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Empresa investe na qualificação de jovens

Empresa investe na qualificação de jovens

Jovem Aprendiz foi a solução encontrada por construtora para driblar a escassez no mercado de trabalho

O aquecimento da economia e a consequente procura por mão de obra capacitada nos últimos dois anos, levaram a Construtora A.Yoshii a investir em programas de capacitação. Foi implantado o Jovem Aprediz, que já inseriu mais de 100 profissionais qualificados no mercado de trabalho. 

O diretor de Recursos Humanos da A.Yoshii, Aparecido Siqueira explica que a empresa tem dificuldade de encontrar pessoal para trabalhar na área.”O serviço é puxado, exige muito esforço físico e os jovens não querem mais saber de puxar carriola com massa ou tijolos, assentar pisos, azulejos…”, diz. ”Estamos fazendo um trabalho para atrair essa mão de obra”, afirma. 

”Já formamos azulejistas e carpinteiros. E está em andamento o curso de jovem aprendiz para pintor”, conta. Cada turma, segundo ele, forma de 20 a 30 profissionais por curso, que tem duração de 18 meses é gratuito e ainda remunera o participante com uma bolsa mensal de R$ 730,00. ”Quando esse jovem faz o curso ele acaba exercendo a função e a medida que o curso avança ele se torna um profissional qualificado e oferece à empresa um serviço de qualidade. Remunerá-los é uma forma de motivação”, avalia. 

Nos canteiros de obras, ainda conforme Siqueira, além da prática e da teoria, também acontecem palestras motivacionais. ”Procuro lembrá-los que eles são trabalhadores como os outros e devem ter orgulho de prestar serviço numa classe tão importante para o Brasil. São os trabalhadores da construção civil que transformam o país e são corresponsáveis pelo aquecimento da economia”, (K.A.) 

Serviço 

Os próximos cursos do Jovem Aprendiz a serem iniciados serão o de carpinteiro e eletricista. Para participar do programa basta ser maior de 18 anos, estar cursando ou ter concluído o ensino médio. O curso é gratuito. As inscrições podem ser realizadas na sede da A. Yoshii – Av. Maringá, 1080. (43) 3371-9000

Empresa investe na qualificação de jovens

Informalidade atinge 40% dos trabalhadores

Os trabalhadores informais do Grande ABC representam 40% das pessoas que moram na região e exercem atividade remunerada. Eles são, em sua maioria, mais velhos do que os que possuem registro em carteira. Têm idade média de 47 anos, quase dez a mais do que um profissional com CLT, 38 anos. Em contrapartida, seu rendimento médio é de R$ 1.111,34, enquanto o do formalizado é de R$ 1.794,74, diferença de 61%.

Isso é o que aponta estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas da Universidade Municipal de São Caetano, divulgado com exclusividade à equipe do Diário. A pesquisa domiciliar reuniu amostra de 1.140 trabalhadores das sete cidades, entrevistados entre março e abril deste ano.

Apesar de os salários dos informais serem, em média, mais baixos, isso não significa que quem não tem carteira assinada ganha menos. É que a indústria da região, que emprega 27% dos ocupados no Grande ABC, oferece salários maiores. De acordo com dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Seade/Dieese, são pagos em média R$ 1.906, contra R$ 1.327 do setor de serviços. E, como quem trabalha em indústria normalmente é registrado, isso acaba exercendo peso maior no rendimento médio dos formalizados.

PROFISSÕES – Lideram a informalidade no Grande ABC as atividades de diarista e auxiliar de limpeza, com 9,1% do total. Na sequência, aparecem cabeleireiros e manicures (6,9%), atendentes de balcão (6,4%) e comerciantes (5,2%).

Para a diarista Valdice Santos, 47 anos, que mora em Santo André mas trabalha em São Bernardo e São Caetano, a opção por não ser registrada é a melhora no salário. “Eu trabalhava com registro, mas nunca ganhei mais do que R$ 600. Então, há quatro anos, resolvi me tornar diarista e trabalhar em diversas casas de família. Hoje consigo tirar R$ 1.400”, diz. Para ter mais dinheiro no bolso, ela conta que trabalha mais. “Em alguns lugares, aproveito para limpar duas casas no dia. Se o dia fosse mais longo, iria procurar mais serviço.”

Para o cabeleireiro de Santo André João Neto o objetivo é o mesmo: elevar o salário. “No meu salão trabalho por comissão com as manicures. Acho que é mais justo, pois isso as incentiva a trabalhar mais e, consequentemente, a ganhar mais, já que elas recebem pelo quanto trabalham”, conta.

