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JUSTIÇA SOCIAL

Passar demandas para empregado em licença médica configura danos morais

Passar demandas para empregado em licença médica configura danos morais

A 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) manteve por unanimidade a condenação de uma empresa de apoio à educação ao pagamento de indenização por danos morais a uma trabalhadora que foi acionada durante o seu período de afastamento médico.

Para o colegiado, a empresa extrapolou o poder diretivo ao demandar a empregada durante o período de licença por recomendação médica.

A autora trabalhava como coordenadora e alegou ter sido procurada pela empresa durante sua licença médica para orientar uma empregada recém-contratada. Ela sustentou ainda que o ambiente de trabalho apresentava condições inadequadas.

O caso foi decidido inicialmente pelo juízo da Vara do Trabalho de Conselheiro Lafaiete (MG), que acolheu parcialmente o pedido e fixou uma indenização por danos morais de R$ 3 mil, em razão das demandas à trabalhadora durante o período de afastamento médico.

As partes recorreram: a instituição, pleiteando a exclusão da condenação; a autora, buscando o aumento do valor arbitrado.

Risco à saúde

Ao analisar as provas, o desembargador Paulo Chaves Correa Filho, relator do recurso, reconheceu que a autora provou parcialmente suas alegações.

Mensagens apresentadas no processo confirmaram que ela foi procurada pela empregadora na data em que estava afastada por orientação médica.

A prova oral confirmou também que a profissional era frequentemente demandada durante o período de licença para orientar a distância uma empregada novata, sob pena de o atendimento aos alunos ficar comprometido.

Segundo o relator, a empresa deveria ter buscado auxílio de outros empregados que exerciam a mesma função em diferentes unidades, mas optou por demandar a trabalhadora afastada por questões de saúde.

O magistrado considerou a conduta abusiva por colocar em risco a saúde física e mental da empregada, em desrespeito às normas de saúde e segurança do trabalho.

A decisão confirmou o valor de R$ 3 mil fixado em primeiro grau para a indenização, considerando critérios de proporcionalidade e razoabilidade e ressaltando que a quantia é suficiente para compensar o dano sofrido e cumprir a função pedagógica da medida.

Nos autos, a empregada havia reclamado também de falta de ventilação do ambiente corporativo, assim como de falta de local adequado para lanche e higienização dos utensílios. Entretanto, o desembargador considerou que as provas não ampararam as alegações.

O colegiado negou provimento aos recursos das partes. Na sequência, a controvérsia foi levada ao TST por meio de recurso de revista, cujo seguimento foi negado pelo TRT-3 em razão da ausência dos requisitos legais. Com informações da assessoria de imprensa do TRT-3.

Fonte: CONJUR

https://conjur.com.br/2026-jul-29/dar-servico-a-empregado-em-licenca-medica-gera-dever-de-indenizar/

Passar demandas para empregado em licença médica configura danos morais

Ministro da Previdência se diz disposto a procurar ministros do STF para apontar impactos da pejotização

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse em entrevista ao JOTA que está disposto a conversar com os ministros para mostrar os impactos negativos da pejotização ao regime previdenciário. Na avaliação dele, esse modelo penaliza a Previdência, os trabalhadores e tem sido uma “epidemia no país”.

Queiroz afirmou ser “totalmente” contra essa forma de contratação e defende que sejam criados mecanismos de recolhimento para que não haja corrosão da proteção social e da previdência brasileira.

“A pejotização foi criada como uma forma de modernizar as relações de trabalho, mas na verdade, está criando uma legião de pessoas com menos assistência do estado”, disse.

Em documentos enviados ao STF, o governo Lula, via Advocacia-Geral da União (AGU), estima que esse sistema gerou déficit superior a R$ 60 bilhões na Previdência Social e perdas superiores a R$ 24 bilhões no FGTS entre 2022 e 2024.

“Caso se mantenha o uso da pejotização a longo prazo, serão necessárias novas reformas no sistema de Seguridade Social para compensar a perda de arrecadação, que afeta tanto o trabalhador individual quanto a coletividade, em razão do comprometimento da base de financiamento e do aumento da desigualdade”, diz um trecho do documento.

“Nesse cenário, para o ano de 2025, foi estimada uma necessidade de financiamento do RGPS da ordem de R$ 338,1 bilhões, a qual deve atingir cerca de R$ 3,983 trilhões em 2060”, diz outro trecho.

O tema é discutido no ARE 1.532.603 e o relator é o ministro Gilmar Mendes.

 

Texto: Flávia Maia e Fábio Pupo

Fonte: DMT
https://www.dmtemdebate.com.br/ministro-da-previdencia-se-diz-disposto-a-procurar-ministros-do-stf-para-apontar-impactos-da-pejotizacao/

Passar demandas para empregado em licença médica configura danos morais

Desemprego fica em 5,4% no trimestre até junho, diz IBGE

Número de desempregados cai para 5,9 milhões, enquanto total de pessoas ocupadas atinge 103,1 milhões.

