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Direita e centro-direita devem ter maioria na próxima Câmara, aponta projeção

Direita e centro-direita devem ter maioria na próxima Câmara, aponta projeção

Antônio Augusto de Queiroz *, Thiago Rego de Queiroz ** e Enrico Ribeiro ***

Elaborar prognóstico em eleição proporcional não é uma tarefa fácil, pois se trata de tentativa de mensurar um fenômeno em pleno movimento, como é o caso das campanhas eleitorais. Além disto, os critérios para conversão de votos em mandatos são muitos e variados, assim como a distribuição de cadeiras entre as legendas depende de uma série de variáveis. Múltiplos fatores podem interferir no resultado, alguns mensuráveis, como os critérios da legislação eleitoral e partidária, mas outros intangíveis ou de difícil identificação, como o humor do eleitor no momento do voto.

Para conversão de votos em mandatos, por exemplo, a legislação eleitoral e partidárias definiu quatro critério: 1) o primeiro critério requer atingimento do quociente e 10% dele pelos candidatos; 2) o segundo exige maior média e atingimento de 80% do quociente pelos partidos ou federações, além de 20% desse quociente pelos candidatos; 3) o terceiro critério requer maior média e 80% do quociente dos partidos e federações, sufragando os mais votados sem exigência de votação mínima; e 4) o quarto critério, que somente se aplica quando nenhum partido ou federação do estado tiver atingido o quociente eleitoral, distribui todas as vagas entre os candidatos mais votados, independentemente de partido ou federação, sem qualquer outra exigência.

Com base nesses quatro critérios e, principalmente, na visibilidade e na estrutura de campanha de cada candidato (recursos, espaço no horário eleitoral, seguidores nas redes sociais, relação de parentesco, exercício de cargos públicos, histórico eleitoral, trajetória pessoal, profissional e política do candidato, pesquisas eleitorais, entre outras) a Queiroz Assessoria em Relações Institucionais e Governamentais analisou, partido por partido, a perspectiva de eleição de bancada para a Câmara dos Deputados, num prognóstico com intervalo mínimo e máximo por bancada.

O intervalo entre o mínimo e máximo na tabela a seguir pode parecer grande, mas é plenamente justificável, especialmente em razão da distribuição das vagas pelo sistema de sobras. No Brasil se pratica o sistema de maior média, significando que quanto mais votos tiver o partido ou federação mais chances eles têm de obter a vaga em disputa. Supondo uma circunscrição eleitoral com 800 mil votos válidos e oito vagas na Câmara, são necessários 100 mil votos para assegurar uma vaga, podendo disputar as vagas distribuídas no sistema de sobras o partido ou federação que obtiver pelo menos 80 mil votos, correspondente a 80% do quociente eleitoral. Supondo ainda que apenas dois partidos preencheram os requisitos para concorrer às vagas: um obteve 130 mil votos, assegurando uma vaga e ficando com uma sobra de 30 mil votos, e outro obtive 501.000 mil votos, assegurando cinco vagas e ficando com uma sobra de 1 votos. Qual dos dois irá preencher as vagas remanescentes no sistema de sobras: o partido A ou o B.

Para responder à pergunta acima, é necessário fazer o cálculo da maior média. Assim, se dividirmos 130 por dois (1+1) teremos uma média de 65 mil votos e se dividirmos 501 mil por seis (5 + 1) encontramos uma média de 83.500 votos, logo a primeira vaga vai para o partido B, que obtive a maior média. Vamos ao cálculo para distribuir a segunda vaga: a média do partido A nós já vimos, é de 65 mil votos, mas a média do partido B é preciso calcular, mediante a divisão de 501 mil por sete (6+1). O resultado dessa operação corresponde 71.572 e é maior que os 65 mil do partido A, logo a segunda vaga também será do partido B. Já se um eventual partido C, com algo como 81 mil votos, participasse do sistema de sobras, já que teria feito mais de 80% do quociente eleitoral, certamente teria ficado com a segunda vaga, pois sua votação superaria a média do partido B na segunda rodada. Isto explica o intervalo, porque as vagas distribuídas no sistema de sobras geralmente são disputadas por vários partidos, que concorrem em diferentes situações.

Assim, embora haja uma média entre o mínimo e o máximo, isto não significa que a média represente a bancada a ser eleita. Como já dito anteriormente, o número de vagas, considerando a quantidade de variáveis que interferem, tanto pode ficar na média, quando ficar bem próxima do mínimo ou mesmo do máximo, dependendo da situação de cada partido ou federação em cada estado da federação. Imagine a dificuldade para estimar a quantidade mínima de cadeira a ser assumida por um partido cujo desempenho esperado fique entre 0 e 1 deputados em 10 unidades da federação. Dificuldade semelhante também está presente na previsão de bancadas de partidos que fazem parte de uma federação, já que as vagas são asseguradas pelo total de votos do agregado da federação, mas alocadas dentro dos partidos de acordo com o desempenho individual de cada candidato da agremiação. O importante, é que o método de intervalo entre o mínimo e o máximo é o mais seguro para projetar as bancadas partidárias, considerando a realidade da disputa no conjunto dos estados.

