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DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Previdência Social registra o menor deficit desde 2002

Previdência Social registra o menor deficit desde 2002

PRISCILLA OLIVEIRA
DE BRASÍLIA
A Previdência Social fechou o ano passado com o menor deficit nas contas desde 2002, em um reflexo do aumento do emprego formal.
A diferença entre contribuições arrecadadas e benefícios pagos foi negativa em R$ 36,5 bilhões, deficit 22% inferior ao de 2010.
Os dados, já corrigidos pela inflação, foram divulgados pelo Ministério da Previdência Social e não incluem as despesas com as aposentadorias dos servidores públicos.
A economia brasileira criou 2,33 milhões de empregos com carteira de janeiro a novembro de 2011, o que contribuiu para elevar os pagamentos feitos por empresas e trabalhadores à Previdência Social.
As despesas com aposentadorias também foram parcialmente contidas no ano por um reajuste pouco significativo do salário mínimo, que sofreu apenas a correção da inflação.
Para 2012, o governo espera ao menos manter o mesmo patamar de deficit.
“A receita vai ter um padrão de crescimento similar ao dos últimos anos, o que vem acontecendo desde 2004”, afirmou o secretário de Previdência Social, Leonardo Rolim.
“A despesa vai crescer, até por causa do aumento do mínimo, e com isso o déficit não deve cair tanto, mas se manter estável.”
Boa parte dos benefícios pagos pela Previdência é atrelada ao mínimo, que teve reajuste de 14%.
PENSÕES
O ministro Garibaldi Alves (Previdência) afirmou que o governo deve enviar ainda neste ano ao Congresso projeto que prevê mudanças no regime de pensões do INSS, com a fixação de carência.
Pela regra atual, o INSS não exige tempo mínimo de contribuição -mesmo que o trabalhador tenha contribuído só por um mês, dependentes já podem ter direito ao benefício em caso de morte.
“Esse regime [sem carência] é de uma generosidade muito grande, não há hoje nenhum país que dê pensão tão grande à família de quem contribuiu apenas uma vez. Hoje isso está custando R$ 60 bilhões por ano”, disse.

Previdência Social registra o menor deficit desde 2002

Previdência Social registra o menor deficit desde 2002

PRISCILLA OLIVEIRA
DE BRASÍLIA
A Previdência Social fechou o ano passado com o menor deficit nas contas desde 2002, em um reflexo do aumento do emprego formal.
A diferença entre contribuições arrecadadas e benefícios pagos foi negativa em R$ 36,5 bilhões, deficit 22% inferior ao de 2010.
Os dados, já corrigidos pela inflação, foram divulgados pelo Ministério da Previdência Social e não incluem as despesas com as aposentadorias dos servidores públicos.
A economia brasileira criou 2,33 milhões de empregos com carteira de janeiro a novembro de 2011, o que contribuiu para elevar os pagamentos feitos por empresas e trabalhadores à Previdência Social.
As despesas com aposentadorias também foram parcialmente contidas no ano por um reajuste pouco significativo do salário mínimo, que sofreu apenas a correção da inflação.
Para 2012, o governo espera ao menos manter o mesmo patamar de deficit.
“A receita vai ter um padrão de crescimento similar ao dos últimos anos, o que vem acontecendo desde 2004”, afirmou o secretário de Previdência Social, Leonardo Rolim.
“A despesa vai crescer, até por causa do aumento do mínimo, e com isso o déficit não deve cair tanto, mas se manter estável.”
Boa parte dos benefícios pagos pela Previdência é atrelada ao mínimo, que teve reajuste de 14%.
PENSÕES
O ministro Garibaldi Alves (Previdência) afirmou que o governo deve enviar ainda neste ano ao Congresso projeto que prevê mudanças no regime de pensões do INSS, com a fixação de carência.
Pela regra atual, o INSS não exige tempo mínimo de contribuição -mesmo que o trabalhador tenha contribuído só por um mês, dependentes já podem ter direito ao benefício em caso de morte.
“Esse regime [sem carência] é de uma generosidade muito grande, não há hoje nenhum país que dê pensão tão grande à família de quem contribuiu apenas uma vez. Hoje isso está custando R$ 60 bilhões por ano”, disse.

