por master | 13/12/11 | Ultimas Notícias
O fazendeiro Avelino de Déa, dono da fazenda São Sebastião, em Itupiranga, no Pará, foi condenado a sete anos e dez meses de prisão por exploração de trabalhadores em situação análoga à escravidão. Em 2007, 59 trabalhadores foram libertados da fazenda pelo Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho. O capataz da fazenda, José Henrique Vanzetto, também foi condenado a cinco anos e sete meses de prisão, ambos em regime semiaberto. Ainda cabe recurso da sentença.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) no Pará, autor da denúncia, os trabalhadores não tinham banheiro próximo ao local de trabalho, eram obrigados a tomar banho em um córrego, não tinham acesso à água potável e muitos dormiam em barracos de palha e em cochos utilizados para alimentação de bois.
Na decisão, o juiz Cesar Otoni de Matos reconhece que “os trabalhadores eram submetidos a condições indignas de trabalho: não havia banheiro no local onde trabalhavam e pernoitavam (as necessidades fisiológicas deveriam ser feitas no mato e o banho, tomado no córrego); não havia depósito de lixo; a água para beber era retirada do córrego, barrenta e com gosto de ferrugem, e também utilizada pelo gado, que nela defecava”.
Os 59 trabalhadores foram libertados em operação do Grupo Móvel do Ministério do Trabalho em setembro de 2007. Na fazenda, que tinha três mil cabeças de gado, os trabalhadores foram encontrados limpando terreno para o pasto e construindo cercas. A maioria das pessoas não possuía carteira de trabalho e os pagamentos eram feitos de forma irregular. Ainda faltavam equipamentos de proteção individual, mesmo para quem trabalhava aplicando venenos.
De Brasília
Com agências
por master | 13/12/11 | Ultimas Notícias
Dinheiro não vai faltar. De acordo com as estimativas, o valor disponível para financiar a aquisão de imóveis prontos, construções e reformas é recorde: R$160 bilhões. Nada menos que 23% a mais do que aplicado até o fim deste ano. A previsão daCâmara Brasileira de Construção Civil (Cbic) e da Caixa Econômica Federal é de que esses recursos financiem cerca de 1,6 milhão de unidades até dezembro de 2012 em todo o Brasil
Total de recursos para financiar residências e apartamentos em 2012 será recorde para atender a demanda crescente
Nem a crise econômica mundial, que cada vez mais se aproxima do Brasil, nem a forte valorização dos imóveis nos últimos três anos vão segurar o mercado imobiliário em 2012. Os brasileiros que pretendem adquirir sua casa própria ou mesmo trocar de imóvel para um maior e mais confortável não terão problemas por falta de crédito. As projeções são de que, somadas todas as linhas disponíveis no mercado, serão disponibilizados cerca de R$ 160 bilhões para aquisição de imóveis prontos, construção e reforma — um recorde. O valor é 23% maior que o aplicado até o fim deste ano, de quase R$ 130 bilhões.
Essa dinheirama deverá financiar cerca de 1,6 milhão de unidades no ano que vem em todo o país, conforme estimativas da Câmara Brasileira da Construção Civil (Cbic) e da Caixa Econômica Federal, que é responsável por 75% desse mercado. A maioria, R$ 100 bilhões, beneficiará a classe média — consumidores ou famílias com renda a partir de R$ 5 mil — e os recursos virão dos depósitos da caderneta de poupança.
Outros R$ 60 bilhões são do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de outras fontes, como o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), com recursos orçamentários da União. Os clientes dessas linhas de crédito, administradas pela Caixa, são os trabalhadores com renda familiar de até R$ 5,4 mil. Desse total, 72% vão para a nova classe C — famílias com renda até R$ 4,6 mil, conforme classificação da Fundação Getulio Vargas, utilizada pelo governo federal.
Só a Caixa estima emprestar, em 2012, quase R$ 100 bilhões, incluindo R$ 38 bilhões da poupança destinados à classe média, para financiar 1 milhão de moradias, 15% mais que neste ano. “É um crescimento bastante robusto, considerando a carteira da instituição, de 75% do mercado”, afirma o vice-presidente de Governo da Caixa, José Urbano Duarte.
Com um cenário desses de crédito farto, o consumidor que apostar em queda dos preços pode se decepcionar e não conseguir comprar depois o imóvel pretendido no orçamento programado. Neste ano, houve redução de preços emalgumas cidades brasileiras, depois de um período de três anos de valorização expressiva, de mais de 100% em muitos casos. Mas a alta continuou, ainda que em ritmo menor, em localidades como Distrito Federal e Rio de Janeiro,apontam pesquisas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo.
