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Crédito em alta e custos elevados do setor favorecem produto

Crédito em alta e custos elevados do setor favorecem produto

Para, especialistas, teto de R$ 500 mil no Sistema Financeiro de Habilitação explica o domínio dos dois dórmitórios

 

A ampliação do crédito e os altos custos no setor colocaram novamente os imóveis de dois dormitórios na liderança do mercado paulistano. Desde 2009, esses residenciais representam mais de 40% de todas as unidades lançadas na capital paulista.
 
 
“A demanda no mercado é limitada pelo crédito, pelo poder aquisitivo da classe média e pelos altos preços de terreno”, avalia o diretor executivo da incorporadora You, Inc, Eduardo Muszkat.
 
No segmento de dois dormitórios, a companhia aposta em edifícios com unidades de 48 m² a 62 m² e avaliadas entre R$ 250 mil e R$ 350 mil. “Desde que a pessoa tenha recurso suficiente, ela prefere o apartamento de dois quartos ao de um, para ter uma folga. O dois dormitórios é uma espécie de coringa.”
 
 
A You, Inc adota ainda como estratégia a possibilidade de conversão de apartamentos de três dormitórios em unidades de duas suítes. É o caso do YouIbirapuera, recém lançado pela incorporadora na zona sul de São Paulo, com imóveis de 98 m² voltados às classes A e B.
 
 
SFH. A opção de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em aquisições de até R$ 500 mil realizadas pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) explica a procura pelos dois dormitórios, na opinião do diretor de Incorporação da Even, Ricardo Grimone. “Quando esse imóvel se descolou do SFH, ele perdeu força. Toda vez que há um salto no teto do sistema, o dois dormitórios ganha impulso”, explica.
 
 
O economista chefe do Secovi. Celso Petrucci, acredita na adequação do mercado à nova configuração populacional da cidade. “O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está mudando a apuração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) porque o perfil do consumidor mudou. Mais da metade dos financiamentos da Caixa Econômica Federal são para compradores de até 35 anos”, conclui.
Crédito em alta e custos elevados do setor favorecem produto

Crédito em alta e custos elevados do setor favorecem produto

Para, especialistas, teto de R$ 500 mil no Sistema Financeiro de Habilitação explica o domínio dos dois dórmitórios

 

A ampliação do crédito e os altos custos no setor colocaram novamente os imóveis de dois dormitórios na liderança do mercado paulistano. Desde 2009, esses residenciais representam mais de 40% de todas as unidades lançadas na capital paulista.
 
 
“A demanda no mercado é limitada pelo crédito, pelo poder aquisitivo da classe média e pelos altos preços de terreno”, avalia o diretor executivo da incorporadora You, Inc, Eduardo Muszkat.
 
No segmento de dois dormitórios, a companhia aposta em edifícios com unidades de 48 m² a 62 m² e avaliadas entre R$ 250 mil e R$ 350 mil. “Desde que a pessoa tenha recurso suficiente, ela prefere o apartamento de dois quartos ao de um, para ter uma folga. O dois dormitórios é uma espécie de coringa.”
 
 
A You, Inc adota ainda como estratégia a possibilidade de conversão de apartamentos de três dormitórios em unidades de duas suítes. É o caso do YouIbirapuera, recém lançado pela incorporadora na zona sul de São Paulo, com imóveis de 98 m² voltados às classes A e B.
 
 
SFH. A opção de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em aquisições de até R$ 500 mil realizadas pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) explica a procura pelos dois dormitórios, na opinião do diretor de Incorporação da Even, Ricardo Grimone. “Quando esse imóvel se descolou do SFH, ele perdeu força. Toda vez que há um salto no teto do sistema, o dois dormitórios ganha impulso”, explica.
 
