por master | 30/08/10 | Ultimas Notícias
O boom imobiliário brasileiro é uma realidade. Mas qual caminho seguir para pegar uma carona no aquecimento do setor: comprar um (segundo) imóvel ou investir em papéis que acompanham o mercado imobiliário?
A resposta depende dos incentivos fiscais e da combinação de inúmeras variáveis: estômago para risco, montante disponível para investir, prazo até o resgate e, finalmente, aptidão (mais vontade, tempo e conhecimento) para prospectar oportunidades imobiliárias.
Quem tiver pouco dinheiro já pode desistir da ideia de comprar um segundo imóvel se ele for a maior parte do montante disponível para investir, afirma Luiz Calado, autor de “Imóveis: Seu Guia para Fazer da Compra e Venda um Grande Negócio”.
Além de concentrar o risco em uma só aposta, o processo de imobilização -e depois desimobilização- é caríssimo no Brasil; custa 6% de corretagem e até 3% de ITBI, além do custo de cartórios.
Por outro lado, o fundo segue a valorização dos imóveis e permite aporte a partir de R$ 1.000 em empreendimentos de alto valor, mais escassos e seguros.
Segundo Sergio Belleza, consultor de investimentos imobiliários, os fundos rendem líquido (sem impostos) entre 0,7% e 1,1% ao mês, sem contar a valorização da cota.
No caso dos imóveis físicos, a renda mensal com aluguel fica entre 0,6% e 0,7% do valor do imóvel e ainda paga IR de até 27,5% ao mês.
COMERCIAL
A maioria dos investidores pessoa física só conhece o mercado residencial de imóveis, mas o setor comercial (escritórios, shoppings, hospitais) foi o que primeiro reagiu no Brasil. O segmento é o preferido dos fundos.
O aluguel de escritórios de alto padrão subiu 34,5% nos últimos três anos em São Paulo e 63,16% no Rio, segundo a consultoria Jones Lang LaSalle.
Pelo expertise, o fundo cobra taxa de administração média anual de 0,5%. Também não permite ao investidor que participe da prospecção de negócios e da gestão.
No setor residencial, o preço do metro quadrado vendido nos lançamentos saltou 32,33% em São Paulo nos últimos três anos, de acordo com a consultoria Embraesp.
“Uma das maneiras de ganhar dinheiro com imóvel é comprar algo degradado, depois fazer uma boa reforma e vender. Isso você não tem em um fundo”, diz Calado.
Para quem vai comprar o primeiro imóvel, há a ressalva de que ele reduz a despesa com aluguel e se transforma em hedge (proteção) dos gastos com habitação.
“Ninguém vai morar em um fundo de investimento. Mas o mercado vive uma grande euforia imobiliária. A chance de as pessoas comprarem algo equivocado é alta. São sempre transações grandes. As pessoas não têm experiência com imóvel.”
por master | 30/08/10 | Ultimas Notícias
O Paraná teve um crescimento de 5,35% no total de trabalhadores, entre 2008 e 2009, superando a média nacional, de 4,5%. Porém, os salários médios aumentaram menos que na maioria do País.
Segundo análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), feita com base na Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho, e divulgada ontem, o desempenho na geração de empregos foi o quinto melhor desde 1994, apesar dos efeitos da crise.
O Estado fechou o ano passado com 2,64 milhões de trabalhadores, quase 134 mil a mais que no ano anterior – em números absolutos, o total é o terceiro maior no intervalo analisado.
Para o Dieese, nos últimos 15 anos o crescimento nos empregos formais foi forte: em 1994, o estoque de trabalhadores no Estado era de 1,43 milhões de postos de trabalho.
A entidade, no entanto, aponta dois comportamentos distintos nesse período, com baixo crescimento até 1999 e aumentos maiores e constantes depois de 2000. A modificação foi atribuída à “mudança da política cambial tendo como conseqüência a desvalorização do real frente ao dólar e o aumento das exportações.”
Por outro lado, a análise do Dieese apontou que o salário médio dos trabalhadores, no Estado, aumentou menos que a média nacional. Aqui, o acréscimo nos vencimentos de dezembro foi de 5,7% em relação ao mesmo mês de 2008, passando de R$ 1.307,99 para R$ 1.382,05.
A porcentagem é a quinta menor entre os estados brasileiros. O aumento real, em que é descontada a inflação do período, foi de 1,6% – a média nacional ficou em 2,7%.
Com o pequeno aumento, os salários no Estado também continuaram abaixo da média nacional, que passou para R$ 1.535,74 e aumentou 6,9%. Ainda assim, o Paraná não ficou com o pior desempenho da região Sul, posição que coube ao Rio Grande do Sul (5,72%).
O maior acréscimo aconteceu em Roraima (15,7%, para R$ 1.719,08) e o pior, no Amazonas (2,1%, para R$ 1.538,54). A maior média é do Distrito Federal (R$ 3.338,84) e a menor, da Paraíba (R$ 1.091,64).
