por master | 15/10/10 | Ultimas Notícias
No auditório do debate da TV Bandeirantes, formado por políticos convidados das duas campanhas, petistas eram só sorrisos para a firmeza da candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), que respondeu de forma incisiva, pela primeira vez, ao seu adversário, José Serra (PSDB).
Os tucanos, que não responderam à acusação de Dilma sobre o “desaparecimento” de cerca de R$ 4 milhões doados para a campanha como caixa 2, demonstraram surpresa com a nova atitude da oponente e diziam que o comportamento de Dilma dela era “agressivo”.
No final do primeiro bloco do debate, Dilma cobrou de Serra esclarecimentos sobre Paulo Vieira de Souza, ex-membro do governo tucano em São Paulo que, segundo a petista, “fugiu com R$ 4 milhões de sua campanha”.
Na plateia, o questionamento deixou os petistas efusivos. Integrantes do PSDB, preocupados com o cerco da imprensa a partir deste instante, prepararam uma saída à francesa do senador eleito Aloysio Nunes, que mantinha relações estreitas com Vieira de Souza. Minutos depois, o senador eleito deixou o estúdio e não retornou.
Mais conhecido como Paulo Preto, Paulo Vieira de Souza foi diretor de engenharia da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa). Ele era o responsável direto por grande parte das obras viárias do governo de São Paulo.
Chamado de “homem-bomba do PSDB”, em matéria da revista semanal de ultradireita Veja, publicada em maio deste ano, Paulo Preto foi demitido oito dias depois de ter inaugurado o trecho sul do Rodoanel. Quando Aloysio Nunes deixou o debate, depois do questionamento sobre Paulo Preto, o correligionário Cícero Lucena ocupou o seu lugar na plateia.
No instante da acusação, Serra olhou para assessores, o marqueteiro Luiz Gonzalez e o estrategista Felipe Soutello. Tempo encerrado. Nos bastidores, a denúncia agitou a plateia e as conversas de pé-de-ouvido.
– Ele está desnorteado. Isso, no boxe, é nocaute – espetou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT).
Mais abaixo, o coordenador de comunicação de Dilma, o deputado estadual Rui Falcão, informava:
– A imprensa já noticiou: ele era diretor da Dersa e fugiu com R$ 4 milhões.
O dinheiro, segundo a pergunta-acusação de Dilma no debate, teria sido arrecadado para campanha tucana.
– Serra deve ter levado um susto – comemorou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
Ainda segundo a matéria da revista Veja, “Vieira de Souza e Aloysio se conhecem há mais de 20 anos. Quando, no ano passado, o tucano sonhou em ser o candidato de seu partido ao governo de São Paulo, Vieira de Souza foi apresentado como seu ‘interlocutor’ junto ao empresariado. A proximidade entre os dois é tão grande que a família dele contribuiu para que o ex-secretário comprasse seu apartamento”.
Em agosto, a revista IstoÉ publicou uma matéria de capa, segundo a qual líderes do PSDB acusam Paulo Preto “de ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do partido e não entregá-lo para o caixa da campanha”.
A publicação traz também uma declaração de um diretor de uma das empreiteiras responsáveis por obras de remoção de terras no eixo sul do Rodoanel: “não fizemos nenhuma doação irregular, mas o engenheiro Paulo foi apresentado como o ‘interlocutor’ do Aloysio junto aos empresários”.
À saída do debate na TV Bandeirantes, os petistas questionavam a falta de resposta do tucano à acusação feita por Dilma com base na denúncia da revista IstoÉ. O deputado Jutahy Magalhães Jr., diz “desconhecer completamente a história”.
Hipocrisia
Para o PT, Dilma levou ao palco do debate temas que a campanha tucana trata nos bastidores.
– Serra tem uma campanha na TV e outra nos subterrâneos. Vamos acabar com essa hipocrisia – disse José Eduardo Dutra, presidente do partido, no domingo à noite.
Entre os tucanos, o comentário era comum.
– A postura dela é de quem está perdendo. Quem está ganhando é light – julga o deputado Jutahy Magalhães Junior (BA), um dos peessedebistas mais próximos de Serra. Antes do início do debate, Jutahy chegou a dizer que os temas negativos iriam ficar de fora do programa, oferecendo como argumento a baixa audiência, comparada com outras emissoras.
