por master | 18/01/12 | Ultimas Notícias
BALANÇO TRABALHISTA
Mais um ano terminou e percebemos uma tímida evolução na legislação trabalhista, embora 2011 tenha sido marcado por momentos importantes e que desenham um futuro de transformações nas relações de trabalho.
No âmbito das relações coletivas, constatou-se um crescimento dos conflitos com greves significativas tanto no setor privado como no setor público, que, no âmbito trabalhista, trouxe à baila insatisfação crônica do funcionalismo com uma greve dos servidores que produziu entraves para o desenvolvimento regular dos processos e para o atendimento dos jurisdicionados. Este movimento culminou com a greve dos magistrados trabalhistas.
Para ficar ainda no campo dos conflitos coletivos, foram significativas as paralisações pela busca de participação nos lucros ou resultados nas empresas. Todavia, neste aspecto, os sindicatos pecaram por inserir a PLR na relação de conflito e sem se preocupar com integração dos trabalhadores no negócio empresarial e na empresa.
O governo federal desenvolveu relevante papel na inserção do trabalho informal na formalidade com incentivos da lei do pequeno empreendedor. Também no âmbito do governo federal, o Ministério do Trabalho e Emprego não conseguiu implantar oficialmente o controle de jornada pelo ponto eletrônico, adiando sua imposição de caráter obrigatório, revelada como pretensão impossível.
Em novembro o governo federal brindou os trabalhadores com a lei 12.506 que trata do aviso prévio, regulamentando o disposto no artigo 7º, inciso XXI, da Constituição Federal. É uma lei de um artigo, mas com muitas interpretações controvertidas.
O Judiciário Trabalhista, por meio do Tribunal Superior do Trabalho, impulsionou discussões relevantes na sociedade. Primeiro, apoiando a Certidão de Débitos Trabalhistas, depois, encaminhando projeto de reforma da CLT no que diz respeito ao processo de execução, além de ter revisto a redação de várias Súmulas. Importante destacar a audiência pública sobre terceirização cujos resultados já vêm sendo adotados e sentidos na jurisprudência daquela Corte Trabalhista.
Para 2012 espera-se maior atenção à questão sindical a fim de que se rompa a unicidade sindical fragilizada pelo próprio modelo atual de organização sindical que permanece entre a herança e o novo, mas com resistência muito grande em razão da permanência da contribuição sindical.
No campo relações de trabalho nas empresas, o crescimento da preocupação ambiental tenderá a crescer e as empresas terão que se voltar à gestão sustentável no sentido de promover a realização do trabalhador enquanto pessoa e enquanto trabalhador, conciliando os interesses sem prejudicar o desenvolvimento e o crescimento da empresa.
Paulo Sérgio João
é advogado trabalhista, professor da PUC-SP e da FGV e sócio do Paulo Sergio João Advogados.
por master | 18/01/12 | Ultimas Notícias
Para atender a demanda de estrangeiros de olho na compra de imóveis no Brasil, região sem crise financeira internacional batendo à porta, empresas como Bamberg Imóveis, Coelho da Fonseca, Judice & Araújo e Ópus têm de ampliar os serviços. “Este é o momento de formar corretores fluentes em pelo menos três línguas, disponibilizar site em inglês e espanhol, além de pensar em montar escritórios fora do País”, diz a professora de Engenharia da Universidade de Campinas (Unicamp), Sandra Mulloc.
De acordo com a agência de investimentos Adit Invest, a movimentação financeira na venda de imóveis a estrangeiros cresceu na casa de 50% ano passado, e este ritmo deverá se manter nos próximos anos. É o que espera a imobiliária carioca Judice & Araújo, na qual esse tipo de transação compõe 30% dos negócios e a média do valor dos imóveis adquiridos por estrangeiros é R$ 2 milhões.
