por master | 09/12/11 | Ultimas Notícias
Uma parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não saiu da estaca zero neste ano. Levantamento feito pela reportagem a partir de dados coletados pela Associação Contas Abertas no Sistema de Administração Financeira (Siafi), do governo federal, mostra que 191 obras e programas, no valor total de R$ 2,6 bilhões, não tiveram nem um centavo empenhado até o dia 6 de dezembro. Isso significa que não foi assinado contrato com prestador de serviço para executá-los. Ou seja: eles dificilmente sairão do papel em 2011.
Esse é o caso, por exemplo, dos R$ 350 milhões disponíveis neste ano para a implantação de postos da polícia comunitária em todo o país. Ou dos R$ 8,5 milhões constantes do orçamento para a construção da eclusa de Tucuruí (PA). A paralisia atinge ainda a construção de terminais fluviais, perímetros de irrigação no Nordeste e obras de saneamento nas bacias do Rio São Francisco. A própria administração do PAC foi vítima do “empenho zero”. Estão disponíveis no orçamento R$ 2,3 milhões para “gestão e coordenação do PAC”, mas o dinheiro ficou parado.
Em alguns casos, a parada se dá pelas dificuldades enfrentadas pelo Executivo para avançar com seus planos. O trem de alta velocidade (TAV) ligando Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, foi a leilão em julho deste ano mas não apareceram interessados. Isso obrigou o governo a rever toda a modelagem da licitação e ainda não se sabe quando o trem será novamente leiloado.
Ontem, o jornal O Estado de S. Paulo afirmou que a presidente Dilma Rousseff, insatisfeita com a gestão do PAC, pretendia repassar parte da administração do programa para a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, atual gestora do PAC, afirmou que a informação não é verdadeira.
por master | 09/12/11 | Ultimas Notícias
Promover a inclusão social e a autonomia financeira de mulheres de comunidades carentes com cursos profissionalizantes gratuitos. Esse é o principal objetivo do Projeto Mulheres Mil. Lançado pelo governo federal, o programa chega a Londrina oferecendo cursos gratuitos de panificação, manipulação de alimentos, cuidadores de idosos e azulejista para moradoras da Zona Leste.
As aulas devem ter início no começo de 2012 e serão ministradas no Instituto Federal do Paraná (IFPR), localizado no Jardim Dom Bosco. Estão sendo ofertadas 100 vagas divididas entre os quatro cursos. ”Além das aulas gratuitas, que devem ser ministradas duas vezes por semana, as participantes do programa ganharão uniforme, material didático, vale transporte e uma ajuda de custo mensal no valor de R$ 70”, destacou Rosana de Assunção, gestora do projeto em Londrina.
Visando preencher as vagas abertas, gestores do projeto e alunos do IFPR estão visitando os bairros carentes e convocando as moradoras a se inscreverem nos cursos, que terão duração entre seis e oito meses.
A dona de casa Aline dos Santos, 23 anos, moradora do Morro do Carrapato, foi abordada pelo equipe e não perdeu tempo para fazer a inscrição. ”Me inscrevi no curso de cuidadora de idosos e acho que essa pode ser uma boa oportunidade de ajudar o meu marido, que trabalha como manobrista”, disse Aline, que não concluiu os estudos para poder cuidar do filho de 1 ano e quatro meses. ”Cheguei a fazer um curso profissionalizante de informática alguns anos atrás, mas depois vi que não era bem o que queria. Já o curso de cuidador de idosos parece ser interessante, fora que a gente sempre vê vagas de trabalho para essa área no jornal.”
Eliane Rodrigues Cardoso, 27 anos, também dona de casa, contou que está empolgada com a possibilidade de, finalmente, ter um trabalho.”Quando a gente deixa de estudar é difícil conseguir um bom trabalho. Acho que com esse curso de manipulação de alimentos, será mais fácil termos uma renda extra”, afirmou a Eliane que estudou até a 5 série.”Como eu comecei a trabalhar cedo para ajudar minha família, tive que deixar os estudos e hoje me arrependo.”
