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Governo Lula estuda cobrar contribuição de empresas para conter pejotização, diz Durigan

Governo Lula estuda cobrar contribuição de empresas para conter pejotização, diz Durigan

Ministro da Fazenda diz que eventual quarto mandato deverá mirar contratos de PJ usados para substituir vínculos de emprego

(Folhapress) – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende endurecer o combate à chamada pejotização abusiva em um eventual quarto mandato, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A equipe econômica estuda criar uma contribuição previdenciária para empresas que tenham uma parcela elevada de sua força de trabalho contratada como pessoa jurídica (PJ).

A medida, segundo Durigan, teria como objetivo reduzir uma distorção que diminui a arrecadação para a Previdência e ampliar a proteção social de trabalhadores que, embora formalmente sejam prestadores de serviço, na prática mantenham uma relação semelhante à de empregados.

A ideia foi apresentada pelo ministro em entrevista à Broadcast, da Agência Estado, publicada nesta terça-feira (25). Durigan, que também é o responsável pela área econômica da campanha de Lula à reeleição, afirmou que o governo já debateu internamente uma eventual proposta a ser enviada ao Congresso.

Exemplo

O ministro citou como exemplo uma empresa em que 10% dos trabalhadores sejam contratados como PJ. Nesse caso, disse, pode se tratar apenas de terceirização de serviços. Mas, se 80% da força de trabalho estiver nessa condição, seria necessário avaliar uma forma diferente de tributação.

Uma possibilidade, afirmou, seria obrigar a empresa a fazer uma contribuição previdenciária para compensar parte da perda de arrecadação e ampliar a proteção dos trabalhadores.

Segundo ele, a substituição de trabalhadores celetistas por pessoas jurídicas, feita para desonerar as empresas de pagamentos à previdência, ocorre de forma abusiva e desprotege os contratados.

“Ao criar um microempreendedor ou ao pejotizar com outro regime de empresa, você deixa de dar proteção àquele trabalhador que de fato é um trabalhador que tem vínculo, que deveria ser um trabalhador celetista”.

Alternativas

A discussão ocorre no momento em que o governo busca alternativas para enfrentar o déficit da Previdência, que tende a ganhar peso com o envelhecimento da população.

A pejotização ocorre quando uma empresa contrata um trabalhador por meio de uma pessoa jurídica, em vez de estabelecer um vínculo formal de emprego. O modelo não é, por si só, ilegal. O problema está nas situações em que a contratação como PJ é usada para substituir uma relação que, pelas características do trabalho, poderia configurar vínculo empregatício.

A eventual mudança não significaria, portanto, o fim das contratações de prestadores de serviço por meio de empresas. A discussão do governo é sobre como diferenciar a prestação legítima de serviços da substituição em massa de empregados por PJs e como compensar o impacto previdenciário desse modelo.

O ministro também atribuiu o déficit da previdência a privilégios garantidos aos militares e ao que chamou de elite do funcionalismo público. Discutir o corte destes privilégios é, segundo ele, um dos objetivos de um evental quarto mandato petista.

A declaração sobre a pejotização faz parte de uma agenda mais ampla que Durigan vem apresentando como responsável pela formulação econômica da campanha de Lula. O ministro tem defendido a manutenção do arcabouço fiscal em um eventual novo mandato, com ajustes nas regras de despesas e revisão de benefícios tributários.

Durigan afirmou ainda que o governo pretende entregar resultado primário positivo em 2027 e que o Orçamento do próximo ano deverá prever uma meta de superávit de 0,5% do PIB. Também disse que pretende eliminar subsídios concedidos a combustíveis.

O ministro também apontou recentemente como prioridades para um eventual próximo mandato a redução dos juros do cartão de crédito e a discussão sobre a jornada de trabalho.

Fonte: ICL

https://iclnoticias.com.br/economia/governo-lula-estuda-cobrar-contribuica/

Governo Lula estuda cobrar contribuição de empresas para conter pejotização, diz Durigan

Submeter trabalhadores a reuniões de cunho eleitoral configura assédio

A jurisprudência trabalhista condena a prática de assédio moral e eleitoral no âmbito das relações de trabalho, reconhecendo o dever de indenizar o abalo moral sofrido pelo trabalhador.

