por master | 18/08/10 | Ultimas Notícias
A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, assumiu hoje o compromisso de manter a atual política de valorização do salário mínimo do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Em acordo com as centrais sindicais, o governo se comprometeu a repassar ao mínimo a inflação (INPC) do ano anterior acrescida de um aumento real equivalente à variação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano precedente. “Quero hoje fazer uma declaração. Vou continuar com a política de valorização do mínimo implantada pelo governo Lula”, disse Dilma, após participar de evento com integrantes de seis centrais sindicais na capital paulista.
Na avaliação da petista, a política de valorização do mínimo foi uma das responsáveis pelo crescimento do mercado interno brasileiro nos últimos anos. “Não a única”, afirmou a candidata, citando também a ampliação do acesso ao crédito, os programas sociais e a geração de empregos nos últimos anos. Durante seu discurso para os sindicalistas, Dilma disse ter passado sua vida ouvindo que o aumento do salário mínimo era uma política que impedia o controle da inflação.
“O governo do presidente Lula comprovou que isso era possível”, disse ela, citando a criação de 14 milhões de empregos formais nos últimos sete anos e meio de governo. “Até pouco tempo atrás, sabem o que acontecia? O Brasil vivia de bico”, afirmou, referindo-se aos empregos temporários. “Se tem uma categoria que sabe o que é o desemprego são os trabalhadores que curtiram um desemprego pesado na época que nos antecedeu, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.
por master | 18/08/10 | Ultimas Notícias
Apesar de não disputar as eleições deste ano como candidato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi destaque no início de horário eleitoral gratuito na TV. O programa da sua candidata, Dilma Rousseff (PT), apostou na emoção e na ligação com o presidente. Dentre os depoimentos em prol de sua escolhida, Lula a recomendou, mais uma vez, para o eleitorado brasileiro: “Não tem ninguém mais preparado para governar (o País) do que Dilma.”
Lula esteve presente também, de uma forma indireta, no programa do candidato do PSDB, José Serra (PSDB). Sem ignorar os elevados índices de popularidade do presidente, os marqueteiros do tucano apostaram no bordão: “Quando Lula da Silva sair é o Zé que eu quero lá.” O presidenciável do PSDB foi também apresentado de uma maneira mais popular, como o “Zé”.
Na avaliação do cientista político Humberto Dantas, conselheiro do Movimento Voto Consciente, as propagandas do PSDB e do PT tiveram bom ritmo e apostaram na biografia dos presidenciáveis. Na sua avaliação, a equipe do tucano está apostando na fórmula da campanha vitoriosa do prefeito Gilberto Kassab (DEM), a de apresentar personagens de várias partes do Brasil e nas histórias do povo.
Para o especialista em pesquisa eleitoral Sidney Kuntz, a eventual influência do horário eleitoral neste pleito poderá ser mensurada no prazo de dez dias. “Se neste período o quadro não se alterar, Dilma deve continuar como favorita. O apelo emocional que o PT trouxe, com Lula pedindo votos para sua candidata, pode fazer a diferença e ampliar ainda mais a vantagem da petista”, avalia Kuntz. No seu entender, o que está em jogo tanto para Serra quanto para Dilma é a capacidade de convencer o eleitorado que eles podem continuar o bom governo de Lula.
O programa na TV da presidenciável do PV, Marina Silva, apostou no meio ambiente e exibiu imagens da destruição do planeta, com narração da candidata e o alerta para a escolha de um dirigente que tenha o foco na solução desses problemas. Em seguida, Marina apresentou-se aos eleitores, trajando um vestido preto, dizendo: “Eu sou Marina.”
O programa do presidenciável Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) focou na história do candidato e mostrou a luta dele junto aos movimentos sociais.
Neste primeiro dia de horário eleitoral gratuito na TV, o presidenciável Rui Costa Pimenta (PCO) disse que essa é uma eleição de cartas marcadas, onde Dilma e Serra gastam milhões.
Zé Maria, presidenciável do PSTU, também criticou a polarização do PT e PSDB e voltou a usar o bordão: “Contra burguês, vote 16.”
O candidato Eymael (PSDC) falou de sua biografia, citando que foi deputado Constituinte.