”Acho que vou me inscrever no curso de azulejista. Trabalhar na construção civil ou nos acabamentos sempre foi uma área de interesse para mim e finalmente terei a oportunidade de trabalhar no que gosto”, afirmou a auxiliar de serviços gerais Rosângela da Silva Gusmão, 31, que já trabalhou como servente de pedreiro. ”Estou animada para começar o curso, porque além do conhecimento para arrumar um trabalho melhor, ainda terei a oportunidade de ajudar meu marido nos acabamentos da casa que estamos reformando”, acrescentou.
A assistente social Talita Kethyn Cabral, aluna do curso de técnico em Enfermagem e que atua no cadastramento das moradoras, disse que a procura pelo curso de capacitação profissional tem sido grande para todos os cursos. ”Agora que elas estão realmente conhecendo como funciona o trabalho, estão muito mais interessadas”, destacou.
Serviço: Mais informações sobre o Projeto Mulheres Mil pelos telefones (43) 3878-6100 e 8404-5122.
por master | 09/12/11 | Ultimas Notícias
Uma parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não saiu da estaca zero neste ano. Levantamento feito pela reportagem a partir de dados coletados pela Associação Contas Abertas no Sistema de Administração Financeira (Siafi), do governo federal, mostra que 191 obras e programas, no valor total de R$ 2,6 bilhões, não tiveram nem um centavo empenhado até o dia 6 de dezembro. Isso significa que não foi assinado contrato com prestador de serviço para executá-los. Ou seja: eles dificilmente sairão do papel em 2011.
Esse é o caso, por exemplo, dos R$ 350 milhões disponíveis neste ano para a implantação de postos da polícia comunitária em todo o país. Ou dos R$ 8,5 milhões constantes do orçamento para a construção da eclusa de Tucuruí (PA). A paralisia atinge ainda a construção de terminais fluviais, perímetros de irrigação no Nordeste e obras de saneamento nas bacias do Rio São Francisco. A própria administração do PAC foi vítima do “empenho zero”. Estão disponíveis no orçamento R$ 2,3 milhões para “gestão e coordenação do PAC”, mas o dinheiro ficou parado.
Em alguns casos, a parada se dá pelas dificuldades enfrentadas pelo Executivo para avançar com seus planos. O trem de alta velocidade (TAV) ligando Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, foi a leilão em julho deste ano mas não apareceram interessados. Isso obrigou o governo a rever toda a modelagem da licitação e ainda não se sabe quando o trem será novamente leiloado.
Ontem, o jornal O Estado de S. Paulo afirmou que a presidente Dilma Rousseff, insatisfeita com a gestão do PAC, pretendia repassar parte da administração do programa para a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, atual gestora do PAC, afirmou que a informação não é verdadeira.
por master | 09/12/11 | Ultimas Notícias
Setor norte paranaense deve experimentar acréscimo de 6% em 2011
O crescimento da construção civil do Norte do Paraná deve superar o do País neste ano. Em 2011, o setor norte paranaense deve experimentar acréscimo de 6% ante o ano passado, que foi positivo, registrando 11,5%. A estimativa para 2012 também fica nos 6%. A previsão é do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon). No Brasil, conforme previsão da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), a expansão neste ano será de 4,8%, já sobre uma base elevada de crescimento elevada de 11,6% em 2010.
O presidente do Sinduscon, Gerson Guariente Júnior, credita o sucesso do setor ao crescimento de crédito sustentado, aumento do emprego e da massa salarial. ”O segmento do norte do Estado vem se destacando e, provavelmente, ficaremos acima da média nacional”, adiantou. Ele explicou que o crescimento foi maior em 2010 porque foi um ano de recuperação após a crise internacional de 2008. ”O setor reagiu porque viu que não houve grande interferência por aqui”, reiterou.
