por master | 13/03/12 | Ultimas Notícias
Porteiros e zeladores de condomínios de Curitiba e Região podem entrar em greve a partir das 7 horas do dia 27 de março. A decisão da paralisação será tomada em assembleias itinerantes que serão feitas a partir desta quinta-feira (15) na porta de vários condomínios da Capital. A organização é do Sindicato dos Empregados em Edifícios em Condomínios Residenciais, Comerciais e Mistos de Curitiba e Região (Sindicon-PR).
Em entrevista ao vivo na Banda B nesta terça-feira (13), o presidente do sindicato, Helio Rodrigues da Silva, disse que de outubro até agora já foram feitas 17 reuniões com o Sindicato de Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), que representa os empregadores, e nenhum acordo foi firmado. Os últimos três encontros foram com a mediação do Ministério do Trabalho.
“Nosso dissídio era para ter acontecido em outubro do ano passado e cinco meses já se passaram. Agora, nossa única saída é a greve. Sabemos que é difícil mobilizar nossa categoria porque ficam dois num prédio, três no outro, mas temos certeza que todos vão se conscientizar que só mesmo uma paralisação vai forçar o fim deste impasse. A greve será decidida a partir das assinaturas que vamos coletar de prédio em prédio”, afirmou Silva.
(mais…)
por master | 13/03/12 | Ultimas Notícias
O vereador João Cláudio Derosso (PSDB) renunciou ontem à presidência da Câmara Municipal de Curitiba, depois de quinze anos no cargo. Acusado de irregularidades em contratos de publicidade da Casa, Derosso decidiu entregar o cargo para não ser cassado. Na semana passada, ele perdeu o apoio da base governista e dos colegas do próprio partido, que assinaram pedido de abertura de processo proposto pela oposição para afastá-lo definitivamente do posto. O pedido, que recebeu o aval de 30 dos 38 vereadores, incluindo parlamentares da bancada de apoio do prefeito Luciano Ducci (PSB) e do PSDB, seria protocolado oficialmente ontem.
Na carta de renúncia, lida em plenário, Derosso afirmou que tomou a decisão para evitar mais desgastes para os colegas e o Legislativo. “Visando preservar meus pares, bem como a instituição Câmara Municipal de Curitiba de acusações negativas e inverídicas, venho pelo presente renunciar ao cargo”, explicou.
Com a queda do tucano, os vereadores já iniciaram ontem as articulações para a sucessão na Casa. Uma nova eleição para escolher o substituto de Derosso foi marcada para a próxima segunda-feira.
Da base de apoio do prefeito, entre os nomes cotados para concorrer estão o primeiro vice-presidente Sabino Picolo (DEM), que já vinha exercendo interinamente a presidência da Câmara desde o final do ano passado, quando Derosso se licenciou; e o líder da bancada governista, João do Suco (PSDB). A oposição anunciou a candidatura do vereador Paulo Salamuni (PV).
Entre os governistas, até ontem apenas o vereador Professor Galdino (PSDB) se colocou ontem como candidato ao posto. Vereador de primeiro mandato, ele chegou a concorrer por duas vezes ao cargo nas últimas eleições para a Mesa Executiva, mas foi derrotado por Derosso e só conseguiu conquistar seu próprio voto. O líder da bancada do PSDB, Emerson Prado, sinalizou que o partido deve indicar um nome, mas desconversou sobre as pretensões do colega. “É natural nós que temos treze vereadores na Casa, querermos fazer o presidente”, disse ele, referindo-se ao fato dos tucanos terem a maior bancada na Câmara.
As acusações contra Derosso surgiram em julho do ano passado, quando relatório do Tribunal de Contas apontou que a Câmara firmou contrato de R$ 5,1 milhões entre 2006 e 2011, para serviços de publicidade com a Oficina da Notícia, empresa de propriedade da jornalista Cláudia Queiroz, atual esposa do tucano. Na época da licitação, ela ocupava cargo em comissão na Casa. Desde o início, o vereador negou irregularidades, alegando que na época da licitação, não mantinha relacionamento com a jornalista.
