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Quanto poupar, afinal?

Quanto poupar, afinal?

GUSTAVO CERBA

Por esse motivo, consultores e educadores financeiros sugerem que o percentual da renda a poupar esteja entre 8% e 15% dos ganhos. A margem estatística é para compensar as diferentes necessidades e limitações de prazo.

Porém, toda média pressupõe uma simplificação extrema das variáveis envolvidas. A orientação padrão supõe que todos os trabalhadores que buscam sua independência financeira no futuro desejam trabalhar por cerca de 35 anos e investirão em produtos financeiros convencionais.

Há um ajuste menos matemático e mais estratégico a fazer nesse padrão de recomendação. Quem, por exemplo, gosta muito do que faz e não considera a hipótese de parar de trabalhar, pode poupar menos do que o padrão recomendado.

É o caso de autônomos e profissionais liberais que adquirem maior valorização de seu trabalho com o passar do tempo e aumento da experiência, e que não sentem o trabalho como um fardo. Nesses casos, não há desequilíbrio em poupar menos e se aposentar mais tarde.

Por outro lado, diversos profissionais não sentem o menor apego pela profissão, ressentem-se do estresse e do comprometimento da saúde, e mesmo nos primeiros anos de carreira já esperam ansiosamente pela aposentadoria.

Há remédio contra a insatisfação com o trabalho: simplificar o estilo de vida, poupar intensamente e, com um pé-de-meia acumulado, mudar o rumo profissional ao investir em um curso profissionalizante ou em um negócio próprio.

Em outras palavras, quem ama o que faz deve tirar o pé do acelerador e poupar menos, enquanto quem está insatisfeito com a carreira deve ralar mais para mudar sua realidade e formar reservas para suportar com tranquilidade as turbulências decorrentes das mudanças.

Quem busca uma nova vida não está errado em sacrificar seu consumo e poupar 50% da renda ou mais, desde que seus planos não sejam demasiadamente longos. Planos longos demais e sacrificantes tendem a ser abandonados mais facilmente.

Além da análise da satisfação com a atividade profissional ou estratégia de carreira, há uma reflexão a fazer sobre o desempenho dos investimentos do poupador. Quanto mais rentável for a carteira de investimentos, menos dinheiro precisa ser poupado -o pouco que é reservado será multiplicado mais vezes. Não é difícil perceber. Aplicados por 30 anos com rendimento de 0,9% ao mês, R$ 10 mil se transformarão em cerca de R$ 252 mil. Se o rendimento fosse de 0,7% ao mês, seria preciso investir cerca de R$ 20,4 mil para chegar ao mesmo saldo, no mesmo prazo.

Por isso, tão importante quanto disciplinar as contas e viabilizar a poupança é dar atenção aos investimentos e estudar as recomendações de especialistas, para que o esforço de poupança seja recompensado com um futuro mais generoso.

Obviamente, há um desafio psicológico a contornar: quanto melhor o desempenho dos investimentos, mais nos motivamos a investir mais. O sucesso nos investimentos é como um vício, e tende a fomentar uma gananciosa ambição que nos motiva a poupar mais do que precisaríamos. Como consequência, poupa mais quem menos precisa poupar. É por esse motivo que é verdadeira a máxima que diz que ricos tendem a ficar mais ricos, e pobres tendem a empobrecer.

Cabe a quem quer mudar de vida exercitar sua disciplina para criar patrimônio e ampliar seu leque de escolhas na vida. E cabe também a quem já possui bom nível de conforto buscar o autoconhecimento e disciplinar suas ambições, para poder desfrutar de sua vida com mais equilíbrio. Certo mesmo é que é insensata qualquer recomendação que supõe que essas pessoas diferentes devem seguir as mesmas regras.

GUSTAVO CERBASI é autor de “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” (ed. Gente) e “Como Organizar sua Vida Financeira” (Thomas Nelson).

Economizar 10% da renda para as necessidades futuras é um tradicional clichê em educação financeira pessoal. Nem sempre funciona, pois trata-se de uma média. É provável que um jovem de 20 anos que seguir essa regra por quatro décadas terá uma fortuna bem maior do que um sênior de 50 anos que fizer o mesmo por 20 anos.

Quanto poupar, afinal?

Receita libera hoje consultas ao maior lote de restituições da história

5º lote do IR tem R$ 2,44 bilhões em restituições. Pagamento será em 17 de outubro, lembra Fisco.

Alexandro Martello do G1, em Brasília

A Secretaria da Receita Federal libera nesta segunda-feira (10), a partir das 9h, as consultas ao quinto lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2011, ano-base 2010.

