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Combate ao trabalho infantil ainda está em segundo plano no Brasil, afirma Lídice da Mata

Combate ao trabalho infantil ainda está em segundo plano no Brasil, afirma Lídice da Mata

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) afirmou nesta quinta-feira (1ª) que o combate ao trabalho infantil ainda está em segundo plano no Brasil. Ela também comentou os resultados do recente relatório da Unicef sobre os adolescentes brasileiros: “Situação da Adolescência Brasileira 2011 – O direito de ser adolescente: Oportunidade para reduzir vulnerabilidades e superar desigualdades”.
De acordo com a pesquisa, ressaltou a senadora, o número de residências chefiadas por crianças e adolescentes de 10 a 19 anos no Brasil dobrou na última década. São 113 mil domicílios chefiadas por crianças de 10 a 14 anos e 661 mil chefiadas por adolescentes de 15 a 19 anos.
– Esses dados realmente são estarrecedores e merecem que o Congresso Nacional se debruce sobre a discussão de que futuro queremos para os meninos e meninas adolescentes desse país – disse em Plenário.
Para Lídice da Mata, as políticas públicas brasileiras voltadas para o atendimento de crianças e adolescentes em situação de risco e de combate ao trabalho infantil vêm sendo colocadas em segundo plano.
A senadora sugere que o Brasil invista mais em educação e programas de inclusão social para a infância e juventude.
Em aparte, o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) elogiou e apoiou o pronunciamento da colega. Ele alertou para a possibilidade desses adolescentes que não recebem a atenção necessária do estado acabarem indo para o caminho da criminalidade e do consumo de drogas.
Conheça o relatório da Unicef clicando aqui.
Combate ao trabalho infantil ainda está em segundo plano no Brasil, afirma Lídice da Mata

‘Integração sempre vai gerar maior crescimento’, diz Dilma na Venezuela

Presidente participou da assinatura de acordos com Hugo Chávez.
Encontro com países da América Latina e Caribe vai até sábado.

Em reunião com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em Caracas, a presidente Dilma Rousseff pregou, nesta quinta-feira (1º), a integração entre os países da América Latina como uma das armas para enfrentar a crise econômica internacional, ao lado do investimento econômico e da geração de emprego.

Em discurso a ministros dos dois países após a assinatura de diversos acordos de cooperação, Dilma ressaltou o passado de “exploração” e “colonialismo” sofrido por países latino-americanos para ressaltar a necessidade de aprofundar as relações econômicas com os vizinhos.

“Apostamos nessa integração como motor de desenvolvimento. Neste mundo, que está num processo de crise, nós temos que enfrentá-la não fazendo com que nossos países paralisem seu consumo e a geração de empregos”, disse a presidente.

Combate ao trabalho infantil ainda está em segundo plano no Brasil, afirma Lídice da Mata

‘Integração sempre vai gerar maior crescimento’, diz Dilma na Venezuela

Presidente participou da assinatura de acordos com Hugo Chávez.
Encontro com países da América Latina e Caribe vai até sábado.

Em reunião com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em Caracas, a presidente Dilma Rousseff pregou, nesta quinta-feira (1º), a integração entre os países da América Latina como uma das armas para enfrentar a crise econômica internacional, ao lado do investimento econômico e da geração de emprego.

Em discurso a ministros dos dois países após a assinatura de diversos acordos de cooperação, Dilma ressaltou o passado de “exploração” e “colonialismo” sofrido por países latino-americanos para ressaltar a necessidade de aprofundar as relações econômicas com os vizinhos.

“Apostamos nessa integração como motor de desenvolvimento. Neste mundo, que está num processo de crise, nós temos que enfrentá-la não fazendo com que nossos países paralisem seu consumo e a geração de empregos”, disse a presidente.

Combate ao trabalho infantil ainda está em segundo plano no Brasil, afirma Lídice da Mata

Empresas querem flexibilizar cota de deficientes no mercado de trabalho

Enquanto empresas afirmam que não conseguem cumprir a cota prevista em lei para a contratação de deficientes e pedem flexibilização da legislação, o Ministério Público do Trabalho responde que as regras não devem mudar e que é perfeitamente possível cumpri-las. Essas duas posições sobre o tema foram manifestadas nesta quinta-feira (1) em audiência pública, promovida pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.
As cotas para deficientes no mercado de trabalho foram criadas há 20 anos pela Lei 8.213/91. Por elas, as empresas com mais de 100 funcionários são obrigadas a destinar de 2% a 5% dos postos de trabalho para pessoas com deficiência. Assim, se a empresa tem, por exemplo, 200 trabalhadores, pelo menos quatro devem ser ocupados por essas pessoas. 

Segmentos
De acordo com a consultora, esse seria o caso das empresas de vigilância e segurança privada, para as quais é necessário uso de arma de fogo, explosivo ou armas brancas, e também das empresas de trabalho temporário, que só contratam para substituição de pessoal.
Celita Souza reclama também da pouca qualificação dos deficientes e da falta de apoio do Ministério do Trabalho e do próprio Ministério Público para encontrar pessoas com deficiência capacitadas. 
A opinião da consultora foi seguida pelos representantes do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Rio de Janeiro, José de Alencar, e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Janilton Lima.

 
Falta empenho
O procurador do Ministério Público do Trabalho, Flávio Gondim, no entanto discorda que a lei precise ser mudada. Ele garante que um grande número de empresas se escondem atrás desse discurso da falta de disponibilidade de mão de obra qualificada e não se empenha como deveria para cumprir a cota.
Gondim reconhece, contudo, que existem alguns entraves para ampliar as contratações. Esses obstáculos seriam: falta de qualificação profissional dos deficientes, dificuldade de localização dessas pessoas e ainda o medo que os deficientes de baixa renda têm de parar de receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC), previsto na Lei nº 8.742/93
Para o procurador, a questão do benefício já estaria resolvida, com a sanção da lei que permite que o benefício assistencial só seja suspenso enquanto o deficiente trabalha. Já para as outras duas questões apontadas por Gondim, a solução só será alcançada se Estado, sociedade e empresas fizerem a sua parte. “Em especial, precisamos que as entidades representativas de deficientes se mobilizem e cooperem para aumentar o número de contratações, o que não tem ocorrido”, acrescenta.