Com esse entendimento, a 5ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) manteve a condenação de uma instituição de ensino ao pagamento de indenização por danos morais depois de reconhecer a prática de assédio eleitoral contra um empregado.

Na petição inicial, um inspetor de alunos afirmou que os trabalhadores eram obrigados a participar de eventos de natureza político-eleitoral promovidos pela empresa.

O autor narrou que, ao final dos encontros, eram passadas listas para colher a presença dos funcionários.

Em sua defesa, a empregadora negou a prática de assédio eleitoral. Sustentou que os encontros tinham finalidades institucionais e informativas, sendo facultativa a participação dos empregados, sem qualquer caráter coercitivo.

Ao julgar o caso em primeiro grau, a 29ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro considerou que a empresa extrapolou os limites do poder diretivo, violando a liberdade de consciência e de convicção política do empregado, protegida constitucionalmente.

Conduta abusiva 

A empresa recorreu da decisão, sustentando que não houve prova de coação política e reiterando que a participação no evento era facultativa.

O relator do recurso, juiz convocado Roberto da Silva Fragale Filho, definiu o conceito de assédio eleitoral.

“O assédio eleitoral e a coação política consistem no abuso do poder diretivo do empregador para influenciar, constranger ou direcionar as convicções políticas e o voto dos trabalhadores, o que atenta diretamente contra a liberdade de consciência e o pluralismo político garantidos constitucionalmente”, apontou o magistrado.

Para o relator, no caso em questão, a partir da análise do conjunto probatório, ficou comprovada a conduta abusiva da empresa. “A dependência econômica inerente à relação de emprego vicia qualquer alegação de participação facultativa em eventos de cunho político organizados pelo empregador no ambiente de trabalho” afirmou.

Ele concluiu, portanto, que “a exigência de comparecimento a reuniões eleitorais, sob o controle formal de presença, caracteriza nítido abuso do poder diretivo, violando a liberdade de convicção política do reclamante”. Com informações da assessoria de imprensa do TRT-1.

Fonte: CONJUR

https://conjur.com.br/2026-ago-25/submeter-trabalhadores-a-reunioes-de-cunho-politico-caracteriza-assedio-eleitoral/

Governo Lula estuda cobrar contribuição de empresas para conter pejotização, diz Durigan

Relator quer aprovar PEC do fim da escala 6×1 já na próxima semana

Senador Omar Aziz diz que vai apresentar seu relatório no dia 2 (quarta-feira) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e tentar levar à votação ao plenário

Escolhido relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais e substitui a escala 6×1 por 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de descanso), o senador Omar Aziz (PSD-AM) quer aprovar o texto na próxima semana.

O parlamentar diz que vai apresentar seu relatório no dia 2 (quarta-feira) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e tentar levar à votação ao plenário. O esforço concentrado, o último antes da eleição, vai do dia 31 de agosto a 4 de setembro.

“Recebi e vou me debruçar em relação ao projeto. Como se trata de uma PEC tem que haver um acordo entre as duas casas. Eu espero apresentar esse relatório na quarta-feira que vem”, disse o relator nesta segunda-feira (24) ao programa Manhã de Notícia da TV Tiradentes de Manaus (AM).

Segundo o senador, o esforço concentrado será usado para conversar com os senadores e tentar avançar com a matéria para o plenário.

“Quero ouvir os meus colegas senadores e minhas colegas senadoras. Espero que a gente possa votar o mais rápido possível. Nós vamos acabar [com a escala 6×1] e garantir a 5×2, dando saúde mental aos trabalhadores, permitindo que eles possam ter mais tempo com a sua família. É a vitória do povo brasileiro”, disse.

Jornada

O senador lembra que um trabalhador, que começa sua jornada às 8 horas, sai de casa às 5 horas para usar o transporte até o local de trabalho.

“Depois, muitos têm ainda de ir à faculdade. Fora a saúde mental, que hoje nós temos uma quantidade [de trabalhadores] muito grande afetada, isso diminui a produtividade”, argumenta.

