NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

JT anula dispensa de trabalhador que ficou incapacitado no curso do aviso prévio

JT anula dispensa de trabalhador que ficou incapacitado no curso do aviso prévio

O período do aviso prévio, mesmo que indenizado, faz parte do contrato de trabalho para todos os fins. Nesse contexto, se o trabalhador apresentar incapacidade para as atividades profissionais em seu curso, o ato de dispensa é nulo. Com esse entendimento, a Turma Recursal de Juiz de Fora julgou desfavoravelmente o recurso de um banco que foi condenado a reintegrar o empregado no emprego, assim que o INSS considerá-lo capaz para o trabalho, sob pena de multa diária de R$5.000,00.

O banco não concordou com a decisão de 1o Grau, limitando-se a afirmar que, à época da dispensa, não havia qualquer impedimento para a prática do ato. Mas, analisando o caso, o juiz convocado Luiz Antônio de Paula Iennaco não deu razão ao banco. Isso porque o reclamante foi comunicado da dispensa em 07.07.2010, o que projeta a vigência do contrato de trabalho até 06.08.2010. E os documentos anexados ao processo deixaram claro que, em 19.07.2010, o empregado era portador de tendinite do cabo longo do bíceps. Ou seja, o término do contrato ocorreu, quando, na verdade, ele se encontrava suspenso, pela incapacidade do reclamante.

O relator esclareceu que o empregado pediu a nulidade da rescisão contratual não em decorrência de suposta estabilidade, mas, sim, por nulidade do ato de rescisão. No entanto, o perito constatou que a doença dele tem nexo com as funções exercidas no banco, o que acrescentaria à nulidade do ato a estabilidade acidentária. Por esses fundamentos, a Turma acompanhou o voto do relator e manteve a sentença.

( 0001100-25.2010.5.03.0068 RO )

JT anula dispensa de trabalhador que ficou incapacitado no curso do aviso prévio

Professores da UFPR discutem deflagração de greve nacional

Os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) fazem assembleia nesta quinta-feira (4), às 16h30, no auditório da administração do Centro Politécnico, em Curitiba, para discutir a deflagração de uma greve nacional de docentes das universidades federais.

A decisão da assembleia dos professores da UFPR será levada para uma reunião marcada para o próximo sábado (6) e domingo (7), em Brasília, com representantes dos setores das universidades federais de todo o país.

Segundo o secretário-geral da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (Apufpr), Rogério Miranda Gomes, dependendo das avaliações a serem feitas na reunião, a Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) deverá aprovar um indicativo de greve. O indicativo, se aprovado, deverá ser avaliado pelas universidades federais do país para a deflagração de greve.

A pauta nacional de reivindicações dos professores de universidades federais é extensa. Eles são contra a proposta do governo federal de congelar os salários dos servidores públicos federais em 2011 e 2012 e querem a reabertura das negociações em relação aos salários dos docentes. Os professores reivindicam ainda uma data-base para os seus salários.

Os professores querem também que seja rediscutido o plano de carreiras da categoria. Entre outras reivindicações, eles pedem o aumento do piso salarial dos professores, garantia de isonomia salarial entre os professores da ativa e os aposentados e progressão de níveis de carreira sem distorções. Atualmente, o piso inicial dos professores com graduação e carga horária de 20 horas é de R$ 1.536,00 e a pedida é que ele aumente para R$ 2.194,00.

Além disso, os professores têm propostas gerais para as universidades, entre elas a reposição de quadros de funcionários (para professores e técnicos), melhoria das condições de trabalho e aumento dos investimentos nas universidades e na educação de uma maneira geral. Os professores defendem o investimento de 10% do PIB nacional em educação básica, ensino médio e ensino superior.

Solidariedade

Em reunião realizada nesta quarta-feira (3), o Conselho Universitário da Universidade Federal do Paraná se solidarizou com a greve dos técnico-administrativos da UFPR e a pauta de reivindicações da categoria. Eles estão em greve desde o dia 15 de junho.

A assessoria de imprensa da Universidade Federal do Paraná informou que dependendo dos resultados da assembleia dos técnico-administrativos a ser realizada também nesta quinta-feira (4) e dos professores da universidade, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão se reunirá nesta sexta-feira (5) para definir novas datas para o calendário de aulas da UFPR.

Segundo a assessoria de imprensa da UFPR, o reitor Zaki Ackel Sobrinho, está negociando com a Casa Civil da Presidência da República e os deputados federais da bancada paranaense, solicitando que o governo reabra um canal de negociações com a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra).

