por master | 08/03/12 | Ultimas Notícias
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta (7) a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, mesmo patamar das últimas quatro reuniões. A taxa baixou de 10,5% para 9,75% ao ano, em linha com a expectativa da maioria dos analistas financeiros, como mostrou a pesquisa Focus, divulgada na última segunda-feira (5) pelo BC.
Os juros voltaram a um dígito pela primeira vez depois de quase dois anos. A última vez em que a taxa ficou na casa dos 9% foi em abril de 2010, quando foi fixada em 9,5%. De lá para ca, só havia ficado acima de 10%, chegando ao pico de 12,5% em julho do ano passado. Este foi o quinto corte seguido na taxa. A série de reduções começou em agosto do ano passado, quando caiu de 12,5% para 12%.
A redução da taxa que remunera os títulos públicos depositados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) beneficia o consumidor que depende de financiamentos, o empresário que pode investir e gerar empregos, bem como o trabalhador, a atividade produtiva em geral e o crescimento sustentável da economia.
Para o investidor, no entanto, o cenário com juros menores não é o melhor já que o aumento da rentabilidade, nesse caso, está diretamente associado a juros maiores. Para os banqueiros, juros mais altos também são mais interessantes porque ganham com títulos públicos na rolagem da dívida imobiliária e contratam empréstimos externos, a juros baixos, para internalizá-los e ganhar a taxa Selic, que continua a taxa nominal mais alta do mundo.
Embora a Selic sirva para balizar as taxas de juros cobradas pelo sistema financeiro nacional (SFN) e nos financiamentos do comércio em geral, os juros bancários mostram total discrepância com a decisão do Copom. De acordo com pesquisa da Fundação Procon de São Paulo, no mês passado, a taxa média dos sete maiores bancos no empréstimo pessoal era 5,87% ao mês, ou mais da metade do que a Selic cobra no ano. E a taxa média do cheque especial era 9,53% ao mês.
por master | 08/03/12 | Ultimas Notícias
Lidar com o perigo é o dever da tenente Tamires Pereira , do Comando do Corpo de Bombeiros de Curitiba. Tamires conta que escolheu a profissão pelo motivo de ser um desafio para ela, além de ser uma profissão nobre.
Ela revela que sempre quis ser militar e o contato com a Instituição fez com que ela optasse por ser bombeira. Para chegar a esse posto ela teve que prestar vestibular para o Curso de Oficiais na UFPR onde passou três anos em regime interno, saindo apenas nos finais de semana do quartel. Lá teve aulas de combate ao incêndio , salvamento vertical, aquático , pré hospitalar além de matéria como física, resistência dos matérias entre outras. O fato de ser mulher fez com que enfrentasse certa resistência dos colegas de corporação e teve que mostrar serviço para provar que estava preparada. Tamires se divide nas atividades administrativas, que são diárias e os plantões operacionais de 24hrs, como os combates a incêndios.
A catadora de material reciclável
Só uma super-mulher teria condições de puxar com os próprios braços uma carga de 400 quilos. Mas em Curitiba esta mulher existe e tem nome: Maria José de Oliveira dos Santos, 39 anos e catadora há 29 anos. Todos os dias ela sai da sua casa, localizada na Vila das Torres, em Curitiba, com a meta de retirar das ruas da capital paranaense 400 quilos de materiais recicláveis. “Sou a única mulher catadora e com menos de 400 quilos de resíduos eu não volto para casa, pois dependo desta quantia para sustentar minha família”, conta Lia que é mãe de três filhos com idades entre 15 e 24 anos e ainda sustenta a mãe e uma neta.Os 400 quilos de materiais que consegue recolher em estabelecimentos comerciais, restaurantes e residências rendem a Lia em torno de R$ 35,00 por dia. “De tanto percorrer as ruas da cidade fui fazendo amigos e hoje tenho pontos fixos de recolhimento, o que reduz o meu trajeto”, relata à catadora.
A taxista
Lidar com pessoas faz parte do dia a dia da taxista Paula de Aguiar Arcondi, de 26 anos. Há seis meses, ela é taxista. E foi aliando a vontade de trabalhar no volante com a facilidade de lidar com as pessoas que ela escolheu a profissão.
Ela conta que a maioria das pessoas acha normal o fato de ser mulher e taxista, mas o restante fica receoso e tem certo preconceito. “Tem certos passageiros que quando vêm que sou mulher até comentam alguma coisa negativa, mas eu procuro não ligar”. Além deles, Paula lida com o receio da sua mãe pela sua profissão ser perigosa.
Paula conta que até evita atender boates e lugares muito tumultuados, mas não foge quando a corrida é para lugares distantes. “Atendo aonde for só em boates que não gosto”, diz.
