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Tratorista morre após ataque de abelhas africanas no interior de SP

Tratorista morre após ataque de abelhas africanas no interior de SP

Luis Carlos de Oliveira, de 52 anos, morreu nesta segunda-feira (14) em Nova Guataporanga, no interior de São Paulo, após ser atacado por abelhas africanas. Segundo a polícia, ele levou mais de 2 mil picadas.

A vítima era tratorista da prefeitura e preparava a terra numa chácara para plantar. Ainda conforme a polícia, o trator bateu numa colmeia que estava debaixo de um pé de café.

Ele saiu correndo do trator e correu cerca de 150 metros pedindo socorro.

Vizinhos da chácara entraram em contato com a prefeitura, que acionou a polícia e a ambulância. Oliveira chegou a ser levado para o PS de Tupi Paulista, onde morreu.

Fonte: G1/Globo

Tratorista morre após ataque de abelhas africanas no interior de SP

Dilma exige mínimo de R$ 545 para ancorar pacote de corte de gastos

Em reunião da coordenação política ontem, presidente disse a ministros que mercado só acreditará em intenção de cortar R$ 50 bilhões do Orçamento se reajuste do piso for contido; presidente do BC informou que juros alcançarão 12,5% até junho

A presidente Dilma Rousseff avalia que a aprovação do salário mínimo de R$ 545 pelo Congresso é questão de honra para sinalizar ao mercado que o corte nos gastos públicos não tem volta. Com a expectativa de que a taxa básica de juros – hoje em 11,25% – chegue a 12,5% em junho, para conter a inflação, o Palácio do Planalto elegeu o mínimo como a âncora fiscal do início de governo.

A necessidade de demonstrar segurança aos agentes financeiros foi o principal assunto da reunião realizada ontem entre Dilma e os ministros que compõem a coordenação política de governo, no Planalto. No diagnóstico da presidente, o mercado só acreditará que o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento é para valer quando souber de onde sairá a economia dos gastos.

Definido como a primeira prova de fogo do pós-Lula, o projeto de lei que fixa o piso em R$ 545 passará amanhã pelo crivo da Câmara dos Deputados e depois seguirá para o Senado. O governo também vai reajustar a tabela do Imposto de Renda para 2011 em 4,5%, como havia anunciado o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. De qualquer forma, na avaliação do Planalto a maior pressão inflacionária é provocada pelo reajuste do mínimo.

Foi o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que traçou internamente um cenário no qual os juros devem ter sucessivos aumentos até junho, quando o patamar tende a ficar em 12,5%. Em conversas reservadas, integrantes da equipe econômica têm dito que, se a preocupação do momento é com a alta do custo de vida, no fim do ano será com a desaceleração.

Na tentativa de quebrar as últimas resistências no Congresso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicará hoje a proposta do Planalto sobre o reajuste do salário mínimo a uma comissão geral, composta por deputados e representantes de empresários e centrais sindicais. Embora o governo tenha maioria na Câmara e no Senado, a base aliada não está totalmente unida e o Planalto sabe que haverá dissidências. A intenção, agora, é neutralizá-las ao máximo.

O deputado Paulinho Pereira da Silva (PDT-SP), que preside a Força Sindical, promete intensificar a “campanha” para aprovar amanhã um piso de R$ 560. As centrais sindicais reivindicavam R$ 580, mas, nas negociações com o governo, concordaram em reduzir o valor.

“Nós não vamos nos submeter a nenhuma ameaça nem a troca de favores ou de carguinhos”, disse Paulinho. Para dobrar os sindicalistas, até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em campo. Depois de chamar os colegas de “oportunistas” por reivindicarem um mínimo maior do que R$ 545, Lula amenizou o tom, mas continuou defendendo a manutenção do pacto firmado em seu governo com as centrais, em 2007.

Pelo acordo, o reajuste do mínimo deve obedecer à variação do índice de inflação anual somado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. Dilma prometeu a “política de valorização do salário mínimo” até 2014.