A equipe que fez este prognóstico preliminar e assina este texto, experiente nesse tipo de levantamento, garimpou todo e qualquer dado que importasse para efeito de desempenho eleitoral e partidário na disputa, inclusive a vinculação com candidaturas majoritárias competitivas nos planos nacional e estaduais. Além disso, pautou-se por completa imparcialidade, evitando qualquer tipo de preferência de qualquer natureza (partidária, político ou ideológica) que pudesse significar viés no levantamento.

Com base nesses critérios e variáveis, após exaustiva pesquisa, chegou-se ao seguinte prognóstico preliminar:

Elaboração da Queiroz Assessoria:

Para melhor compreensão do espectro ideológico, foram considerados os seguintes termos:

Direita: mais identificado com menor presença do Estado na economia; Esquerda: mais identificado com maior presença do Estado na economia; Conservador: em relação aos costumes, com maior regulação do estado na vida privada; e Liberais: em relação aos costumes, menor regulação do estado na vida privada.

A partir da garimpagem de dados e do levantamento do prognóstico analisando as candidaturas, partidos e federações, se espera que o perfil da Câmara dos Deputados não se altere de forma substancial daquela existente na atual Legislatura. Partidos identificados com a centro-direita e direita, como o PL, PP, União e PSD deverão ter maioria dos assentos na Câmara. Já os partidos da centro-esquerda e esquerda deverão ser minoria, mas mantendo a hegemonia do PT como maior partido da ala.

Em relação ao número de partidos com representantes na Câmara, deverá haver uma redução acentuada em comparação a 2018. Enquanto no último pleito 30 partidos conseguiram eleger ao menos um deputado, a expectativa é que em 2022, 22 ou 23 partidos consigam eleger ao menos um representante. Essa redução é um reflexo direto das novas regras eleitorais em vigor nesse pleito.

Estudos e levantamentos dessa natureza estão sempre sujeitos a vicissitudes conjunturais e são passíveis de modificação pela própria dinâmica das campanhas eleitorais, por isso devemos atualizar o levantamento antes das eleições, não apenas com a previsão, estado por estado, de quantos parlamentares poderá eleger cada partido, mas também indicando o nome dos candidatos mais competitivas para ocupar as vagas a que o partido ou federação terá direito na exata proporção de seu desempenho eleitoral no pleito.

* Jornalista, analista e consultor político, é também mestre em Políticas Públicas e Governo pela FGV. Ex-diretor de Documentação do Diap, e sócio da Queiroz Assessoria em Relações Institucionais e Governamentais.

** Advogado, com MBA em mercado de capitais, é sócio-diretor da Queiroz Assessoria em Relações Institucionais e Governamentais.

*** Cientista político, com pós-graduação em Gestão Estratégica com foco em resultados, é sócio-diretor da Queiroz Assessoria em Relações Institucionais e Governamentais.

O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para redacao@congressoemfoco.com.br.

AUTORIA

Antônio Augusto de Queiroz

ANTÔNIO AUGUSTO DE QUEIROZ Jornalista, analista e consultor político, mestre em Políticas Públicas e Governo (FGV). Ex-diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), idealizador e coordenador da publicação Cabeças do Congresso. É autor dos livros Por dentro do processo decisório – como se fazem as leis e Por dentro do governo – como funciona a máquina publica.

Direita e centro-direita devem ter maioria na próxima Câmara, aponta projeção

Lula reúne ex-presidenciáveis em frente ampla pela democracia

O ex-presidente Lula (PT) reuniu, nesta segunda-feira (19), oito ex-presidenciáveis em um encontro em São Paulo para formar uma “frente ampla pela democracia”. Acompanharam o presidenciável desde antigos aliados até opositores históricos, de diferentes espectros políticos.

Confira um trecho do encontro:

Compareceram ao evento: Cristovam Buarque (Cidadania), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSB) — vice da chapa de Lula —, Guilherme Boulos (Psol), Henrique Meirelles (União Brasil), João Goulart Filho (PCdoB), Luciana Genro (Psol) e Marina Silva (Rede).

No encontro, os participantes reforçaram que era preciso deixar desavenças políticas e pessoais para trás em nome da defesa da democracia. Ex-ministros de Lula, Cristovam, Marina e Meirelles se afastaram do ex-presidente após deixarem o governo e só se reaproximaram recentemente.

