por master | 14/11/11 | Ultimas Notícias
O Ministério do Trabalho interditou a primeira plataforma de exploração de petróleo do grupo do empresário Eike Batista, por não atender às normas de segurança dos trabalhadores.
Montada em Cingapura, a plataforma chegou ao Rio há um mês e vários dos equipamentos — extintores, capacetes, luvas, óculos de segurança, entre outros — não estariam certificados, nem de acordo com as normas de segurança brasileiras.
A plataforma pertence à OSX, empresa de navios do empresário, que a arrendou para a petroleira OGX, também do grupo, por 20 anos.
A plataforma deveria ser deslocada nos próximos dias da Baía de Guanabara para o campo de Waimea, na altura de Arraial do Cabo (litoral do Rio), para a OGX explorar petróleo em águas rasas.
Agora, a viagem só deve ser liberada após a empresa atender às exigências brasileiras.
A interdição propriamente dita ocorreu no dia 4. Logo depois, a empresa argumentou e apresentou documentos, conseguindo a liberação parcial para a continuidade dos testes no dia 8.
O início da produção em Waimea, previsto para ocorrer ainda este ano, deve marcar o começo da fase operacional da OGX.
OUTRO LADO
Procurada, a OSX informou que fez um plano para atender os pedidos do Ministério do Trabalho até dezembro, quando a plataforma deve seguir para a área de exploração.
“A companhia estima que todas as observações remanescentes serão plenamente atendidas nos próximos dez dias e que não haverá atraso no cronograma do início de produção”, afirmou em nota.
Segundo a OSX, o atendimento à legislação brasileira é foco de atenção da empresa desde o início da construção da plataforma em Cingapura, quando já se previa a realização de testes logo na chegada ao Brasil.
“A OSX reafirma o compromisso e respeito a todas as normas de segurança e saúde dos seus colaboradores e empregados”, afirmou.
“A OSX prossegue com seus trabalhos finais no OSX-1 (a plataforma) para dar início à produção de petróleo no cronograma previsto, atendendo plenamente as condições legais de segurança e saúde de sua tripulação. Não haverá atraso na produção de petróleo em decorrência da interdição”, completou.
por master | 14/11/11 | Ultimas Notícias
Antes de ir para o PT, presidente era pedetista, mas seu grupo no RS não era próximo a Lupi
ELDER OGLIARI / PORTO ALEGRE – O Estado de S.Paulo
Partido que está no meio da turbulência do momento em Brasília, o PDT foi o berço político da presidente Dilma Rousseff e, entre a ruptura traumática de 2000 e a reaproximação durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), mantém palavras de carinho para uma de suas ex-filiadas mais ilustres. Pelo menos no Rio Grande do Sul, onde Dilma construiu sua trajetória política, parte dela quando todo o partido estava sob o comando de Leonel Brizola – e não do atual ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que assumiu as rédeas da sigla em 2004.
Na semana passada, convocado para explicar no Congresso os convênios suspeitos firmados por sua pasta, Lupi mandou um recado à presidente: “Eu te amo”. Na véspera, o ministro havia dito que só deixaria o cargo se fosse “abatido à bala”.
A briga de Dilma com o PDT foi determinante na sua trajetória rumo à Presidência. Fundadora do partido, Dilma era tida como uma técnica discreta – foi assessora das bancadas trabalhistas na Assembleia gaúcha nos anos 1990; de campanhas políticas do ex-marido Carlos Araújo; e ocupou a secretária da Fazenda de Porto Alegre e de Minas e Energia do RS nos governos municipal (1986-1988) e estadual (1991-1994) de Alceu Collares.
E permaneceu assim ao voltar à Secretaria de Minas e Energia no governo petista de Olívio Dutra (1999-2002).
Mas aquela aliança entre os dois partidos naufragou na eleição de 2000 para a prefeitura de Porto Alegre. O candidato do governo estadual era Tarso Genro (PT). Entre os concorrentes estava Collares, que foi ao segundo turno e gerou um impasse. O PDT formou frente com adversários do PT, como o PMDB e o PSDB, e saiu do governo estadual.