A caminhoneira
Ivana Puleski Pereira, 41, é caminhoneira há mais de 17 anos. Acabou seguindo a carreira do pai e dos irmãos pela paixão que criou desde criança, quando viajava no caminhão do pai. “Ninguém faz diferenciação no meu trabalho. As vezes, na estrada, alguns carros quando percebem que tem uma mulher no volante do caminhão, me impedem e dificultam na ultrapassagem. Mas eu não me importo,”, conta a caminhoneira. Atualmente ela trabalha na empresa Braspress e faz duas viagens por semana de Curitiba à Porto Alegre. Para o diretor regional do Paraná da Braspress, Wanderly Costa, a contratação de mulheres só trouxe benefícios para empresa. “Há 13 anos a tomamos está iniciativa como uma jogada de marketing, contudo os resultados foram realmente positivos. Hoje o efetivo feminino na empresa é de mais de 30%. Somente na regional do Paraná temos 18 motoristas femininas”, conta. Segundo ele as mulheres são mais pacientes, cuidadosas e carismáticas no contato direto com o cliente.
por master | 08/03/12 | Ultimas Notícias
Em 2012, a massa de renda feminina brasileira está estimada em R$ 717 bilhões, conforme apontam os dados da pesquisa O Brasil das Mulheres
Em 10 anos, o número de mulheres no mercado formal de trabalho apresentou um avanço de 75%. A massa de renda delas, em igual período, cresceu 67%, contra os 40% apresentados pela massa de renda dos homens. No entanto, a totalização da renda masculina supera em milhares de reais a feminina. A estimativa de renda feminina para 2012 é de R$ 717, 1 bilhão contra os R$ 1,1 trilhões previstos para a massa de renda masculina. No Paraná, elas representam 43% da mão de obra do Estado.
Os números são da pesquisa O Brasil das Mulheres, do Instituto Data Popular, que compilou os dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) e da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), ambas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a pesquisa “Expectativa 2012”, do Data Popular.
Para o economista do Departamento Intersindical de Estatísticas Estudos Sócio Econômicos (Dieese), Sandro Silva, o crescimento da participação da mulher no mercado de trabalho é natural, em função do aumento do número de mulheres na composição da população brasileira. Elas somam 98,6 milhões da população. “Com relação a diferença salarial, ela ainda existe, mas tem caído ao longo dos últimos anos”, conta. Silva cita que, na média, já foi de 28% e agora está em 19%.
Essa diferença, em partes, Silva credita ao fato da mão de obra feminina ser maior em setores que pagam menos, como têxtil, limpeza e conservação. “Mas o interessante é que quanto maior o nível de estudo, maior é a diferença, o que evidência as dificuldades das mulheres em ocupar cargos de gerência”, comenta Silva.
A respeito do projeto do senado Paulo Paim (PT-RS), aprovado no Senado, que prevê multas às empresas que às mulheres salários inferiores aos dos homens quando ambos ocuparem as mesmas funções, Silva não acredita que haverá grande mudança neste cenário. “É muito difícil mensurar isso. Nós conseguimos pegar apenas a média dos salários pagos e uma mudança como essa passa por questões culturais e sociais”, disse. “Nós temos uma diferença nos salários pagos para as mulheres e outra ainda maior para os salários pagos para uma mulher negra”, diz. “Em termos salariais nós temos o salário pago ao homem branco, a mulher branca, ao homem negro e depois a mulher negra e para haver igualdade, a mudança tem de ser em todo este contexto”, conclui.
Otimismo — Apesar destas diferenças, a mulher brasileira é uma otimista e em um exercício diário sabe que o dia seguinte será melhor do que passou. A pesquisa retratou que a maioria as brasileiras (67,1%) espera melhoras em todos os setores da vida para este ano, contra 58,8% das demais.
As melhores expectativas são em relação a vida de modo geral, com 87,8% das mulheres brasileiras prevendo um ano melhor, seguido pela vida familiar (87,1%), vida financeira e profissional ( 83,3%) prevendo um ano ainda melhor, vida amorosa (76,7%) e saúde (75,2%).
Empilhadeira — Haline Ribeiro, de 30 anos, casada e mãe de uma menina, ela trabalha na fábrica da Leão Junior, que pertence ao grupo SABB- Coca-Cola, desde os 24 anos. Haline começou como auxiliar de embalagem e hoje é a única a Operadora de Empilhadeira da fábrica. Decidiu fazer um curso, por conta própria, e, seis meses depois, quando inscrições foram abertas também para mulheres, ela se inscreveu e concorreu com mais 12 candidatos: todos homens. Fez a prova e passou a trabalhar como Operadora de Empilhadeira. Recentemente foi promovida a Auxiliar de Logística e está cursando faculdade na área.
Segundo Simone da Silva Westphalen, do RH da SABB “existe preferência por funcionárias mulheres em função da qualidade que o trabalho exige e atenção que elas têm ao desenvolvê-lo.
Sustentar a casa e coordenar os serviços domésticos não é novidade para a professora aposentada Maria Ecilda Gugelmin, 72. “Desde quando tinha 20 anos trabalhava e ajudava a minha família com o meu salário, e quando fui casada era só eu que a mantinha minha casa, marido e filhos”, conta.