JT anula dispensa de trabalhador que ficou incapacitado no curso do aviso prévio

Brasil aproveita sucesso em meio à insanidade global, diz jornal

O Brasil se aproveita do sucesso em meio à “insanidade global”, afirma nesta quarta-feira (3) o Financial Times. Segundo o jornal britânico, nos últimos meses os brasileiros se tornaram espectadores dos disparates do mundo desenvolvido, como as dificuldades para elevar o teto da dívida nos Estados Unidos a fim de evitar a moratória, a crise da Grécia e o escândalo envolvendo o tabloide britânico News of the World, de Rupert Murdoch.

“Um mercado emergente com dificuldades há uma década, o Brasil é hoje um retrato da estabilidade política e econômica comparado com o seu antes dominador parceiro do norte e as antigas potências colonizadoras da Europa”, diz o FT.

Para o jornal, o desafio do Brasil agora é saber como “administrar o sucesso”, pois não pode ser complacente frente à tarefa de sair da armadilha de país de renda média em que está preso há décadas. Entre os problemas ainda a serem enfrentados, o FT cita o mercado de trabalho apertado, falta de trabalhadores qualificados, fraco sistema de educação e elevado custo para fazer negócios, em parte devido aos impostos elevados.

A publicação também volta a apontar o aumento do endividamento da população, em razão do “boom” de crédito. “O Brasil precisa ter cuidado para não enterrar sua nova classe média em tanta dívida que, quando o próximo declínio econômico chegar, cairá novamente na pobreza.”

O FT avalia que o Brasil pode se sentir orgulhoso neste momento. “Mas precisará continuar vigilante para assegurar que não semeia a próxima crise durante o período de prosperidade.”

NCST/PR Participa da  mobilização unificada em São Paulo

NCST/PR Participa da mobilização unificada em São Paulo

dsc03693

As Centrais sindicais e movimentos sociais reuniram manifestantes nesta quarta-feira (3) na cidade de São Paulo para reivindicar a aprovação de leis relativas ao trabalho pelo Congresso Nacional. A organização do evento estima ter reunido mais de 40 mil manifestantes.

A passeata começou às 10h00 na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, e seguiu em direção à Assembleia Legislativa, passando pela Avenida Paulista. Por volta das 11h50, a passeata já estava na Avenida Paulista, entrando na avenida Brigadeiro Luís Antônio até a concentração em frente a  Assembléia Legista, por volta das 13h30, onde se deu o encerramento da manifestação.

As centrais reivindicam reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução do salário, regulamentar a terceirização para garantir os direitos dos trabalhadores, e acabar com o fator previdenciário-cálculo que reduz os benefícios de quem se aposenta mais cedo, por tempo de contribuição.

O movimento pede também que o Congresso ratifique as convenções 158 e 189 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) – a primeira, contra a demissão de funcionários sem motivo, e a segunda regulamenta as condições dos trabalhadores domésticos no mundo, igualando seus direitos aos dos demais trabalhadores. As centrais sindicais pedem ainda a regulamentação da Convenção 151 da OIT, que estabelece o direito de organização e negociação coletiva dos servidores públicos.

É necessário que o Congresso Nacional ratifique as convenções da OIT para que elas tenham validade.

Além das reivindicações referentes ao mercado de trabalho, o movimento ainda pede mudanças na política econômica: reduzir os juros, conquistar o desenvolvimento com valorização do trabalho, distribuir renda e fortalecer o mercado interno.

A lista de exigências inclui também a realização das reformas agrária e urbana, a garantia de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e de 50% do Fundo Social do Pré-sal para a educação, e defende a “soberania nacional e autodeterminação dos povos”.

Entre os organizadores do ato estão a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), a Força Sindical, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB),  e a União Geral dos Trabalhadores (UGT). Participaram também movimentos sociais, como o Movimento dos Sem Terra (MST) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Para o presidente da NCST/PR – Nova Central Sindical de Trabalhadores do Paraná – Denílson Pestana da Costa, a manifestação em São Paulo foi extremamente positiva, pois contou com a participação de 38 Entidades somando um total de 93 Dirigentes. – Esse grande ato vai fazer história, agradecemos a todas as entidades que atenderam nosso pedido e participaram dessa mobilização em favor da classe trabalhista. – conclui Pestana.

 

JT anula dispensa de trabalhador que ficou incapacitado no curso do aviso prévio

Fila de caminhões volta a se formar na BR-277

A fila de caminhões voltou a se formar na BR-277, perto de Paranaguá, por causa do desembarque de soja. Segundo a administração do Porto de Paranaguá, a fila acontece por causa das chuvas que impediram o carregamento dos navios nos últimos dias.

Hoje pela manhã a fila chegou ao quilômetro 23 da rodovia.

Segundo o site do Porto de Paranaguá, há 19 navios atracados,  57 navios ao largo e 28 outros navios são esperados nas próximas 48 horas.