“O que vocês estão fazendo com o gesto de hoje é assumindo um compromisso, mas não é um compromisso com Lula — é um compromisso que esse país vai voltar a viver democraticamente. As pessoas vão voltar a conviver democraticamente nesse país. Não é o Presidente da República e sua assessoria que diz o que é bom para a sociedade”, afirmou Lula.

Apesar da união pela democracia, a frente ampla em torno de Lula também visa fortalecer o projeto do petista para ganhar as eleições já no primeiro turno. Para isto, precisa da maioria absoluta dos votos válidos.

No Twitter, o presidenciável afirmou que era um “dia alegre”. “Esse encontro simboliza a vontade de todos em recuperar a democracia desse país”, escreveu.

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AUTORIA

Caio Matos

CAIO MATOS Repórter. Formado em jornalismo pela Universidade Paulista (Unip). Trabalhou na Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) e nas assessorias de comunicação da Casa Civil da Presidência da República e da Codeplan.

CONGRESSO EM FOCO
Direita e centro-direita devem ter maioria na próxima Câmara, aponta projeção

Ipec: Vantagem de Lula sobre Bolsonaro é a maior, desde o início da campanha

Lula lidera as intenções de voto com 47%, à frente de Bolsonaro (PL), com 31% no primeiro turno

Pesquisa do Ipec divulgada nesta segunda-feira (19), encomendada pela Rede Globo, mostra que o ex-presidente Lula lidera as intenções de voto com 47%, à frente de Bolsonaro (PL), com 31% no primeiro turno. Com 16 pontos à frente, esta é a maior vantagem sobre o adversário obtida pelo petista, até o momento.

O instituto diz não ser possível afirmar se o petista pode ou não vencer a eleição no primeiro turno. O resultado indica um cenário de estabilidade na disputa, a duas semanas da eleição.

A pesquisa também aponta que o ex-presidente Lula (PT) tem 54% de intenção de votos em um eventual segundo turno, enquanto o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 35%. Brancos e nulos são 8%, e os 3% restantes não sabem ou não responderam.

O instituto não testou outros cenários de segundo turno.

Ciro Gomes (PDT) segue com 7% das intenções, mesmo índice da pesquisa anterior. Simone Tebet (MDB) tinha 4% do Ipec da semana passada e agora tem 5%. Soraya Thronicke (União Brasil) se manteve com 1%. Felipe d’Avila (Novo), Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB), Sofia Manzano (PCB) foram citados, mas não chegam a 1% cada um.

A pesquisa ouviu 3.008 pessoas entre os dias 17 e 18 de setembro em 181 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00073/2022.

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2022/09/19/ipec-vantagem-de-lula-sobre-bolsonaro-e-a-maior-desde-o-inicio-da-campanha/

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Lula tira votos da terceira via e cresce três pontos, diz pesquisa FSB/BTG

A chamada terceira via, que crescia há três semanas consecutivas, encolheu de 13% para 9% no cenário espontâneo e de 19% para 14% no cenário estimulado.

Metodologia, número de entrevistados, base de dados e outros fatores podem ser responsáveis pela diferença na pontuação dos candidatos nas pesquisas dos diversos institutos nessa campanha presidencial. Uma coisa, porém, pode ser observada em todas elas: Luiz Inácio Lula da Silva vem se mantendo estável, na dianteira da corrida presidencial e os resultados dos diversos institutos começam a se aproximar, confirmando a tendência de vantagem do candidato da Federação Brasil Esperança.

Nesta segunda, 19, a pesquisa FSB/BTG traz como principal novidade as aparentes movimentações de voto útil. A duas semanas do primeiro turno, a chamada terceira via, que crescia há três semanas consecutivas, encolheu de 13% para 9% no cenário espontâneo e de 19% para 14% no cenário estimulado. E parte desses votos parecem ter migrado para Lula: 3 pontos percentuais tanto no cenário espontâneo quanto no estimulado. Bolsonaro, por sua vez, oscilou um ponto percentual para cima no espontâneo e ficou com o mesmo percentual da semana passada no estimulado.

No cenário estimulado, Bolsonaro permaneceu em 35%, enquanto Lula cresceu de 41% para 44%. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) bateu 7%, com uma queda de dois pontos percentuais (antes, aparecia com 9%). A senadora Simone Tebet (MDB) também apresentou a mesma queda de dois pontos percentuais e apareceu com 5% (na semana passada, a emedebista tinha 7% das intenções de voto).