A principal dificuldade para ela foi criar os filhos sozinha, dando a eles uma boa formação, e ao mesmo tempo dar conta dos trabalhos de casa. “Mas no final eu consegui”, comemora a aposentada.
por master | 08/03/12 | Ultimas Notícias
Em 2011, o rendimento médio real das mulheres ocupadas na região metropolitana de São Paulo aumentou mais do que o dos homens, segundo pesquisa divulgada, nesta terça-feira (6), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).
No ano passado, o rendimento médio das mulheres chegou a R$ 1.221 e o dos homens a R$ 1.796.
De acordo com o estudo, na análise do rendimento médio real por hora (homens têm jornada semanal média de 44 horas e as mulheres de 39 horas), as trabalhadoras apresentaram maior percentual de aumento.
Para as mulheres, esse valor era R$ 7,32, em 2011, 2,4% superior ao registrado no ano anterior. Já entre os homens, o valor equivalia a R$ 9,54, ligeiramente maior (0,4%) do que em 2010.
Essa diferença no ritmo de crescimento dos rendimentos recebidos por mulheres e homens aproximou os respectivos valores.
por master | 08/03/12 | Ultimas Notícias
Concentração, organização e equilíbrio são adjetivos que beneficiam as mulheres quando o assunto é investimento. Prova disso é que a cada ano elas têm garantido maior participação na Bolsa de Valores e, atualmente, correspondem a 25% dos investidores em todo o Brasil. Hoje são 144.037 mulheres com aplicações na Bolsa ante as 15 mil de 2002. A exemplo do País, o número de investidoras no Paraná também aumentou: de 2009 a 2011 o crescimento foi de 4,7%, saltando de 6.930 para 7.257. Os dados são da BMF&Bovespa.
De acordo com a consultora Tércia Rocha, da BMF&Bovespa, vários aspectos influenciaram a participação do sexo feminino nestes investimentos na última década. O primeiro deles é a inserção da mulher no mercado de trabalho. ”Hoje elas ocupam 49% dos postos do País e, com a receita que esse público passou a ter, tornou-se possível comprar ações”, aponta.
Conviver melhor com prazos mais longos, ao contrário dos homens, é outro ponto que favorece a inserção delas em negócios de renda variável. ”A maternidade é uma situação que propicia esta diferença”, afirma a consultora. Além disso, a independência financeira que as mulheres conquistaram nos últimos anos, mesmo sendo casadas, tem grande influência no acréscimo de participação do sexo feminino na Bolsa de Valores. Tércia elenca ainda que, por estudarem mais que os homens, elas estão mais propensas a fazer investimentos que demandam maior atenção.
A consultora considera que se a economia permanecer favorável, a tendência é de que o número de investidoras aumente nos próximos anos. ”Bolsa e economia andam de mãos dadas. Quanto mais desenvolvida é a economia, maior a oportunidade para aplicações”, relata.
A assessora de investimentos da O2 Investimentos, de Londrina, Viviane Veiga, considera que ainda há muito espaço para ambos os sexos aplicarem em Bolsa de Valores no País. Segundo ela, o Brasil está cerca de 25 anos atrasado em relação aos Estados Unidos sobre a maneira de investir. ”A cultura do brasileiro é de poupança, Certificado de Depósito Bancário (CDB) e, no máximo, previdência privada porque desconhece que há outros meios que podem trazer mais lucro, de acordo com o perfil de cada um”, justifica.
O sócio-proprietário da O2, Rodrigo Milanez, relata que a Bolsa de Valores começou a ser mais divulgada na crise de 2008 porque muita gente perdeu dinheiro e, com isso, as ações ficaram mais baratas, o que atraiu mais investidores. ”É um raciocínio correto, mas sem estratégia de mercado porque para começar a aplicar na Bolsa é necessário ter educação financeira”, pondera.
Ele avalia que devido ao boom de crescimento da economia do País, muitos passaram a acumular riquezas e, agora, vão investir em renda variável ”porque os juros da renda fixa estão baixos”. ”Motivados principalmente pela Copa do Mundo e Olimpíadas, acreditamos que em 2013 haverá prosperidade no setor”, prevê.
Viviane completa que para o mercado de ações crescer ainda mais é necessário desmistificar a ideia que a maioria das pessoas tem sobre este tipo de aplicação. ”Muitos têm uma visão ruim, acham que é um jogo, um risco, mas na verdade, estatisticamente, é o melhor investimento”, diz. ”O problema é que as pessoas entram de forma errada na Bolsa, querem ganhar dinheiro da noite para o dia e ela funciona a longo prazo”, completa.
Serviço
Palestra gratuita ”Bolsa para elas”, realizada pela O2 Investimentos na hoje, às 19 horas, inscrições: (43) 3024-5252 (43) 3024-5252 . Informações sobre Bolsa de Valores em bmfbovespa.com.br/mulheres.