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DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Brasileiro só pensa na aposentadoria com mais de 35

Brasileiro só pensa na aposentadoria com mais de 35

Estudo mostra que maioria dos trabalhadores se considera “jovem demais” para se preocupar com isso
Demorar para se planejar dificulta a complementação do INSS, devido ao prazo limitado de acumulação
 
Luiza Sigulem/Folhapress
Renatta Giraldi adquiriu plano de previdência logo que entrou na empresa em SP
Renatta Giraldi adquiriu plano de previdência logo que entrou na empresa em SP

DE SÃO PAULO
Renatta Giraldi, assistente de comunicação e administração em uma indústria química, aderiu ao plano de previdência corporativo quando foi contratada, em 2009, aos 24 anos.
 
“Meus pais têm só a aposentadoria do governo, mas sempre pensei em um plano privado para complementar minha renda no futuro”, diz.
A pouca idade faz de Giraldi uma exceção à regra mapeada pelas estatísticas: o brasileiro acorda tarde para o planejamento da aposentadoria. Em geral, o despertar não ocorre antes dos 35 anos.
 
Um estudo feito pela consultoria RGarber e pela ABRH-RJ (Associação Brasileira dos Profissionais de Recursos Humanos) com 300 funcionários de 30 empresas mostra que mais da metade dos entrevistados com até 40 anos nunca pensou no futuro fora do mercado de trabalho.
 
“As companhias não estão preparadas para falar com os funcionários sobre aposentadoria. Com orientação, o despertar dos trabalhadores poderia ocorrer mais cedo”, diz o consultor Rogério Garber.
 
RENDA INSUFICIENTE
 
O levantamento mostra ainda que, entre os que responderam nunca ter refletido sobre a aposentadoria, 70,5% disseram ser muito jovens para isso; 19% afirmaram que gostam do que fazem ou se imaginam trabalhando para sempre; e 5,7% dizem que é negativo pensar nisso.
 
Entre os que já pensaram a respeito do tema, 31% disseram ter tomado a atitude por estarem perto da idade de aposentadoria pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social); 28%, por terem colegas se aposentando; e apenas 11% porque passaram por programa de preparação na empresa em que trabalham.
 
Além disso, 78,4% dos entrevistados discordaram totalmente da afirmação de que estarão com a vida financeira estabilizada com o dinheiro da aposentadoria do INSS.
E 50,4% concordaram totalmente com a premissa de que estarão trabalhando de forma remunerada depois de aposentados pelo INSS. Desses, 88% afirmaram que farão isso porque o valor pago pelo governo é insuficiente.
 
Quem faz um plano de previdência complementar em uma idade avançada precisa poupar mais por mês para alcançar um benefício suficiente para a aposentadoria.
“Mas, para a maioria dos jovens, não é fácil enxergar as vantagens de investir no longo prazo”, diz Garber.
 
(CAROLINA MATOS)

Brasileiro só pensa na aposentadoria com mais de 35

Brasileiro só pensa na aposentadoria com mais de 35

Estudo mostra que maioria dos trabalhadores se considera “jovem demais” para se preocupar com isso
Demorar para se planejar dificulta a complementação do INSS, devido ao prazo limitado de acumulação
 
Luiza Sigulem/Folhapress
Renatta Giraldi adquiriu plano de previdência logo que entrou na empresa em SP
Renatta Giraldi adquiriu plano de previdência logo que entrou na empresa em SP

DE SÃO PAULO
Renatta Giraldi, assistente de comunicação e administração em uma indústria química, aderiu ao plano de previdência corporativo quando foi contratada, em 2009, aos 24 anos.
 
“Meus pais têm só a aposentadoria do governo, mas sempre pensei em um plano privado para complementar minha renda no futuro”, diz.
A pouca idade faz de Giraldi uma exceção à regra mapeada pelas estatísticas: o brasileiro acorda tarde para o planejamento da aposentadoria. Em geral, o despertar não ocorre antes dos 35 anos.
 
Um estudo feito pela consultoria RGarber e pela ABRH-RJ (Associação Brasileira dos Profissionais de Recursos Humanos) com 300 funcionários de 30 empresas mostra que mais da metade dos entrevistados com até 40 anos nunca pensou no futuro fora do mercado de trabalho.
 
“As companhias não estão preparadas para falar com os funcionários sobre aposentadoria. Com orientação, o despertar dos trabalhadores poderia ocorrer mais cedo”, diz o consultor Rogério Garber.
 
RENDA INSUFICIENTE
 
O levantamento mostra ainda que, entre os que responderam nunca ter refletido sobre a aposentadoria, 70,5% disseram ser muito jovens para isso; 19% afirmaram que gostam do que fazem ou se imaginam trabalhando para sempre; e 5,7% dizem que é negativo pensar nisso.
 
Entre os que já pensaram a respeito do tema, 31% disseram ter tomado a atitude por estarem perto da idade de aposentadoria pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social); 28%, por terem colegas se aposentando; e apenas 11% porque passaram por programa de preparação na empresa em que trabalham.
 
Além disso, 78,4% dos entrevistados discordaram totalmente da afirmação de que estarão com a vida financeira estabilizada com o dinheiro da aposentadoria do INSS.
E 50,4% concordaram totalmente com a premissa de que estarão trabalhando de forma remunerada depois de aposentados pelo INSS. Desses, 88% afirmaram que farão isso porque o valor pago pelo governo é insuficiente.
 
Quem faz um plano de previdência complementar em uma idade avançada precisa poupar mais por mês para alcançar um benefício suficiente para a aposentadoria.
“Mas, para a maioria dos jovens, não é fácil enxergar as vantagens de investir no longo prazo”, diz Garber.
 
