por master | 03/11/11 | Ultimas Notícias
País sobe apenas uma posição no Índice de Desenvolvimento Humano, alcançando o 84.º lugar, e mostra progresso mais lento que o de outros emergentes
O Brasil tem avançado em alguns pontos nas áreas de saúde, escolaridade e renda, mas a passos mais lentos do que outros emergentes, como Rússia, Índia e China. É o que mostra relatório divulgado ontem pela ONU sobre o Índice de Desenvolvimento Humano de 187 países.
O chamado IDH tenta medir e comparar o nível de desenvolvimento das nações com base em indicadores de expectativa de vida, escolaridade e renda per capita. O índice pode variar de 0 a 1 – quanto mais alto, maior o nível de desenvolvimento do país.
Em 2011, o IDH brasileiro atingiu 0,718, e o país avançou uma posição no ranking da ONU, para o 84º lugar. O resultado reflete expectativa de vida de 73,5 anos; 7,2 anos de estudo em média (para pessoas com 25 anos de idade); 13,8 anos de escolaridade esperados para os mais jovens e renda per capita anual de US$ 10.162 (ajustada pelo custo de vida).
Segundo relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o IDH brasileiro cresceu a uma média anual de 0,69% de 2000 a 2011. O resultado está ligeiramente abaixo da expansão de 0,70% de países de desenvolvimento humano elevado, grupo ao qual pertence o Brasil. Esse desempenho relativo é, no entanto, inferior ao dos demais Brics (Brasil, Rússia, Índia e China). Os IDHs de Rússia, China e Índia subiram, na última década, a uma velocidade bem maior que a da média dos grupos dos quais fazem parte.
O relatório da ONU não detalha o período em questão, mas um dos fatores que pode ter influenciado na diferença entre ritmos é o crescimento econômico nos últimos 11 anos, bem menor no Brasil. “Esses países são os verdadeiros emergentes. O nível de água está subindo, mas eles sobem com velocidade ainda maior”, afirma o economista Marcelo Néri, da FGV-Rio.
Quanto maior o nível de desenvolvimento de um país, mais lento tende a ser o ritmo de avanço do seu IDH porque a base de comparação vai se tornando mais elevada.
Por isso o ideal é que as comparações sejam feitas entre países do mesmo grupo. As divisões são: muito elevado; elevado; médio e baixo.
Comparações
Rússia e Brasil fazem parte do grupo de nações de desenvolvimento humano elevado. Já China e Índia são de desenvolvimento médio.
Apesar do avanço recente, o nível de desenvolvimento do Brasil no ano passado é inferior ao que países avançados como Noruega, EUA e Japão apresentavam há 40 anos. Milorad Kovacevic, chefe de estatísticas do Relatório de Desenvolvimento Humano 2011, ressalta que “é mais difícil para países grandes como China e Brasil atingirem padrão de vida mais alto do que para países pequenos”.
Dez nações da América Latina (Chile, Argentina, Uruguai, Cuba, México, Panamá, Costa Rica, Venezuela, Peru e Equador) têm posições melhores que a do Brasil e indicadores de expectativa de vida e escolaridade mais altos.
O Brasil registra progresso nos dados de expectativa de vida, escolaridade média e renda. Já o número de anos esperados de estudo recua. Técnicos do PNUD não sabem dizer a causa da baixa expectativa de anos de estudo, mas pode estar associada à maior oferta de trabalhos que não exigem escolaridade avançada.
Alerta | Problemas ambientais ameaçam saúde e renda
As ameaças ambientais podem comprometer avanços no desenvolvimento humano nos próximos anos, e os principais prejudicados serão os países mais pobres do mundo. O alerta é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que divulgou ontem o relatório Sustentabilidade e Equidade: Um Futuro Melhor para Todos.
De acordo com o Pnud, os avanços em saúde e renda, que, junto com educação, compõem o IDH, poderão ser ameaçados pelas consequências das mudanças climáticas e da destruição ambiental. “Os bons resultados alcançados nas últimas décadas poderão ser revertidos se não levarmos em conta o desenvolvimento sustentável, compreender que a desigualdade afeta a degradação ambiental e vice-versa”, apontou o pesquisador do Relatório de Desenvolvimento 2011, Alan Fuchs.
Pelas projeções do Pnud, se o ritmo de evolução do IDH dos últimos 40 anos for mantido, em 2050 a grande maioria dos países terá índices considerados muito elevados. No entanto, essa trajetória pode ser comprometida pelos riscos ambientais, que foram divididos pelo Pnud em dois cenários: desafio e desastre ambiental.