Os brasileiros também têm procurado comprar seu primeiro imóvel cada vez mais cedo, até os 35 anos, conforme os dados da Caixa, líder no segmento. Em 2000, essa parcela mais jovem da população representava 51% do total que tomou empréstimo para a casa própria. Em 2011, a faixa dos consumidores até 35 anos passou a abocanhar 57,3% do volume financiado. Em 2010, ano de maior crescimento do setor, eles ficaram com 59,2% de todo o crédito imobiliário.
Aos 24 anos, a arquiteta Andressa Batista Arantes já garantiu o seu primeiro apartamento. Ela comprou o imóvel ainda na planta, em Águas Claras, e pretende pagá-lo em 12 anos e meio. “Assinei o contrato de promessa de compra e venda há duas semanas e estou muito feliz. Agora, tenho um lugar que é meu”, comemora. E não vai ser o único: “Pretendo comprar outros. Espero que esse seja apenas o primeiro”.
O presidente da Cbic, Paulo Simão, afirma que o crédito disponível — recursos da poupança e do FGTS — não é afetado diretamente pela crise e que a alta demanda reprimida manterá as vendas aquecidas. Para ele, por mais dificuldades que possam assolar a economia, há clientela para comprar. “O que tem de ser feito é adequar o produto ao bolso do consumidor. Estou falando de preços, condições de financiamento e perfil das unidades ofertadas”, afirma. O vice-presidente de Governo da Caixa concorda: “Não há, nesse setor, as incertezas da economia mundial, até porque imóveis continuam sendo um dos melhores investimentos”.
O presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz França, reforça o fato de existir espaço grande para ampliar o crédito imobiliário, pois o volume concedido atualmente é um dos maisbaixos do mundo. O Brasil aplica apenas 5,1% do Produto Interno Bruto no setor. França estima que os financiamentos possam atingir 11% do PIB em 2014.
Otimismo
Depois de um ano em que o mercado de venda de imóveis na planta desacelerou no Distrito Federal, devido à demora do Governo do Distrito Federal em liberar os projetos, o vice-presidente da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário do DF (Ademi-DF), Rodrigo Nogueira, está animado com 2012. Para ele, a queda da taxa básica de juros (Selic) beneficia diretamente o setor. “Se a Selic cair em maior velocidade, como sinaliza a presidente Dilma Rousseff, poderá gerar um novo boom imobiliário”, diz.
Nogueira, que também é sócio da construtora JC Gontijo, afirma que a preocupação é com a velocidade de aprovação dos projetos pelo GDF. “Isso pode implicar diretamente nos lançamentos dos próximos anos, especificamente de 2012”,alerta. A JC Contijo tem 12 empreendimentos em vias de lançamento.
O diretor nacional de Negócio da João Fortes Engenharia, Luiz Henrique Rimes, destaca que a burocracia do GDF para aprovação dos projetos pode encarecer os imóveis. A João Fortes tem seis projetos em andamento, quase todos residenciais, voltados para as classes A e B, à espera das liberações. “O preço alto dos imóveis não é só pela demanda maior que a oferta, mas pelos custos que as empresas têm. Há o encargo financeiro pela compra de um terreno paraum empreendimento que não consegui lançar no prazo previsto. Vai para o preço de venda”, esclarece Rimes.
A diretora de empreendimentos da construtora Villela e Carvalho, Ludmila Pires Fernandes, também está otimista para o ano que vem. “Temos vários produtos engatilhados. Alguns já gostaríamos de ter lançado, mas não foi possível pelos entraves burocráticos.”
Jovens
por master | 13/12/11 | Ultimas Notícias
Dinheiro não vai faltar. De acordo com as estimativas, o valor disponível para financiar a aquisão de imóveis prontos, construções e reformas é recorde: R$160 bilhões. Nada menos que 23% a mais do que aplicado até o fim deste ano. A previsão daCâmara Brasileira de Construção Civil (Cbic) e da Caixa Econômica Federal é de que esses recursos financiem cerca de 1,6 milhão de unidades até dezembro de 2012 em todo o Brasil
Total de recursos para financiar residências e apartamentos em 2012 será recorde para atender a demanda crescente
Nem a crise econômica mundial, que cada vez mais se aproxima do Brasil, nem a forte valorização dos imóveis nos últimos três anos vão segurar o mercado imobiliário em 2012. Os brasileiros que pretendem adquirir sua casa própria ou mesmo trocar de imóvel para um maior e mais confortável não terão problemas por falta de crédito. As projeções são de que, somadas todas as linhas disponíveis no mercado, serão disponibilizados cerca de R$ 160 bilhões para aquisição de imóveis prontos, construção e reforma — um recorde. O valor é 23% maior que o aplicado até o fim deste ano, de quase R$ 130 bilhões.