De acordo com o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, o cenário é positivo para o setor brasileiro, já que não há problemas com recursos, com regras ou projetos. ” afirmou, acrescentando que o nível do uso de recursos de poupança e FGTS já considerados positivos, este ano, deverão se repetir em 2012. ”Duvido que a gente cresça menos do que isso (4,8%) no ano que vem, mas para isso será preciso investir”, disse.
Ele descartou a possibilidade de existência de qualquer bolha no setor e disse que a construção civil não sentirá os efeitos da crise porque é uma área tratada de forma diferente. Para Safady, o momento é de ”olhar para o umbigo” e tratar de incentivos que deem ainda mais ânimo ao mercado doméstico. Guariente Júnior também minimiza a possibilidade do setor sofrer com a crise. ”Não há indicativos de que possamos ser afetados porque já houve situação para isso e não teve reflexo”, disse.
A única preocupação demonstrada por Safady é com relação ao início do programa Minha Casa, Minha Vida 2. Segundo ele, parcela de 80% do Minha Casa, Minha Vida 1 será entregue até abril. O temor do empresário é que exista um ”gap” entre o fim da primeira fase do projeto e o início da segunda etapa.
O presidente do Sinduscon comunga da mesma ideia. ”Esperávamos que a segunda edição tivesse sido editada em meados de março para que os projetos fossem apresentados e as obras geradas sete ou oito meses depois, que seria agora, mas houve atraso e isso pode causar defasagem que, no entanto, não deve afetar o crescimento do setor”, afirmou.
por master | 09/12/11 | Ultimas Notícias
Setor norte paranaense deve experimentar acréscimo de 6% em 2011
O crescimento da construção civil do Norte do Paraná deve superar o do País neste ano. Em 2011, o setor norte paranaense deve experimentar acréscimo de 6% ante o ano passado, que foi positivo, registrando 11,5%. A estimativa para 2012 também fica nos 6%. A previsão é do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon). No Brasil, conforme previsão da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), a expansão neste ano será de 4,8%, já sobre uma base elevada de crescimento elevada de 11,6% em 2010.
O presidente do Sinduscon, Gerson Guariente Júnior, credita o sucesso do setor ao crescimento de crédito sustentado, aumento do emprego e da massa salarial. ”O segmento do norte do Estado vem se destacando e, provavelmente, ficaremos acima da média nacional”, adiantou. Ele explicou que o crescimento foi maior em 2010 porque foi um ano de recuperação após a crise internacional de 2008. ”O setor reagiu porque viu que não houve grande interferência por aqui”, reiterou.
De acordo com o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, o cenário é positivo para o setor brasileiro, já que não há problemas com recursos, com regras ou projetos. ” afirmou, acrescentando que o nível do uso de recursos de poupança e FGTS já considerados positivos, este ano, deverão se repetir em 2012. ”Duvido que a gente cresça menos do que isso (4,8%) no ano que vem, mas para isso será preciso investir”, disse.
Ele descartou a possibilidade de existência de qualquer bolha no setor e disse que a construção civil não sentirá os efeitos da crise porque é uma área tratada de forma diferente. Para Safady, o momento é de ”olhar para o umbigo” e tratar de incentivos que deem ainda mais ânimo ao mercado doméstico. Guariente Júnior também minimiza a possibilidade do setor sofrer com a crise. ”Não há indicativos de que possamos ser afetados porque já houve situação para isso e não teve reflexo”, disse.
A única preocupação demonstrada por Safady é com relação ao início do programa Minha Casa, Minha Vida 2. Segundo ele, parcela de 80% do Minha Casa, Minha Vida 1 será entregue até abril. O temor do empresário é que exista um ”gap” entre o fim da primeira fase do projeto e o início da segunda etapa.
O presidente do Sinduscon comunga da mesma ideia. ”Esperávamos que a segunda edição tivesse sido editada em meados de março para que os projetos fossem apresentados e as obras geradas sete ou oito meses depois, que seria agora, mas houve atraso e isso pode causar defasagem que, no entanto, não deve afetar o crescimento do setor”, afirmou.