“Estamos confiantes na aprovação do projeto enviado pelo governo para o mínimo e na unidade da base”, afirmou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). “Não existe plano B. Temos relação de confiança com os partidos da base aliada”, avisou o ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais). “O País vive um momento de pressão inflacionária. Se agora precisamos apertar o cinto, mais à frente teremos situação mais tranquila”, completou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

O PSDB quer um piso de R$ 600 para o mínimo, valor que foi defendido na campanha presidencial pelo candidato derrotado José Serra. Mas, na prática, o PSDB poderá fechar um acordo com o DEM e o PDT e apoiar o piso de R$ 560.

O governo teme defecções no PMDB e PSB. Os pessebistas têm dois ministros, indicados pelos governadores Eduardo Campos (PE) e Cid Gomes (CE), que hoje vivem às turras. Os deputados e senadores socialistas, no entanto, não foram contemplados com cargos no governo.

RITUAL DA VOTAÇÃO

Terça-feira

O acordo prevê a votação do regime de urgência para a votação do projeto. Aprovado o requerimento de urgência dos líderes, o projeto entrará na pauta no dia seguinte.

Quarta-feira

A sessão extraordinária está marcada para as 19h.

O relator deverá dar parecer favorável ao projeto do governo, rejeitando as emendas apresentadas ao texto.

Para ganhar tempo e garantir que o projeto tivesse só um relator, houve encaminhamento especial pela Secretaria-Geral da Mesa. Em tese, o projeto deveria ter tido pareceres nas comissões temáticas, como a de Constituição e Justiça, a do Trabalho e a de Finanças.

O projeto do governo entra em votação primeiro, mas a fixação do valor em R$ 545,00 dependendo das votações seguintes. Pelo acordo dos líderes, serão votados de forma nominal, com o registro dos votos dos deputados no painel eletrônico.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Tratorista morre após ataque de abelhas africanas no interior de SP

Governistas tentam driblar traições e somam pelo menos 300 votos em favor dos R$545

Ministros e aliados tentam conter as centrais sindicais, que querem aprovar R$560

Para mostrar a força da presidente Dilma Rousseff no seu primeiro teste no Congresso, o governo trabalha para que as “traições isoladas” não comprometam a ampla maioria na votação do projeto que fixa o salário mínimo em R$545 e a política de reajuste até 2015, inclusive. Em tese, a base governista tem 386 deputados, mas os próprios líderes partidários admitiam ontem que a adesão não será de 100%. A avaliação mais pessimista entre os governistas é que a proposta será aprovada com pelo menos 300 votos.

Os ministros e líderes aliados realizam hoje uma maratona de reuniões para conter o movimento iniciado por um aliado, o PDT do presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, que defende o mínimo de R$560. O maior trunfo do governo Dilma é a fragilidade do PMDB da Câmara, depois do desgaste da briga por nomeações do segundo escalão. Precisando mostrar lealdade, o PMDB da Câmara promete cerca de 65 votos dos 77 atuais.

Já as centrais sindicais lotarão os corredores da Câmara, a partir do meio-dia. A Força Sindical promete trazer 500 sindicalistas. A manifestação continuará na hora da audiência pública realizada pela Câmara para discutir o mínimo, com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Na semana passada, Paulo Pereira da Silva negociou com DEM, PSDB e PV apoio em torno dos R$560. Ontem, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmava que cinco partidos – PMDB, PT, PR, PTB e PP – estavam praticamente fechados com o governo, o que daria, em tese, 268 votos, já suficiente para aprovar o projeto. Se contabilizar os blocos que esses partidos lideram, conforme a divisão oficial mostrada pela Câmara, a conta sobe para 359 votos. É esse o ideal do Planalto.

Líder do PMDB cobra voto na proposta do governo

Na contabilidade oficial da Câmara, o PT tem 86 votos; o PMDB, 77 votos; PTB, 22 votos; PP, 43; o PR, 40.

O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), está ligando para os deputados para cobrar voto na proposta do governo. A preocupação é conter adesões aos R$560 – proposta já adotada pelas centrais sindicais e que, nos bastidores, tem apoio de deputados da base, até de integrantes do PT. Henrique Alves disse que o PMDB será “majoritariamente” a favor dos R$545.