Desde então, Derosso resistiu a uma série de processos no Conselho de Ética da Câmara e a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). As investigações confirmaram a existência de irregularidades, mas foram arquivadas sob a alegação de falta de provas materiais que o responsabilizassem.
Em dezembro do ano passado, o Ministério Público denunciou Derosso à Justiça por improbidade administrativa, apontando que a contratação da Oficina da Notícia seria ilegal, já que a empresa tinha como proprietária uma servidora da Câmara. Na ação, o MP pediu ainda o afastamento do vereador da presidência da Casa e o bloqueio de seus bens.
Pressionado, Derosso então pediu licença do cargo por 90 dias. Em fevereiro, renovou o pedido por mais 90 dias. A oposição reagiu apresentando requerimento para abertura de uma comissão processante para afastá-lo definitivamente do cargo.
Reviravolta — Protegido até então pelos colegas, Derosso viu a situação mudar radicalmente na semana passada, quando o líder da bancada do PSDB, Emerson Prado, defendeu publicamente que ele renunciasse, e orientou os parlamentares tucanos a assinarem o requerimento da oposição. A adesão dos vereadores governistas, incluindo do líder da base aliada, João do Suco, confirmou que ele havia perdido o apoio interno para continuar no cargo.
Para o vereador oposicionista Algaci Tulio (PMDB), o afastamento de Derosso foi resultado da pressão popular e da insistência da bancada de oposição. “Foi graças a meia-dúzia de loucos que tiveram a coragem de encarar essa briga”, afirmou. “A renúncia aconteceu a partir de uma pressão da sociedade e pode ser considerada uma vitória do povo”, avaliou Salamuni. “É um momento histórico”, comemorou o líder da oposição, Jonny Stica (PT).
por master | 13/03/12 | Ultimas Notícias
Os financiamentos imobiliários atingiram R$ 5,68 bilhões em janeiro, uma alta de 22% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
A entidade estima que foram financiadas 33,7 mil unidades em janeiro, resultado que indica estabilidade em relação ao mesmo mês do ano passado.
Nos últimos 12 meses até janeiro, os financiamentos alcançaram o montante recorde de R$ 80,9 bilhões, com crescimento de 40% em relação aos R$ 58 bilhões dos 12 meses anteriores.
Já por número de unidades, entre fevereiro de 2011 e janeiro de 2012, foram financiados 493,3 mil imóveis, 14% a mais que nos 12 meses imediatamente anteriores.
por master | 13/03/12 | Ultimas Notícias
Ao trocar Romero Jucá por Eduardo Braga na liderança do governo no Senado, a presidenta mostra disposição para não ceder à pressão de seus aliados. A liderança da Câmara deve ser a próxima mudança, e a coisa pode não parar aí
As mexidas que Dilma começa a fazer ao tirar Jucá da liderança do governo
poderão diminuir a força do PMDB de Sarney e Temer na coalizão – José Cruz/ABr
Será como entrar na jaula dos leões sem ter certeza do potencial de comando do chicote. Ao chegar ao Senado nesta terça-feira (13) para participar da homenagem ao Dia Internacional da Mulher (comemorado no dia 8 de março, última quinta-feira) e receber o Prêmio Bertha Lutz 2012, a presidenta Dilma Rousseff terá uma dimensão sobre se conteve ou não a rebelião da base aliada, especialmente do PMDB. No mesmo dia em que Dilma estiver sendo homenageada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, estará na Comissão de Assuntos Econômicos. Oficialmente, para falar da economia do país. Mas certamente Mantega terá que dar explicações sobre temas polêmicos, como a crise no Banco do Brasil e na Previ. A soma dos dois eventos será o grande teste do governo. O que vai prevalecer: os aplausos a Dilma ou as perguntas duras a Mantega?
Se vencer, como o Palácio do Planalto acredita, os aplausos à presidenta, Dilma terá vencido na maior demonstração até agora da diferença do seu estilo de governar na relação com os partidos da sua base de sustentação e na forma como ela pensa a coalizão de governo. A insatisfação dos aliados, em especial os peemedebistas, ficou escancarada na última quarta-feira (7), quandoos senadores rejeitaram a recondução de Bernardo Figueiredo para a diretoria-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Para Dilma, ficou claro que a derrota na ANTT não foi um acidente, mas algo tramado pelo então líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), e pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Há tempos, o PMDB como aliado trabalha com a estratégia de dar às vezes sustos no governo quando avalia que não está sendo atendido como gostaria. Até agora, a tática dava certo. Como Dilma, não surtiu efeito: em retaliação à derrota, ela tirou Jucá da liderança do governo e colocou em seu lugar Eduardo Braga (PMDB-AM).