O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), concordou que o debate daquela noite lembrava 2006, quando, no primeiro embate presidencial do segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele também foi duro. Em desvantagem nas pesquisas, a estratégia acabou sendo negativa para sua campanha.
– Só que (aqui) foi invertido – limitou-se a dizer.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, não escondia sua satisfação.
– É bom falar isso cara a cara – disse sobre Dilma.
Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, acredita que a candidata “sentiu necessidade de trazer às claras, olho no olho, o que era dito às escondidas”.
– Arrasou – resumiu a senadora eleita Marta Suplicy (PT), falando diretamente à candidata.
Mais contido, o ex-ministro Antonio Palocci, um dos principais coordenadores da campanha petista, disse que “ela não fez ataque, fez perguntas”, enquanto na análise do candidato a vice, deputado Michel Temer (PMDB), Dilma falou para a militância.
Mais incisiva
Dilma também abordou o viés privatista do PSDB de Serra e denunciou seu assessor, David Zylbersztajn, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) no governo FHC, de privatizar o pré-sal. Serra esquivou-se:
– Não vou fazer privatização nenhuma do pré-sal. Eu tenho cabeça própria e tenho as minhas ideias.
E foi metafórico ao resumir de que se trata a ideia:
– Qual seria o Brasil do PT? O Brasil do PT seria o Brasil do orelhão…
O troco da petista veio em seguida:
– O meu Brasil não é o Brasil do orelhão, é o Brasil da banda larga, mas é a banda larga para todos.
Dilma também aproveitou uma deixa quando foi questionada sobre os problemas e falta de investimentos em infraestrutura, como portos e aeroportos. Ao justificar o porquê dos aeroportos estarem lotados, Dilma argumentou que “o povo está viajando de avião”, o que, segundo ela, só os ricos faziam no tempo do governo FHC, do qual foi ministro Serra.
Ela trouxe ao debate questões como a legalização do aborto, considerada uma das responsáveis pela perda de votos junto a eleitores católicos e evangélicos no primeiro turno. A candidata usou expressões duras contra Serra como “eu lamento as suas mil caras” e “essa forma de campanha que usa o submundo é correta?”.
Afirmou ainda que a mulher de Serra, Monica, teria veiculado a informação de que a petista é “a favor da morte de criancinhas” e defendeu que “o professor não seja tratado a cassetete”.
Serra reagiu dizendo que Dilma quer se “vitimizar” e admitiu que estava surpreso com sua “agressividade”. Logo após o debate, Dilma justificou a tática como posição de segundo turno e não admitiu ter sido agressiva.
– Não é uma nova estratégia, é uma nova situação. É debate de segundo turno, em que as pessoas podem explicar de uma forma muito mais efetiva, muito mais dinâmica as suas posições. Quando tem mais candidatos, a roda gira e passa três para chegar em ti. Essa (no segundo turno) é uma forma mais límpida – explicou.
Serra declarou que a escolha do tom não foi dele.
– Debate é feito a dois mais o moderador. Se o outro prefere escalar acusações, o debate muda a sua natureza. Eu pensava, se dependesse de mim, ter discutido mais propostas e programas concretos de governo – afirmou ao final, sem admitir que também baixou o nível contra a adversária, acusando-a de “mentirosa”.
Segundo a Band, o debate teve média de 4 pontos no Ibope, com máxima de 6. O presidente do PT disse que há mais cinco convites de emissoras sendo analisados pela campanha para a realização de debates.
por master | 15/10/10 | Ultimas Notícias
As seis maiores centrais sindicais do país dão largada hoje à campanha direta pela eleição de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Após evento realizado, no fim da tarde da última sexta-feira (8), na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, filiado à Força Sindical, dirigentes sindicais intensificaram o contato com integrantes do comitê eleitoral de Dilma, definindo dois eixos de atuação: negociar com o governo o reajuste real do salário mínimo no ano que vem e iniciar desde já a defesa da candidatura petista.
Em reunião realizada, nesta quarta-feira (14), no espaço onde funcionara o comitê de campanha de Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, representantes das seis entidades e de movimentos sociais acordaram em iniciar hoje uma larga campanha de rua.
A partir de hoje, duas turmas de sindicalistas se revezarão em São Paulo, das 7h às 14h e daí às 19h, percorrendo pontos públicos como praças e estações de metrô com panfletos e jornais. Na sexta-feira (15), as centrais participarão de comício da campanha de Dilma em São Miguel Paulista (SP) onde entregarão à candidata a “Agenda da classe trabalhadora”, documento aprovado em assembleia promovida no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, para cerca de 23 mil sindicalistas presentes.