Já Levy Fidelix (PRTB) trouxe o desenho de um aerotrem com seu número de candidato e disse que pretende ser a voz do povo.
Ivan Pinheiro (PCB) disse que pretende propor mudanças radicais pela luta do socialismo.
por master | 18/08/10 | Ultimas Notícias
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje. Pesquisa Vox Populi divulgada, nesta terça-feira (17), indica que a petista abriu vantagem de 16 pontos sobre o principal adversário, José Serra (PSDB), na corrida pela sucessão presidencial.
De acordo com o levantamento divulgado pela Rede Bandeirantes e pelo portal iG, Dilma tem 45% das intenções de voto, Serra aparece com 29% e Marina Silva (PV) tem 8%.
Os demais candidatos não atingiram 1% das intenções de voto; 5% declararam voto branco ou nulo e outros 12% se disseram indecisos.
Na pesquisa anterior do instituto, divulgada em 23 de julho, Dilma tinha 41%, Serra aparecia com 33% e Marina permanecia com 8%.
Dilma também aparece na frente na pesquisa espontânea, com 32% das indicações. Serra aparece em segundo, com 18%, e Marina Silva com 5%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não é candidato, foi citado por 3% dos entrevistados.
A margem de erro do Vox Populi é de 1,8 ponto percentual. O instituto entrevistou 3 mil pessoas em 219 municípios entre os dias 7 e 10 de agosto. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 22.956/10.
Na véspera, o Ibope indicou 11 pontos percentuais de vantagem para Dilma e, na sexta-feira, o Datafolha apontou oito pontos para a petista.
Na pesquisa Vox Populi divulgada no dia 15 de maio, Dilma aparecia pela primeira vez à frente de Serra, chegando a 38% contra 35% do tucano. No mesmo mês, o instituto Datafolha mostrava os dois candidatos empatados em 36%, enquanto o Ibope também apontava o cenário de empate dos dois concorrentes, em 37%.
por master | 18/08/10 | Ultimas Notícias
As centrais sindicais vão se reunir na próxima segunda-feira (dia 23), na sede da Força Sindical para elaborar uma proposta de mudanças na portaria do ponto eletrônico que posteriormente será encaminhada ao Ministério do Trabalho, informou Miguel Torres, presidente interino da Força Sindical.Ontem, Torres defendeu que a marcação do ponto eletrônico esteja incluída no acordo coletivo de cada empresa. Essa proposta foi debatida com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Na reunião foi debatida a melhor forma de implementação do ponto eletrônico, além de sanar dúvidas sobre o assunto.
“Uma das propostas é que o sindicato faça acordo com as empresas que têm dificuldade para cumprir a norma. Cada empresa tem o seu horário. A forma como será a marcação do ponto eletrônico poderia estar dentro do acordo coletivo, que seria o mais viável”, declarou.
Torres considera que a norma além de disciplinar a marcação das horas trabalhadas poderá evitar fraudes.
Segundo a Portaria 1.510, editada pelo Ministério do Trabalho, toda vez que o trabalhador fizer alguma marcação no relógio de ponto será impresso um comprovante de papel.
Além da Força Sindical, devem participar da reunião representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Central Geral dos Trabalhadores Brasileiros (CGTB) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), além dos deputados Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Ademir Camilo (PDT-MG) e Roberto Santiago (PV-SP).
por master | 18/08/10 | Ultimas Notícias
Manifestantes invadiram há pouco o prédio principal da Câmara dos Deputados após confronto com agentes da Polícia Legislativa.
Eles protestam pela aprovação do proposta de emenda à Constituição que cria a Polícia Penal, que seria responsável pela segurança nos presídios.
Os seguranças e os agentes penitenciários trocaram agressões por cerca de dez minutos. Os servidores da Casa tentaram impedir a chegada deles até o plenário da Câmara, mas não tiveram sucesso.
Os manifestantes ultrapassaram a barreira e entraram correndo pelo prédio principal, gritando palavras de ordem. Agora, eles tentam conversar com os deputados. Alegam que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), prometeu colocar o projeto na pauta desta semana de esforço concentrado.
A presença dos parlamentares, no entanto, já é baixa na Casa. Sem quórum e sem acordo, as sessões no plenário foram encerradas às 19h30.
Fonte: Folha de S. Paulo