A taxa de desocupação ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta quinta-feira (30) pelo IBGE.

Com o resultado, a taxa caiu 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026, quando estava em 6,1%. Na comparação com o mesmo período do ano passado (abril a junho de 2025), a queda foi de 0,4 ponto percentual, já que a taxa era de 5,8%.

No trimestre encerrado em junho, o Brasil tinha 5,9 milhões de pessoas desempregadas. O número representa uma queda de 10,9% em relação ao trimestre anterior, encerrado em março (6,6 milhões).

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 6,3%, o equivalente a 392 mil pessoas a menos em busca de trabalho.

Já o total de pessoas ocupadas somou 103,1 milhões. Esse contingente cresceu 1,1% em relação ao trimestre anterior e 0,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, o que representa um acréscimo de 742 mil pessoas.

Como consequência, o nível de ocupação — indicador que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada — ficou em 58,8%, com alta de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e estabilidade na comparação anual.

Já a taxa composta de subutilização ficou em 12,9% no trimestre encerrado em junho. O indicador caiu 1,4 ponto percentual em relação ao período anterior e recuou 1,5 ponto na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

Ao todo, 14,7 milhões de pessoas estavam nessa condição. Esse contingente caiu 10,1% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 1,642 milhão de pessoas a menos, e recuou 11,0% na comparação com o mesmo período do ano passado, o que representa 1,809 milhão de pessoas a menos.

Veja os destaques da pesquisa:

  • Taxa de desocupação: 5,4%
  • População desocupada: 5,9 milhões de pessoas
  • População ocupada: 103,1 milhões
  • População fora da força de trabalho: 66,5 milhões
  • População desalentada: 2,3 milhões
  • Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões
  • Empregados sem carteira assinada: 13,6 milhões
  • Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões

Fonte: G1
https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/07/30/desemprego-pnad-junho.ghtml

Passar demandas para empregado em licença médica configura danos morais

Durigan garante deficit primário zerado em 2026 e vê chance de superavit

Ministro da Fazenda diz que governo manterá as contas em ordem, defende controle dos gastos para reduzir os juros e afirma que, “com alguma sorte”, o país poderá registrar superavit

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (29/7) que o governo federal deve encerrar 2026 com deficit primário zerado e que, “com alguma sorte”, poderá registrar um superavit. Segundo ele, o esforço da equipe econômica está voltado para o controle dos gastos e para a melhoria da situação fiscal, com o objetivo de abrir espaço para a redução dos juros.

“Com alguma sorte, faremos um superavit. Mas a conta está em ordem. A conta do Tesouro vai fechar em ordem no fim do ano”, disse em entrevista à Rádio Capital FM, de Mato Grosso do Sul.

Durigan ressaltou que o fortalecimento do equilíbrio fiscal é uma prioridade da equipe econômica. “Isso é uma obsessão. Nós precisamos melhorar a condição fiscal, fazer com que o governo gaste menos e melhor, para que a gente consiga equilibrar a taxa de juros do futuro”, ressaltou.

O ministro lembrou que a economia brasileira ainda enfrenta um cenário externo desafiador, marcado por fatores como o conflito entre Israel e Irã, os impactos do fenômeno El Niño e o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Como exemplo do esforço de contenção de despesas, ele citou o bloqueio de cerca de R$ 17 bilhões no Orçamento. Ele também disse que a proposta orçamentária de 2027 será enviada ao Congresso com medidas de ajuste já previstas, mesmo em um ano eleitoral.

Ao comentar o cenário econômico, Durigan afirmou que a inflação deverá encerrar o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no menor nível entre os governos recentes, embora tenha reconhecido que o custo de vida ainda pesa para as famílias. O ministro também destacou o avanço do mercado de trabalho e disse que a geração de empregos contribuiu para a redução do número de beneficiários do Bolsa Família.

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE
https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2026/07/7469941-durigan-garante-deficit-primario-zerado-em-2026-e-ve-chance-de-superavit.html

Passar demandas para empregado em licença médica configura danos morais

IPCA-15 surpreende ao ficar abaixo das projeções com queda de alimentos em julho

Índice de inflação desacelera a 0,06%, diz IBGE; mediana das previsões do mercado era de 0,22%

(Folhapress) – A inflação medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) desacelerou a 0,06% em julho, após marcar 0,41% em junho, apontam dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa de 0,06% surpreendeu analistas ao ficar bem abaixo das projeções do mercado financeiro. A mediana das estimativas era de 0,22%, enquanto o piso (menor previsão) estava em 0,15%, conforme a agência Bloomberg.

O IPCA-15 teve a menor variação para meses de julho em três anos, desde 2023 (-0,07%). Também mostrou a menor taxa mensal de 2026.