– Essa proposta de reajuste do mínimo foi aplaudida pelo Brasil. Então, é coerente que ela continue. Em 2012, o mínimo já irá para R$612, R$613 – disse Henrique Alves, que recebe para almoço os líderes da base aliada.

Na mesma linha, o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP), disse que o partido está com o governo e que não precisará fechar questão, porque há a consciência da bancada sobre a importância de defender a política do mínimo aplicada desde 2007.

– A bancada está unificada, por que ter fechamento de questão se há ampla maioria a favor? Não tenho conhecimento de dissidentes no PT — disse Paulo Teixeira.

Hoje, o governo deve fazer um teste votando a tramitação em urgência do projeto do Executivo que trata do mínimo, enviado na última quinta-feira.

Os líderes da base têm reunião marcada para amanhã ao meio-dia. À tarde, os líderes partidários, inclusive os de oposição, reúnem-se com o presidente Marco Maia (PT-RS), para acertar a votação do mínimo no plenário, nesta quarta-feira.

O líder do PR, Lincoln Portela (MG), disse que praticamente todo o bloco liderado pelo partido votará com os R$545.

– Temos 63 votos no bloco, e somente de 4% a 5% deixarão de votar nos R$545. Muito pouco. Sabemos que a presidente Dilma está fazendo um ajuste – disse Portela, acrescentando que uma mudança de postura apenas com o aval do Planalto.

O líder do PDT, Giovanni Queiroz (PA), disse que o partido tentará “sensibilizar” o governo em favor dos R$560. Mas sabe que é difícil.

Fonte: O Globo

Tratorista morre após ataque de abelhas africanas no interior de SP

Vacilante, Lupi é enquadrado pela presidente

Enquadrado pela presidente da República, Dilma Rousseff, para ser mais afirmativo contra a campanha do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), por um salário mínimo maior que os R$545 do governo, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, busca hoje uma alternativa que amenize o mal-estar criado com o Planalto. A ideia é que a bancada se posicione a favor dos R$545 defendidos pelo governo, mas, sem fechar questão, seja liberada para votar.

Dessa forma, o ministro – que tem dito a membros do partido ser favorável a um salário maior que os R$545 do governo – não ficará “exposto, e nem o partido, contra a parede”, disse uma fonte do PDT.

Na prática, porém, Lupi adotou o silêncio e, nos bastidores, tem manifestado sua opinião a favor de um aumento maior, como pleiteia Paulo Pereira da Silva. A posição desagradou ao governo, que isolou o Ministério do Trabalho das discussões, ao contrário de anos anteriores.

Ele só foi chamado para participar de uma reunião para discutir o assunto com as centrais sindicais no início deste mês em São Paulo. Não houve acordo no encontro, coordenado pelos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria da Presidência da República) e Guido Mantega (Fazenda). No fim, Lupi não deu entrevista.

Na sexta-feira, o ministro recebeu um telefonema da presidente cobrando ação por parte do ministro, no sentido de defender junto à bancada do PDT o piso de R$545.

Procurada, a assessoria do ministro informou ontem que ele não falaria com jornalistas. Ainda segundo a assessoria, desde a semana passada, Lupi tem dito que ficará do lado do governo na reunião da bancada.

O deputado Paulinho disse que o governo está criando uma briga por “pouca coisa”.

– Como sindicalista, dá até vergonha de ir para a rua e dizer para o trabalhador que esta briga toda é por apenas uma diferença de R$15 por mês, R$0,50 por dia – afirmou Paulinho. (Geralda Doca e Martha Beck)

Fonte: O Globo

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Reajuste do mínimo fica sem retroatividade

O governo decidiu não permitir que o novo valor de R$ 545 para o salário mínimo retroaja a 1º de janeiro diante de uma avaliação feita pela equipe econômica de que a medida provocaria uma “grande confusão”, segundo explicou ontem o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP): “A retroatividade do salário mínimo a janeiro iria criar um turbilhão na Justiça.”

