2010. Há dados curiosos quando se analisa a presença de estrangeiros por Estados. O Rio Grande do Norte, por exemplo, apresentou alta de 791% no número de profissionais do exterior no primeiro semestre. A capital do Estado, Natal, é uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, o que motiva o aumento de estrangeiros na economia.
Na avaliação de Ricardo Lacerda de Melo, professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), o aumento de estrangeiros na economia do Nordeste ocorre por conta dos “investimentos estruturantes”. Ele destaca que o emprego regional cresce acima da média brasileira nos últimos anos: “A região recebe investimentos com a implantação de grandes empreendimentos em petroquímica, estaleiros, siderurgia e minérios”.
No Centro-Oeste, somente o Distrito Federal teve redução na contratação de estrangeiros – queda de 8% -, enquanto os demais Estados apresentaram alta no período. Ao contrário de anos anteriores, a migração para a região tem sido de profissionais qualificados, diminuindo o espaço de trabalhadores menos qualificados de países fronteiriços, como Bolívia e Paraguai. “Esses trabalhadores que estão chegando são mais capacitados”, diz Luiza Ribeiro, presidente da Fundação Social do Trabalho de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Ritmo forte
Entre as cinco regiões brasileiras, o crescimento de trabalhadores estrangeiros é maior no Norte. Nos primeiros seis meses de 2011, a alta foi de 248% ante o mesmo período do ano passado. Em 2010, o número de trabalhadores estrangeiros por lá já havia dobrado. A região tem recebido muitos trabalhadores com baixa qualificação e que vêm de países mais pobres. Somente no Acre, foram concedidos 162 vistos para haitianos.
Em números absolutos, o Sudeste ainda é a região que mais atrai trabalhadores internacionais. Puxada pelos Estados do Rio e São Paulo, a região teve crescimento de 11% neste primeiro semestre. No ano passado, a alta foi de 68%. “Escolhi São Paulo porque queria morar numa cidade cosmopolita, aprender outro idioma e conhecer a cultura brasileira”, diz a colombiana Ana Maria Dominguez, de 24 anos, que desde março trabalha em uma empresa especializada em promover negócios sociais.
por master | 22/08/11 | Ultimas Notícias
MÃO-DE-OBRA
Termina na próxima sexta-feira (26/8) as inscrições de pessoas e entidades que pretendam participar, na condição de representantes da sociedade civil, da audiência pública sobre terceirização de mão-de-obra. O evento ocorrerá entre nos dias 4 e 5 de outubro no Tribunal Superior Trabalho. Os interessados podem requerer sua participação pelo endereço eletrônico audienciapublica@tst.jus.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , informando os pontos que pretende defender e, se for o caso, indicação do nome de seu representante. O mesmo endereço eletrônico deve ser usado para o envio de documentos referentes à audiência pública.
A audiência pública será gravada e os interessados em cópia da gravação poderão obtê-la por meio de requerimento à Secretaria de Comunicação Social. A relação dos inscritos habilitados estará disponível no portal do TST a partir de 5 de setembro. O evento será aberto ao público, limitado à lotação do espaço.
Entre os aspectos que se objetiva esclarecer estão: a manutenção do critério de atividade-fim do tomador de serviços, atualmente adotado pelo TST para declarar a licitude ou ilicitude da terceirização; a terceirização em empresas de telecomunicações ou concessionárias de energia elétrica (principalmente nas áreas de telemarketing ou call center e na instalação, manutenção e reparo de redes e linhas telefônicas); a terceirização em instituições financeiras e atividades bancárias, como nas áreas de promoção de vendas, correspondência postal, recursos humanos, caixa rápido e cobrança, entre outros; e a terceirização em empresas de tecnologia da informação e comunicação e em empresas de alimentos e bebidas (promotores de vendas em supermercados, por exemplo).
por master | 22/08/11 | Ultimas Notícias
A dez dias do fim do prazo da adequação de empresas para a instalação do ponto eletrônico, milhares das que estão obrigadas pela portaria 1.510/2009 do Ministério do Trabalho (que têm mais de dez funcionários registrados) ainda não aderiram ao sistema.
Levantamento da Dimep, fabricante de sistema de ponto, mostra que, de um total de 600 mil empresas no País, só 260 mil adquiriram os equipamentos até o momento. Outro estudo, feito pela Associação dos Fabricantes de Relógio de Ponto em parceria com a Madis Rodbel, revela que 38% das companhias do Grande ABC ainda não efetuaram a troca do aparelho.