Após oito meses em alta, o grupo alimentação e bebidas teve queda de preços em julho (-0,66%). Assim, gerou o principal impacto para baixo (-0,15 ponto percentual) entre os nove ramos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE.

O IPCA-15 também perdeu força no acumulado de 12 meses. Desacelerou a 4,52% até julho, após marcar 4,8% até junho.

Apesar da trégua, segue levemente acima do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). O IPCA é o índice oficial de preços do Brasil.

Projeção de corte de juros

A publicação dos dados ocorre uma semana antes da nova reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).

O colegiado do BC terá encontro nos dias 4 e 5 de agosto para definir o patamar da taxa básica de juros, a Selic, que está em 14,25% ao ano.

Para o economista Rafael Rondinelli, da Mag Investimentos, o IPCA-15 não altera a visão de um cenário inflacionário que segue pressionado no país, mas reforça a projeção de corte de juros na próxima semana.

Analistas esperam pelo menos mais uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic, o que levaria a taxa para 14%.

Queda do tomate é destaque

Segundo economistas, a queda de alimentação e bebidas reflete, em parte, melhores condições de produção nesta época do ano, após a pressão dos preços observada no primeiro semestre.

O IBGE destacou a redução do custo da alimentação no domicílio em julho (-1,14%).

Produtos in natura tiveram baixa mais intensa do que a esperada, o que ajuda a explicar a surpresa com o IPCA-15, conforme o economista Leonardo Costa, da instituição financeira Asa.

Houve recuos em produtos como tomate (-19,95%), batata-inglesa (-10,03%) e café moído (-3,13%). Do lado das altas, o IBGE citou alimentos como cebola (7,10%) e pão francês (0,65%).

Individualmente, o tomate gerou o maior impacto para baixo no IPCA-15 de julho (-0,07 p.p.), seguido pela gasolina (-0,04 p.p.), cujos preços recuaram 0,68%.

“O resultado do IPCA-15 de julho revelou uma composição mais favorável, com surpresas positivas distribuídas de maneira generalizada entre as aberturas do indicador”, disse a economista Mariana Rodrigues, da SulAmérica Investimentos.

“Nos preços administrados, o principal destaque foi o recuo mais intenso da gasolina, que conseguiu neutralizar o avanço da energia elétrica.”

A energia elétrica residencial subiu 3,03% no mês. Assim, gerou um impacto de 0,12 ponto percentual no IPCA-15.

Foi a principal contribuição individual do lado das altas, seguida pela pressão da passagem aérea (0,09 p.p.), cujos preços subiram 11,7%. Julho costuma ser um mês de demanda mais aquecida por viagens devido ao período de férias.

Segundo o IBGE, a carestia da conta de luz reflete a cobrança adicional da bandeira tarifária amarela, além de reajustes de concessionárias em parte dos locais pesquisados.

IPCA-15 e IPCA

O IPCA-15 é divulgado antes do IPCA. Por isso, sinaliza uma tendência para o índice oficial de inflação. Uma das diferenças entre os dois é o período de coleta dos preços.

A apuração do IPCA-15 abrange a segunda metade do mês anterior e a primeira do mês de referência. No caso de julho, a coleta foi realizada de 17 de junho a 15 de julho.

Já o levantamento do IPCA ocorre ao longo do mês de referência. Por isso, o resultado de julho ainda não está fechado. Será divulgado pelo IBGE em 11 de agosto.

Segundo a consultoria 4intelligence, o IPCA-15 trouxe surpresas para baixo em componentes de alimentação e bebidas, transportes e despesas pessoais neste mês.

O mercado financeiro já havia sido surpreendido pelo IPCA de junho, divulgado no último dia 10. O índice desacelerou a 0,16% no sexto mês do ano, enquanto a mediana das estimativas sinalizava alta de 0,31%.

Previsões para 2026

A 4intelligence projeta que o IPCA passará de 4,64% para 4,48% no acumulado de 12 meses até julho, ficando abaixo do teto da meta (4,5%).

A previsão da consultoria, porém, indica alta de 5,3% para o dado fechado de 2026. A 4intelligence sinaliza que os impactos do fenômeno climático El Niño e as incertezas da guerra no Irã podem afetar a inflação.

O El Niño desafia o agronegócio ao alterar a distribuição das chuvas nas regiões. Em caso de perdas no campo, analistas afirmam que os preços de alimentos podem ficar mais caros para o consumidor a partir do segundo semestre.

Na mediana, as projeções do mercado apontam alta de 5,12% para o IPCA de 2026, conforme o boletim Focus, divulgado na segunda (27) pelo BC.

A estimativa caiu pela quarta semana consecutiva, mas segue acima do teto da meta de inflação.

Fonte: ICL

https://iclnoticias.com.br/economia/ipca-15-surpreende-ao-ficar-abaixo-das/