Previdência Social registra o menor deficit desde 2002

Curitiba: Trabalhador encontra oferta a cada lado que olha

A demanda do mercado de trabalho de Curitiba é tamanha que o anúncio das vagas pode ser visto em quase todos os lugares, inclusive nas faixas de cruzamentos dos semáforos do centro de Curitiba. Para conseguirem preparar o quadro de funcionários a fim de conseguir manter os estoques compatíveis com a demanda de consumo, uma empresa de Recursos Humanos recorreu a estratégia para tentar recrutar 150 trabalhadores para atuar na linha de montagem de refrigeradores da Electrolux. E a oferta salarial passava dos R$ 1000 quando acrescida dos benefícios, como vale mercado, plano de saúde. 
Essa realidade, segundo recrutadores, tem sido comum nesta época do ano. A explicação está em um conjunto de fatores que demonstra o bom momento da economia do estado. “Como estamos com um índice muito baixo de desemprego, o trabalhador está sem pressa e, por conta disso, em condições de escolher as vagas que ofereçam os melhores salários”, afirma o coordenador do Instituto Paranaense de  Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Gilmar Mendes Lourenço. 
Além disso, a qualificação e, em alguns casos, a baixa escolaridade são empecilhos para que as vagas sejam preenchidas. “As empresas acabam sendo obrigadas a contratar e depois a trabalhar com a reciclagem dos novos funcionários”, diz Lourenço.  Ele ressalta que as vagas que oferecem um salário mínimo não as que menos atraem o trabalhador, que percebendo este bom momento, começa a ficar de olho nas ofertas para poder trocar de emprego, quando houver uma melhor oferta. 

O fato de janeiro ser um mês no qual as pessoas têm mais ânsia para colocar os planos de Ano Novo na prática também contribui para este aquecimento mercado de trabalho. No Serviço Público de Emprego, a oferta de vagas cresceu cerca quase 30% chegando a 7 mil vagas por dia, conforme dados da Agência do Trabalhador. O número de atendimentos diários na Agência do Trabalhador de Curitiba passou de 500 para 1000. As vagas ofertadas têm salários que vão de R$ 736 a R$ 2.400, para os postos que exigem nível superior.

Nota — A Electrolux foi procurada pela reportagem para falar das vagas ofertadas. No entanto, não quis se pronunciar e informou que não autorizava a divulgação das mesmas. Mas, em conversa com a diretoria do Jornal do Estado, foi decido pela publicação uma vez que o anúncio das vagas foi feito em local público. Além do mais, ainda que o índice de desemprego de Curitiba esteja baixo, há trabalhadores a procura de uma vaga de emprego, a fim de darem a seus familiares condições dignas de vida.

Previdência Social registra o menor deficit desde 2002

Curitiba: Trabalhador encontra oferta a cada lado que olha

A demanda do mercado de trabalho de Curitiba é tamanha que o anúncio das vagas pode ser visto em quase todos os lugares, inclusive nas faixas de cruzamentos dos semáforos do centro de Curitiba. Para conseguirem preparar o quadro de funcionários a fim de conseguir manter os estoques compatíveis com a demanda de consumo, uma empresa de Recursos Humanos recorreu a estratégia para tentar recrutar 150 trabalhadores para atuar na linha de montagem de refrigeradores da Electrolux. E a oferta salarial passava dos R$ 1000 quando acrescida dos benefícios, como vale mercado, plano de saúde. 
Essa realidade, segundo recrutadores, tem sido comum nesta época do ano. A explicação está em um conjunto de fatores que demonstra o bom momento da economia do estado. “Como estamos com um índice muito baixo de desemprego, o trabalhador está sem pressa e, por conta disso, em condições de escolher as vagas que ofereçam os melhores salários”, afirma o coordenador do Instituto Paranaense de  Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Gilmar Mendes Lourenço. 
Além disso, a qualificação e, em alguns casos, a baixa escolaridade são empecilhos para que as vagas sejam preenchidas. “As empresas acabam sendo obrigadas a contratar e depois a trabalhar com a reciclagem dos novos funcionários”, diz Lourenço.  Ele ressalta que as vagas que oferecem um salário mínimo não as que menos atraem o trabalhador, que percebendo este bom momento, começa a ficar de olho nas ofertas para poder trocar de emprego, quando houver uma melhor oferta. 