Além disso, o relator destacou a situação da dupla jornada de trabalho da muher. “Ela tem que cuidar da casa e trabalhar fora. Você vê que ela está com a saúde mental  abalada, completamente abalada. Porque as mulheres solo têm que cuidar dos filhos e levar o sustento para dentro da casa”, diz.

Para ele, as empresas ganham com o aumento da produtividade, pois os trabalhadores mais estimulados “vão dar mais para as empresas”. “É lógico que nós vamos ter que ver algumas situações de serviços e comércio”, afirma.

Aziz cita o exemplo das indústrias da Zona Franca de Manaus (ZFM) que não serão afetadas pelas medidas, uma vez que já adotam o modelo 5×2.

“Os 130 mil trabalhadores que têm no Distrito Industrial trabalham cinco dias por semana. O grande problema é realmente como resolver o problema do serviço e do comércio”, considera.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (24) que tem gente que joga contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, mas o governo está mobilizado para a aprovação do fim da escala 6×1, sem redução do salário.

“O povo trabalhador que movimenta este país merece ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e para acompanhar o crescimento dos filhos. É sobre tempo para a família”, disse.

Fonte: VERMELHO

https://vermelho.org.br/2026/08/24/omar-aziz-quer-aprovar-pec-do-fim-da-escala-6×1-na-proxima-semana/

Governo Lula estuda cobrar contribuição de empresas para conter pejotização, diz Durigan

82,5% dos reajustes têm ganhos reais, aponta Dieese

Maioria dos 171 acordos analisados em julho teve aumento acima da inflação; bancários e funcionários dos Correios preparam paralisações

 

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que 82,5% dos 171 acordos e convenções coletivas registrados até 10 de agosto resultaram em reajustes acima da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE. Os dados são referentes à data-base de julho de 2026.

 

O percentual, porém, representa uma redução de 5 pontos percentuais em relação a junho, quando 87,6% das negociações registraram ganhos reais. O resultado de julho também é o menor entre as datas-bases de 2026 e o mais baixo desde novembro de 2025.

 

Segundo o Dieese, no entanto, ainda é cedo para afirmar que o recuo representa uma piora na tendência das negociações. Isso porque o número de registros referentes à data-base de julho ainda é pequeno, considerando o intervalo entre o início das negociações e a produção do levantamento.

 

Como novos acordos da data-base de julho ainda podem ser registrados, os percentuais apresentados pelo Dieese estão sujeitos a alterações.

 

O desempenho acumulado em 12 meses, por sua vez, aponta para uma trajetória de melhora nos resultados das negociações coletivas.

 

Entre agosto de 2025 e julho de 2026, 83,9% dos reajustes ficaram acima da inflação. No período de agosto de 2024 a julho de 2025, esse percentual havia sido de 76,1%. Os dados indicam aumento da parcela de reajustes acima do INPC e redução daqueles iguais ou inferiores à inflação.

 

Ainda assim, o percentual de reajustes acima da inflação ficou significativamente acima do registrado no mesmo mês de 2025, quando 49,7% das negociações tiveram ganhos reais.

 

A variação real média dos reajustes, contudo, apresentou queda pelo quarto mês consecutivo. Em julho, os salários foram reajustados, em média, 1,1% acima da variação do INPC, segundo os dados analisados até o momento. O resultado ainda é superior ao registrado em julho de 2025, quando o ganho real médio foi de 0,54%.

 

Para as categorias com data-base em agosto, o reajuste necessário para repor a inflação, segundo o INPC, será de 4,10%. O dado indica, aparentemente, uma reversão da trajetória de crescimento da inflação observada entre abril e junho de 2026.

 

Bancários da Bahia

Enquanto muitas categorias conquistaram ganhos reais em julho, outras ainda travam lutas por melhores condições agora em agosto.

 

A base do Sindicato dos Bancários da Bahia rejeitou a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), considerada “indecente” pelos trabalhadores.

 

Em assembleia realizada na segunda-feira (17), 97,48% dos participantes votaram contra a proposta e 97,38% aprovaram uma paralisação de 24 horas para esta quinta-feira (20).

