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Mínimo teve aumento real de 80,85% em 15 anos

Mínimo teve aumento real de 80,85% em 15 anos

No período de 1995 a 2010, o salário mínimo teve aumento real de 80,85%, conforme informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Período

Salário mínimo (R$)

Reajuste nominal (%)

INPC*

(%)

Aumento real (%)

Maio de 1995

100

Maio de 1996

112

12,00

18,22

-5,26

Maio de 1997

120

7,10

8,20

-0,98

Maio de 1998

130

8,30

4,12

4,05

Maio de 1999

136

4,60

3,88

0,71

Abril de 2000

151

11,00

5,35

5,39

Abril de 2001

180

19,20

6,27

12,17

Abril de 2002

200

11,10

9,72

1,27

Abril de 2003

240

20,00

18,54

1,23

Maio de 2004

260

8,33

7,06

1,19

Maio de 2005

300

15,38

6,61

8,23

Abril de 2006

350

16,67

3,21

13,04

Abril de 2007

380

8,57

3,3

5,10

Março de 2008

415

9,21

4,98

4,03

Fevereiro de 2009

465

12,05

5,92

5,79

Janeiro de 2010

510

9,68

3,45

6,02

Total período

 

410,00

182,00

80,85

* O percentual do INPC refere-se à inflação acumulada do ano anterior.

Fonte: Dieese
Da Redação / Agência Senado

 

Mínimo teve aumento real de 80,85% em 15 anos

Paulo Paim promete continuar luta para derrubar o fator previdenciário

O senador Paulo Paim (PT-RS) comprometeu-se, em discurso pronunciado na tarde desta quinta-feira (4), a continuar sua luta para derrubar, no Congresso, o chamado fator previdenciário, que “reduz em quase a metade o valor das aposentadorias do INSS” na hora da sua concessão. Garantiu que não vai “recuar nenhuma vírgula” na sua campanha contra o fator previdenciário.

Lembrou que ainda tramita na Câmara projeto com essa finalidade. Além disso, os congressistas também terão de examinar veto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ao Projeto de Conversão da Medida Provisória 475/09, aprovado pelo Congresso, que acabava com o fator previdenciário no dia 31 de dezembro deste ano.

Paulo Paim relatou as primeiras reuniões de sindicalistas com o relator-geral do projeto da lei orçamentária para 2011, senador Gim Argello (PTB-DF), nesta quinta-feira (4), quando se discutiu a possibilidade de reajuste do salário mínimo além dos R$ 538,15 previstos pelo governo na proposta orçamentária.

– Continuo defendendo que o salário mínimo, que vai subir no dia 1º de janeiro próximo, seja corrigido pela inflação deste ano mais um aumento real. Também vou lutar para que o mesmo índice seja aplicado às aposentadorias com valor superior ao salário mínimo – prometeu.

O senador gaúcho agradeceu as mensagens de apoio que recebeu pela internet durante a campanha eleitoral. Disse ter recebido muita doação de pequeno valor de pessoas que o apóiam e que sua campanha custou cerca de R$ 1 milhão, valor considerado modesto, comparando-se com outras campanhas de outros candidatos ao Senado.

Da Redação / Agência Senado

Mínimo teve aumento real de 80,85% em 15 anos

Pesquisa diz que salário mínimo deveria ser de R$ 2.132 em outubro

A pesquisa do Dieese calcula que o salário mínimo deveria ter sido de R$ 2.132,09 em outubro, para suprir as necessidades básicas e da família. Com base no maior valor apurado para a cesta em outubro, de R$ 253,79, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ser 4,18 vezes superior aos atuais R$ 510.

Os valores são maiores que os apurados para setembro, quando o mínimo necessário foi estimado em R$ 2.047,58 (4,01 vezes o piso em vigor). Em outubro de 2009, o Dieese calculou o valor necessário em R$ 2.085,89, ou 4,49 vezes o mínimo então em vigor de R$ 465.

A instituição também informou que, para adquirir uma cesta básica, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo necessitou cumprir, na média das 17 capitais pesquisadas, uma jornada de 94 horas e 11 minutos, maior que a de setembro, que era de 91 horas e 4 minutos. Em outubro de 2009, a jornada era cerca de três horas a mais.

Fonte: Paraná Online

Mínimo teve aumento real de 80,85% em 15 anos

Projeto aumenta adicionais de insalubridade e de periculosidade

A Câmara analisa o Projeto de Lei 6994/10, do deputado Antônio Roberto (PV-MG), que eleva o valor dos adicionais de insalubridade e de periculosidade. Pela proposta, eles passarão a ser calculados sobre a remuneração integral (salário bruto).

Atualmente, conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452/43), o adicional de insalubridade equivale a 40%, 20% ou 10% do salário mínimo, dependendo do grau de possibilidade de dano à saúde do trabalhador (máximo, médio ou mínimo). Já o adicional de periculosidade assegura ao empregado 30% de acréscimo sobre o salário básico, ou seja, sem as vantagens resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa.

