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O teatro como forma de educação nos canteiros de obras

O teatro como forma de educação nos canteiros de obras

O serviço Social do Distrito Federal (Seconci-DF) está realizando apresentações teatrais em canteiros de obras de empresas associadas. De maneira informal e divertida, as questões de segurança e saúde do trabalhador são abordadas em cinco peças que tratam assuntos como uso de equipamentos de segurança, prevenção de doenças e alcoolismo. “A gente consegue levar uma informação de forma descontraída e com fácil entendimento para esses trabalhadores. Há uma interação dos atores durante as apresentações que facilita o recebimento dessas informações”, explica a gerente de Segurança do Trabalho do Seconci-DF, Juliana Moreira de Oliveira.

As apresentações teatrais nos canteiros começaram depois que um funcionário do Seconci-DF assistiu a uma peça teatral .Na peça, um eletricista fica paraplégico depois de sofrer um choque elétrico por não usar os equipamentos de segurança obrigatórios. As peças tratam temas de interesse dos trabalhadores de forma interativa e bem humorada, o que facilita o entendimento das questões de segurança e saúde dentro dos canteiros de obras.

O projeto é feito em parceria com Companhia teatral H²O, que, desde 2008, já se apresentou para mais de 200 mil trabalhadores da construção civil.

O teatro como forma de educação nos canteiros de obras

Em 2013, resíduos serão monitorados

Para tentar resolver o histórico impasse dos lixões, que se constituem em um problema de saúde pública em áreas urbanas, entrou em vigor, no país, no ano passado, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que trouxe uma série de metas a serem alcançadas. O referido plano é o eixo fundamental de uma política homônima, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Essas diretrizes foram votadas e aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo governo federal, que regulamentou a lei.

Dando andamento ao cronograma de implantação, as autoridades estão anunciando a criação de um centro de monitoramento de resíduos gerados no país. A previsão é para funcionamento já em 2013, segundo informações prestadas por Nabil Bonduki, secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente. Ele participou de um debate organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Conforme o dirigente ministerial, o centro de controle será o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir). Com exceção do lixo hospitalar, já submetido a regras específicas, todos os demais materiais descartados deverão ter seu controle sob encargo do Sinir, reunindo dados de todo o país.

O novo instrumento de controle também deverá incidir sobre os projetos de descarte de estados e municípios. O ministério, por meio de edital, está oferecendo colaboração para os gestores locais que, porventura, estejam dando forma aos seus planos específicos. A Pasta também irá oferecer recursos para investimentos no setor.

O Brasil produz diariamente 180 mil toneladas de resíduos. Desse volume, 58% são levados a aterros judiciários e o restante a lixões ou ficam sem destinação. O desafio é tratar todo esse montante de forma adequada, para evitar que sejam nocivos às coletividades e à natureza.

O teatro como forma de educação nos canteiros de obras

Construção civil contratou 24,9 mil novos funcionários em setembro

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou crescimento de 0,91% em empregos na construção civil no mês de setembro. O setor criou 24.977 novas vagas no mês. Nos últimos 12 meses terminados em setembro, a construção civil gerou 226.629 vagas, crescimento de 8,7% no estoque. 

A região que apresentou maior alta foi a Nordeste, com aumento de 1,44% no estoque, seguida pela Sul (1,07%). As regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste apresentaram alta de 0,91%, 0,90% e 0,61%, respectivamente. Em quantidade de vagas, a região Nordeste lidera em contratações, com 9.205 novas vagas criadas no mês.

O setor respondeu por aproximadamente 11,9% da criação de empregos em setembro, quando foram geradas, no total, 209.078 novas vagas (+0,56%).

O teatro como forma de educação nos canteiros de obras

Setor da construção civil deve crescer o dobro do PIB nos próximos anos

O setor da Construção Civil  vive dias otimistas há cerca de três anos em todo o país. No Paraná não é diferente. De acordo com o presidente da Acomac – Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção – Ademir Kuerten, o setor deve permanecer emcrescimento acelerado nos próximos anos. Ele aposta em um crescimento da ordem de 7% ao ano, duas vezes maior que o PIB, pelo menos até 2014. 

