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Ministros e políticos bolsonaristas começam a emitir sinais para Lula

Ministros e políticos bolsonaristas começam a emitir sinais para Lula

A jornalista Mônica Bergamo diz que alguns usaram, como mensageiros, empresários que têm interlocução com o PT para dizer que não farão oposição

por Redação

Ministros e políticos próximo a Bolsonaro já admitem a derrota do presidente e começaram a enviar sinais de que não pretendem fazer oposição a Lula, caso ele vença a eleição no primeiro turno, relatou nesta terça-feira (27) a jornalista Mônica Bergamo na sua coluna no jornal Folha de S.Paulo.

“Apesar de, em público, eles seguirem apoiando Bolsonaro e até mesmo criticando duramente o petista, ministros e políticos começam a admitir a possibilidade de o presidente ser derrotado, e enviam sinais de que não pretendem fazer oposição acirrada a Lula, caso ele se eleja presidente em outubro”, escreveu.

Segundo a colunista, alguns políticos usaram, como mensageiros, empresários que têm interlocução com o PT.

“De acordo com as pesquisas mais recentes de institutos tradicionais, Lula tem chance de vencer já no dia 2 de outubro, em primeiro turno. Na semana passada, o Datafolha mostrou Lula com 50% dos votos válidos. Na segunda-feira (26), o Ipec afirmou que Lula chegou a 52% dos votos válidos”, destacou.

Contudo, ninguém considera que a eleição já esteja decidida. “Além de uma semana de campanha, os dois candidatos vão se enfrentar em um debate. E a abstenção, em especial entre eleitores de baixa renda, pode trazer surpresas caso a margem de votos para vitória de Lula no primeiro turno siga apertada”, observou.

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2022/09/27/ministros-e-politicos-bolsonaristas-comecam-a-emitir-sinais-para-lula/

Ministros e políticos bolsonaristas começam a emitir sinais para Lula

Joaquim Barbosa: “é preciso votar em Lula no primeiro turno”

Algoz do PT no processo do mensalão, ex-presidente do STF pede voto em Lula em vídeo e diz que Bolsonaro é visto como ‘ser abjeto’; assista

por Barbara Luz

“É preciso votar já em Lula no primeiro turno para encerrar essa eleição no próximo domingo”.  A declaração é do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa e foi dada por meio de um vídeo divulgado pela campanha do ex-presidente nas redes sociais nesta terça-feira (27). Nele, Barbosa ressalta apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na gravação, o ex-ministro afirma que Jair Bolsonaro (PL) não é um homem sério e não serve para governar o Brasil. “Em 2018, eu alertei os brasileiros de que Jair Bolsonaro seria uma péssima escolha para a Presidência da República. Bolsonaro não é um homem sério, não serve para governar um país como o nosso, não está à altura, não tem dignidade para ocupar um cargo dessa relevância”, disse.

Na sequência, ele diz ainda que “nas grandes democracias, Bolsonaro é visto como um ser humano abjeto, desprezível, uma pessoa a ser evitada. Esse isolamento internacional é muito ruim para o nosso país. Nós perdemos muitas oportunidades com isso. É preciso votar já em Lula no primeiro turno para encerrar já essa eleição no próximo domingo”.

Assista abaixo:

Segundo a Folha de S. Paulo, Barbosa gravou uma série de vídeos para a equipe de Lula, como forma de “apoio estratégico”, na tentativa de atrair os indecisos e o voto útil eleitores de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) ainda dispostos a trocar de candidato.

O ex-ministro foi indicado ao Supremo pelo próprio ex-presidente, mas depois tornou-se um dos principais algozes do PT. Barbosa presidiu o STF e foi relator do mensalão, processo que julgou o escândalo de compra de votos e que atingiu em cheio o governo Lula em 2005.