Um dos motivos que levam à morosidade da adesão é o custo do aparelho, que varia de R$ 1.700 a R$ 4.500, dependendo do número de funcionários (quanto mais gente, maior a capacidade de memória e, portanto, maior o custo) e dos incrementos tecnológicos, caso da leitura biométrica (pelos dedos). Outro fator que leva a descrer na medida do MTE é a quantidade de prorrogações já efetuadas. O primeiro prazo se expiraria em agosto do ano passado. O segundo, em março e, o terceiro, em 1º de setembro.
O sistema do ponto eletrônico foi regulamentado sob o intuito de diminuir as reclamações trabalhistas e, consequentemente, reduzir o prazo de processos. Isso deverá acontecer porque, na entrada e saída do trabalho e para o almoço, será emitido um tíquete ao passar o crachá. Ao todo, serão quatro por dia, 20 por semana, 80 por mês e 960 por ano. Esses papéis ajudarão a comprovar horas extras trabalhadas e evitar faltas indevidas.
Na avaliação do presidente da CUT-SP, Adi dos Santos, “a quantidade de árvores que serão utilizadas para gerar esse volume de comprovantes é um absurdo. Imagine quem trabalhar 20 anos em um mesmo lugar, na hora de acertar as contas”. Para a categoria que ele representa, a dos metalúrgicos, a maior parte está desobrigada da instalação do novo aparelho, graças aos acordos coletivos e ao fato de já haver sistema semelhante, mas sem a emissão dos papéis. A principal queixa era a das grandes filas que se formariam nas montadoras para retirar os tíquetes. Santos reconhece, no entanto, que setores como o comércio requerem controle mais rígido para evitar problemas.
Pesquisa mostra que 78% dos funcionários aprovam medida
Das empresas que já implantaram o sistema do ponto eletrônico, 74% mostraram-se satisfeitas com a inovação e, de seus funcionários, 78% aprovaram. Isso é o que aponta pesquisa realizada pelo Instituto AGP.
A quantidade de empregados das companhias entrevistadas é bem dividida – entre cinco e 2.800. Metade das empresas está utilizando apenas um aparelho e, 31%, entre dois e quatro equipamentos. Apenas 3% dos trabalhadores e 8% das empresas estão insatisfeitos com a novidade. A maioria dos entrevistados está trabalhando com o sistema há pelo menos três meses.
O estudo mostra, ainda, que 60% dos funcionários sentem-se mais protegidos com o novo registro de ponto e apenas 6% não acreditam que haja mais proteção com a ferramenta; 70% das empresas acreditam que estão protegidas e 8% não perceberam a melhora. O relacionamento e a confiança entre ambos melhoraram 59%, e 14% não acreditam nessa melhora.
CORRIDA – O gerente de vendas da Madis Rodbel (fabricante de relógios que tem operações no Grande ABC), Reginaldo Fermino, alerta que as companhias que deixaram para a última hora terão de esperar por pelo menos 30 dias. E o Ministério do Trabalho já inicia o processo de fiscalização no dia 1º de setembro. A primeira visita é orientadora; a segunda, que deve ocorrer entre 30 e 90 dias depois, implicará na aplicação de multa.
Fermino conta que a Madis, que tem 6% de seu faturamento proveniente da região, onde atende a 700 empresas, investiu R$ 2,7 milhões em desenvolvimento de produtos, tecnologia e treinamento de pessoas para atender demanda da portaria do MTE.
por master | 22/08/11 | Ultimas Notícias
Talvez não compense ser ‘bonzinho’ no trabalho.
Um novo estudo descobriu que os funcionários ‘bonzinhos’ têm renda significativamente menor do que os menos agradáveis. A diferença é especialmente grande para os homens.
Os pesquisadores examinaram o grau de ‘afabilidade’ com dados relatados pelos próprios pesquisados e descobriram que os homens com grau de afabilidade menor que a média ganhavam cerca de 18% – ou US$ 9.772 – a mais por ano do que os homens mais ‘bonzinhos’. As mulheres desagradáveis ganhavam cerca de 5% ou US$ 1.828 a mais do que as mais educadas.