(CAROLINA MATOS)

Brasileiro só pensa na aposentadoria com mais de 35

Índice de confiança na construção cai 9,9%

O Índice de Confiança na Construção (ICST), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou 9,9% no último trimestre de 2011, na comparação com o mesmo período de 2010. Foram 125,0 pontos contra 138,7 do ano anterior. O ICST é uma média de dois indicadores: o Índice da Situação Atual (ISA-CST) e o Índice de Expectativas (IE-CST). O primeiro recuou 12,8% e o segundo 7,1%, demonstrando que a expectativa dos empresários entrevistados é de melhora da conjuntura nos próximos meses. 
Quando são analisados os grupos de construção, o de ”aluguel de equipamentos de construção e demolição com operador” foi o que mais recuou na comparação com 2010: 16,2%. As ”obras de acabamento” tiveram a menor redução no índice: apenas 1,9%. Já, quanto à construção de edifícios e obras civis, o ICST caiu 11,4%. 
Segundo o presidente do Sindicato da Construção Civil da Região Norte (Sinduscon-Norte), Gerson Guariente, a pesquisa não reflete a realidade de Londrina. ”Tenho conversado com os empresários e o pessoal está animado se preparando para novos empreendimentos”, afirma. 
A estimativa do setor para 2011, de acordo com ele, era de crescimento de 6%. ”Acabo de receber um relatório da quantidade de metros quadrados aprovados na Prefeitura e o aumento foi de 7,3% no ano passado. Ou seja, crescemos mais que o esperado”, ressaltou ele ontem à tarde. 
Guariente diz que o setor sentiu uma discreta diminuição no ritmo de fechamento de negócio entre agosto e outubro do ano passado. ”Mas logo o mercado voltou ao ritmo normal”, conta. 
Para ele, a pesquisa está mais concentrada em São Paulo, onde o impacto da crise europeia sobre a indústria foi maior. ”Como nós temos um mix de atividades econômicas, sentimos menos esse impacto”, acredita. 
O gerente regional da Caixa Econômica, Carlos Roberto de Souza, diz que no banco não há nenhum sinal de que a construção civil tenha desaquecido no ano passado. ”Pelo contrário, os dados preliminares do balanço mostram que passamos dos 5 mil negócios em Londrina”, ressalta. No ano anterior, segundo ele, foram 2.854 contratos de financiamento.
 
Brasileiro só pensa na aposentadoria com mais de 35

Índice de confiança na construção cai 9,9%

O Índice de Confiança na Construção (ICST), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou 9,9% no último trimestre de 2011, na comparação com o mesmo período de 2010. Foram 125,0 pontos contra 138,7 do ano anterior. O ICST é uma média de dois indicadores: o Índice da Situação Atual (ISA-CST) e o Índice de Expectativas (IE-CST). O primeiro recuou 12,8% e o segundo 7,1%, demonstrando que a expectativa dos empresários entrevistados é de melhora da conjuntura nos próximos meses. 
Quando são analisados os grupos de construção, o de ”aluguel de equipamentos de construção e demolição com operador” foi o que mais recuou na comparação com 2010: 16,2%. As ”obras de acabamento” tiveram a menor redução no índice: apenas 1,9%. Já, quanto à construção de edifícios e obras civis, o ICST caiu 11,4%. 
Segundo o presidente do Sindicato da Construção Civil da Região Norte (Sinduscon-Norte), Gerson Guariente, a pesquisa não reflete a realidade de Londrina. ”Tenho conversado com os empresários e o pessoal está animado se preparando para novos empreendimentos”, afirma. 
A estimativa do setor para 2011, de acordo com ele, era de crescimento de 6%. ”Acabo de receber um relatório da quantidade de metros quadrados aprovados na Prefeitura e o aumento foi de 7,3% no ano passado. Ou seja, crescemos mais que o esperado”, ressaltou ele ontem à tarde. 
Guariente diz que o setor sentiu uma discreta diminuição no ritmo de fechamento de negócio entre agosto e outubro do ano passado. ”Mas logo o mercado voltou ao ritmo normal”, conta. 
Para ele, a pesquisa está mais concentrada em São Paulo, onde o impacto da crise europeia sobre a indústria foi maior. ”Como nós temos um mix de atividades econômicas, sentimos menos esse impacto”, acredita. 
O gerente regional da Caixa Econômica, Carlos Roberto de Souza, diz que no banco não há nenhum sinal de que a construção civil tenha desaquecido no ano passado. ”Pelo contrário, os dados preliminares do balanço mostram que passamos dos 5 mil negócios em Londrina”, ressalta. No ano anterior, segundo ele, foram 2.854 contratos de financiamento.
 
Brasileiro só pensa na aposentadoria com mais de 35

Monitoramento on line

O controle das horas trabalhadas e a supervisão das tarefas desempenhadas pelos funcionários que trabalham fora das empresas podem ser feitas por meios eletrônicos. O horário, de acordo com o presidente do Sinfor- PR, Gilmar Machado, pode ser medido a partir do momento em que os colaboradores se logam à rede ou aos sistemas corporativos. ”As tecnologias atuais permitem inclusive a pausa de 15 minutos. Quando o descanso é maior que esse tempo, o sistema entende que o expediente acabou”, explica. ”A empresa que não tiver esse sistema está fadada ao descontrole e possivelmente ações judiciais pela cobrança de hora extra”, acrescenta. 
Ele orienta que todas as empresas que tiverem funcionários nesse tipo de função devem se cercar de todos os atributos jurídicos trabalhistas para não terem surpresa no futuro.