O fato de janeiro ser um mês no qual as pessoas têm mais ânsia para colocar os planos de Ano Novo na prática também contribui para este aquecimento mercado de trabalho. No Serviço Público de Emprego, a oferta de vagas cresceu cerca quase 30% chegando a 7 mil vagas por dia, conforme dados da Agência do Trabalhador. O número de atendimentos diários na Agência do Trabalhador de Curitiba passou de 500 para 1000. As vagas ofertadas têm salários que vão de R$ 736 a R$ 2.400, para os postos que exigem nível superior.

Nota — A Electrolux foi procurada pela reportagem para falar das vagas ofertadas. No entanto, não quis se pronunciar e informou que não autorizava a divulgação das mesmas. Mas, em conversa com a diretoria do Jornal do Estado, foi decido pela publicação uma vez que o anúncio das vagas foi feito em local público. Além do mais, ainda que o índice de desemprego de Curitiba esteja baixo, há trabalhadores a procura de uma vaga de emprego, a fim de darem a seus familiares condições dignas de vida.

Previdência Social registra o menor deficit desde 2002

TRT não sabe sobre R$ 282,9 mi

A desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), disse ontem não saber quem é o servidor que, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentou R$ 282,9 milhões em 2002. Ela acusou o presidente da Seccional Rio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Wadih Damous, de fazer afirmações “levianas e açodadas” ao dizer “tratar-se de dinheiro público”, insinuar “haver no Tribunal ‘mais um lalau’, referindo-se ao ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, do TRT de São Paulo”, e ao cogitar “a possibilidade de haver correlação (da movimentação financeira) com o trágico incêndio ocorrido em 2002 na sede do TRT-RJ”.

Segundo a desembargadora, que chegou a ficar com voz embargada e se esforçou para não chorar durante encontro com jornalistas, “as suspeitas lançadas pelo presidente da OAB-RJ atingiram quase 6.000 honrados e dedicados servidores e magistrados, ativos e inativos”, do Tribunal. O Coaf divulgou ontem que um servidor do TRT-RJ movimentou R$ 282,9 milhões em 2002. Não se sabe a origem desse dinheiro. Antes de se tornar servidor da Justiça do Trabalho, ele teria sido um ex-doleiro e sócio de uma casa de câmbio. O homem chegou a ser preso durante uma operação realizada pela Polícia Federal.

Maria de Lourdes afirma que não cabe a ela, mas sim ao Ministério Público Federal, perguntar ao Coaf o nome do servidor Por isso, ela encaminhou hoje ofício ao Coaf em que pergunta se, quando identificou a movimentação atípica, o órgão informou ao TRT-RJ. Maria de Lourdes também enviou ofício ao Ministério Público Federal pedindo que, caso ainda não esteja investigando o caso, comece a fazer isso imediatamente. “Não tenho conhecimento de nenhum funcionário do TRT-RJ que tenha sido preso desde 2002, nem o Tribunal foi comunicado sobre qualquer movimentação atípica (de dinheiro por seus funcionários)”, afirmou Maria de Lourdes, que não pretende tomar qualquer medida judicial contra Damous.

O presidente da OAB-RJ afirmou que não fez acusações genéricas, mas cobrou o fim do sigilo de informações que podem envolver dinheiro público. “Pode ser que não haja nenhuma irregularidade na movimentação do dinheiro por esse funcionário, mas é preciso vir a público e esclarecer”, afirmou.