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Curso técnico eleva em 12% salário de jovem com formação colegial

Curso técnico eleva em 12% salário de jovem com formação colegial

Educação : Na indústria, renda de trabalhador com diploma médio profissional é até 20% maior
Em um momento em que o mercado de trabalho brasileiro continua aquecido e é forte a demanda por mão de obra com qualificação técnica, o resultado de uma pesquisa da Fundação Itaú Social mostra que os jovens com diploma do ensino médio profissionalizante têm salários até 12% maiores do que aqueles que cursaram o médio regular.De acordo com o estudo “Avaliação Econômica do Ensino Médio Profissional”, a diferença de remuneração é ainda maior – de quase 20% – em favor dos trabalhadores que frequentaram algum curso técnico na área industrial, como mecânica, metalurgia, manutenção automotiva, petroquímica, entre outros. Os jovens que apostaram na educação profissional voltada aos setores agropecuário (agronomia, agronegócio), de gestão (contabilidade, administração) e de saúde (enfermaria, radiologia) recebem, respectivamente, um contracheque 13% e 9% mais gordo do que aqueles que optaram pelo ensino médio tradicional.
Baseado em microdados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (PNAD) cruzados com informações dos censos escolares oficiais, a pesquisa também revela que dos 8,8 milhões de alunos no último nível do ensino básico nas escolas públicas e particulares do Brasil, pouco mais de 10% estão matriculados em algum curso de educação profissional. Um contingente de cerca de 1 milhão de estudantes está distribuído em cursos integrados de ensino médio tradicional e técnico (2%), concomitantes (35%) e subsequentes (60%). As escolas particulares respondem por metade das matrículas na educação profissional, enquanto as unidades estaduais ofertam 35% da vagas e as federais, 15%.
Na opinião de Lígia Vasconcellos, gerente de avaliação de projetos do grupo Itaú Unibanco, a constatação do ganho salarial maior para trabalhadores que cursaram o ensino médio profissionalizante carrega duas mensagens para os formuladores de políticas educacionais no país. “Embora o custo da educação técnica seja bem superior ao do ensino regular, o retorno em termos de salários vale o investimento. O outro recado é que o mercado de trabalho está cada vez mais exigente por mão de obra de nível médio com bom nível de qualificação”, diz ela.
Para o professor do Insper – Instituto de Ensino e Pesquisa Naercio Menezes Filho, economista especializado em educação, o poder público deve concentrar esforços para ampliar a rede de escolas com ensino médio tradicional integrado ao profissionalizante. “É uma política que tem tudo para dar certo e vem sendo bastante discutida no país atualmente. O ensino regular tem uma cobertura muito ampla de disciplinas, mas uma parcela muito grande dos jovens têm pouco interesse nesse tipo de formação, preferem cursos que priorizem a capacitação para o mercado”, avalia Menezes Filho, para quem o chamado colegial deve ser preservado para pessoas com vocação acadêmica e interessadas em ingressar no ensino superior.
Apesar de contar com apenas seis escolas de segundo grau com ensino regular e profissional integrados, o governo do Rio de Janeiro trabalha com uma meta de unificar educação tradicional e técnica nos mais de 500 colégios da rede estadual em 20 anos. Parte dessa transformação ocorrerá em parceria com a iniciativa privada, conta o subsecretário de gestão do ensino da Secretaria de Educação, Antonio Vieira Neto.
Nesse modelo de parceria, as empresas “adotam” a escola, investindo na infraestrutura, e o Estado se encarrega do aspecto pedagógico. “Já temos experiência com a Oi para uma escola técnica focada em mídias digitais e telecomunicações, com o Pão de Açúcar para a formação de jovens para a indústria de alimentos e com a ThyssenKrupp para a área de gestão. Essas escolas têm processos seletivos muito disputados e suas notas no Ideb estão acima da média da rede estadual”, conta Vieira Neto.
Mas o processo de integração das escolas estaduais de ensino médio do Rio tem pela frente um obstáculo difícil de ser superado: o alto custo. De acordo com o planejamento em andamento no sistema educacional fluminense, juntar ensino médio regular e técnico numa única escola implica ampliar o horário de aula, contratar novos professores e modernizar totalmente a estrutura dos colégios. Atualmente, o gasto por aluno do governo estadual no ensino médio regular é de R$ 2,6 mil por ano. Já o custo estimado por aluno nas escolas com as duas opções de ensino integradas é quase o dobro, de aproximadamente R$ 5 mil.
A principal estratégia do governo estadual de São Paulo nessa área é a oferta de cursos técnicos a alunos já matriculados no ensino médio regular no contraturno das aulas, medida anunciada recentemente pela Secretaria de Educação. Os programas profissionalizantes serão descentralizados ao Centro Paula Souza, Instituto Federal de Ciência e Tecnologia e a instituições de ensino particulares. O Estado programou investimentos de cerca de R$ 60 milhões para criar 30 mil vagas a partir de outubro. A expectativa do governo é que até 2014, 450 mil jovens concluam o ensino médio com uma formação geral e técnica.
“Com esse modelo não foi preciso fazer um grande esforço orçamentário, mas o principal objetivo é estabelecer um projeto pedagógico unificado que contribua para melhorar a qualidade do ensino médio”, conclui Lucia Helena Lodi, assessora da coordenadoria de estudos e normas pedagógicas da Secretaria de Educação de São Paulo.
Valor Econômico