Novo modelo
Na opinião do deputado que sugeriu a discussão, Laércio Oliveira (PR-SE), o debate deixou claro que há problemas com as regras atuais, mas que, antes de mudá-las é preciso conciliar interesses das empresas e das pessoas com deficiência. “Talvez o desenho de um novo modelo, de um novo projeto seja o caminho viável para que a gente, de fato, consiga inserir cada vez mais pessoas com deficiência no mercado de trabalho”, afirmou.
O parlamentar, que também é vice-presidente da CNC, pretende promover mais debates para discutir o tema.

Estatísticas
Segundo dados do Censo de 2010, o Brasil tem mais de 14 milhões de pessoas com deficiências graves, mas, de acordo com o Ministério do Trabalho, nem 1% dos mais de 44 milhões de trabalhadores com vínculos empregatícios são deficientes.
 
Reportagem – Ginny Morais/ Da Rádio Câmara 
Edição – Juliano Pires


Empresas de alguns segmentos afirmam, entretanto, que não conseguem cumprir a regra. Segundo a consultora da Federação Nacional das Empresas de Limpeza Ambiental, Celita Oliveira Sousa, a legislação precisa ser flexibilizada. “Principalmente os prestadores de serviço na área de terceirização, não conseguem cumprir a norma para o seu quadro externo. Isso porque é o contratante que estabelece as funções que busca”, explicou. 

Combate ao trabalho infantil ainda está em segundo plano no Brasil, afirma Lídice da Mata

Empresas querem flexibilizar cota de deficientes no mercado de trabalho

Enquanto empresas afirmam que não conseguem cumprir a cota prevista em lei para a contratação de deficientes e pedem flexibilização da legislação, o Ministério Público do Trabalho responde que as regras não devem mudar e que é perfeitamente possível cumpri-las. Essas duas posições sobre o tema foram manifestadas nesta quinta-feira (1) em audiência pública, promovida pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.
As cotas para deficientes no mercado de trabalho foram criadas há 20 anos pela Lei 8.213/91. Por elas, as empresas com mais de 100 funcionários são obrigadas a destinar de 2% a 5% dos postos de trabalho para pessoas com deficiência. Assim, se a empresa tem, por exemplo, 200 trabalhadores, pelo menos quatro devem ser ocupados por essas pessoas. 

Segmentos
De acordo com a consultora, esse seria o caso das empresas de vigilância e segurança privada, para as quais é necessário uso de arma de fogo, explosivo ou armas brancas, e também das empresas de trabalho temporário, que só contratam para substituição de pessoal.
Celita Souza reclama também da pouca qualificação dos deficientes e da falta de apoio do Ministério do Trabalho e do próprio Ministério Público para encontrar pessoas com deficiência capacitadas. 
A opinião da consultora foi seguida pelos representantes do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Rio de Janeiro, José de Alencar, e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Janilton Lima.

 
Falta empenho
O procurador do Ministério Público do Trabalho, Flávio Gondim, no entanto discorda que a lei precise ser mudada. Ele garante que um grande número de empresas se escondem atrás desse discurso da falta de disponibilidade de mão de obra qualificada e não se empenha como deveria para cumprir a cota.
Gondim reconhece, contudo, que existem alguns entraves para ampliar as contratações. Esses obstáculos seriam: falta de qualificação profissional dos deficientes, dificuldade de localização dessas pessoas e ainda o medo que os deficientes de baixa renda têm de parar de receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC), previsto na Lei nº 8.742/93
Para o procurador, a questão do benefício já estaria resolvida, com a sanção da lei que permite que o benefício assistencial só seja suspenso enquanto o deficiente trabalha. Já para as outras duas questões apontadas por Gondim, a solução só será alcançada se Estado, sociedade e empresas fizerem a sua parte. “Em especial, precisamos que as entidades representativas de deficientes se mobilizem e cooperem para aumentar o número de contratações, o que não tem ocorrido”, acrescenta.

Novo modelo
Na opinião do deputado que sugeriu a discussão, Laércio Oliveira (PR-SE), o debate deixou claro que há problemas com as regras atuais, mas que, antes de mudá-las é preciso conciliar interesses das empresas e das pessoas com deficiência. “Talvez o desenho de um novo modelo, de um novo projeto seja o caminho viável para que a gente, de fato, consiga inserir cada vez mais pessoas com deficiência no mercado de trabalho”, afirmou.
O parlamentar, que também é vice-presidente da CNC, pretende promover mais debates para discutir o tema.

Estatísticas
Segundo dados do Censo de 2010, o Brasil tem mais de 14 milhões de pessoas com deficiências graves, mas, de acordo com o Ministério do Trabalho, nem 1% dos mais de 44 milhões de trabalhadores com vínculos empregatícios são deficientes.
 
Reportagem – Ginny Morais/ Da Rádio Câmara 
Edição – Juliano Pires


Empresas de alguns segmentos afirmam, entretanto, que não conseguem cumprir a regra. Segundo a consultora da Federação Nacional das Empresas de Limpeza Ambiental, Celita Oliveira Sousa, a legislação precisa ser flexibilizada. “Principalmente os prestadores de serviço na área de terceirização, não conseguem cumprir a norma para o seu quadro externo. Isso porque é o contratante que estabelece as funções que busca”, explicou.