Ainda segundo a Folha, o ex-presidente da Supremo enviou 12 vídeos sequenciais à campanha de Lula na qual aborda alguns temas. Ele recorda que foi membro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e que, por integrar a corte, “garante a segurança e transparência das eleições, além da capacidade de acompanhamento do processo, que não pode ser questionada”.

Além disso, Barbosa afirma que Bolsonaro representa um “risco à democracia” e conclui dizendo que “Lula é o único que pode derrotar o atual presidente”, justificando o voto como forma de proteger a democracia.

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Com informações da Folha de S. Paulo

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2022/09/27/joaquim-barbosa-e-preciso-votar-em-lula-no-primeiro-turno/

Ministros e políticos bolsonaristas começam a emitir sinais para Lula

Após manter distância, Lula encontra ‘PIB’ e é recebido com aplausos

Entre os empresários presentes no evento estavam apoiadores de Bolsonaro. Candidato do PT defendeu reforma tributária.

O ex-presidente Lula (PT) foi aplaudido na noite desta terça-feira (27) ao chegar a um evento com empresários e integrantes do setor financeiro em São Paulo. Entre os integrantes do grupo estavam empresários que são apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) e críticos ao PT, como Flávio Rocha e Roberto Justus.

 

O encontro de hoje foi articulado pelo Grupo Esfera Brasil e conta com a presença de cerca de 100 pessoas. Logo que entrou na sala em que estavam os presentes, o ex-presidente foi aplaudido e passou a cumprimentar um por um dos empresários. Lula resolveu aceitar o convite na reta final da eleição, no momento que busca votos para vencer a disputa em primeiro turno. Também estavam presentes do banqueiro André Esteves, Isaac José Sidney, presidente da Febraban, Benjamin Steinbruch, Fábio Ermírio de Moraes e Rubens Ometto.

 

Em discurso, Lula disse que a responsabilidade fiscal deve estar relacionada à responsabilidade social e afirmou que, num eventual governo, vai tentar aprovar a reforma tributária. Ele também defendeu os direitos dos indígenas.

 

O candidato ainda disse que é contra o teto fiscal, mas é a favor de um superávit primário consistente. Afirmou, ainda, que pretende consolidar o auxílio emergencial na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), usar bancos públicos e fundo garantidor para financiar produção, retomar o financiamento público de estudantes universitários e melhorar a imagem do Brasil no exterior.

Os empresários reclamavam que o ex-presidente não estava pessoalmente empenhado nesses contatos, enviando sempre para as conversas com o setor produtivo ou financeiro interlocutores — o ex-governador Wellington Dias, o deputado Alexandre Padilha, o economista Guilherme Melo, o ex-ministro Guido Mantega, entre outros.

A ida ao encontro e a ausência de vetos sobre os presentes foram lidos como gestos de aproximação do petista. Ele foi acompanhado da mulher, Janja, da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, do ex-ministro Aloizio Mercadante e do seu vice, Geraldo Alckmin. Também estava no grupo o deputado estadual Emídio de Souza.

 

Ministros e políticos bolsonaristas começam a emitir sinais para Lula

Centrais sindicais pedem fechamento de clubes de tiro às vésperas da eleição

Como justificativa do pedido, entidades citaram casos de violência política ocorridos durante o atual período eleitoral.

g1 — São Paulo

Centrais sindicais entregam nesta terça-feira (27) ao ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um documento que pede, entre outras coisas, o fechamento de clubes de tiro três dias antes e três dias depois nos dois turnos das eleições deste ano.

 

O TSE já havia vetado o porte de arma nos arredores das zonas eleitorais dois dias antes da votação, no dia do pleito e nas 24h seguintes. A decisão diz que só poderá se aproximar com arma a menos de 100 metros de uma seção o policial que for convocado por uma autoridade eleitoral.

 

Como justificativa ao pedido, as centrais sindicais citaram casos de violência política ocorridos no atual período eleitoral.