 

Curso técnico eleva em 12% salário de jovem com formação colegial

Alimentos e serviços puxam inflação desde 2006, diz Ipea

Os alimentos são a principal fonte de pressões inflacionárias da economia brasileira a partir de 2006, ano em que houve mudança na dinâmica do aumento de preços, seguidos do grupo serviços, conclui estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado ontem e denominado “A dinâmica da inflação brasileira: considerações a partir da desagregação do IPCA”. Os preços de itens monitorados, administrados por contrato, e de produtos industrializados, por sua vez, têm segurado a inflação nos últimos anos.

“Uma inflação ao redor de 5% é um nível adequado e aceito pela sociedade e uma redução rápida nesse nível arcaria com custos maiores, com impacto direto na geração de renda”, avalia o coordenador de regimes monetários e cambiais do Ipea, Thiago Martinez. “A inflação não é um obstáculo estrutural para o modelo de continuidade do crescimento brasileiro e não há risco dela explodir”, disse depois de apresentar o estudo.

“A distribuição de renda gera impacto sobre a inflação, e é bom que gere. É bom que suba o salário do empregado doméstico”, disse. No estudo, o Ipea conclui que a melhora da distribuição de renda e a política de ganhos reais do salário mínimo são os principais fatores que mantêm os preços de serviços pressionados acima da meta de inflação nos últimos anos.

Segundo Martinez, não é necessária no atual momento da economia uma política para reduzir rapidamente a inflação, que está em 6,71% em 12 meses, acima do teto da meta de 6,5% estabelecida pelo governo. “Agora estamos um pouco acima da meta, mas um nível em cerca de 5% é adequado para atingir níveis de distribuição de renda”, concluiu o coordenador.

Segundo o instituto, a alta das commodities no mercado externo nos últimos anos é o principal responsável pela escalada interna no preço dos alimentos, junto ao fortalecimento do mercado interno e aquecimento da economia, que também pressionam os serviços.

Os preços monitorados foram responsáveis por mais da metade de toda a pressão inflacionária para cima das metas entre 2000 e 2005, mas passaram a contribuir negativamente para os índices a partir de 2006 devido à mudança em regras de contrato com novos indexadores.

Os serviços de telefonia deixaram de ser reajustados pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e foi criado um indicador específico, o Índice de Serviços de Telecomunicações (IST). As tarifas de energia passaram a ser reajustadas pelo IPCA.