Essa dinheirama deverá financiar cerca de 1,6 milhão de unidades no ano que vem em todo o país, conforme estimativas da Câmara Brasileira da Construção Civil (Cbic) e da Caixa Econômica Federal, que é responsável por 75% desse mercado. A maioria, R$ 100 bilhões, beneficiará a classe média — consumidores ou famílias com renda a partir de R$ 5 mil — e os recursos virão dos depósitos da caderneta de poupança.
Outros R$ 60 bilhões são do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de outras fontes, como o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), com recursos orçamentários da União. Os clientes dessas linhas de crédito, administradas pela Caixa, são os trabalhadores com renda familiar de até R$ 5,4 mil. Desse total, 72% vão para a nova classe C — famílias com renda até R$ 4,6 mil, conforme classificação da Fundação Getulio Vargas, utilizada pelo governo federal.
Só a Caixa estima emprestar, em 2012, quase R$ 100 bilhões, incluindo R$ 38 bilhões da poupança destinados à classe média, para financiar 1 milhão de moradias, 15% mais que neste ano. “É um crescimento bastante robusto, considerando a carteira da instituição, de 75% do mercado”, afirma o vice-presidente de Governo da Caixa, José Urbano Duarte.
Com um cenário desses de crédito farto, o consumidor que apostar em queda dos preços pode se decepcionar e não conseguir comprar depois o imóvel pretendido no orçamento programado. Neste ano, houve redução de preços emalgumas cidades brasileiras, depois de um período de três anos de valorização expressiva, de mais de 100% em muitos casos. Mas a alta continuou, ainda que em ritmo menor, em localidades como Distrito Federal e Rio de Janeiro,apontam pesquisas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo.
Os brasileiros também têm procurado comprar seu primeiro imóvel cada vez mais cedo, até os 35 anos, conforme os dados da Caixa, líder no segmento. Em 2000, essa parcela mais jovem da população representava 51% do total que tomou empréstimo para a casa própria. Em 2011, a faixa dos consumidores até 35 anos passou a abocanhar 57,3% do volume financiado. Em 2010, ano de maior crescimento do setor, eles ficaram com 59,2% de todo o crédito imobiliário.
Aos 24 anos, a arquiteta Andressa Batista Arantes já garantiu o seu primeiro apartamento. Ela comprou o imóvel ainda na planta, em Águas Claras, e pretende pagá-lo em 12 anos e meio. “Assinei o contrato de promessa de compra e venda há duas semanas e estou muito feliz. Agora, tenho um lugar que é meu”, comemora. E não vai ser o único: “Pretendo comprar outros. Espero que esse seja apenas o primeiro”.
O presidente da Cbic, Paulo Simão, afirma que o crédito disponível — recursos da poupança e do FGTS — não é afetado diretamente pela crise e que a alta demanda reprimida manterá as vendas aquecidas. Para ele, por mais dificuldades que possam assolar a economia, há clientela para comprar. “O que tem de ser feito é adequar o produto ao bolso do consumidor. Estou falando de preços, condições de financiamento e perfil das unidades ofertadas”, afirma. O vice-presidente de Governo da Caixa concorda: “Não há, nesse setor, as incertezas da economia mundial, até porque imóveis continuam sendo um dos melhores investimentos”.
O presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz França, reforça o fato de existir espaço grande para ampliar o crédito imobiliário, pois o volume concedido atualmente é um dos maisbaixos do mundo. O Brasil aplica apenas 5,1% do Produto Interno Bruto no setor. França estima que os financiamentos possam atingir 11% do PIB em 2014.
Otimismo
Depois de um ano em que o mercado de venda de imóveis na planta desacelerou no Distrito Federal, devido à demora do Governo do Distrito Federal em liberar os projetos, o vice-presidente da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário do DF (Ademi-DF), Rodrigo Nogueira, está animado com 2012. Para ele, a queda da taxa básica de juros (Selic) beneficia diretamente o setor. “Se a Selic cair em maior velocidade, como sinaliza a presidente Dilma Rousseff, poderá gerar um novo boom imobiliário”, diz.