‘Os homens legais estão se dando mal’, diz a coautora das pesquisas Beth A. Livingston, professora assistente de estudos de recursos humanos na Escola de Relações Industriais e Trabalhistas da Universidade Cornell.O estudo ‘Do Nice Guys ? and Gals ? Really Finish Last?’ [Será que os homens – e mulheres – legais realmente acabam por último?], feito por Beth Livingston e Timothy Judge, da Universidade Notre Dame, no Estado de Indiana, e por Charlice Hurst, da Universidade de Ontário Ocidental, no Canadá, foi apresentado neste mês em San Antonio, Texas, no encontro anual da Academy of Management, organização profissional para os estudiosos de gestão empresarial. O estudo também será publicado no ‘Journal of Personality and Social Psychology’.Os autores analisaram dados coletados ao longo de quase 20 anos a partir de três pesquisas diferentes, com uma amostra total de cerca de 10.000 pessoas de uma ampla gama de profissões, salários e idades. As três pesquisas mediram a noção de ‘afabilidade’ de maneiras diferentes.Os autores também realizaram um estudo separado com 460 estudantes de administração, que foram convidados a fazer o papel de gestores de recursos humanos em uma empresa fictícia e receberam breves descrições de candidatos a um cargo de consultor. Os homens classificados como altamente agradáveis tinham menos chances de conseguir o emprego.
Para os homens, ser agradável talvez não combine com as expectativas de ‘comportamento masculino’, diz o estudo. As pessoas mais ‘boazinhas’ também podem estar menos dispostas a se impor nas negociações salariais, acrescenta Beth.Outras pesquisas mostram que a grosseria nem sempre beneficia o funcionário ou sua empresa. Um documento apresentado no início deste mês na reunião anual da American Psychological Association constatou que 86% dos 289 trabalhadores em três empresas do centro-oeste americano, nos setores de manufatura e saúde, relataram atos de falta de civilidade no trabalho, incluindo represálias em público e comentários depreciativos. Mas a falta de cortesia foi ruim para as organizações como um todo, aumentando a rotatividade do pessoal, como descobriram os pesquisadores, Jeannie Trudel, professora de gestão na Universidade Wesleyan em Marion, estado de Indiana, e Thomas Reio, professor da Florida International University.
‘O problema é que muitos gerentes não percebem que recompensam os mais desagradáveis’, diz Beth. ‘Você pode falar que sua empresa valoriza a cortesia, mas seu sistema de remuneração talvez não reflita realmente isso, especialmente se as decisões de remuneração ficarem a critério de cada gerente.’
por master | 22/08/11 | Ultimas Notícias
Cerca de 4 mil trabalhadores rurais estarão reunidos e debaterão temas como reforma agrária e educação no campo
A partir da próxima segunda-feira (22), cerca de 4 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais de 23 estados e do Distrito Federal estarão reunidos em Brasília (DF) no Acampamento por Reforma Agrária da Via Campesina. A mobilização integra a Jornada Nacional de Luta por Reforma Agrária, iniciada no último dia 17 com diversas ações em todo o Brasil.
Representantes dos movimentos sociais participarão de uma coletiva de imprensa, na segunda-feira pela manhã, no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson, onde será montado o acampamento.
Segundo a Via Campesina, durante a mobilização serão abordados três temas centrais relacionados com a implementação da reforma agrária. O primeiro é o assentamento das mais de 60 mil famílias acampadas, algumas há mais de cinco anos, através da desapropriação dos grandes latifúndios improdutivos, muitos em mãos do capital estrangeiro.
“Acreditamos que a Reforma Agrária seja um dos principais meios de desenvolver nosso país, distribuindo renda e riqueza, pois democratiza a terra, gera empregos diretos, moradia e produção de alimentos, superando a miséria no interior do país e o inchaço dos grandes centros urbanos”, disse José Batista de Oliveira, integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Outra bandeira a ser defendida durante o acampamento é a recomposição do orçamento destinado à obtenção de terras. De acordo com nota da Via Campesina, os R$ 530 milhões destinados para o Incra promover a desapropriação de terras neste ano já foram totalmente executados e o cenário para 2012 é de redução, com um corte de R$ 65 milhões em relação a 2011, conforme dados do Incra.
“Especialistas ainda afirmam que o Brasil possui cerca de 4 milhões de famílias de trabalhadores sem terra que são potenciais beneficiárias de políticas de reforma agrária. Os latifúndios, com mais de mil hectares, somam menos de 1% das propriedades e controlam 44,42% das terras”, completa Oliveira.
O terceiro tema central do acampamento é a renegociação das dívidas dos pequenos agricultores, que chegam a somar em todo o Brasil R$ 30 bilhões, de acordo com o Ministério da Fazenda. “O valor comprova que o Programa Nacional da Agricultura Familiar (PRONAF) é uma política inadequada e insuficiente para atender a realidade da agricultura camponesa, familiar, sobretudo os assentados da Reforma Agrária. Refletem os preços baixos pagos aos pequenos produtores e a falta de políticas públicas de comercialização”, explica Oliveira.