Assim que abertas, as consultas poderão ser feitas por meio do site da Receita na internet ou pelo telefone 146. Os valores das restituições, por sua vez, poderão ser sacados a partir do dia 17 de outubro. Ao todo, são sete lotes de restituição, entre junho e dezembro de cada ano.

Segundo o Fisco, serão pagos R$ 2,44 bilhões a 2,65 milhões de contribuintes neste lote do IR. Trata-se do maior lote de restituições da história, segundo números da Receita Federal. Os valores já virão acrescidos de 5,93 %.

“Desse montante, 6.221 referem-se aos contribuintes de que trata a Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso), totalizando R$ 21.629.185,23”, informou a Receita. Até o momento, o maior lote de restituições já pago pela Receita Federal havia sido em dezembro de 2009, no valor de R$ 2,4 bilhões.

Lotes já pagos

No primeiro lote do IR deste ano, pago no dia 15 de junho, 1,5 milhão de contribuintes foram contemplados. O valor do pagamento foi de R$ 1,9 bilhão. Por conta do Estatuto do Idoso, o primeiro lote contemplou, principalmente, pessoas com mais de 60 anos (1,3 milhão de idosos).

Já no segundo lote, pago em julho, foram contemplados 1,64 milhão de pessoas, no valor de R$ 1,9 bilhão em restituições. Em agosto, 1,77 milhão de contribuintes receberam R$ 1,69 bilhão e, em setembro, 970 mil contribuintes foram contemplados e receberam R$ 926 milhões em restituições

A ordem de recebimento das restituições do Imposto de Renda tem por base, além do Estatuto do Idoso, a data de entrega da declaração de ajuste anual. Quem enviou o documento primeiro, sem erros ou omissões, recebe a restituição mais cedo. Neste ano, o prazo foi do início de março até o final de abril. Mais de 24 milhões de pessoas enviaram a declaração em 2011.

Anos anteriores

Também partir 9h, os contribuintes que caíram na malha fina do Leão, em anos anteriores, poderão checar seu suas restituições foram liberadas.

Quanto ao lote residual do exercício de 2010, serão creditadas restituições para um total de 24,66 mil contribuintes, totalizando R$ 35,7 milhões. Os valores já virão acrescidos da taxa selic de 16,08%.

Com relação ao lote residual do exercício de 2009, serão creditadas restituições para um total de 6,49 mil contribuintes, totalizando R$ 10,4 milhões, já atualizados pela taxa selic de 24,54%.

Já para o lote residual de 2008, serão creditadas restituições para um total de 3 mil contribuintes, totalizando de R$ 5,4 milhões, já atualizados pela taxa selic de 36,61%.

Centro de Atendimento Virtual

A Receita Federal lembra que os contribuintes não precisam esperar para saber se há inconsistências em sua declaração. Elas podem acessar o extrato do Imposto de Renda, no e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte), que foi recentemente reformulado, para saber se há erros, pendências ou inconsistências em suas declarações.

Para entrar no seu extrato, porém, ele terá de obter um código de acesso. Neste caso, deverá informar o seu CPF, a data de nascimento e os recibos do IR de 2010 e de 2011. Na ausência do recibo, poderá ser pedido o título de eleitor.

Em posse da informação de que há erros ou inconsistências em sua declaração do IR, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora e, com isso, retirar seu CPF da chamada malha fina do leão. Quando entram na malha fina, as declarações dos contribuintes ficam retidas para correção dos erros, e as eventuais restituições são pagas somente após a questão ter sido resolvida – nos chamados lotes residuais do IR.

No extrato do IR, o contribuinte também poderá acompanhar o pagamento do imposto e alterar opções referentes ao débito automático das cotas. Com o serviço, os contribuintes também poderão parcelar débitos em atraso do IR ou outras pendências com a Receita Federal ou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

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Construtoras realizam Feira do Emprego em busca de mão de obra

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, até agosto deste ano, quase 260 mil trabalhadores foram contratados.

Em Fortaleza, construtoras fazem a Feira do Emprego. Com o setor aquecido, falta mão de obra.

As empresas é que vão em busca de trabalhadores. E preenchem fichas em sistema de mutirão.

“A gente faz de tudo:  a gente enche os carrinhos de tijolo, brita, piso, essas coisas”, conta Maria Queiroz, desempregada.

Percorrer o país com uma feira de empregos foi uma necessidade do setor da construção civil. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, até agosto deste ano, quase 260 mil trabalhadores foram contratados. Mas, no Ceará, por exemplo, sobram duas mil vagas.

Entre as empresas da área e os candidatos ao emprego a principal barreira é a falta de qualificação. Hoje as construções têm um processo industrial com equipamentos sofisticados, materiais pré-moldados que requerem especialização dos profissionais. E o nível de exigência das construtoras aumentou.