Setores
O segmento da economia paranaense que mais empregou pessoas em 2009 foi o de serviços, com 29,5% (779,5 mil postos) do total de empregos. Em seguida veio a indústria, com 23,5% (620,2 mil empregos) com destaque para o subsetor de alimentos, bebidas e álcool, que representou 7,2% das vagas. O comércio veio na terceira posição, com 20,8% (548,6 mil empregos), com destaque para o varejo (17,5%).
Já a maior variação em relação a 2008 aconteceu na construção civil, que aumentou em 15,3% seus postos de trabalho. A administração pública (12,6%), o comércio (4,5%) e os serviços (4,3%) vieram em seguida. Os piores desempenhos foram na agropecuária (1,2%) e nas indústrias extrativa mineral e de transformação (1,9%).
por master | 30/08/10 | Ultimas Notícias
A Caixa Econômica Federal terá que pagar multa de 40% sobre a totalidade dos depósitos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) feitos durante o contrato de trabalho com ex-empregado que se aposentou. A maioria dos integrantes da Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho entendeu que o empregado não acarretou o fim da relação de emprego, logo tinha direito ao recebimento da multa.
A relatora dos embargos do trabalhador, ministra Rosa Maria Weber, explicou que é devida a multa compensatória porque se trata de rescisão contratual sem justa causa, por iniciativa do empregador diante da aposentadoria. Ainda de acordo com a relatora, a partir do julgamento de duas ações diretas de inconstitucionalidade, o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade dos parágrafos 1º e 2º do artigo 453 da CLT, com o fundamento de que a aposentadoria espontânea não é causa de extinção do contrato de trabalho.
Por consequência, o TST editou a Orientação Jurisprudencial nº 361 da SDI-1 segundo a qual “a aposentadoria espontânea não é causa de extinção do contrato de trabalho se o empregado permanece prestando serviços ao empregador após a jubilação. Assim, por ocasião da sua dispensa imotivada, o empregado tem direito à multa de 40% do FGTS sobre a totalidade dos depósitos efetuados no curso do pacto laboral.”
Durante o julgamento na SDI-1, o ministro João Batista Brito Pereira discordou da relatora em relação à possibilidade de conhecimento do recurso e também quanto ao mérito. Ao final das discussões, ficaram vencidos os ministros Brito Pereira, Renato de Lacerda Paiva, Aloysio Corrêa da Veiga, Maria de Assis Calsing e o juiz convocado Flávio Sirangelo.
A tese vencedora no Tribunal do Trabalho da 12ª Região (SC) tinha sido no mesmo sentido da interpretação majoritária da SDI-1, ou seja, de que o desligamento do empregado ocorrera por iniciativa do empregador tendo em vista a aposentadoria. E como o Supremo Tribunal Federal considera que a aposentadoria espontânea não é causa de extinção do contrato de trabalho, era devida a multa de 40% do FGTS como no caso de uma demissão sem justa causa.
No entanto, a Oitava Turma do TST tinha reformado essa decisão para isentar a Caixa do pagamento da multa. O colegiado concluiu que o processo em discussão não dizia respeito à continuidade na prestação dos serviços ao empregador após a aposentadoria, como previsto na Orientação Jurisprudencial nº 361 da SDI-1 e que garantiria ao trabalhador o recebimento da multa compensatória de 40% do FGTS em caso de dispensa imotivada. Para a Turma, a hipótese era de afastamento por aposentadoria sem continuidade na prestação de serviços, sendo indevido o pagamento da multa.
Agora com a interpretação da SDI-1 prevalece a obrigação da Caixa de pagamento da multa de 40% do FGTS. (RR-633700-11.2007.5.12.0034)
por master | 30/08/10 | Ultimas Notícias
Marina em queda registra 7%. Margem de erro é de 2 pontos. No cenário com 2º turno, Dilma tem 56%, e Serra, 32%. Neste cenário, se a eleição fosse hoje, Dilma venceria no 1º turno. A pesquisa também avaliou o Governo Lula, que atinge níveis recordes de aceitação – 95%. Apenas 4% dos entrevistados acham a gestão do atual presidente ruim ou péssimo
A candidata Dilma Rousseff (PT) aparece na frente na corrida pela Presidência da República, segundo pesquisa Ibope de intenção de voto divulgada no último sábado (28). A petista tem 51% das intenções de voto contra 27% do adversário José Serra (PSDB).
De acordo com o Ibope, em terceiro lugar está Marina Silva (PV), com 7%. No levantamento anterior do Ibope, realizado dos dias 12 a 15 de agosto, Dilma tinha 43%, Serra, 32%, e Marina, 8%.
A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para mais ou menos. Isso indica que Dilma pode ter entre 49% e 53% e Serra, entre 25% e 29%. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S.Paulo”.
Os eleitores que responderam que votarão em branco ou nulo somaram 5% e os que se disseram indecisos, 9%.