Dilma, o vice-presidente do Banrisul, Sereno Chaise e o secretário de Turismo, Milton Zuanazzi permaneceram na administração de Dutra e deixaram o PDT, sob críticas contundentes de Brizola e de Collares. Dois anos depois, já no PT, a economista foi para o governo Lula.
Nesses anos, a aliança do PDT com o PT no governo federal ajudou a reaproximar os dois partidos no Rio Grande do Sul. Na campanha de 2010, Dilma foi recebida com entusiasmo por militantes na sede do PDT, como alguém que voltava à casa. Collares estava lá dando as boas-vindas.
“Ela é totalmente confiável e se perceber qualquer coisa que a leve à necessidade de tirar alguém, ela tira”, afirma o ex-deputado federal Aldo Pinto, assessorado por ela na campanha para governador em 1986.
Ex-marido de Dilma e ex-deputado estadual, Carlos Araújo não é mais filiado ao PDT e evita emitir opiniões sobre as relações da sigla com a presidente. “Quem está no governo deve ajudar a governar”, afirma, no único comentário que se permite fazer.
por master | 14/11/11 | Ultimas Notícias
Antes de ir para o PT, presidente era pedetista, mas seu grupo no RS não era próximo a Lupi
ELDER OGLIARI / PORTO ALEGRE – O Estado de S.Paulo
Partido que está no meio da turbulência do momento em Brasília, o PDT foi o berço político da presidente Dilma Rousseff e, entre a ruptura traumática de 2000 e a reaproximação durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), mantém palavras de carinho para uma de suas ex-filiadas mais ilustres. Pelo menos no Rio Grande do Sul, onde Dilma construiu sua trajetória política, parte dela quando todo o partido estava sob o comando de Leonel Brizola – e não do atual ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que assumiu as rédeas da sigla em 2004.
Na semana passada, convocado para explicar no Congresso os convênios suspeitos firmados por sua pasta, Lupi mandou um recado à presidente: “Eu te amo”. Na véspera, o ministro havia dito que só deixaria o cargo se fosse “abatido à bala”.
A briga de Dilma com o PDT foi determinante na sua trajetória rumo à Presidência. Fundadora do partido, Dilma era tida como uma técnica discreta – foi assessora das bancadas trabalhistas na Assembleia gaúcha nos anos 1990; de campanhas políticas do ex-marido Carlos Araújo; e ocupou a secretária da Fazenda de Porto Alegre e de Minas e Energia do RS nos governos municipal (1986-1988) e estadual (1991-1994) de Alceu Collares.
E permaneceu assim ao voltar à Secretaria de Minas e Energia no governo petista de Olívio Dutra (1999-2002).
Mas aquela aliança entre os dois partidos naufragou na eleição de 2000 para a prefeitura de Porto Alegre. O candidato do governo estadual era Tarso Genro (PT). Entre os concorrentes estava Collares, que foi ao segundo turno e gerou um impasse. O PDT formou frente com adversários do PT, como o PMDB e o PSDB, e saiu do governo estadual.
Dilma, o vice-presidente do Banrisul, Sereno Chaise e o secretário de Turismo, Milton Zuanazzi permaneceram na administração de Dutra e deixaram o PDT, sob críticas contundentes de Brizola e de Collares. Dois anos depois, já no PT, a economista foi para o governo Lula.
Nesses anos, a aliança do PDT com o PT no governo federal ajudou a reaproximar os dois partidos no Rio Grande do Sul. Na campanha de 2010, Dilma foi recebida com entusiasmo por militantes na sede do PDT, como alguém que voltava à casa. Collares estava lá dando as boas-vindas.
“Ela é totalmente confiável e se perceber qualquer coisa que a leve à necessidade de tirar alguém, ela tira”, afirma o ex-deputado federal Aldo Pinto, assessorado por ela na campanha para governador em 1986.