Os motivos para tanto otimismo são vários, desde a realização de competiçõesesportivas como as Olimpíadas e a Copa do Mundo de Futebol, que devem fomentar o turismo e, por isso, fazer crescer também o número de obras públicas e particulares; até as políticas de incentivo à aquisição de casa própria, como isenções de impostos e o programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal.

Mesmo as ameaças de inflação e de efeitos da crise mundial não devem afetar o crescimento do setor, de acordo com as previsões do presidente da Acomac. Kurten afirma que o governo federal está atento para proteger o país das ameaças de inflação e também dos efeitos da crise que assola principalmente os países europeus. “As metas de inflação estão sob controle e o governo tem se mostrado competente em manter fortes os setores que garantem o desenvolvimento do país, como é o caso da construção civil”, afirmou.

Kurten lembrou que o setor é um dos maiores geradores de emprego do país, além de propiciar o sentimento de cidadania, como motor importante no processo de melhora das condições de moradia dos brasileiros, como o que se tem percebido nos últimos anos. A Acomac representa cerca de 270 lojistas da grande Curitiba. Em sua gestão à frente da instituição, Kurten tem investido para estreitar o relacionamento do setor com fornecedores e clientes, além de programas de capacitação dos trabalhadores da área.

No dia 20 de outubro, a Acomac reuniu centenas de lojistas, fornecedores e trabalhadores do setor no I Encontro Paranaense do Varejo da Construção. Na visão de Kurten, o evento foi um sucesso, com participação maciça de lojistas e representantes das indústrias, em uma forte sinergia para a soma de esforços visando o crescimento de todo o setor, além de palestras informativas com temas de interesse para os participantes. A intenção é de que o evento se torne uma tradição, reunindo periodicamente os mais importantes representantes da área. “O objetivo com um encontro como esse é conseguirmos fazer com que o setor da construção esteja cada vez mais coeso, com uma linguagem mais homogênea, unindo indústria e varejo e levando capacitação ao nosso pessoal”, comentou.

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Aposentadorias vão sofrer novos ajustes

São exigidos hoje 35 anos de contribuição ao homem e 30 anos à mulher

Brasília – O Ministério da Previdência Social divulgou ontem estudo em que aponta para a necessidade de “ajustes” na modalidade de concessão de aposentadoria por tempo de contribuição, “para garantir a sustentabilidade do sistema” em favor das gerações futuras. Atualmente, são exigidos 35 anos de contribuição para o homem e 30 anos para a mulher.

Conforme o estudo, o tempo de contribuição médio de 32,5 anos permite a aposentadoria proporcional para pessoas que “poderiam ficar muito tempo ainda no mercado de trabalho”. Em 2010, foram concedidas no país 276 mil aposentadorias por tempo de contribuição, com a média de 54 anos de idade para os homens e de 51 anos de idade para as mulheres. Levando em conta a atual expectativa de vida da população, esses benefícios deverão ser concedidos por períodos entre 23 a 30 anos. 

O estudo é assinado pelo diretor do Departamento do Regime Geral de Previdência Social, Rogério Nagamine Constanzi, que considera que o fator previdenciário, usado atualmente para calcular o benefício, “deveria servir de incentivo para postergar a aposentadoria, mas, na prática, tem sido mais eficaz para reduzir o valor dos benefícios previdenciários”. Segundo ele, o contribuinte se aposenta, mas continua trabalhando em outra atividade, à exceção dos benefícios concedidos a pessoas que se tornaram incapazes. Em julho de 2010, 923.561 aposentados tinham vínculo empregatício. Destes, 803.428 eram registrados como contribuintes individuais da Previdência Social, ou seja, 120 mil aposentados tinham mais de um vínculo relativo a trabalho.

Em setembro deste ano, a Previdência Social apresentou um déficit de R$ 9,350 bilhões, resultado 137,1% maior que o de agosto, que teve R$ 3,943 bilhões. Em relação a setembro de 2010, houve queda de 5,2% (corrigida pelo INPC), com déficit de R$ 9,862 bilhões. No acumulado do ano, até setembro, o déficit da Previdência totaliza R$ 35,349 bilhões, com queda de 17,9% ante o mesmo período de 2010, quando somou R$ 43,066 bilhões. Conforme o Ministério da Previdência, o déficit das contas no acumulado de janeiro a setembro é o menor valor para o período, desde 2005, quando o resultado negativo foi de R$ 33,5 bilhões.