Dos demais candidatos, Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSol) e Zé Maria (PSTU), nenhum alcançou 1% das intenções de voto. O candidato Rui Costa Pimenta (PCO) não foi citado por nenhum dos entrevistados.
O Ibope ouviu 2.506 eleitores com mais de 16 anos em 171 municípios de terça-feira (24) a quinta-feira (26). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 26139/2010.
Votos válidos
De acordo com o Ibope, considerando-se apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, Dilma tem hoje 59% das intenções de voto, Serra, 32%, e Marina, 8%. Outros candidatos não atingiram 1%.
O candidato do PCO, Rui Costa Pimenta, não foi citado pelos entrevistados. Nesse cenário, se as eleições fossem hoje, Dilma poderia ser eleita no primeiro turno.
Segundo turno
Em um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, o Ibope apurou que a petista teria 56% e Serra, 32%.
Brancos e nulos seriam 6%, e indecisos, 7% (a primeira versão deste texto apontava, erradamente, que Dilma teria 55% no segundo turno).
Na pesquisa anterior, as taxas de Dilma e Serra eram de 48% e 37%, respectivamente.
Avaliação do Governo
O levantamento também mostrou como os eleitores avaliam o Governo Lula. Para 78%, o governo é ótimo ou bom; para 17%, regular; para 4%, ruim ou péssimo.
O Governo, portanto, é bem avaliado por 95% dos eleitores, segundo a pesquisa Ibope, se se levado em consideração a soma dos que acham a gestão ótima ou boa, e regular.
por master | 30/08/10 | Ultimas Notícias
O Senado vai tentar, em dois ou três dias desta semana, a última rodada de votações em plenário antes das eleições de outubro. Depois de semanas de inatividade legislativa, em razão da campanha eleitoral, uma reunião de líderes prevista para esta terça-feira (31), às 15h, deve definir as matérias que serão levadas à apreciação dos senadores, no segundo esforço concentrado da Casa antes das eleições.
Já há uma lista de matérias prontas para votação preparada pela Secretaria Geral da Mesa. Segundo a liderança do governo, há ao menos uma proposição consensual, mas só a partir da reunião de terça-feira serão definidas as propostas para o chamado esforço concentrado (quando, por meio de acordo de lideranças, parlamentares se reúnem para apenas votar proposições prioritárias pendentes, antes de eleições ou recesso parlamentar).
O que deve mesmo ser votado nesta semana, por meio de mensagem presidencial, são autorizações de empréstimo para os estados da Bahia e de São Paulo. Ao todo, US$ 237 milhões serão destinados aos entes federativos, sendo que cerca de um quinto vai para a maior cidade do país.
Uma vez aprovadas as mensagens presidenciais, que ainda devem ser sancionadas, a Bahia receberá US$ 40 milhões. Desse total, R$ 10 milhões devem sair do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com o objetivo de financiar, parcialmente, o Programa de Desenvolvimento Ambiental da Bahia.
O outro montante virá do acordo a ser celebrado entre o estado e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird): US$ 30 milhões de financiamento parcial do Projeto Pobreza Rural, que visam a minimizar a precariedade social no interior baiano.
Outras duas mensagens presidenciais definem a destinação de quase US$ 200 milhões para os cofres do estado de São Paulo. A primeira prevê empréstimo de cerca de US$ 130 milhões por meio do Japan Bank for Internacional Cooperation e de um consórcio de bancos japoneses encabeçado pelo Sumitomo Mitsui Banking Corporation.
O dinheiro será utilizado em financiamento parcial de empreendimento no Metrô de São Paulo, projeto desenvolvido em esquema de cofinanciamento com o Bird.
Por fim, São Paulo contará com mais US$ 67 milhões para financiar o Programa Estruturando a Governança para a Resposta Nacional ao HIV/Aids e outras DST. O acordo será fruto de acordo entre o governo e o Bird.
Saúde e segurança
Alguns projetos de lei podem ser apreciados pelos senadores, a depender da reunião de líderes. Um deles, do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), regulamenta o uso de algemas.
O Projeto de Lei 185/04 define casos de abuso na retenção de investigados e determina em que casos o instrumento deve ser usado, como risco de fuga e ameaça à integridade física de policiais.
Outros dois projetos dizem respeito à saúde pública. Promovendo alterações na Consolidação das Leis do Trabalho, o Projeto de Lei 158/08 permite a ausência em dia de serviço nos casos em que o empregado realize exame preventivo de câncer.
Já o Projeto de Lei 5/09 inclui no Calendário Básico de Vacinação da Criança as vacinas contra os males de hepatite A, meningocócica conjugada C, pneumocócica conjugada sete valente, varicela e pneumococo.
Já o Projeto de Lei 53/04 determina o detalhamento de informações sobre produtos oferecidos ao consumidor, tais como peso, volume ou comprimento, de acordo com as características de cada um.
A obrigatoriedade dessas informações na embalagem dos produtos não constava das imposições feitas às indústrias no Código de Defesa do Consumidor.