Nem os 20 anos de experiência são garantia de emprego para Seu José. Ele estudou até a quarta série.

“Atrapalha porque você tem que ter o segundo grau, do segundo grau pra frente”, diz José Ribeiro, encarregado de obras.

“O perfil mudou: hoje as construtoras estão solicitando pessoas com perfis mais adequados a trabalhar com essas inovações tecnológicas”, conta Sebastião Feitosa, gerente do Senai.

Foi o que levou Seu Ivaldo a se capacitar em diferentes áreas para construir uma carreira no setor.

“Tenho ensino médio, tenho curso de brigada, hidrosanitário, elétrica. Com toda certeza eu vou sair daqui cheio de esperança”, diz o instalador.

Quanto poupar, afinal?

Amazonas tem o 5º metro quadrado mais caro do país, com R$ 845,78

Estado só perde para Roraima, Acre, São Paulo e Rio de Janeiro. Nessas unidades federativas, custo varia entre R$ 850 e R$ 900.

Anderson Vasconcelos

O custo do metro quadrado no Amazonas subiu de R$ 844,95 em agosto, para R$ 845,78, em setembro, uma aceleração de 0,10%, conforme dados do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgados nesta sexta-feira (7), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da variação ter sido menor que a oscilação média nacional (0,19%), o Amazonas permanece como o 5º mais caro do país, para quem pretende construir – mesma posição ocupada em agosto. A unidade federativa só perde para os também nortistas Roraima (R$ 852,54) e Acre (R$ 876,53), além de São Paulo (R$ 881,16) e Rio de Janeiro (R$ 900,38).

O valor por metro quadrado no Estado é ainda 5,4% maior que as médias regional e brasileira, calculadas em R$ 802,38 e R$ 802,66, respectivamente, segundo o indicador.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Cláudio Guenka, o valor é influenciado pelos custos com logística na aquisição dos insumos básicos para as obras.

“Há muita dificuldade de transporte para trazer areia, tijolo, aço e cimento dos municípios mais próximos da capital, além dos insumos de acabamento, como cerâmica, porcelana, entre outros, que são comprados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná”, disse o dirigente, destacando que as aquisições feitas no eixo sul-sudeste encarecem os custos da construção na região.

Variações

A maior variação anual foi registrada no Maranhão (8,37%), enquanto que a menor ficou com Roraima (0,97%). No Amazonas, a variação nesse período marcou 5,09%, acima das médias regional (3,31%) e nacional (4,74%).

O Maranhão também ficou com a maior variação nos últimos 12 meses: 10,25%. Enquanto que Roraima repete a colocação, no outro extremo, com 1,58%. A média amazonense, nesse período, foi de 6,13%, percentual acima do dado regional (4,35%) , mas abaixo da média brasileira (6,26).

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Curitiba registra maior índice de inflação em setembro, diz IBGE

Capital também lidera o aumento no acumulado do ano. Economista diz que falta de mão-de-obra influencia no aumento.

O índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no país, divulgado nesta sexta-feira (7), mostrou que a Região Metropolitana de Curitiba ficou ainda mais cara no mês de setembro. A pesquisa foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice subiu 0,86%, na capital. Brasília (0,82%) e Salvador (0,72%) vieram em seguida.

Os números apontam que o aumento em setembro foi influenciado pelas altas nos preços dos alimentos, passagens aéreas e combustíveis. No acumulado do ano, Curitiba também registra a maior inflação do país, com taxa de 5,79%. A meta do governo federal é de 6,5% para 2011.

De acordo com o professor de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Luciano Nakabashi, os números além da média nacional se devem ao aquecimento da economia curitibana. Para ele, o setor da construção civil tem sido um dos principais responsáveis pelos índices de inflação. “A região de Curitiba tem muitas indústrias e acaba chamando muita gente de fora para cá. Isso aumenta a demanda por moradia e aquece o setor”, diz.

O professor diz que ainda há muito espaço físico para a cidade crescer, o que poderia diminuir um pouco os preços dos imóveis na região daqui a algum tempo. “Há várias regiões que podem se desenvolver bem mais na cidade. Não somos como Brasília, que tem imóveis muito caros porque não há mais para onde crescer”, avalia. Ele não acredita que a cidade cresça tanto a ponto de ficar saturada como Porto Alegre ou Belo Horizonte, por exemplo.

Nakabashi avalia ainda que falta mão-de-obra na cidade e isso faz com que os salários também aumentem na região. “Com os salários mais altos, aumenta a demanda por produtos e serviços e com mais demanda os preços sobem”, diz. Ele acredita que isso é comum às grandes cidades e que, em longo prazo, a situação deva se estabilizar.