Em São Paulo, o presidente da empresa que leva seu nome, Michael Bamberg, diz que os clientes compram casas para investir. “Aqui se consegue rendimento de até 12%; na Alemanha, o máximo é 6%.” É da mesma opinião o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo, João Crestana. “Em Londres, um apartamento de classe média vale R$ 15 mil por metro quadrado, mais que qualquer coisa no Brasil.”
No caso da imobiliária paraense Ópus, que iniciou este mês as suas operações de vendas internacionais, Victor Mensini, diretor de Novos Negócios da empresa projeta comercializar, apenas em 2012, cerca de US$ 500 milhões em espaços para investidores externos. “Fizemos um replanejamento da imobiliária e até abrimos um escritório em Miami (EUA), onde estaremos mais perto dos compradores”, disse.
Com a forte demanda de capital externo nos imóveis nacionais, a coreana Hyundai e a chinesa Zoomlion anunciaram, inclusive, a construção de fábricas para a produção de equipamentos para a construção civil no País, ainda em 2012. “Optamos por focar no atendimento para ganhar um mercado que, no Brasil, ainda é muito concentrado”, afirmou o presidente da Brasil Máquinas de Construção (BMC), Felipe Cavalieri. A empresa fechou uma joint venture com a Hyundai para começar a fabricar equipamentos no País.
No primeiro ano de operação, a empresa brasileira importou 858 máquinas e faturou cerca de R$ 343 milhões. A previsão para 2012, segundo Cavalieri, é de a BMC comercializar cerca de 3,3 mil equipamentos, o que pode gerar receita de até R$ 1,32 bilhão, quando a BMC terá aumentado ainda mais a carteira de clientes.
As empresas internacionais que estão com projetos de aumentar sua presença no País têm um termômetro a seu favor. Segundo a Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema), 60% das vendas mundiais de equipamentos para construção civil acontecerão na China, Índia e Brasil em 2015. Por isso, algumas asiáticas já traçam planos para fincar sua bandeira aqui.
por master | 18/01/12 | Ultimas Notícias
Para atender a demanda de estrangeiros de olho na compra de imóveis no Brasil, região sem crise financeira internacional batendo à porta, empresas como Bamberg Imóveis, Coelho da Fonseca, Judice & Araújo e Ópus têm de ampliar os serviços. “Este é o momento de formar corretores fluentes em pelo menos três línguas, disponibilizar site em inglês e espanhol, além de pensar em montar escritórios fora do País”, diz a professora de Engenharia da Universidade de Campinas (Unicamp), Sandra Mulloc.
De acordo com a agência de investimentos Adit Invest, a movimentação financeira na venda de imóveis a estrangeiros cresceu na casa de 50% ano passado, e este ritmo deverá se manter nos próximos anos. É o que espera a imobiliária carioca Judice & Araújo, na qual esse tipo de transação compõe 30% dos negócios e a média do valor dos imóveis adquiridos por estrangeiros é R$ 2 milhões.
Em São Paulo, o presidente da empresa que leva seu nome, Michael Bamberg, diz que os clientes compram casas para investir. “Aqui se consegue rendimento de até 12%; na Alemanha, o máximo é 6%.” É da mesma opinião o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo, João Crestana. “Em Londres, um apartamento de classe média vale R$ 15 mil por metro quadrado, mais que qualquer coisa no Brasil.”
No caso da imobiliária paraense Ópus, que iniciou este mês as suas operações de vendas internacionais, Victor Mensini, diretor de Novos Negócios da empresa projeta comercializar, apenas em 2012, cerca de US$ 500 milhões em espaços para investidores externos. “Fizemos um replanejamento da imobiliária e até abrimos um escritório em Miami (EUA), onde estaremos mais perto dos compradores”, disse.
Com a forte demanda de capital externo nos imóveis nacionais, a coreana Hyundai e a chinesa Zoomlion anunciaram, inclusive, a construção de fábricas para a produção de equipamentos para a construção civil no País, ainda em 2012. “Optamos por focar no atendimento para ganhar um mercado que, no Brasil, ainda é muito concentrado”, afirmou o presidente da Brasil Máquinas de Construção (BMC), Felipe Cavalieri. A empresa fechou uma joint venture com a Hyundai para começar a fabricar equipamentos no País.