Nogueira, que também é sócio da construtora JC Gontijo, afirma que a preocupação é com a velocidade de aprovação dos projetos pelo GDF. “Isso pode implicar diretamente nos lançamentos dos próximos anos, especificamente de 2012”,alerta. A JC Contijo tem 12 empreendimentos em vias de lançamento.
O diretor nacional de Negócio da João Fortes Engenharia, Luiz Henrique Rimes, destaca que a burocracia do GDF para aprovação dos projetos pode encarecer os imóveis. A João Fortes tem seis projetos em andamento, quase todos residenciais, voltados para as classes A e B, à espera das liberações. “O preço alto dos imóveis não é só pela demanda maior que a oferta, mas pelos custos que as empresas têm. Há o encargo financeiro pela compra de um terreno paraum empreendimento que não consegui lançar no prazo previsto. Vai para o preço de venda”, esclarece Rimes.
A diretora de empreendimentos da construtora Villela e Carvalho, Ludmila Pires Fernandes, também está otimista para o ano que vem. “Temos vários produtos engatilhados. Alguns já gostaríamos de ter lançado, mas não foi possível pelos entraves burocráticos.”
Jovens
por master | 13/12/11 | Ultimas Notícias
Aquecimento na contratação, porém mão-de-obra pouco qualificada. As construtoras alargaram os seus investimentos dentro da capital potiguar, mas ainda assim, influenciadas pela desaceleração da economia e as transições políticas, terminaram o ano de 2011 sem cumprir a grande expectativa gerada pelo excelente desempenho do ano passado na construção civil. Um dos motivos foi exatamente a baixa qualificação dos operários que desperdiçam tempo e material na hora de edificar um empreendimento.
Pesquisa mostra que 89% das empresas sofrem com a falta de trabalhadores qualificados. 94% não encontram pedreiros ou serventes
Um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aponta que 89% entre 385 empresas da construção civil pesquisadas sofrem com a falta de trabalhadores qualificados. Outro número marcante é na hora de encontrar profissionais com qualificação básica: 94% das empresas têm dificuldades de encontrar pedreiros e serventes.
Para tentar reverter a situação que afeta o desenvolvimento da economia potiguar, a BSPAR Incorporações entrou nas estatísticas da pesquisa, fazendo parte das 64% das empresas que adotam a capacitação no próprio ambiente de trabalho. Quem conta isso é Alfredo Cruz, diretor da BSPAR Incorporações no Nordeste. Ele reforça que a carência de cursos aliada à necessidade de novas contratações gera um quadro de funcionários que muitas vezes não consegue fazer obras mais complexas e o fator tempo é afetado na hora da construção, resultando em atrasos na conclusão do empreendimento.
“É bem provável que as empresas de construção civil já tenham começado a atentar para essa carência, mas há pouca mobilização para mudar isso. Nós, da BSPAR, começamos um trabalho que será o pontapé inicial para iniciarmos a mudança dessa realidade”, afirma Cruz.
Nesse propósito, a BSPAR Incorporações, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RN), trouxe para um de seus canteiros de obras em Natal um curso de capacitação para os funcionários da construção civil. A iniciativa começou no empreendimento Vivace, no bairro de Candelária, onde 20 profissionais participam da primeira turma capacitada com 160 horas de aulas teóricas e práticas com os instrutores do Senai.
“Vamos capacitar ao longo de 2012, também nos demais 14 canteiros de obras que iremos dar início às obras, cerca de 150 novos profissionais formados, procurando elevar o conceito de obra e a qualidade da nossa empresa”, reforça Cruz. A escolha dos profissionais é feita de acordo com o grau de experiência que já possuam e as aulas ocorrem todas as tardes no canteiro de obras do Vivace.
O engenheiro da obra, Dehuel Diniz, conta que separou dois pavimentos para serem efetuadas as aulas teóricas e práticas. Os 3º e 4º pavimentos são inspecionados com cuidado pelo engenheiro e pela equipe de professores do Senai e são a prova da capacitação. “Escolhemos esses homens para serem os precursores de um projeto que não pode parar. É gratificante ver trabalhadores serem elevados à categoria de profissionais com experiência”, coloca o engenheiro.
Valorização
O pedreiro Handerson França dos Santos, 22 anos, é um dos beneficiados da primeira turma da BSPAR. O curso ministrado no horário de trabalho é motivam os profissionais que se sentem valorizados. “O investimento que a empresa está fazendo nos profissionais é motivador. Essa oportunidade despertou novamente o meu sonho de estudar e de me tornar um arquiteto. Estudar e aprender é fundamental para desenvolver um bom trabalho e acreditar no futuro”, afirma.