Ex-marido de Dilma e ex-deputado estadual, Carlos Araújo não é mais filiado ao PDT e evita emitir opiniões sobre as relações da sigla com a presidente. “Quem está no governo deve ajudar a governar”, afirma, no único comentário que se permite fazer.
por master | 14/11/11 | Ultimas Notícias
Briga das empresas por trabalhadores neste fim de ano provoca alta nos salários dos temporários
Diante da necessidade de contratar temporários para o fim de ano, empresas paranaenses estão adotando a política do vale tudo, como oferecer salários altos a profissionais treinados por concorrentes, fazer anúncios de emprego em outras cidades e contar com a indicação de parentes dos funcionários.
O gerente administrativo da agência de recursos humanos Exalt, Osvaldo Kulchesky Junior, apresenta a proporção do problema: a média do número de ofertas de trabalho em relação aos profissionais preparados está em 3 para 1, o que dificulta a contratação de temporários e eleva os salários. “Nesta briga acirrada entre empregadores e empresas de RH na busca de bons talentos vale tudo, desde prazos de contratações estendidos até cestas básicas e brindes para cativar os candidatos”, explica.
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem), o país precisa de 147 mil empregados temporários neste fim de ano.
Antonio Espolador Neto, vice-presidente da ACP e proprietário das lojas Scarpinni e Planeta Pé Calçados, ressalta que, em geral, o comércio já vive com um efetivo de 10% a 15% menor que o ideal. “Isso resulta em salários mais altos para os temporários. Além disso, é preciso oferecer diferenciais. Os mais comuns são planos de saúde e premiação diferenciada para o cumprimento de metas”, avalia Espolador Neto.
Adaptação
O empresário Rui Carlos Machado, proprietário da rede de lojas Lua Nova, conta que os funcionários da área administrativa têm treinamento específico e são deslocados para o balcão de vendas caso a demanda seja maior do que a esperada. “A gente pega quem está na retaguarda e coloca na linha de frente. As pessoas que trabalham no escritório já estão preparadas para os momentos de pico. Eu também estou”, ressalta.
Machado revela que, entre as estratégias para conseguir funcionários, está a indicação de parentes de colaboradores da empresa, bem como as recomendações de clientes. Quando o trabalhador mostra que tem perfil para o cargo, já entra como “temporário efetivo”. “Nos últimos 60 dias eu fiz quatro anúncios em jornais e nenhum deles trouxe mais de três candidatos. O pior é que não aproveitei nenhum. Estou há 20 anos no comércio e não me lembro de um final de ano como este.”
Bares contratam estrangeiros
A falta de mão de obra atinge todos os setores, mas é no ramo de bares e restaurantes em que a competição por funcionários está mais acirrada. No fim de ano, a situação piora, devido ao aumento da demanda. Pelas contas da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas do Paraná (Abrabar-PR), o movimento nestes estabelecimentos cresce 30% a partir da entrada em vigor do horário de verão, crescendo gradativamente até o pico de 50% a mais de clientes no auge da estação.
A maioria dos empresários vem recorrendo a anúncio de emprego no interior do Paraná para encontrar funcionários, mas há outros sotaques que podem ser ouvidos nos restaurantes da capital, como o “portunhol” de vizinhos do Mercosul. De acordo com Fábio Aguayo, presidente da Abrabar-PR, argentinos e paraguaios já perceberam a carência do mercado de trabalho brasileiro e cruzaram as fronteiras para preencher as vagas desocupadas.
“Guerra”
Segundo Aguayo, o “jogo sujo” de alguns empresários alimenta a guerra no setor e inflaciona salários dos profissionais. Ele conta histórias de bares que têm planos de carreira, oferecem um bom treinamento profissional e veem os concorrentes assediarem – e levarem – seus funcionários. “É uma verdadeira guerra interna, em que os bares mais organizados são os mais atacados. Os concorrentes oferecem salários muito maiores, porque estão precisando de gente boa, e acabam aumentando, e muito, a remuneração média de mercado”, analisa o presidente da Abrabar-PR. O piso da categoria é de R$ 698, mas Aguayo conta que há profissionais que recebem propostas de R$ 2 mil, quase três vezes o salário mínimo da classe.
por master | 14/11/11 | Ultimas Notícias
Briga das empresas por trabalhadores neste fim de ano provoca alta nos salários dos temporários
Diante da necessidade de contratar temporários para o fim de ano, empresas paranaenses estão adotando a política do vale tudo, como oferecer salários altos a profissionais treinados por concorrentes, fazer anúncios de emprego em outras cidades e contar com a indicação de parentes dos funcionários.