A avaliação no Palácio do Planalto é que Jucá (RR) foi no mínimo passivo diante da movimentação de colegas do partido para barrar a recondução de Bernardo Figueiredo. A julgar pela avaliação da rotina comum do PMDB, alguns vão mais longe: ele teria atuado nos bastidores para garantir os votos secretos suficientes para mandar um recado a Dilma.
A insatisfação da base aliada no Congresso com a atuação de Dilma Rousseff ocorre já há alguns meses. Mas ganhou contornos mais vívidos na semana passada. Em comum, deputados e senadores reclamam da falta de interlocução com o Palácio do Planalto. Também questionam a não liberação de emendas parlamentares e a demora na nomeação de indicados de segundo escalão. O que os peemedebistas buscavam era criar um fato que servisse para Dilma como demonstração dessa insatisfação. Imaginavam que, diante da derrota, ela recuaria, chamaria os partidos para conversar e cederia às suas reivindicações.
Disputa interna
Ocorre, porém, que Dilma, em avaliação feita com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, resolveu pagar para ver. Isso porque as duas percebem que os líderes dos rebeldes no PMDB talvez não tenham hoje exatamente toda a liderança junto à bancada do partido como apregoam. Uma disputa interna no PMDB será aproveitada por Dilma para não ceder à chantagem. Os grupos que comandam o partido, tanto na Câmara como no Senado, estão sendo contestados pelos seus pares. Deputados e senadores reclamam que eles ultimamente estariam negociando apenas para os seus próprios propósitos, e não para toda a bancada. Por conta dessa situação, haveria internamente no PMDB um clima de insatisfação que tornaria tais lideranças relativas. No Senado, os líderes contestados seriam o trio formado por Sarney, pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL) e Jucá. Na Câmara, especialmente a dupla Henrique Eduardo Alves (RN), líder do partido, e Eduardo Cunha (RJ).
Foi a aposta no desgaste desses líderes que levou à indicação de Eduardo Braga para líder do governo. Na última sexta-feira (9), ele teve uma reunião com Ideli Salvatti. Na conversa, o assunto central foi a disputa interna na bancada.
Segundo Braga, pelo menos metade dos senadores do PMDB já não se sentiriam representados pela liderança de Renan Calheiros. A situação seria parecida com o que se sente na Câmara, com Henrique Alves e Eduardo Cunha. Braga conseguiu convencer Ideli que, para unir a maior bancada do Senado, era preciso mudar as peças. Na sexta-feira ficou tudo acertado: o ex-governador do Amazonas assumiria o cargo.
O martelo foi batido por Dilma após uma longa reunião ontem (12) com Calheiros. Por quase duas horas, ela e o senador alagoano colocaram em pratos limpos a situação no Senado. A presidenta se comprometeu a ouvir e receber mais os senadores. Mas com um outro líder do governo.
por master | 13/03/12 | Ultimas Notícias
A indústria da transformação da região perdeu 49.620 empregados formais em 20 anos encerrados em 2009. Em 1990, o setor era responsável pela contratação de 293.445. Esse número caiu 16% e atingiu 243.825 funcionários no fim de 2009.
Com isso a representatividade da indústria no total de empregos formais da região acompanhou o movimento de queda. Em 1990, quando o setor já era conhecido nacionalmente pelo potencial de geração de riqueza, empregabilidade e bons salários, 55,6% dos trabalhadores formais batiam o cartão nos pontos dessas empresas. Em 2009, o percentual desceu para 32,9%.