O Ipea aponta a atuação do governo sobre o preço dos combustíveis como fator atenuante para a inflação dos monitorados, já que a Petrobras demora a repassar altas do petróleo no mercado internacional e também controla os preços por meio de variação na alíquota da Contribuição por Intervenção de Domínio Econômico (Cide). A popularização do carro flex também ajuda a manter os preços da gasolina estáveis, com a concorrência do etanol.

Sobre os produtos industriais, o Ipea afirma que a taxa de câmbio é determinante para que eles continuem contribuindo com a inflação, já que a concorrência do produto importado pressiona os produtores nacionais a manter os preços em níveis menos pressionado.

Fonte: Valor Econômico

Curso técnico eleva em 12% salário de jovem com formação colegial

Servidores ocupam a Reitoria da UFPR

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Fe­­deral do Paraná (UFPR) ocuparam a Reitoria no final da ma­­nhã de ontem, depois de uma assembleia no Restaurante Uni­­versitário (RU). Eles decidiram ir até o gabinete para falar com o reitor em exercício, Rogério Mulinari, mas ele estava em uma atividade externa. A ocupação durou aproximadamente 40 minutos e foi pacífica. Cerca de cem pessoas participaram do ato.

Ontem, o comando de greve se reuniu com a diretoria do Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba e um representante do Ministério Público Federal. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba e do Litoral (Sinditest), Wilson Messias, foi fechado um acordo para que os setores mais críticos do hospital não fiquem sem funcionários, entre eles a unidade de obstetrícia, pronto atendimento e terapia intensiva. “Não temos a intenção de prejudicar o atendimento, mas mesmo sem greve a população já sofre com a falta de estrutura. Conversamos para fazer este ajuste de funcionários para evitar maiores transtornos em caso da greve se estender”, disse Messias.

Os servidores da UFPR, do HC e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado no dia 15 de junho. Eles pedem a reabertura de 130 leitos no Hospital de Clínicas, que teriam sido fechados por falta de pessoal, e pedem que o governo federal estabeleça e coloque em prática um plano de cargos e salários para a categoria. Outra reivindicação dos servidores é o aumento do piso salarial de R$ 1.034 para R$ 1.635, o equivalente a três salários mínimos, e o aumento de benefícios como o vale-alimentação, além da correção de distorções.

Matrículas

O calendário acadêmico da Universidade Federal do Paraná (UFPR) poderá sofrer alterações por causa da greve dos servidores técnico-administrativos. O Centro de Computação Ele­trônica (CCE), localizado no câmpus Centro Politécnico, foi fechado e lacrado pelos grevistas na manhã de quarta-feira. As aulas seriam retomadas em 1.º de agosto, mas as atividades do segundo semestre poderão ser adiadas.

Gazeta do Povo

Curso técnico eleva em 12% salário de jovem com formação colegial

“Ideal seria não desonerar a folha”, diz ministro

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, afirmou ontem que “o ideal” seria não fazer a desoneração da contribuição patronal ao INSS sobre a folha de salários. Mas admitiu que as discussões dentro do governo caminham para a criação de um novo tributo, incidente sobre o faturamento das empresas, para cobrir a perda de arrecadação previdenciária que a medida irá gerar. Garibaldi afirmou que já há consenso de que a eliminação da alíquota, hoje de 20%, será gradual, com uma redução imediata para 14% neste primeiro momento. “O país precisa crescer e nós não queremos ser impedimento para esse crescimento. Agora, que esse crescimento não termine por criar outro problema. Mas acho que todos estão conscientes nesse sentido.”