 
O economista chefe do Secovi. Celso Petrucci, acredita na adequação do mercado à nova configuração populacional da cidade. “O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está mudando a apuração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) porque o perfil do consumidor mudou. Mais da metade dos financiamentos da Caixa Econômica Federal são para compradores de até 35 anos”, conclui.
Crédito em alta e custos elevados do setor favorecem produto

Emprego na construção civil cresce 10,55% de janeiro a setembro

O nível de emprego na construção civil brasileira registrou alta de 10,55% de Janeiro a Setembro, com a contratação de 298.549 trabalhadores, indica pesquisa mensal feita pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). Só em setembro, o setor admitiu 31.536 pessoas – aumento de 1,02% frente a agosto. O crescimento em 12 meses foi de 7,87%.
 
Crédito em alta e custos elevados do setor favorecem produto

Emprego na construção civil cresce 10,55% de janeiro a setembro

O nível de emprego na construção civil brasileira registrou alta de 10,55% de Janeiro a Setembro, com a contratação de 298.549 trabalhadores, indica pesquisa mensal feita pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). Só em setembro, o setor admitiu 31.536 pessoas – aumento de 1,02% frente a agosto. O crescimento em 12 meses foi de 7,87%.
 
Crédito em alta e custos elevados do setor favorecem produto

No Brasil, gás é 231% mais caro que nos EUA

Um estudo da Federação das Indústria do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) apontou que o preço do gás natural no Brasil para o setor industrial é maior que em diversos países, muitos deles competidores internacionais diretos. A tarifa do gás no Brasil (US$ 16,84 por milhão de BTU — medida internacional para gás) é 25% mais cara que na China (US$ 13,52), 222% a mais que a Índia (US$ 13,52), 231% a mais que nos EUA (US$ 5,09) e 464% a mais que na Rússia (US$ 2,99).
 
A Firjan aponta que o gás chega a representar 50% dos custos de alguns setores, como indústrias que produzem vidros. Esse problema fica ainda maior com outros fatores macroeconômicos, como o real valorizado, altos juros e falta de infraestrutura.
 
— O alto preço do gás no Brasil é perda de competitividade na veia — afirma o gerente de Competitividade Industrial e Investimentos da Firjan e responsável pelo estudo, Cristiano Prado.
 
O estudo fez a comparação do preço do gás do Brasil com outros 22 países, e o custo para a indústria só é menor do que em Hungria, Eslovênia, Eslováquia, Alemanha, República Tcheca e Estônia. O estudo aponta ainda uma grande diferença do gás entre quinze estados brasileiros: a tarifa no Ceará (US$ 19,97 MMBTU) é 30,8% maior que a registrada no Mato Grosso do Sul (US$ 15,27). A tarifa no Rio, de US$ 17,98 MMBTU, é a sétima maior do país, maior que a dos demais estados do Sudeste.
 
Assim, uma pequena padaria brasileira, por exemplo, gasta R$ 2,5 mil por mês com gás, enquanto na França gastaria o equivalente a R$ 1,4 mil. Uma empresa de biscoitos, com 60 funcionários, gasta cerca de R$ 68 mil por mês com gás no Brasil, R$ 25 mil a mais que pagaria se o empreendimento fosse na China, aponta o levantamento.
 
Peso dos impostos representam 22% da tarifa
 
Além do alto custo de produção do gás natural brasileiro, maior que o de outros países, outros itens contribuem para o preço elevado. Na verdade, segundo o estudo, o custo da commodity — o gás em si — equivale a 43,3% do total da tarifa. Impostos significam 22,1% da tarifa, seguido da margem de distribuição (18,8%) e da parcela referente ao transporte (15,8%).
 
— Nesta conta vemos alguns problemas, pois a tributação efetiva no Brasil é de 28,4%, a maior na lista de países, muito acima dos 6% cobrados no México ou dos 5% de Canadá e China. E, além disso, no custo de transporte ocorre uma espécie de subsídio cruzado, onde consumidores de estados mais próximos dos centro produtores pagam uma taxa que gera recursos para a expansão da malha a outras localidades — diz Prado.
 
O estudo conclui com dez pontos que resolveriam essa questão, como a elaboração de uma política nacional de gás e maior poder regulatório à Agência Nacional de Petróleo (ANP).
 
— Precisamos tirar a Lei do Gás, aprovada há dois anos, do papel — diz Prado.