NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

IBGE: 6% dos brasileiros moram em favelas

IBGE: 6% dos brasileiros moram em favelas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (21), como parte do Censo Demográfico 2010, os primeiros resultados sobre os aglomerados subnormais no País. Conhecidos como favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, ressacas, mocambos ou palafitas, essas áreas abrigam os lares de 11.425.644 pessoas, 6% da população brasileira.
 
Segundo IBGE, 6% da população brasileira vive em favelas / Foto: AFP
O estudo feito pelo IBGE mostra que 5,6% (3.224.529) do total de domicílios brasileiros estão localizados nessas áreas. Em todo o País foram identificadas 6.329 favelas espalhadas em 323 municípios.

A região Sudeste, a mais populosa do País – com 77,6 milhões de habitantes -, era a que concentrava o maior número de lares dentro de favelas, 49,8% do total no País, com maiores incidências nos Estados de São Paulo (23,2%) e Rio de Janeiro (19,1%). Em seguida aparece o Nordeste, com 28,7%, Norte, com 14,4%, Sul, com 5,3%, e o Centro-Oeste, com 1,8%.

Apesar do Sudeste concentrar a maioria dos domicílios localizados dentro de comunidades, apenas duas das cinco favelas mais populosas do Brasil estão lá. Ambas são da cidade do Rio de Janeiro: Rocinha, com 69 161 habitantes, a maior do Brasil; e a Rio das Pedras (54.793 habitantes), que aparece em terceiro lugar.

A segunda maior favela do Brasil é a Sol Nascente, na região administrativa de Ceilândia (DF), com 56.483 habitantes. A quarta e quinta posição são ocupadas por áreas do Nordeste e Norte do País. São elas: Coroadinho, em São Luis (MA), com 53 945 habitantes, e a Baixadas da Estrada Novas Jurunas, em Belém, com 53.129 habitantes. Entre as favelas paulistas, a de Paraisópolis, na capital, aparece em oitavo lugar, com 42.826 moradores.

Conforme o estudo, nem sempre as maiores favelas do Brasil estão nas regiões onde foram registrados os números mais altos de domicílios dentro destas comunidades.

Isso pode ser explicado pela forma como os “aglomerados subnormais” – conforme define o IBGE – estão divididos. Para se ter uma ideia, as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, que possuem o maior número de domicílios em favelas, se desencontram totalmente no tamanho dessas comunidades.

No Rio, 57,8% das casas estavam localizadas em grandes aglomerados, que reúnem mais de 1 mil domicílios. Em São Paulo a situação era completamente oposta, o predomínio era de favelas menores, ou seja, 69,5% dos lares estavam em áreas com menos de 1 mil residências.

Em Belém (PA), 88,6% das casas estavam localizadas nessas áreas maiores. Na outra ponta, Curitiba apresenta 83,4 dos domicílios em áreas com menos de 1 mil residências.

Definição

Foram consideradas favelas o conjunto mínimo de 51 casas onde foi identificada a carência de serviços públicos essenciais, que ocupam, ou que tenham ocupado, até recentemente, terreno de propriedade alheia, dispostas de forma desordenada e densa.

Na maior parte dos casos, as áreas ocupadas eram encostas íngremes no Rio de Janeiro, áreas de praia em Fortaleza (CE), vales profundos em Maceió (AL) – localmente conhecidos como grotas -, baixadas permanentemente inundadas em Macapá (AP), manguezais em Cubatão (SP) e igarapés e encostas em Manaus (AM), espaços menos propícios à urbanização.

Os primeiros levantamentos do IBGE sobre aglomerados subnormais foram feitos na década de 50. Em 1953, foi lançado o estudo “As favelas do Distrito Federal e o Censo Demográfico de 1950”, que apurou que 7,2% da população (169.305 pessoas) do Distrito Federal, que na época ainda era o Rio de Janeiro, vivia em favelas.

Com a ocupação urbana crescente ao longo dos anos, os investimentos em infraestrutura não se mostraram suficientes e a população buscou espaços que eram deixados de lado pela “urbanização formal”. Esse cenário deu margem para o crescimento e nascimento das favelas brasileiras. 

IBGE: 6% dos brasileiros moram em favelas

Previdência deve fechar o ano com déficit de R$36 bi

O déficit da Previdência Social deve fechar o ano próximo dos R$ 36 bilhões, segundo estimativa do secretário de Políticas de Previdência Social, Leonardo Rolim. Se confirmado esse valor, será o melhor resultado apurado desde 2003. Para conseguir esse resultado, o secretário afirmou que o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) – que agrega os trabalhadores da iniciativa privada – terá um superávit de pelo menos R$ 5 bilhões em suas contas em dezembro.
 