Conforme a proposta, para cálculo do adicional de insalubridade, os percentuais permanecerão os mesmos – apenas a base de cálculo será alterada. O adicional de periculosidade, por sua vez, será de 30% sobre a remuneração integral se o trabalhador estiver exposto de forma permanente ou intermitente às condições de risco; e de 15% se o trabalhador estiver exposto de forma ocasional às condições de risco.

Indenização
Segundo o autor, além de funcionar como uma indenização, os adicionais de insalubridade e de periculosidade deveriam servir como estímulo para que o empregador tomasse medidas efetivas para a eliminação das condições nocivas de trabalho. Para Antonio Roberto, o valor atual dos adicionais é baixo, por isso não eles têm surtido o efeito desejado. “Muitas empresas consideram mais barato pagá-los do que investir em condições de trabalho mais saudáveis e seguras”, observa o deputado.

Tramitação
O projeto foi apensado ao PL 2549/92, do Senado, que também altera o cálculo do adicional de insalubridade. A matéria, que tramita em regime de prioridade, está pronta para votação pelo Plenário.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Luiz Claudio Pinheiro
Edição – Lara Haje
Agência Câmara
Mínimo teve aumento real de 80,85% em 15 anos

Arrecadação extra não dá para pagar reajuste maior do mínimo, diz relator

Centrais sindicais reivindicam mínimo de R$ 580. Proposta do governo prevê R$ 538, mas relator garante R$ 540. Reajuste deve ser discutido com a presidente eleita, Dilma Rousseff, na próxima semana.

José Cruz/Agência Senado
Senador Gim Argello (2º esq/direita) recebeu sindicalistas e parlamentares.

O relator do Orçamento da União de 2011(PLN 59/10), senador Gim Argello (PTB-DF), disse nesta quinta-feira que não será possível usar a arrecadação extra prevista para o ano que vem para pagar o aumento do salário mínimo. Argello esteve reunido com representantes de centrais sindicais que reivindicam um mínimo de R$ 580 (o valor hoje é de R$ 510).

O relator disse aos sindicalistas que, embora o relatório de receita aponte uma arrecadação extra de R$ 17,7 bilhões, será preciso atender 11 demandas extras no valor total de R$ 30 bilhões – algumas delas inadiáveis porque são decisões judiciais.

O projeto da lei orçamentária prevê o valor de R$ 538, mas Argello afirmou que o valor de R$ 540 já está garantido. Em princípio, o aumento de R$ 2 já foi negociado com o governo. Cada R$ 1 de aumento no mínimo representa um gasto de R$ 286,4 milhões para o governo federal.

O senador, no entanto, ainda vai discutir o valor do salário mínimo na semana que vem com a presidente eleita, Dilma Rousseff.

Cálculo do reajuste
A fórmula em vigor hoje para reajuste do salário mínimo tem como base a inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIBIndicador que mede a produção total de bens e serviços finais de um país, levando em conta três grupos principais: – agropecuária, formado por agricultura extrativa vegetal e pecuária; – indústria, que engloba áreas extrativa mineral, de transformação, serviços industriais de utilidade pública e construção civil; e – serviços, que incluem comércio, transporte, comunicação, serviços da administração pública e outros. A partir de uma comparação entre a produção de um ano e do anterior, encontra-se a variação anual do PIB.) nos dois anos anteriores. Como o PIB teve crescimento negativo no ano passado (-0,2%), se o governo fosse seguir a regra atual, o mínimo não teria aumento real, apenas a correção da inflação.

As centrais reinvindicam que o PIB de 2010, em torno de 7%, seja usado duas vezes: para o reajuste de 2011 e para 2012.

Segundo o presidente da Força Sindical, deputado(PDT-SP), existem recursos e a política de reajuste é boa para a economia. “Foi ela [a política de reajuste] que tirou mais de 30 milhões [de pessoas] da pobreza. E não quebrou a Previdência, não quebrou prefeituras. O Orçamento está com dinheiro sobrando e esse dinheiro tem que ir para quem mais precisa que são os aposentados e quem ganha salário mínimo”.

Ontem, a presidente eleita Dilma Rousseff acenou com uma compensação para a falta de crescimento em 2009, mas sugeriu uma fórmula que envolvesse a meta de que o mínimo chegasse a pouco mais de R$ 600 – valor prometido por seu adversário no segundo turno, José Serra (PSDB) – no início de 2012.

Arquivo – Rodolfo Stuckert
João Almeida: sabemos onde cortar para garantir um mínimo de R$ 600

Na Câmara, o líder do PSDB, deputado João Almeida (BA), afirma que o seu partido vai buscar o mínimo de R$ 600 para 2011. “No nosso conceito tem viabilidade o salário de R$ 600 porque nós sabíamos, tínhamos feito as contas, onde cortar para criar o espaço para o mínimo de R$ 600. Eles eu não sei se têm”.

Entre os gastos que poderão ser cortados, João Almeida citou cargos comissionados e gastos com a criação de novas embaixadas.

Quanto aos aposentados que ganham acima do mínimo, as centrais defenderam um reajuste de pelo menos 80% do crescimento do PIB de 2010 mais inflação. Segundo Paulo Pereira, esse critério representa um reajuste de 9,1%.

*Matéria atualizada às 13h18

Reportagem – Sílvia Mugnatto / Rádio Câmara
Edição – Natalia Doederlein