“A tensão sobre o processo eleitoral está expressa na violência perpetrada contra eleitores, algumas vezes ocorrendo assassinatos, agressão a jornalistas, aos trabalhadores dos institutos de pesquisa, aos militantes e ativistas dos candidatos da oposição. É dramático termos que enfrentar esse tipo de regressão no padrão das relações políticas, quando concebemos que o respeito e a tolerância são bases para o exercício livre do direito de opinião e de escolha pelo voto”, diz o texto.

 

O documento também pede:

 

  • Segurança reforçada na região das zonas eleitorais;
  • Mobilização de todo aparato de segurança (nacional, estadual e municipal) em torno de um plano de segurança;
  • Manutenção de plantão de órgãos responsáveis por dar suporte ao combate à violência;
  • Criação de um canal de denúncias para casos de violência.

As entidades que assinaram o documento foram: Central Única dos Trabalhadores, Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores, Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Nova Central Sindical de Trabalhadores e Central dos Sindicatos Brasileiros.

G1

https://g1.globo.com/politica/blog/julia-duailibi/post/2022/09/27/centrais-sindicais-pedem-fechamento-de-clubes-de-tiro-as-vesperas-da-eleicao.ghtml

Ministros e políticos bolsonaristas começam a emitir sinais para Lula

Análise: Deflação, mas para quem?

Gasolina cai e alivia bolso da classe média, mas pobres ainda sofrem com disparada de preços dos alimentos.

Por Laura Naime, g1

 

Mais um mês, mais uma deflação. Os dados do IBGE mostram que os preços continuaram caindo em setembro. É claro que é uma boa notícia. Mas melhor para uns do que para outros.

A prévia do IPCA mostrou que, este mês, os alimentos até deram uma ajuda à melhora dos números, recuando 0,47% no conjunto, em comparação com agosto. Mas o que vem puxando a inflação para baixo, sem dúvida, é a gasolina.

O combustível vinha em disparada desde meados de 2020 – e subiu quase 50% no ano passado. Desde junho, mudou de rumo e começou a minguar, e levou com ele a inflação do país: hoje, o brasileiro paga em média quase 14% menos pelo litro do que há 12 meses.

Só que, tirando a gasolina da conta, o quadro muda. O IPCA-15, sem a participação do combustível, mostraria uma alta de 0,15%. Pequena – mas já no campo positivo.

Baixar o preço da gasolina na base da canetada, cortando a tributação, está custando caro aos cofres do governo – principalmente dos estados e municípios, que perderam arrecadação de ICMS. Periga faltar dinheiro para saúde, educação – coisas mais importantes que o tanque de combustível de quem tem carro.

A colunista da GloboNews, Miriam Leitão, lembrou inclusive que o custo para reduzir a gasolina é o mesmo que seria necessário para elevar, permanentemente, o Auxílio Brasil para R$ 600. Prioridades.

(Olhando para fora, também houve uma ‘senhora’ ajuda das cotações internacionais do petróleo: o preço do barril do Brent caiu mais de 30% desde o pico de junho. Mas, com a continuidade da guerra na Ucrânia, não há garantia de que vá seguir assim.)

Essa ‘responsabilidade’ da gasolina no IPCA negativo dos últimos meses faz com especialistas que alguns questionem se há, realmente, deflação no país. Isso porque deflação é uma queda disseminada de preços, ou seja, em muitos itens. E a gasolina, por mais que caia, e por mais importância que tenha, é um item só.

Naquilo que mais pesa no bolso dos mais pobres – a alimentação – , a inflação vai precisar de mais do que um mês de queda para fazer de fato diferença: em 12 meses, a alta ainda é de 12,73%.

Vai ser preciso que esse recuo de preços deixe de estar concentrada na bomba de combustível e passe e chegar com mais força nas prateleiras dos mercados para que, de fato, a boa notícia da deflação seja boa para quem mais precisa.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/09/27/analise-deflacao-mas-para-quem.ghtml