Os dados fazem parte de levantamento realizado pelo professor de Economia Sandro Maskio, que ministra aulas na Universidade Metodista de São Paulo, com base em informações da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Enquanto o setor industrial perdeu trabalhadores, reflexo da modernização das linhas e do fracionamento da produção, 171.941 empregados com carteira assinada ingressaram no setor de serviços, como os transportes, Saúde e Educação./CW
Maskio explica que muitos trabalhadores da indústria perderam seus postos porque exerciam funções consideradas simples hoje em dia, tendo em vista que as máquinas realizam os mesmo processos com mais velocidade e precisão. “Mas no mesmo período o saldo no setor de serviços administrativos, técnicos e profissionais foi de 87.637”, destaca. Isso indica que aqueles que deixaram a indústria preencheram boa parte desse subsetor. “Os dados demonstram com clareza a transição da locação da mão de obra no Grande ABC”, pontua.
SETORES
O comércio varejista apresentou alta de 68.949 postos de trabalho formal na região nos 20 anos. Em 1990, o setor era responsável pelo emprego de 57.855 pessoas. Já em 2009, eram 126.804 funcionários, o que garantiu 17,1% do total de empregos do Grande ABC na época.
A administração pública tinha 47.282 funcionários em 2009, alta de 142% sobre 1990. E a construção civil, na mesma comparação, teve expansão de 216% ao atingir 34.683 trabalhadores em 2009.
PIB
Contrariando a redução no número de empregados na comparação das duas décadas, a indústria apresentou expansão em sua participação no PIB (Produto Interno Bruto) do Grande ABC em dez anos encerrados em 2009, passando de 33% para 34%.
O PIB representa o quanto foi gerado de riqueza em determinado local. Ele é calculado por valor adicionado. Portanto, se um fabricante vende um produto ao distribuidor por R$ 100, e a distribuição comercializa o mesmo item ao vendedor final por R$ 150, o valor adicionado apenas neste exemplo é de R$ 50.
Nos mesmos anos, o setor de serviços, incluindo o comércio, apresentou alta de 2 pontos percentuais na participação do PIB da região, caminhando de 47% para 49%.
A arrecadação de impostos foi a parte do PIB que teve redução em sua fatia. Em 1999, representava 20% da produção de riquezas do Grande ABC. Dez anos depois, esse percentual caiu para 17%.
A representatividade da agropecuária foi bem menor do que 1% nos PIB de ambos períodos.
Segundo o professor Sandro Maskio, os resultados são corrigidos pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) até dezembro de 2011. Em 1999, o PIB deflacionado era de R$ 57,35 bilhões. No fim de 2009, montante passou para R$ 80,26 bilhões, alta de 40%.
SALÁRIO MÉDIO
O salário médio real do empregado formal no Grande ABC caiu 4,9% entre 1999 e 2009. O valor recuou de R$ 2.291 para R$ 2.180, corrigidos monetariamente a preços de dezembro de 2011.
Ao segmentar a evolução do salário médio do empregado formal da região, a maior queda apresentada na década, de 7,3%, ocorreu no segmento de serviços. Esses trabalhadores recebiam cerca de R$ 1.770 por mês em 1999, e passaram a receber, em 2009, R$ 1.640.
Na avaliação do professor de Economia e responsável pela pesquisa, Sandro Maskio, que ministra aulas na Universidade Metodista de São Paulo e na Universidade Municipal de São Caetano, a expansão acentuada no número de empregados no segmento como resultado da segmentação da indústria, que elevou a demanda por serviços, é uma das explicações para a média salarial sofrer a contração no período.
Os funcionários públicos completam o grupo dos setores cujo salário médio do empregado formal ficou mais enxuto. Entre 1999 e 2009, a preços de dezembro de 2011, os valores médios passaram de R$ 2.772 para R$ 2.659.
ALTAS
A construção civil teve o maior incremento real no salário médio dos trabalhadores. Pedreiros, serventes, encanadores e gesseiros viram seus ordenados saltarem 24,8% nos dez anos, com expansão de R$ 1.383 para R$ 1.726.
Os comerciantes elevaram os pagamentos aos seus funcionários em 7,2% na década, alta suficiente para que o salário médio, em 2009, estivesse em R$ 1.133.
E a indústria da transformação, na qual está o setor mais forte da região, a metalurgia, elevou os salários de R$ 3.068 em 1999, para R$ 3.153, alta de 2,8%.
A correção monetária utiliza como base o índice oficial de inflação, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).