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Senado aprova criação de varas do Trabalho

Senado aprova criação de varas do Trabalho

Em votação simbólica, o Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (10) sete projetos de lei da Câmara (PLCs) de iniciativa do Tribunal Superior do Trabalho que criam varas do Trabalho e alteram a composição de vários Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs).

Foram criadas varas do Trabalho na jurisdição dos TRTs das seguintes regiões: 23ª (Mato Grosso), 4ª (Rio Grande do Sul), 6ª (Pernambuco), 18ª (Goiás), 20ª (Sergipe) e 21ª (Rio Grande do Norte).

Além disso, os projetos aprovados alteram a composição dos TRTs da 6ª, 18ª, 9ª (Paraná) e 21ª regiões.

Senado aprova criação de varas do Trabalho

Marco Maia propõe calendário de votações, com análise da Emenda 29 em outubro

Cronograma inclui dez medidas provisórias e 31 projetos e PECs; sugestão ainda será discutida em reunião de líderes na próxima semana.

O presidente da Câmara, Marco Maia, apresentou aos líderes partidários nesta terça-feira uma sugestão de cronograma que prevê a votação de 41 propostas até outubro, incluindo a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que destina mais recursos para a saúde (Projeto de Lei Complementar 306/08).

O presidente disse que levou em consideração as reivindicações dos parlamentares e produziu um cronograma que tenta refletir a média das expectativas dos parlamentares. Governo e oposição levantaram restrições ao cronograma, que voltará à discussão dos líderes na próxima semana, quando Marco Maia espera fechar um acordo.

“É uma proposta que não traz todos os temas da oposição nem todos os temas do governo, mas tenta atender às questões principais. A expectativa é que seja aceita por todas as lideranças na próxima semana e que nós possamos dar um ritmo de votações à Câmara”, ressaltou.

O cronograma traz, além das medidas provisórias, a votação do projeto que regulamenta o aviso prévio proporcional (PL 3941/89); o Código Brasileiro de Aeronáutica (PL 6716/09); a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Trabalho Escravo (438/01); e a regulamentação dos crimes cibernéticos (PL 84/99), entre outros temas.

Veja quadro com o cronograma completo proposto por Marco Maia

Emenda 29

O calendário prevê a realização de uma série de reuniões com os governadores para discutir a proposta de regulamentação dos recursos para a saúde e a votação da proposta no dia 19 de outubro. Enquanto o governo ficou satisfeito com a inclusão dos governos estaduais na discussão, o DEM classificou de “inaceitável” a votação do PLP 306/08 apenas em 19 de outubro, como sugeriu o presidente da Câmara.

O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), disse que não vai desfazer a obstrução declarada na semana passada e criticou o cronograma apresentado pelo presidente. “Só retiraremos a obstrução no momento em que o presidente Marco Maia admitir discutir uma pauta do Congresso. A pauta continua sendo do Poder Executivo. A sugestão dele reflete exclusivamente os interesses do governo federal, traduz muito pouco o que é prioridade para o Congresso Nacional”, criticou.

Já o líder da Minoria, deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), sugeriu uma obstrução “seletiva”, para pressionar pela votação da regulamentação da Emenda 29 em breve. “Por várias vezes ficou combinada a votação da proposta e o presidente não quis pautar”, criticou.

Para o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), porém, a decisão de consultar os governadores foi acertada, já que são eles que vão arcar com os custos da regulamentação dos recursos para a saúde. “O governo federal já coloca dinheiro a mais do que exigiria a regulamentação. A União está numa situação confortável, o desconforto é para a maioria dos estados”, opinou Vaccarezza.

O deputado José Guimarães (PT-CE) também criticou a postura dos oposicionistas. “Na proposta do presidente há vários projetos que o PSDB colocou, que o PT colocou, que o DEM colocou, que o PDT colocou. A resposta da oposição foi ‘não’ à proposta de diálogo que o presidente Marco Maia fez a todos os líderes”, criticou.

Corrupção
Em resposta às denúncias de corrupção, os líderes do PSDB na Câmara e no Senado disseram que vão cobrar a votação de quatro propostas que dão transparência à administração pública e celeridade à apuração dos crimes de corrupção: a proibição do sigilo para os crimes contra a administração pública (PEC
68/07); a prioridade aos processos por crimes praticados por autoridades (PL 1277/07); a transparência sobre os atos de gestão dos entes públicos (PLP 149/00); e a obrigatoriedade de divulgação, na internet, de informações sobre compras dos órgãos pelo Tribunal de Contas da União (PL 1311/07).

Os líderes do PSDB também anunciaram que vão sugerir um enxugamento dos cargos do Executivo e ministérios à presidente da República, Dilma Rousseff. A proposta, que deverá ser enviada à presidente no final do agosto, é a “contribuição” do partido ao enfrentamento da crise internacional, como explicaram os líderes do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), e da Minoria. “Hoje temos 40 ministérios e 23.500 cargos comissionados no Executivo. Vamos propor o enxugamento da estrutura e diminuir os gastos porque nós, da oposição, queremos dar a nossa contribuição”, disse Nogueira.

O líder do governo afirmou que toda sugestão será bem-vinda. “Tudo o que for positivo, independentemente de onde venha, nós vamos incorporar e analisar com muito carinho”, declarou Vaccarezza.

Senado aprova criação de varas do Trabalho

Lupi rebate denúncias de irregularidades no Ministério do Trabalho

Embora tenha sido chamado a debater as políticas do governo federal para o Pólo Industrial de Manaus e apresentar as metas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o ministro Carlos Lupi aproveitou audiência pública da Comissão de Assuntos Sociais, nesta quarta-feira (10), para rebater denúncias da imprensa sobre irregularidades relacionadas ao registro sindical e à qualificação profissional.