O documento, originalmente idealizado para ser entregue à todos os candidatos, só chegará a Dilma. Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior do país, resume: “ela é a única capaz de encampar as necessidades da classe trabalhadora, então não faz sentido entregar o documento a quem não fará nada com ele”.
A questão do salário mínimo é mais complexa. A CUT defende o reajuste do mínimo em R$ 560 para o ano que vem, incorporando reajuste real (acima da inflação) de 3,5% – número tirado da média do Produto Interno Bruto (PIB) de 2006 a 2009 – maior que os R$ 538 propostos pelo governo na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que apenas repõe a inflação deste ano, mas inferior aos R$ 600 propostos pelo candidato da oposição, José Serra (PSDB). Por outro lado, dirigentes da Força Sindical defendem um mínimo igual ou mesmo superior aos R$ 600.
Na reunião realizada ontem, os dirigentes das centrais divergiram quanto ao momento de iniciar as negociações junto ao governo em relação ao valor do salário mínimo de 2011. Enquanto uma parcela prefere aguardar a realização do segundo turno para iniciar as conversas com o presidente Lula, outros avaliam que é preciso intensificar reuniões agora.
Caso as negociações não avancem, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), presidente da Força Sindical, afirmou ao Valor que vai encaminhar um projeto de lei que prevê mínimo de R$ 600 e reajuste de 10% nas aposentadorias no ano que vem.
Segundo apurou a reportagem, as divergências entre as centrais quanto ao salário mínimo ficaram evidentes na sexta-feira, durante evento com Dilma na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.
Uma fonte próxima à direção da Força manteve diálogo com o deputado Antônio Palocci (PT), um dos principais articuladores políticos de Dilma. Segundo a fonte, Palocci se colocou a favor de um reajuste superior aos R$ 560.
O evento, na semana passada, quase não aconteceu. A assessoria da campanha de Dilma afirmou, pela manhã, que a candidata não participaria do evento, marcado para as 18h. Apenas à tarde, três horas antes do início, que sua presença foi confirmada. O episódio, segundo apurou o Valor, repercutiu mal entre os dirigentes sindicais.
“Esse vacilo, quer dizer, desconfirmar e depois confirmar, em cima da hora, a presença num evento marcado com antecedência e com a presença de todos as seis centrais, acelerou a ideia de que a reunião realizada hoje [ontem] era central não só para a campanha, mas também para articularmos melhor a participação das centrais nas eleições e num futuro governo “, disse a fonte.
A campanha que as centrais iniciam hoje em São Paulo contará com arsenal de peso. A área de comunicação da Força Sindical têm pronto um jornal que será disparado para sindicatos e em pontos públicos em que Paulinho, quarto deputado federal mais votado em São Paulo, com 267 mil votos, surge defendendo voto em Dilma.
O jornal, que terá circulação de 5 milhões de exemplares, contará também com textos que “desestimulam o voto” em Serra. O jornal será começará a ser impresso hoje. Há dúvidas apenas em relação ao expediente do jornal, isto é, se será algo apenas da Força Sindical ou se as outras centrais assinarão. A CUT também prepara jornal próprio.
“Essas promessas do Serra são pura demagogia. Todo mundo sabe que ele não gosta de trabalhador e nosso papel, agora, é informar a classe trabalhadora disso”, diz Paulinho.
por master | 15/10/10 | Ultimas Notícias
Na primeira pesquisa de intenção de votos divulgada desde a definição de que a disputa à Presidência da República seria em segundo turno, a diferença entre os candidatos é de oito pontos percentuais.
Dilma Rousseff (PT), candidata governista, teria 54% dos votos válidos, se a eleição fosse hoje. O oposicionista José Serra (PSDB) aparece com 46%.
Considerando-se a totalidade dos entrevistados, a petista tem 48% dos votos, ante 41% do tucano. Os indecisos são 7% e brancos e nulos somaram 5%. Na última pesquisa antes do primeiro turno, Dilma aparecia com 52% dos votos.
Entre os eleitores que apoiavam Marina Silva (PV) no primeiro turno, 51% agora planejam votar em Serra, contra 22% que vão com Dilma. Entre os votos egressos da candidata verde, há 22% de indecisos – eles eram 4% antes do primeiro turno.