Até 2050, sem os novos desafios ambientais, o IDH global seria 19% maior que o atual, com melhora principalmente nos índices de países em desenvolvimento. No cenário de desafio ambiental, que considera a poluição do ar e da água e os impactos das mudanças climáticas sobre a agricultura, o IDH global em 2050 seria 8% menor do que no cenário-base. Na hipótese de desastre ambiental, o IDH global seria 15% menor que o projetado para 2050 no cenário básico.
Folhapress


por master | 03/11/11 | Ultimas Notícias
Valor será pago a 4,671 mil trabalhadores e equivale a 5,36% do total nacional que deverá atingir R$ 118 bilhões
Curitiba – O pagamento do 13º salário vai injetar R$ 6,3 bilhões na economia paranaense até o final de 2011. A estimativa integra estudo divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Este montante é aproximadamente 5,36% do total nacional, que deve chegar a R$ 118 bilhões. O valor a ser pago aos trabalhadores do Paraná representa 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.
De acordo com o levantamento, o valor pago no Paraná neste ano teve aumento de 16,20% em relação ao ano passado. O economista do Dieese, Sandro Silva, explicou que isto ocorreu porque aumentou em 4,64% o número de pessoas que vão receber o benefício e o valor médio do salário teve uma elevação de 11,25%. Entre 2010 e 2011, o salário médio passou de R$ 1.168,68 para R$ 1.300,10. Ele acredita que, consequentemente, as vendas do comério serão positivas.
O número de pessoas no Estado que receberá o 13º foi estimado em 4,671 milhões, correspondente a 6% do total que terá acesso ao benefício no Brasil. Em relação à região Sul, este percentual é de 35%. Os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 62,2%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 35,3%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 2,4%.
Os empregados formais vão ficar com 74,7% do valor total (R$ 4,725 bilhões) e os beneficiários do INSS com 20% (R$ 1,264 bilhões). Os aposentados e pensionistas do Estado do Regime Próprio receberão 4% do total (R$ 252,7 milhões) e, para os empregados domésticos serão destinados 1,3% ou R$ 84,143 milhões. A média do 13º pago no Paraná, de R$ 1.300,10, está abaixo da média nacional que é de R$ 1.445,31.
O economista do Dieese, Sandro Silva, estima que a maior parte dos paranaenses vai destinar o 13º salário para pagar dívidas. O que sobrar deve ser gasto em presentes de final de ano. ”O grande problema é que as pessoas limpam o nome na praça e fazem mais dívidas”, destacou.
Ele alertou que no início do ano há uma série de despesas extras como mensalidades e materiais escolares, IPTU e IPVA. Só as mensalidades escolares vão ter um reajuste de até 15% como a FOLHA publicou com exclusividade na edição de 13 de outubro.
Por estes motivos, a dica dele é tentar planejar o orçamento e, se possível, poupar um pouco do dinheiro. A ideia é estimar os gastos extras do início do ano e deduzir do 13º para ver quanto a pessoa tem de folga. Segundo ele, outro problema é que os salários ainda são muito baixos no Estado. No Paraná, 51% dos assalariados recebem até dois salários mínimos.
A primeira parcela do 13º salário é paga em 30 de novembro e, a segunda, até 20 de dezembro. Esta última vem com descontos como Imposto de Renda, INSS, auxílio-transporte, entre outros.
Brasil
Os R$ 118 bilhões que vão entrar na economia nacional representam 2,9% do PIB. Aproximadamente 78 milhões de pessoas serão beneficiadas, número 5,4% superior ao verificado em 2010. Por região, o maior valor médio para o 13º salário será pago em Brasília (R$ 3.193) e o menor, no Maranhão (R$ 974,00).
Cerca de 30% do total nacional, ou pouco mais de R$ 34 bilhões, irão para aposentados e pensionistas. Beneficiários do INSS ficarão com 19,4% (R$ 22,9 bilhões) do total. Aposentados e pensionistas da União ficarão com R$ 6,1 bilhões (5,2%) e aposentados e pensionistas dos Estados, com R$ 5,4 bilhões (4,5%). Mas, a maior parte, cerca de 70%, o que corresponde a R$ 84 bilhões, irá para empregados formalizados.
por master | 03/11/11 | Ultimas Notícias
CUB da construção foi de R$ 954,26 por metro quadrado.
No acumulado do ano, indicador apresenta alta de 5,76%.
O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil no Estado de São Paulo registrou leve alta, de 0,05%, em outubro em relação a setembro, somando R$ 954,26 por metro quadrado, de acordo com pesquisa mensal do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), produzida em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No acumulado do ano, o indicador apresenta alta de 5,76%.
Em nota, o presidente da entidade, Sergio Watanabe, avalia que essa estabilidade reflete o momento de desaceleração econômica, que também influencia nos custos dos materiais de construção.