Fonte: Gazeta do Povo

Curso técnico eleva em 12% salário de jovem com formação colegial

Deputados faltam uma em cada dez sessões da Assembleia

Média é alta, mas parlamentares comemoram a sensação de que diminuíram as ausências desde que foi implantado o corte no salário dos faltosos
Mesmo após a implantação neste ano das chamadas medidas moralizadoras da atual gestão da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) – como o corte no salário de deputados faltosos –, o número de faltas dos parlamentares segue alto. Segundo levantamento feito a partir dos registros do painel eletrônico da Casa e dos diários oficiais, os parlamentares estaduais faltaram, em média, uma em cada dez sessões realizadas em 2011.
Desde o início do ano, foram realizadas 61 sessões deliberativas. Em média, cada deputado faltou 6,7 vezes. No entanto, as faltas não justificadas foram poucas: no total, foram apenas 42, uma média inferior a uma por deputado. Até o ano passado, a Assembleia não divulgava a contagem de faltas totais, mas os deputados afirmam, com base na percepção de presença nas sessões, de que há mais parlamentares presentes.
Onze deputados faltaram mais do que dez vezes no ano: Ademir Bier (PMDB), Caíto Quintana (PMDB), Elio Rusch (DEM), Fábio Camargo (PTB), Luiz Accorsi (PSDB), Nelson Justus (DEM), Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Nelson Garcia (PSDB) e André Bueno (PDT). Plauto Miró (DEM) e Reni Pereira (PSB) também estiveram entre os campeões de faltas (veja gráfico), mas são da Mesa Executiva, que autoriza ausências para realizar funções administrativas da Casa – conforme previsto no artigo 66 do regimento interno. Osmar Bertoldi (DEM), que pediu licença no fim de março e neste mês assumiu a Secretaria de Habitação de Curitiba, também teve um número relativamente alto de ausências. Das 20 sessões que ocorreram no período em que ele não estava licenciado, Bertoldi faltou a nove – duas delas, sem justificativas.
No outro extremo, cinco deputados não faltaram a nenhuma sessão: Tadeu Veneri (PT), Pastor Edson Praczyk (PRB) e Gilberto Ribeiro (PSB) estiveram em todas as sessões do ano. Gilberto Marin (PMDB), que perdeu seu mandato na Justiça para o deputado Elton Welter (PT), também foi assíduo nas 26 sessões das quais participou. Já Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) foi deputado por apenas dois dias. No restante do ano, ele esteve licenciado como secretário do Trabalho. Nesse período, foi realizada apenas uma sessão ordinária – da qual ele participou.
Avanço
Para o presidente da Assembleia, o deputado Valdir Rossoni (PSDB), o número não é ruim. “Os deputados melhoraram muito, o avanço é surpreendente”, diz ele. Rossoni relembra que, até pouco tempo atrás, era difícil encontrar mais do que 40 deputados no plenário – a Casa tem 54 parlamentares. “Em projetos importantes, hoje, não deliberamos com menos de 45 deputados”, comenta. Para ele, o corte nos salários no caso de faltas não justificadas favoreceu a redução de faltas não justificadas.
O líder da oposição, Ênio Verri (PT), tem a mesma opinião. “Se você pegar o histórico, esse número é quase revolucionário”, comenta. Ainda assim, Verri frisa que a quantidade de faltas ainda é alta. “Apesar de concordar que a presença em plenário dos deputados não é a única atribuição do mandato, é o mínimo que se espera de um parlamentar”, diz o petista.
Para o cientista político Marco Rossi, da Universidade do Norte do Paraná (Unopar), a ausência de deputados no plenário geralmente é reflexo de uma agenda pouco produtiva do próprio Legislativo. “O número de faltas reflete um desinteresse da Assembleia em discutir políticas para o estado”, diz ele. “Não saem da Assembleia grandes projetos para o estado, ou grandes discussões políticas.”
Para ele, isso é um reflexo de uma tendência global de esvaziamento do Legislativo. “O trabalho nas bases de apoio, às vezes, acaba sendo mais importante do que a própria pauta de discussão”, comenta. Para Rossi, a questão da assiduidade só seria resolvida com uma melhora da agenda política no Paraná.
Fonte: Gazeta do Povo