Os movimentos sociais e camponeses alertam que esta situação é preocupante, pois a agricultura familiar é responsável pelo abastecimento interno de alimentos, respondendo por 70% do alimento que chega à mesa do brasileiro.
Educação no campo
Além da luta pela reforma agrária, os trabalhadores e trabalhadoras rurais também reivindicam a garantia à educação e o fim do fechamento das escolas no campo.
Segundo dados do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do Ministério da Educação (INEP/MEC), de 2002 a 2009, e da Pesquisa de Avaliação da Qualidade dos Assentamentos da Reforma Agrária INCRA (2010), nos últimos oito anos foram fechadas mais de 24 mil escolas no meio rural.
“Isso nos remete a olhar com profundidade o que está em jogo, relacionado às disputas de projetos de campo. Os governos têm demonstrado cada vez mais a clara opção pela agricultura de negócio – o agronegócio – que tem em sua lógica de funcionamento pensar num campo sem gente e, por conseguinte, um campo sem cultura e sem escola”, afirma Erivan Hilário, do Setor de Educação do MST.
De acordo com nota da Via Campesina, “esses dados demonstram o drástico cenário do processo educacional no Brasil, especialmente no meio rural, em que após décadas de lutas por conquistas no âmbito da educação – cujas reivindicações foram atendidas em parte – o fechamento das escolas vão no sentido contrário ao que parecia consolidado”.
Dezenas de mobilizações em todo o Brasil lutam em apoio à educação no campo, pela proibição de fechamento de qualquer escola no meio rural, por instalações de escolas de ensino fundamental, ensino médio e Institutos Federais (IFs), além da garantia de que 10% do PIB nacional e que 50% de toda renda do petróleo do pré-sal sejam destinados à educação.
As atividades da Jornada Nacional de Luta por Reforma Agrária culminarão em um grande ato unificado, na próxima quarta-feira (24), onde espera-se reunir cerca de 15 mil pessoas, entre militantes dos movimentos sociais e camponeses, estudantes, sindicalistas, servidores públicos, petroleiros, entre outros.
Marcha das Margaridas
Também nesta semana, em Brasília, foi realizada a Marcha das Margaridas, que reuniu cerca de 100 mil mulheres em torno da reivindicação de um novo modelo de desenvolvimento para o país.
A 4ª edição da marcha foi iniciada na terça-feira (16). As trabalhadoras rurais percorreram as ruas da capital brasileira e divulgaram a pauta de reivindicações do movimento, que incluem questões como democratização dos recursos naturais, atualização dos índices de produtividade no campo, fim da violência no meio rural, maior participação política da mulheres e melhores condições de trabalho, com autonomia e igualdade.
O encerramento da manifestação ocorreu na quarta-feira (17), com um ato na “Cidade das Margaridas” e a presença da presidenta Dilma Rousseff.
Em seu discurso, Dilma afirmou que o governo está disposto a manter o diálogo com os movimentos camponeses e anunciou recursos para as áreas da saúde e agricultura.
O governo atendeu a parte das 158 reivindicações apresentadas pelas trabalhadoras rurais. Entre os compromissos firmados pela presidenta para serem cumpridos até o final de 2012 estão: a implantação de 16 unidades fluviais de atendimento básico de saúde na Região Norte, que terão um custo estimado de R$ 35 milhões; a instalação de dez centros de saúde do trabalhador, que custarão mais de R$ 4 milhões ao ano; e a liberação de recursos para criação de dez unidades móveis de atendimento para mulheres em situação de emergência em áreas rurais e em florestas.
Dilma também se comprometeu a oferecer condições para que a Lei Maria da Penha seja cumprida também na área rural. “Quero reiterar o compromisso do meu governo, e o meu em particular, com o enfrentamento da violência contra as mulheres”, afirmou em discurso.
Outros compromissos firmados pelo governo federal foram a elaboração por parte do MEC de um programa específico de educação para a área rural e a criação de um grupo de trabalho para definir critérios para a implantação de creches no campo. Além disso, conforme a presidenta, o governo vai ampliar o percentual de produtos da agricultura familiar na merenda escolar e o crédito de apoio à mulher – linha de financiamento sob responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Agrário –, que passará de R$ 2,4 mil para R$ 3 mil.