No acumulado do ano até novembro, o déficit da Previdência soma R$ 41,216 bilhões, o que representa uma queda de 18,3% em relação ao mesmo período de 2010 (R$ 50,478 bilhões). Em 12 meses, o déficit totaliza R$ 37,549 bilhões. Todos esses valores, inclusive a projeção de Rolim para o ano, estão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
 
O forte superávit em dezembro deve acontecer, assim como nos anos anteriores, porque o INSS receberá de uma só vez a contribuição patronal, referente ao 13º salário dos aposentados e pensionistas. Por outro lado, conforme Rolim, as despesas não serão afetadas porque o INSS já efetuou o pagamento do 13º das aposentadorias e pensões – só está faltando a segunda parcela dos benefícios para quem ganha mais que um salário mínimo.
 
No mês passado, a Previdência Social gastou cerca de R$ 2 bilhões com o pagamento da última parcela do 13º salários dos benefícios até um saláriomínimo. Mesmo com essas despesas, o déficit de novembro foi inferior ao apurado no mesmo período do ano passado. O INSS registrou um rombo de R$ 4,216 bilhões no mês passado, o que representa uma queda de 10,2% (R$ 4,697 bilhões).
 
Segundo Rolim, a queda de 18,3% do déficit acumulado do ano (até novembro) ocorreu devido ao bom desempenho do mercado de trabalho. O secretário afirmou que a recente desaceleração do mercado de trabalho ainda não impacta nos resultados da Previdência. Isso porque, enquanto houver geração líquida de emprego, a arrecadação continuará crescendo.
IBGE: 6% dos brasileiros moram em favelas

Previdência deve fechar o ano com déficit de R$36 bi

O déficit da Previdência Social deve fechar o ano próximo dos R$ 36 bilhões, segundo estimativa do secretário de Políticas de Previdência Social, Leonardo Rolim. Se confirmado esse valor, será o melhor resultado apurado desde 2003. Para conseguir esse resultado, o secretário afirmou que o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) – que agrega os trabalhadores da iniciativa privada – terá um superávit de pelo menos R$ 5 bilhões em suas contas em dezembro.
 
No acumulado do ano até novembro, o déficit da Previdência soma R$ 41,216 bilhões, o que representa uma queda de 18,3% em relação ao mesmo período de 2010 (R$ 50,478 bilhões). Em 12 meses, o déficit totaliza R$ 37,549 bilhões. Todos esses valores, inclusive a projeção de Rolim para o ano, estão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
 
O forte superávit em dezembro deve acontecer, assim como nos anos anteriores, porque o INSS receberá de uma só vez a contribuição patronal, referente ao 13º salário dos aposentados e pensionistas. Por outro lado, conforme Rolim, as despesas não serão afetadas porque o INSS já efetuou o pagamento do 13º das aposentadorias e pensões – só está faltando a segunda parcela dos benefícios para quem ganha mais que um salário mínimo.
 
No mês passado, a Previdência Social gastou cerca de R$ 2 bilhões com o pagamento da última parcela do 13º salários dos benefícios até um saláriomínimo. Mesmo com essas despesas, o déficit de novembro foi inferior ao apurado no mesmo período do ano passado. O INSS registrou um rombo de R$ 4,216 bilhões no mês passado, o que representa uma queda de 10,2% (R$ 4,697 bilhões).
 
Segundo Rolim, a queda de 18,3% do déficit acumulado do ano (até novembro) ocorreu devido ao bom desempenho do mercado de trabalho. O secretário afirmou que a recente desaceleração do mercado de trabalho ainda não impacta nos resultados da Previdência. Isso porque, enquanto houver geração líquida de emprego, a arrecadação continuará crescendo.
IBGE: 6% dos brasileiros moram em favelas

Venda de imóveis cai 35% em outubro

O mercado de imóveis novos não obteve bons resultados em outubro. Durante o período, houve redução de 35,1% no volume de vendas na Região Metropolitana quando comparado com setembro – caindo de 4.440 unidades para 2.882. Em relação a outubro de 2010 a queda foi ainda maior: de 46,3%. É o que aponta o levantamento mensal realizado pelo Sindicato da Habitação de São Paulo.
 
O Grande ABC acompanhou o cenário. Segundo o proprietário de imobiliária de São Bernardo Milton Casari, a redução no número de imóveis vendidos caiu entre 25% e 30%. “Foi um mês onde a economia mundial estava muito instável. As indústrias, principalmente, reduziram drasticamente a produção. E como a região é basicamente industrial, as pessoas optaram por não realizar investimentos altos.”
 
No entanto, segundo ele, nesses dois últimos meses, as vendas já voltaram a crescer. “Imóveis na faixa entre R$ 180 mil a R$ 350 mil têm tido alta demanda. Além disso, a infraestrutura da região melhorou muito, basta ver a expansão e inauguração dos shoppings instalados aqui. Isso atrai moradores.”
 
Empresário do setor imobiliário em São Caetano, Aparecido Viana, atribui à queda de comercializações de imóveis novos em outubro à redução de lançamentos por parte das incorporadoras. “Muitas foram investir em cidades do Interior, já que faltam terrenos por aqui. Mesmo assim, São Caetano e Santo André mantiveram o nível de vendas.”
 
Para ele, apesar de ser menor o índice de vendas no período, o Grande ABC obteve desempenho superior ao da Capital. “Os bens comercializados na região são mais baratos do que em São Paulo e possuem a mesma qualidade e infraestrutura. Estamos em vantagem.”
 