No mês de outubro, os custos das construtoras com insumos subiram 0,13% frente ao mês anterior. Não houve variação nos custos com mão de obra e nos salários dos engenheiros.
Entre os 41 insumos da construção pesquisados, apenas dois registraram alta acima do IGP-M do mês, que subiu 0,53%. O preço da locação de betoneira elétrica aumentou 0,57% e a areia média lavada, 0,56%.
por master | 03/11/11 | Ultimas Notícias
Dois operários caíram de obra na UFPB na segunda-feira (31).
Construção civil é o setor que mais preocupa.
Dados do Ministério da Previdência Social mostram que, apenas em 2010, foram registrados quase 5 mil casos de acidentes de trabalho na Paraíba. A construção civil é o setor que mais preocupa, onde, apesar dos altos números, é comum flagrar trabalhadores sem equipamentos obrigatórios.
O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil estima que a Paraíba tenha cerca de 40 mil pessoas trabalhando em canteiros de obras. Só na Grande João Pessoa, esse número chega a aproximadamente 22 mil.
Nesse setor que está em expansão e é um dos que mais se desenvolve em todo o estado, não falta emprego para profissionais capacitados. Para entrar em um canteiro de obras, no entanto, mesmo que seja um visitante, é obrigatório, pelo menos, o uso do capacete. Para trabalhadores, o uso de botas, lutas, cinto de segurança e uniforme também é exigido.
Um caso que entrou para as estatísticas Ministério da Previdência Social deste ano foi um acidente que aconteceu na noite da segunda-feira (31), em João Pessoa. Dois operários caíram do segundo andar de uma obra no campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Eles foram socorridos e levados inconscientes para o Ortotrauma da capital. A causa do acidente de trabalho ainda não foi informada.
A obra, onde aconteceu o acidente, faz parte de uma ampliação da residência universitária da UFPB. A assessoria da universidade informou que a empresa responsável pela obra oferece equipamentos de segurança necessários para todos os funcionários.
Os acidentes em canteiros de obras, no entanto, são de responsabilidade do empregador. “É dever do empregador fornecer os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) sob pena de arcar com penas pesadíssimas, além de sofrer processo de eventual responsabilidade pela perda da vida do trabalhador vitimado por acidentes. E se o empregado se recusar a utilizar os EPIs, ele deve ser demitido por justa causa”, informou o procurador do Trabalho da Paraíba, Eduardo Varandas.
por master | 03/11/11 | Ultimas Notícias
Obras em estádio de Brasília estão completamente paradas. Fonte Nova, em Salvador, só não parou, porque a construtora concedeu abono salarial.
Dois estádios que vão ser usados na Copa do Mundo estão com as obras paradas devido a greve dos operários. O problema é mais grave em Brasília, onde a paralisação já dura uma semana.
Apesar do feriado, a obra do estádio nacional de Brasília – uma das mais adiantadas entre as sedes da Copa do Mundo – não poderia estar vazia, completamente parada.
No local passam três mil pessoas, divididas em três turnos de trabalho. Se não fosse a greve, que já completa uma semana, toda uma parte da arquibancada inferior já estaria concluída.
O secretário-executivo do comitê organizador de Brasília, Cláudio Monteiro, diz que a obra na capital federal não vai atrasar, mas critica a paralisação.
“Você tem uma obra com tempo limitado para entrega, com prazo determinado pra que se faça isso e aí as pessoas aproveitam dessa oportunidade para dizer: ‘olha, se eu parar eu tenho a tendência de ter um ganho’. Exatamente porque o prazo é limitado”, fala o secretário-executivo.
O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Distrito Federal, Raimundo Salvador, apoia os grevistas. “Oportunista de forma alguma. O movimento foi espontâneo, foi realmente da necessidade dos trabalhadores de melhorar a sua remuneração, então daí partiu essa iniciativa”.
O caso já chegou ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), onde nova audiência está marcada para amanhã. A expectativa do consórcio responsável pela obra é que um acordo permita a retomada das atividades até sexta-feira.
Além dos operários de Brasília também estão de braços cruzados 1.400 mil trabalhadores da arena Pernambuco na região metropolitana do Recife. Eles exigem aumento, reclamam de maus tratos e da demissão de dois colegas. A construtora responsável pela obra vai pedir ao TRT que considere a paralisação ilegal.
Outras greves vêm atrapalhando o ritmo das obras da Copa. Em agosto no Rio, os operários do Maracanã ficaram 24dias parados. Em Cuiabá e Belo Horizonte também houve paralisações. A Fonte Nova, em Salvador, só não parou, porque a construtora concedeu um abono salarial.