Média é alta, mas parlamentares comemoram a sensação de que diminuíram as ausências desde que foi implantado o corte no salário dos faltosos
Mesmo após a implantação neste ano das chamadas medidas moralizadoras da atual gestão da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) – como o corte no salário de deputados faltosos –, o número de faltas dos parlamentares segue alto. Segundo levantamento feito a partir dos registros do painel eletrônico da Casa e dos diários oficiais, os parlamentares estaduais faltaram, em média, uma em cada dez sessões realizadas em 2011.
Desde o início do ano, foram realizadas 61 sessões deliberativas. Em média, cada deputado faltou 6,7 vezes. No entanto, as faltas não justificadas foram poucas: no total, foram apenas 42, uma média inferior a uma por deputado. Até o ano passado, a Assembleia não divulgava a contagem de faltas totais, mas os deputados afirmam, com base na percepção de presença nas sessões, de que há mais parlamentares presentes.
Onze deputados faltaram mais do que dez vezes no ano: Ademir Bier (PMDB), Caíto Quintana (PMDB), Elio Rusch (DEM), Fábio Camargo (PTB), Luiz Accorsi (PSDB), Nelson Justus (DEM), Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Nelson Garcia (PSDB) e André Bueno (PDT). Plauto Miró (DEM) e Reni Pereira (PSB) também estiveram entre os campeões de faltas (veja gráfico), mas são da Mesa Executiva, que autoriza ausências para realizar funções administrativas da Casa – conforme previsto no artigo 66 do regimento interno. Osmar Bertoldi (DEM), que pediu licença no fim de março e neste mês assumiu a Secretaria de Habitação de Curitiba, também teve um número relativamente alto de ausências. Das 20 sessões que ocorreram no período em que ele não estava licenciado, Bertoldi faltou a nove – duas delas, sem justificativas.
No outro extremo, cinco deputados não faltaram a nenhuma sessão: Tadeu Veneri (PT), Pastor Edson Praczyk (PRB) e Gilberto Ribeiro (PSB) estiveram em todas as sessões do ano. Gilberto Marin (PMDB), que perdeu seu mandato na Justiça para o deputado Elton Welter (PT), também foi assíduo nas 26 sessões das quais participou. Já Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) foi deputado por apenas dois dias. No restante do ano, ele esteve licenciado como secretário do Trabalho. Nesse período, foi realizada apenas uma sessão ordinária – da qual ele participou.
Avanço
Para o presidente da Assembleia, o deputado Valdir Rossoni (PSDB), o número não é ruim. “Os deputados melhoraram muito, o avanço é surpreendente”, diz ele. Rossoni relembra que, até pouco tempo atrás, era difícil encontrar mais do que 40 deputados no plenário – a Casa tem 54 parlamentares. “Em projetos importantes, hoje, não deliberamos com menos de 45 deputados”, comenta. Para ele, o corte nos salários no caso de faltas não justificadas favoreceu a redução de faltas não justificadas.
O líder da oposição, Ênio Verri (PT), tem a mesma opinião. “Se você pegar o histórico, esse número é quase revolucionário”, comenta. Ainda assim, Verri frisa que a quantidade de faltas ainda é alta. “Apesar de concordar que a presença em plenário dos deputados não é a única atribuição do mandato, é o mínimo que se espera de um parlamentar”, diz o petista.
Para o cientista político Marco Rossi, da Universidade do Norte do Paraná (Unopar), a ausência de deputados no plenário geralmente é reflexo de uma agenda pouco produtiva do próprio Legislativo. “O número de faltas reflete um desinteresse da Assembleia em discutir políticas para o estado”, diz ele. “Não saem da Assembleia grandes projetos para o estado, ou grandes discussões políticas.”
Para ele, isso é um reflexo de uma tendência global de esvaziamento do Legislativo. “O trabalho nas bases de apoio, às vezes, acaba sendo mais importante do que a própria pauta de discussão”, comenta. Para Rossi, a questão da assiduidade só seria resolvida com uma melhora da agenda política no Paraná.
Fonte: Gazeta do Povo