Pai de um filho de oito meses, Handerson disse que já trabalha no ramo da construção civil desde 2007, mas sempre errava a quantidade de massa, ou de cimento necessário, e até mesmo desperdiçava tijolos na hora da edificação. “Com a aprendizagem das técnicas, tudo muda de figura. Estou na BSPAR há um mês e oito dias e aprendi mais do que aprendi nos últimos cinco anos. Agora sei que tenho capacidade de evoluir e dar um futuro melhor para a minha família”, acredita.
por master | 13/12/11 | Ultimas Notícias
Aquecimento na contratação, porém mão-de-obra pouco qualificada. As construtoras alargaram os seus investimentos dentro da capital potiguar, mas ainda assim, influenciadas pela desaceleração da economia e as transições políticas, terminaram o ano de 2011 sem cumprir a grande expectativa gerada pelo excelente desempenho do ano passado na construção civil. Um dos motivos foi exatamente a baixa qualificação dos operários que desperdiçam tempo e material na hora de edificar um empreendimento.
Pesquisa mostra que 89% das empresas sofrem com a falta de trabalhadores qualificados. 94% não encontram pedreiros ou serventes
Um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aponta que 89% entre 385 empresas da construção civil pesquisadas sofrem com a falta de trabalhadores qualificados. Outro número marcante é na hora de encontrar profissionais com qualificação básica: 94% das empresas têm dificuldades de encontrar pedreiros e serventes.
Para tentar reverter a situação que afeta o desenvolvimento da economia potiguar, a BSPAR Incorporações entrou nas estatísticas da pesquisa, fazendo parte das 64% das empresas que adotam a capacitação no próprio ambiente de trabalho. Quem conta isso é Alfredo Cruz, diretor da BSPAR Incorporações no Nordeste. Ele reforça que a carência de cursos aliada à necessidade de novas contratações gera um quadro de funcionários que muitas vezes não consegue fazer obras mais complexas e o fator tempo é afetado na hora da construção, resultando em atrasos na conclusão do empreendimento.
“É bem provável que as empresas de construção civil já tenham começado a atentar para essa carência, mas há pouca mobilização para mudar isso. Nós, da BSPAR, começamos um trabalho que será o pontapé inicial para iniciarmos a mudança dessa realidade”, afirma Cruz.
Nesse propósito, a BSPAR Incorporações, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RN), trouxe para um de seus canteiros de obras em Natal um curso de capacitação para os funcionários da construção civil. A iniciativa começou no empreendimento Vivace, no bairro de Candelária, onde 20 profissionais participam da primeira turma capacitada com 160 horas de aulas teóricas e práticas com os instrutores do Senai.
“Vamos capacitar ao longo de 2012, também nos demais 14 canteiros de obras que iremos dar início às obras, cerca de 150 novos profissionais formados, procurando elevar o conceito de obra e a qualidade da nossa empresa”, reforça Cruz. A escolha dos profissionais é feita de acordo com o grau de experiência que já possuam e as aulas ocorrem todas as tardes no canteiro de obras do Vivace.
O engenheiro da obra, Dehuel Diniz, conta que separou dois pavimentos para serem efetuadas as aulas teóricas e práticas. Os 3º e 4º pavimentos são inspecionados com cuidado pelo engenheiro e pela equipe de professores do Senai e são a prova da capacitação. “Escolhemos esses homens para serem os precursores de um projeto que não pode parar. É gratificante ver trabalhadores serem elevados à categoria de profissionais com experiência”, coloca o engenheiro.
Valorização
O pedreiro Handerson França dos Santos, 22 anos, é um dos beneficiados da primeira turma da BSPAR. O curso ministrado no horário de trabalho é motivam os profissionais que se sentem valorizados. “O investimento que a empresa está fazendo nos profissionais é motivador. Essa oportunidade despertou novamente o meu sonho de estudar e de me tornar um arquiteto. Estudar e aprender é fundamental para desenvolver um bom trabalho e acreditar no futuro”, afirma.
Pai de um filho de oito meses, Handerson disse que já trabalha no ramo da construção civil desde 2007, mas sempre errava a quantidade de massa, ou de cimento necessário, e até mesmo desperdiçava tijolos na hora da edificação. “Com a aprendizagem das técnicas, tudo muda de figura. Estou na BSPAR há um mês e oito dias e aprendi mais do que aprendi nos últimos cinco anos. Agora sei que tenho capacidade de evoluir e dar um futuro melhor para a minha família”, acredita.