 

Correios

Na mesma linha, os trabalhadores reunidos pela Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares (Findect) recusaram a proposta da direção dos Correios.

 

Os Correios apresentaram nesta terça-feira (18) a proposta econômica para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027, com reajuste equivalente a 20% do INPC acumulado entre agosto de 2025 e julho de 2026. Considerando o INPC de 4,10%, o aumento seria de 0,82% nos salários a partir de 1º de agosto. A categoria prepara uma greve para 10 de setembro.

 

Fonte: VERMELHO 

https://vermelho.org.br/2026/08/19/reajustes-com-ganhos-reais-predominam-em-negociacoes-de-julho-aponta-dieese/

Governo Lula estuda cobrar contribuição de empresas para conter pejotização, diz Durigan

Salário mínimo deve crescer 7,4% e chegar a R$ 1.741 em 2027

Fazenda aumenta a projeção e propõe elevar em R$ 120 o valor para o próximo ano; política de valorização do salário mínimo é um dos pilares do governo Lula

O governo Lula enviará ao Congresso Nacional uma proposta de aumento de 7,4% no salário mínimo para 2027. Com isso, o novo valor passará de R$ 1.621 para R$ 1.741, confirmando a sequência da política nacional de valorização do salário mínimo, um dos pilares dos mandatos do presidente Lula.

O aumento foi anunciado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, na segunda-feira (24), e supera a projeção anterior do governo, que previa acréscimo de cerca de 6%, o que levaria o valor para R$ 1.717.

Dessa maneira, há um acréscimo de R$ 24 em relação ao valor anterior, o que soma um aumento total de R$ 120 para os trabalhadores regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

O reajuste constará no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado até o final desse mês e que serve como referência para o próximo ano. Portanto, já em 1º de janeiro os trabalhadores terão o salário reajustado.

Confirmado o reajuste, o ganho real deve ficar em cerca de 2,5%, pois a inflação estimada (INPC) está na casa dos 4,9% em 12 meses, conforme a Secretaria de Política Econômica da Fazenda Nacional.

Durigan lembrou que a política de valorização do salário mínimo do governo Lula é fundamental para o país, uma vez que atende diretamente os trabalhadores de base, além de reajustar a Previdência e os benefícios sociais vinculados.

O ministro ainda ressaltou que os ganhos acima da inflação são uma característica do governo Lula, que se diferencia frontalmente do praticado pelo governo anterior, de Jair Bolsonaro.

Como lembra Durigan, o ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, defendia a desvinculação do salário mínimo da Previdência Social e não deu nenhum reajuste, além da inflação, aos trabalhadores em quatro anos.

“O governo anterior [Bolsonaro] não deu reajuste para o trabalhador brasileiro, que voltou a pagar Imposto de Renda, não teve reajuste do salário mínimo, teve mais pobreza, fila do osso”, disse.

Lula e a valorização do salário mínimo

Ao se considerar o reajuste com base no salário mínimo vigente em 2022 (R$ 1.212), último ano de Bolsonaro, o aumento nominal sob o governo Lula chegou a R$ 409.

Com a volta do presidente Lula para o seu terceiro mandato, a política de valorização do salário mínimo, retomada em 2023, entrou em vigor para os pagamentos de 2024.

Salário mínimo 3º mandato Lula

  • 2023: R$ 1.320
  • 2024: R$ 1.412
  • 2025: R$ 1.518
  • 2026: R$ 1.621
  • 2027: R$ 1.741 [esperado]

Assim, em 2023 o salário mínimo foi de R$ 1.320; aumentou para R$ 1.412, em 2024, já com as regras da política de valorização; passou para R$ 1.518 em 2025; e alcançou os R$ 1.621 em 2026, sempre com ganhos acima da inflação.

Agora, com a continuidade da política, a valorização com ganho real continua para 2027, como destacou o ministro da Fazenda à imprensa.

Fonte: VERMELHO 

https://vermelho.org.br/2026/08/25/salario-minimo-deve-crescer-74-e-chegar-a-r-1-741-em-2027/