As profissionais deixam 20% do que ganham no local. É como se fosse uma taxa de locação do espaço. Portanto, se conseguem tirar R$ 2.000 por mês, levam líquido R$ 1.600 e deixam R$ 400 no salão. “Se fossem registradas, receberiam, no máximo R$ 800. E isso para fazer dez ou 100 mãos. Elas não iriam se sentir motivadas, e acabam preferindo assim.”

Questionado sobre o fato de elas não terem direito a seguro-desemprego, auxílio-maternidade ou, ainda, dia remunerado em caso de doença, ele diz que as orienta a se precaverem. “Sempre digo que elas guardem parte do dinheiro em caso de emergência. Da mesma maneira, lembro do INSS, que neste caso tem de ser pago por fora. Mas sempre que precisam faltar, também existe flexibilidade.”

O retrato da informalidade da região mostra também que a escolaridade de quem não é registrado é menor. “Quem é formalizado possui, em média, 11,55 anos de estudo, contra 8,43 anos do informal. Esse tempo equivale ao Ensino Médio e ao Ensino Fundamental, respectivamente”, explica o coordenador do Inpes/USCS, Leandro Prearo.

Mulheres são maioria entre informais

Dentre os trabalhadores da região que não possuem registro em carteira, as mulheres são maioria, respondendo por 50,8% do total.

De acordo com o coordenador do Inpes/USCS, Leandro Prearo, a predominância pode refletir o bom momento da economia. “O aumento do poder de compra das pessoas gerou a inserção de muita gente no mercado de trabalho, principalmente de donas de casa, que passaram a cozinhar para fora, também, ou a exercer atividade paralela aocuidado do lar, mesmo que informalmente, para elevar os rendimentos”, explica.

A predominância também se deve ao fato de as profissões que lideram o ranking da informalidade serem, em grande parte, executadas por representantes do sexo feminino.

ESTABILIDADE

Prearo ressalta, entretanto, que a entrada no mercado de trabalho não implica aumento da informalidade. Ao vislumbrar mais oportunidades de negócios, com o mercado interno aquecido,mais pessoas começam a trabalhar, com ou sem registro.

Prova disso é que, desde fevereiro de 2004 (considerando apenas as cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano), os percentuais de trabalhadores formais e informais da região vêm se mantendo. À época, 61,9% eram formais e 38,1%, informais. Em fevereiro deste ano foi notada estabilidade na estatística, pois 60,9% eram formais e 39,1%, informais.

Considerando as sete cidades (quando a pesquisa foi iniciada, em 2004, ela não abrangia toda a região), em agosto do ano passado 62,4% tinham registro em carteira e 37,6%, não. Em fevereiro, os percentuais foram de 62,3% e 37,7%, respectivamente.

Dentre os profissionais com CLT, por sua vez, existem mais homens que mulheres. Quase 70% pertencem ao sexo masculino.

Empresa investe na qualificação de jovens

Arrecadação cresce e carga tributária deve bater recorde

A carga tributária – relação entre arrecadação de impostos e a produção econômica – deve fechar o ano em 36,5% do Produto Interno Bruto (PIB), calculam os economistas José Roberto Afonso e Marcia Monteiro Matos no estudo “Termômetro Tributário Brasileiro“, concluído esta semana. Trata-se de um recorde. Pela mesma base de cálculos, em 2010, quando a economia e a arrecadação cresceram muito, a carga ficou em 35,16% em 2010. Em 2009, havia sido de 34,68% do PIB.

O recorde parece contraditório com o atual momento de esfriamento da economia, quando muitas empresas diminuem a produção, os ganhos e a arrecadação de impostos. E vai na contramão do discurso governamental, decortar impostos para elevar a competitividade das empresas e reduzir a alta carga de tributos que pesa sobre os consumidores.

A alta da carga tributária pode ser explicada em grande parte por um crescimento excepcional dos ganhos de dez segmentos que respondem, este ano, por 72% do aumento da receita de arrecadação federal de impostos. O grupo inclui comércio atacadista e varejista, fabricação de veículos, construção de edifícios e telecomunicações.

No topo da lista, está o setor financeiro (bancos, seguradoras e entidades de previdência privada), que, sozinho, explicou 27,5% do ganho total de receita. O segundo setor que mais contribuiu, o de extração mineral, chegou a recolher na primeira metade deste ano o dobro do que fez no início do ano passado, mostra o levantamento. Juntos, os dez setores cresceram 26%, contra 8% nos demais segmentos.