CAPITAL – O mercado de imóveis novos no município paulista contabilizou a venda de 2.017 unidades em outubro, com variação negativa de 37,7% em relação às 3.237 unidades comercializadas em setembro. Diante do volume negociado no mesmo mês de 2010, a queda foi de 33,5%, quando foram vendidas 3.034 unidades.
 
Para o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, os resultados refletem mudanças no mercado imobiliário. “Voltaram a ser produzidos imóveis para o segmento tradicional, que abrange a classe média alta e o exigente mercado emergente, o que reduz a oferta de unidades por empreendimento.”
 
DORMITÓRIOS – A pesquisa Secovi-SP do mercado imobiliário de outubro mostrou que 54,1% das vendas na Capital foram do segmento de três dormitórios. Imóveis de dois quartos ocuparam a segunda colocação, com 29,4% do total vendido ou 593 unidades. No terceiro trimestre, o segmento teve 56% de participação nas vendas.
 
De acordo com o levantamento, o mercado de dois quartos teve forte diversificação de produtos econômicos. Os imóveis de três dormitórios se caracterizaram por serem construídos em bairros tradicionais.
 
O índice de Vendas Sobre Oferta ficou em 11,9% em outubro, segundo cálculo do Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP. Em termos comparativos, vale lembrar que o VSO foi de 18,7% em setembro e de 23,5% em outubro de 2010.
 
LANÇAMENTOS – Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio indicam 3.215 unidades disponibilizadas em outubro na Capital, contra 2.739 unidades no mês anterior. Em relação ao mesmo mês de 2010, a queda foi de 39,4%.
IBGE: 6% dos brasileiros moram em favelas

Venda de imóveis cai 35% em outubro

O mercado de imóveis novos não obteve bons resultados em outubro. Durante o período, houve redução de 35,1% no volume de vendas na Região Metropolitana quando comparado com setembro – caindo de 4.440 unidades para 2.882. Em relação a outubro de 2010 a queda foi ainda maior: de 46,3%. É o que aponta o levantamento mensal realizado pelo Sindicato da Habitação de São Paulo.
 
O Grande ABC acompanhou o cenário. Segundo o proprietário de imobiliária de São Bernardo Milton Casari, a redução no número de imóveis vendidos caiu entre 25% e 30%. “Foi um mês onde a economia mundial estava muito instável. As indústrias, principalmente, reduziram drasticamente a produção. E como a região é basicamente industrial, as pessoas optaram por não realizar investimentos altos.”
 
No entanto, segundo ele, nesses dois últimos meses, as vendas já voltaram a crescer. “Imóveis na faixa entre R$ 180 mil a R$ 350 mil têm tido alta demanda. Além disso, a infraestrutura da região melhorou muito, basta ver a expansão e inauguração dos shoppings instalados aqui. Isso atrai moradores.”
 
Empresário do setor imobiliário em São Caetano, Aparecido Viana, atribui à queda de comercializações de imóveis novos em outubro à redução de lançamentos por parte das incorporadoras. “Muitas foram investir em cidades do Interior, já que faltam terrenos por aqui. Mesmo assim, São Caetano e Santo André mantiveram o nível de vendas.”
 
Para ele, apesar de ser menor o índice de vendas no período, o Grande ABC obteve desempenho superior ao da Capital. “Os bens comercializados na região são mais baratos do que em São Paulo e possuem a mesma qualidade e infraestrutura. Estamos em vantagem.”
 
CAPITAL – O mercado de imóveis novos no município paulista contabilizou a venda de 2.017 unidades em outubro, com variação negativa de 37,7% em relação às 3.237 unidades comercializadas em setembro. Diante do volume negociado no mesmo mês de 2010, a queda foi de 33,5%, quando foram vendidas 3.034 unidades.
 
Para o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, os resultados refletem mudanças no mercado imobiliário. “Voltaram a ser produzidos imóveis para o segmento tradicional, que abrange a classe média alta e o exigente mercado emergente, o que reduz a oferta de unidades por empreendimento.”
 
DORMITÓRIOS – A pesquisa Secovi-SP do mercado imobiliário de outubro mostrou que 54,1% das vendas na Capital foram do segmento de três dormitórios. Imóveis de dois quartos ocuparam a segunda colocação, com 29,4% do total vendido ou 593 unidades. No terceiro trimestre, o segmento teve 56% de participação nas vendas.
 
De acordo com o levantamento, o mercado de dois quartos teve forte diversificação de produtos econômicos. Os imóveis de três dormitórios se caracterizaram por serem construídos em bairros tradicionais.
 
O índice de Vendas Sobre Oferta ficou em 11,9% em outubro, segundo cálculo do Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP. Em termos comparativos, vale lembrar que o VSO foi de 18,7% em setembro e de 23,5% em outubro de 2010.
 
LANÇAMENTOS – Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio indicam 3.215 unidades disponibilizadas em outubro na Capital, contra 2.739 unidades no mês anterior. Em relação ao mesmo mês de 2010, a queda foi de 39,4%.