Da forma que foi encaminhado ao Congresso Nacional, o projeto elaborado pelo Palácio do Planalto prevê que o novo valor de R$ 545 entrará em vigor no primeiro dia útil do mês subsequente ao da publicação da lei. Se o projeto for aprovado esta semana, como é a intenção do governo, e sancionado pela presidente Dilma Rousseff até o fim deste mês, o valor de R$ 545 valerá a partir do dia 1º de março. Se houver atraso na votação do projeto, somente em 1º de abril.

A exposição de motivos estima que entrando em vigor no dia 1º de março, o novo mínimo aumentará os gastos públicos a ele vinculados em R$ 1,36 bilhão este ano (com as aposentadorias do INSS, abono salarial, entre outros).

Vaccarezza explicou que de janeiro para cá, numerosos trabalhadores que ganham o piso salarial foram demitidos, mudaram de emprego ou até mesmo morreram. Além disso, várias empresas pagam os trabalhadores por hora trabalhada. Se a lei retroagisse a janeiro, as empresas teriam grande dificuldade operacional para pagar a diferença, o que terminaria provocando ações na Justiça.

Desde janeiro, o salário mínimo é de R$ 540. Este valor, no entanto, não foi suficiente para cobrir a inflação integral do ano passado, medida pelo INPC, que ficou em 6,47%. O líder do governo disse que chegou a defender a retroatividade, mas foi convencido pelos argumentos da equipe econômica.

A não retroatividade será mais uma dificuldade que o governo vai enfrentar na batalha de amanhã para aprovar o projeto de lei que fixa o valor de R$ 545 e estabelece uma política de recuperação do salário mínimo até 2015. Alguns líderes da base aliada consideram que será difícil convencer as suas bancadas a aprovar o projeto sem a retroatividade.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), chegou a admitir ontem a possibilidade de que essa questão possa ser objeto de uma emenda ao projeto de lei. Mas a orientação na Câmara dos Deputados, onde o projeto começou a tramitar, é de que os partidos da base aliada não apresentem emendas. O único parlamentar que não cumprirá a determinação governista é o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, e que já anunciou sua disposição de apresentar uma emenda passando o salário mínimo para R$ 580.

O ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, e Vaccarezza garantiram, durante a reunião da coordenação política, que o governo tem votos suficientes para aprovar amanhã o salário mínimo de R$ 545. Diante da presidente Dilma Rousseff e dos ministros que compõem o núcleo do governo, Vaccarezza afirmou: “Vai ser trabalhoso e barulhento, mas o projeto do salário mínimo passa na Câmara.”

Após a reunião, o ministro e o líder do governo descartaram a possibilidade de um “plano B” caso o Executivo tenha dificuldades em aprovar o valor de R$ 545 no Congresso. Nos últimos dias, especulou-se que o Planalto aceitaria o valor de R$ 560 defendido pelo DEM e pelo PDT – o PSDB vai apresentar um destaque ao projeto propondo o aumento do salário mínimo para R$ 600.

Ficou acertado que o governo não pedirá aos líderes que punam os deputados que votarem contrários à orientação do Planalto. Mas haverá um trabalho sistemático para mostrar aos aliados que o valor de R$ 545 é o único que cabe dentro dos limites orçamentários do Executivo.

Vaccarezza disse que PT, PMDB, PR e PP estão fechados a favor dos R$ 545. Além disso, o PSB “avançou em direção à essa proposta” e PDT e PCdoB vão reabrir as discussões nas respectivas bancadas.

O PDT terá uma reunião hoje de sua bancada e parte da executiva nacional. O líder do partido na Câmara, Giovanni Queiroz (PA), disse que, se a presidente pretende, de fato, manter a política de valorização do salário mínimo, deveria reajustar o mínimo para R$ 560. “Isso representa R$ 4,5 bilhões no Orçamento, não é nada, em comparação à injeção de recursos na economia brasileira.”

Ex-líder do PCdoB, o deputado Daniel Almeida (BA) declarou que o partido não pretende colocar-se como oposição ao governo, mas que tentará, até o último momento, dar um aumento maior para o mínimo.

Fonte: Valor Econômico