“Este desempenho tão díspar da arrecadação federal refletiria uma economia dual: um lado cresce em ritmo chinês, outro cresce em padrão latino tradicional”, diz o trabalho. Excetuando-se o grupo dos “dez mais”, a grande maioria dos contribuintes teve crescimento de receita em torno de metade da expansão geral.

“O que está puxando a carga tributária em 2011 é a receita federal clássica. Mas não é uma coisa homogênea, igualmente distribuída na economia”, diz Afonso, especialista em finanças e economista do BNDES. O “termômetro tributário” foi elaborado com base em estatísticas de arrecadação, até agosto, divulgadas pela Receita, pela Previdência e pelo Confaz, e no acompanhamento do PIB pelo Banco Central.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Estado vai recrutar mão de obra de detentos

A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), o Instituto das Águas e a Secretaria da Justiça estudam uma parceria para fabricação de tijolos e blocos de concreto para uso na construção de casas populares. Na semana passada o presidente da Cohapar, Mounir Chaowiche, visitou a fábrica de tubos e manilhas do Instituto das Águas no município de Cruzeiro do Oeste e discutiu a possibilidade de parceria com o presidente do instituto das Águas, Márcio Nunes.

A fábrica utiliza mão de obra de presos do regime semiaberto e, de acordo com Nunes, o retorno tem sido muito bom. “É uma experiência bastante interessante, pois promovemos a ressocialização destes presos, que merecem uma segunda chance. Aqui todos elogiam o trabalho deles, são muito dedicados”, destacou.

De acordo com Nunes, a fábrica está preparada para produzir tijolos e blocos de concreto para obras da Cohapar. Os detentos diminuem um dia da pena a cada três dias trabalhados. A.V.S., preso do regime semiaberto, coordena o trabalho dos demais.

“Foi a melhor coisa que aconteceu com a gente. É uma oportunidade e vamos nos aperfeiçoar para ter uma qualificação para quando cumprirmos a pena. Agradeço todos os dias por esta chance”, disse.

A intenção do governo do Estado é acelerar a reinserção dos presos no mercado de trabalho e na sociedade. A ideia é colocar os detentos em contato com a sociedade civil como trabalhadores comuns. Atualmente, cerca de 30% dos 15 mil presos sob custódia do sistema penitenciário do Paraná nos regimes fechado e semiaberto (o equivalente a 4,5 mil) exercem algum tipo de atividade laborativa — como serviços gerais, metalurgia, construção civil, etc.

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País terá pelo menos 3 mil vereadores a mais em 2012

Número pode chegar a 8 mil, conforme aponta pesquisa da CNM

As eleições municipais de 2012 vão eleger entre 3 mil e 8 mil vereadores a mais que o pleito realizado há quatro anos. Os dados são resultado de uma pesquisa realizada pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios) em 87,7% das 2.153 cidades que já decidiram pelo aumento no número de vereadores. Os detalhes da pesquisa serão divulgados hoje, em Porto Alegre (RS).

O acréscimo de cadeiras nas Câmaras Municipais foi possível depois da aprovação da Emenda Constitucional 58, em setembro de 2009, que estabelece o número máximo de vereadores de acordo com a população de cada município apurada no Censo Demográfico de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Foram criadas 24 faixas para definir a quantidade de vereadores: os municípios com até 15 mil habitantes podem ter até nove cadeiras, enquanto os municípios com mais de 8 milhões de moradores podem ter até 55. O aumento de vagas, porém, não é obrigatório e tem de ser decidido pela própria Câmara. Apesar do acréscimo de cadeiras no país, os percentuais máximos das receitas que os municípios podem repassar aos Legislativos foram reduzidos.

Um das cidades que decidiram pelo aumento de vereadores foi Maceió (AL). No começo do mês, a Câmara aprovou passar das atuais 21 cadeiras para 31 em 2013 – número máximo permitido para os 932 mil habitantes da capital alagoana.

No caso de Maceió, o atual presidente da Casa propôs aos vereadores congelarem seus salários ou reduzir o número de cargos comissionados à disposição de cada vereador de 17 para 10.

Entre as justificativas dos que defendem o aumento de vereadores está a de maior representatividade da população. No entanto, em algumas cidades, a pressão popular contra a emenda tem feito com que a proposta não seja adotada.

Em Arapoti (253 km de Curitiba), cidade com 26 mil habitantes e que teria direito a 11 cadeiras, um projeto de lei aprovado em setembro estabelece que o número atual de nove vereadores seja mantido até 2016. “Cada município deve avaliar as suas necessidades e definir, de modo consciente e dentro dos limites legais, a quantidade de vereadores”, disse o presidente da Câmara de Arapoti, Silvio Lara (PSDB).