No primeiro ano de operação, a empresa brasileira importou 858 máquinas e faturou cerca de R$ 343 milhões. A previsão para 2012, segundo Cavalieri, é de a BMC comercializar cerca de 3,3 mil equipamentos, o que pode gerar receita de até R$ 1,32 bilhão, quando a BMC terá aumentado ainda mais a carteira de clientes.
As empresas internacionais que estão com projetos de aumentar sua presença no País têm um termômetro a seu favor. Segundo a Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema), 60% das vendas mundiais de equipamentos para construção civil acontecerão na China, Índia e Brasil em 2015. Por isso, algumas asiáticas já traçam planos para fincar sua bandeira aqui.
por master | 18/01/12 | Ultimas Notícias
Este ano, o Brasil será o segundo melhor mercado imobiliário do mundo na atração de investidores estrangeiros, superando a China na lista de preferências. É o que aponta a pesquisa publicada este mês pela Associação de Investidores Estrangeiros no Setor Imobiliário (Afire, sigla em inglês). São Paulo é a cidade brasileira que mais se destaca, passando de 26º lugar no ranking para a 4ª colocação entre as grandes metrópoles, superando a cidade de Frankfurt e todas as capitais dos países da zona do Euro e das economias dos Brics.
Fatores como o crescimento da economia, os eventos esportivos mundiais e as garantias legais estão entre os principais a destacar o País. “O Brasil passou a ser considerado como um lugar muito mais seguro para investir e um local onde se consegue uma boa apreciação de capital”, afirma o CEO da entidade, James Fetgatter. “O ponto baixo é que o País não promete muita valorização de capital, pois os maiores mercados já estão com preços altos.”
A pesquisa mostra que, mesmo com a crise, o mercado imobiliário nos Estados Unidos continua o melhor do mundo, com as opções de investimento em imóveis comerciais mais estáveis e seguras do mercado. Mas o Brasil conseguiu atrair alguns dos investimentos que seriam feitos no país da América do Norte. Segundo o levantamento, 18,6% dos entrevistados indicam que o Brasil oferece melhores oportunidades de retorno de investimento no setor. Em 2011, o número de entrevistados que tinham escolhido o País para investir era de 4,4%.
por master | 18/01/12 | Ultimas Notícias
Este ano, o Brasil será o segundo melhor mercado imobiliário do mundo na atração de investidores estrangeiros, superando a China na lista de preferências. É o que aponta a pesquisa publicada este mês pela Associação de Investidores Estrangeiros no Setor Imobiliário (Afire, sigla em inglês). São Paulo é a cidade brasileira que mais se destaca, passando de 26º lugar no ranking para a 4ª colocação entre as grandes metrópoles, superando a cidade de Frankfurt e todas as capitais dos países da zona do Euro e das economias dos Brics.
Fatores como o crescimento da economia, os eventos esportivos mundiais e as garantias legais estão entre os principais a destacar o País. “O Brasil passou a ser considerado como um lugar muito mais seguro para investir e um local onde se consegue uma boa apreciação de capital”, afirma o CEO da entidade, James Fetgatter. “O ponto baixo é que o País não promete muita valorização de capital, pois os maiores mercados já estão com preços altos.”
A pesquisa mostra que, mesmo com a crise, o mercado imobiliário nos Estados Unidos continua o melhor do mundo, com as opções de investimento em imóveis comerciais mais estáveis e seguras do mercado. Mas o Brasil conseguiu atrair alguns dos investimentos que seriam feitos no país da América do Norte. Segundo o levantamento, 18,6% dos entrevistados indicam que o Brasil oferece melhores oportunidades de retorno de investimento no setor. Em 2011, o número de entrevistados que tinham escolhido o País para investir era de 4,4%.