Lupi tomou a iniciativa de tratar dessas denúncias mesmo sem ser interpelado pelos senadores. Inicialmente, sustentou que a pasta não intervém na organização sindical nem no processo de registro sindical. E, apesar de admitir que a regulamentação da atuação das centrais e da cobrança do imposto sindical pela Portaria 186/08 tenha acirrado disputas no setor, contestou reportagem publicada pela revista Isto É desta semana acusando um aumento expressivo na criação de sindicatos após a edição dessa norma.

-Eles contabilizaram uma nova eleição dentro do sindicato como se fosse um novo sindicato – comentou.

Em seguida, Lupi comentou denúncia feita pelo jornal Correio Braziliense sobre desvios praticados pela instituição Capacitar, em Sergipe, na área de qualificação profissional. Após informar que a empresa foi escolhida em licitação, o ministro revelou que irregularidades foram levantadas pela Controladoria Geral da União (CGU) e comprovadas pelo ministério em junho de 2010. Além de suspender os repasses de recursos, a pasta tratou – acrescentou – de abrir inquérito junto com a Polícia Federal para apurar esses desvios.

– Pode ter havido erro, porque o erro é inerente ao ser humano. Mas dolo e má fé, não. Não há ninguém do ministério denunciado por isso – sustentou.

Na terça-feira (9), a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) havia aprovado requerimento do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) para realização de audiência com o ministro Lupi justamente para esclarecer as acusações veiculadas pelo Correio Braziliense. Por sugestão do presidente da CMA, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), esse debate deveria ser promovido, nesta quarta-feira (10), conjuntamente com a CAS. Apesar de as comissões não terem formalizado esse acerto, o ministro do Trabalho acabou respondendo às denúncias de desvio em sua gestão.

Senado aprova criação de varas do Trabalho

Audiência pública vai discutir segurança e saúde dos trabalhadores na construção civil

As condições de trabalho na indústria da construção civil são tema de debate na audiência pública que será realizada nesta terça (16), a partir das 9 horas, na sede do Ministério Público do Trabalho – MPT (Av. Sete de Setembro, 308, Corredor da Vitória). Os principais atores do mundo laboral estarão reunidos para compartilhar informações e estudar novas formas de intensificar a atuação conjunta. Além do MPT, representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (SRTE/BA), federações e sindicatos dos trabalhadores e empregadores na indústria da construção, além de organismos de referência em saúde do trabalhador devem apresentar contribuições que agilizem as investigações e correção de irregularidades.

Setor de números expressivos na Bahia, a construção civil é só otimismo quando exalta o desempenho na geração de empregos (185.480 trabalhadores formais até junho/2011) e financiamentos imobiliários (1.516 milhões, com 11.627 unidades construídas, até maio/2011). São dados animadores não fosse a contramão identificada em situações como a tragédia da última terça (9), quando nove trabalhadores morreram após a queda do elevador em obra de prédio empresarial na capital baiana. Já são 53 acidentes de trabalho no setor de construção civil em Salvador, somente em 2011.

Risco grave de queda e choques, por ausência de proteções coletivas, escoramento e instalações elétricas improvisadas, elevadores e escadas inseguros, falta de equipamento de segurança nas gruas, de sinalização, além de jornada excessiva estão entre as principais irregularidades flagradas em inspeções conjuntas MPT/MTE. Os números da Previdência mostram crescimento de 69,3% no número de acidentes de trabalho na construção civil entre 2006 e 2008. No mesmo intervalo, as mortes aumentaram 25% e os acidentes geradores de incapacidade permanente cresceram 37%.

Senado aprova criação de varas do Trabalho

PMs defendem criação de fundo constitucional para viabilizar piso salarial

Líderes do movimento em defesa das PECs 300/08 e 446/09 se reuniram nesta quarta-feira com o presidente da Câmara, Marco Maia, e defenderam a criação de um fundo constitucional com recursos federais para custear a criação do piso salarial nacional dos policiais e bombeiros militares. Conforme a proposta, esse fundo será formado com 5% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e 5% da arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Os policiais e bombeiros que acamparam no auditório Nereu Ramos, na Câmara, estão se dirigindo para o Palácio do Planalto neste momento e pretendem apresentar a proposta para a presidente Dilma Rousseff. Eles esperam contar com o apoio dos líderes partidários da Câmara, após a reunião do Colégio de Líderes, prevista para as 15 horas.

O Fundo Nacional de Valorização do Profissional de Segurança Pública está previsto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 63/11, apresentada na terça-feira (9) pelo presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, deputado Mendonça Prado (DEM-SE).

O cabo Daciolo Benvenuto da Silva, um dos líderes do movimento, disse que a criação do fundo soluciona o principal problema apontado pelo governo em relação à PEC 300, que é criar despesa sem indicar a origem dos recursos para seu custeio. “Existe o fundo da saúde, existe o fundo da educação, mas não existe o fundo da segurança. Sendo criado o fundo da segurança com desconto de 5% do IPI e 5% do imposto de renda, nós estamos falando de R$ 40 bilhões anuais”, estimou Silva.

Ele disse que Dilma não está recebendo as informações corretas a respeito da PEC 300. “O governo federal e os governadores alegam não ter recursos, mas já existe a solução”, argumentou.

Quanto à reunião com Marco Maia, ele disse que não poderia ter sido melhor. “Todos os parlamentares presentes acharam excelente a ideia”, disse.

Íntegra da proposta:
PEC-300/2008
PEC-446/2009
PEC-61/2011