O gerente administrativo da agência de recursos humanos Exalt, Osvaldo Kulchesky Junior, apresenta a proporção do problema: a média do número de ofertas de trabalho em relação aos profissionais preparados está em 3 para 1, o que dificulta a contratação de temporários e eleva os salários. “Nesta briga acirrada entre empregadores e empresas de RH na busca de bons talentos vale tudo, desde prazos de contratações estendidos até cestas básicas e brindes para cativar os candidatos”, explica.
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem), o país precisa de 147 mil empregados temporários neste fim de ano.
Antonio Espolador Neto, vice-presidente da ACP e proprietário das lojas Scarpinni e Planeta Pé Calçados, ressalta que, em geral, o comércio já vive com um efetivo de 10% a 15% menor que o ideal. “Isso resulta em salários mais altos para os temporários. Além disso, é preciso oferecer diferenciais. Os mais comuns são planos de saúde e premiação diferenciada para o cumprimento de metas”, avalia Espolador Neto.
Adaptação
O empresário Rui Carlos Machado, proprietário da rede de lojas Lua Nova, conta que os funcionários da área administrativa têm treinamento específico e são deslocados para o balcão de vendas caso a demanda seja maior do que a esperada. “A gente pega quem está na retaguarda e coloca na linha de frente. As pessoas que trabalham no escritório já estão preparadas para os momentos de pico. Eu também estou”, ressalta.
Machado revela que, entre as estratégias para conseguir funcionários, está a indicação de parentes de colaboradores da empresa, bem como as recomendações de clientes. Quando o trabalhador mostra que tem perfil para o cargo, já entra como “temporário efetivo”. “Nos últimos 60 dias eu fiz quatro anúncios em jornais e nenhum deles trouxe mais de três candidatos. O pior é que não aproveitei nenhum. Estou há 20 anos no comércio e não me lembro de um final de ano como este.”
Bares contratam estrangeiros
A falta de mão de obra atinge todos os setores, mas é no ramo de bares e restaurantes em que a competição por funcionários está mais acirrada. No fim de ano, a situação piora, devido ao aumento da demanda. Pelas contas da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas do Paraná (Abrabar-PR), o movimento nestes estabelecimentos cresce 30% a partir da entrada em vigor do horário de verão, crescendo gradativamente até o pico de 50% a mais de clientes no auge da estação.
A maioria dos empresários vem recorrendo a anúncio de emprego no interior do Paraná para encontrar funcionários, mas há outros sotaques que podem ser ouvidos nos restaurantes da capital, como o “portunhol” de vizinhos do Mercosul. De acordo com Fábio Aguayo, presidente da Abrabar-PR, argentinos e paraguaios já perceberam a carência do mercado de trabalho brasileiro e cruzaram as fronteiras para preencher as vagas desocupadas.
“Guerra”
Segundo Aguayo, o “jogo sujo” de alguns empresários alimenta a guerra no setor e inflaciona salários dos profissionais. Ele conta histórias de bares que têm planos de carreira, oferecem um bom treinamento profissional e veem os concorrentes assediarem – e levarem – seus funcionários. “É uma verdadeira guerra interna, em que os bares mais organizados são os mais atacados. Os concorrentes oferecem salários muito maiores, porque estão precisando de gente boa, e acabam aumentando, e muito, a remuneração média de mercado”, analisa o presidente da Abrabar-PR. O piso da categoria é de R$ 698, mas Aguayo conta que há profissionais que recebem propostas de R$ 2 mil, quase três vezes o salário mínimo da classe.