No Nordeste, Dilma bate Serra com 62% a 31%. Há empate técnico no Sudeste e no Centro-Oeste, com leve margem para o tucano (44% a 41% e 46% a 44%). No Sul, o tucano tem cinco pontos de vantagem (48% a 43%).
Dilma lidera também nas faixas de renda de até cinco salários mínimos. Ela tem 52% dos votos de quem ganha até dois salários e 47% entre os que têm rendimentos de até cinco salários. Nas faixas de maior renda a vantagem é de Serra.
Enquanto a petista tem maioria entre os eleitores homens (52% a 39%), há empate técnico entre as mulheres. Serra recebe 44% dos votos femininos e Dilma fica com 43%.
O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Foram 3.265 entrevistas na sexta-feira (8), a pedido da TV Globo e do jornal Folha de S.Paulo. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem número 35114/2010.
por master | 15/10/10 | Ultimas Notícias
Diante do ritmo acelerado de envelhecimento da população, o país deveria discutir a elevação da idade mínima de aposentadoria defendeu, nesta quarta-feira (13), a coordenadora de população e cidadania do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Ana Amélia Camarano.
“É bom, é importante não só para a questão fiscal, como para o próprio indivíduo não sair do mercado de trabalho”, disse.
Camarano destacou que esse não é um debate presente apenas no Brasil, e citou a França, que tem enfrentado greves e protestos contra o plano que prevê a elevação da idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos.
Ela lembrou ainda o Japão, que aprovou um aumento de 60 para 65 anos da idade mínima, válido a partir de 2013.
Estudo apresentado ontem pelo instituto com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostra que a população brasileira atingirá o pico em 2030, quando chegará a 206,8 milhões de pessoas.
Com a queda da natalidade e a tendência de envelhecimento, o instituto afirma que os novos empregos no futuro deverão se concentrar na população maior de 45 anos, que será responsável por 56,3% da futura população em idade ativa.
Nos últimos anos, os idosos têm aumentado sua participação na população. Em 1992, representavam 7,9% do total. No ano passado, esse percentual subiu para 11,4%.
Segundo Camarano, uma das consequências do processo de envelhecimento da população é que as empresas terão de se adaptar e oferecer melhores condições de trabalho a fim de reter funcionários na ativa pelo maior número possível de anos.
Ela ressalta que é preciso reduzir o preconceito em relação ao trabalho dos idosos e investir na capacitação para que eles acompanhem as mudanças tecnológicas.
“A própria aposentadoria compulsória aos 70 anos é fruto de preconceito. A sociedade e os empregadores terão de rever essa atitude”.
por master | 15/10/10 | Ultimas Notícias
O Supremo Tribunal Federal (STF) coloca no ar, nos próximos dias, o serviço de “Pedido de Certidão”, por meio do portal da Corte na internet.
Com ele, o usuário poderá solicitar e receber certidões, por meio do site, mediante preenchimento de formulário eletrônico, sem a necessidade de protocolar petição.
A certidão emitida por meio eletrônico é assinada digitalmente e encaminhada por e-mail. É possível também retirá-la no balcão do Atendimento STF (Central do Cidadão e Atendimento), das 11h às 19h, no térreo do Edifício Anexo II.
O prazo é de cinco dias úteis. Há casos que, devido à complexidade e à situação do processo, podem demandar mais tempo para a emissão de certidão.
Formulário
O pedido de certidão é feito através de formulário próprio no site. O preenchimento requer alguns cuidados, especialmente em relação aos nomes, que não devem ser abreviados.
O tipo de certidão e a forma de recebimento também devem ser indicados. Erros no preenchimento podem inviabilizar o atendimento do pedido.
Nos processos sob segredo de justiça, a certidão só poderá ser retirada pessoalmente por quem seja parte ou por advogado constituído nos autos, ou, ainda, por pessoa expressamente autorizada por eles.
A impossibilidade de emissão da certidão será informada ao usuário pela CCA, por meio de correio eletrônico.
Veja os tipos de certidões que estarão disponíveis por meio eletrônico:
– Certidão de distribuições criminais
– Certidão de distribuições cíveis
– Certidão de distribuições cíveis e criminais
– Certidão para fins eleitorais
– Certidão de atuação profissional
– Certidão de “objeto e pé” do processo
– Certidão de trânsito em julgado