A senadora Soraya Thronicke (União Brasil) ficou com 1%, mesmo percentual da pesquisa anterior. Brancos e nulos somam 4%. Os que não sabem ou não responderam são 3%. Felipe D’Ávila (Novo), José Maria Eymael (DC), Vera Lúcia (PSTU), Sofia Manzano (PCB), Leonardo Péricles (UP) e Padre Kelmon (PTB) não pontuaram na pesquisa.

Em um eventual segundo turno, Lula venceria Bolsonaro com 52% das intenções de votos e o atual presidente teria 39%. Na semana passada, a pesquisa registrou 52% a 38%.

A avaliação sobre a rejeição também trouxe boas notícias ao ex-presidente, que diminuiu de 47% para 45% o índice dos que disseram não voltar nele de jeito nenhum; Bolsonaro registrou rejeição de 55%, antes era de 56%. Ciro Gomes subiu sua rejeição de 47% para 48%, sendo mais citado do que Lula na rejeição do eleitorado.

A pesquisa realizou 2.000 entrevistas por telefone de 16 a 18 de setembro de 2022. Está registrada no TSE com o número BR-07560/2022. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. Custou R$ 128.957,83 e foi paga pelo banco BTG Pactual.

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2022/09/19/lula-tira-votos-da-terceira-via-cresce-tres-pontos-diz-pesquisa-fsb-btg/

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Nota Paraná: saiba quais compras geram mais e menos créditos

Ao colocar CPF na nota fiscal na hora da compra consumidor recebe parte do ICMS recolhido pelo estabelecimento e passa a concorrer a prêmios em dinheiro.

Por Mariah Colombo, g1 PR — Curitiba

Produtos comprados em supermercados, restaurantes e lojas de materiais de construção estão entre os que mais rendem créditos no programa Nota Paraná, segundo a Secretaria da Fazenda do Estado do Paraná (Sefa).

Ração para animais domésticos, bebidas alcoólicas, remédios e cigarros são os que menos geram créditos, de acordo com a pasta.

Segundo a Secretaria de Fazenda do Estado, ao longo do programa R$ 2,5 bilhões foram devolvidos aos consumidores. Desse valor, R$ 2,2 bilhões foram como créditos e R$ 296,9 milhões como prêmios.

Atividades que geram mais e menos créditos no programa:

Segundo a Sefa, as atividades que mais geram créditos são compras em:

  • supermercados;
  • vestuário;
  • magazines;
  • lojas de departamentos;
  • calçados;
  • hipermercados;
  • móveis;
  • restaurante;
  • eletrodomésticos;
  • material de construção;
  • minimercados.

Os produtos sujeitos à substituição tributária são os que menos geram créditos. Nesses casos, quem recolhe o imposto é o primeiro na cadeia de produção, como em refinarias e cooperativas.

Veja quais são os produtos que menos geram créditos no programa Nota Paraná, segundo a Sefa:

  • combustível e lubrificantes;
  • remédios;
  • produtos de perfumaria;
  • ração para animais domésticos;
  • bebida alcoólica;
  • cerveja;
  • refrigerantes;
  • água;
  • cigarro;
  • cimento;
  • sorvetes;
  • veículos automotores.

A secretaria explica que empresas classificadas como porta a porta, indústrias, fabricantes, confecção, cooperativas e prestação de serviço não participam do programa.

Como é feito o cálculo

 

De acordo com a Secretaria de Fazenda do Estado, o crédito é devolvido de acordo com o faturamento das empresas participantes, sendo 15% para pequenas empresas e 5% para grandes empresas.

A Sefa aguarda até o terceiro mês após a compra para o fechamento e pagamento do imposto pelos lojistas. É calculado 15% do que foi pago e este valor é dividido proporcionalmente entre todos que pediram CPF na nota.

De acordo com a secretaria, não importa se a compra é de um produto que não paga imposto. Se o estabelecimento pagou ICMS, quem pediu CPF na nota recebe parte da devolução.

Sorteios e créditos

 

Desde 2020 o programa Nota Paraná realiza mensalmente sorteios de R$ 1 milhão a consumidores que informam o CPF na hora das compras no estado.

Os créditos e prêmios podem ser compensados em conta bancária ou usados para abatimento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Em 2022 o programa completou sete anos e já deixou 30 contribuintes milionários, de acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado do Paraná (Sefa).

Os participantes do programa podem verificar se possuem bilhetes premiados pelo aplicativo ou site do Nota Paraná. Basta inserir o CPF e senha.

O programa entra em contato com os vencedores durante a semana após os sorteios. A Sefa reforça que vencedores não recebem alertas por mensagem de texto, WhatsApp ou qualquer outro aplicativo.

De acordo com a pasta, são 3,4 milhões de cidadãos e 1.575 entidades sociais concorrendo aos prêmios, além de 207.488 estabelecimentos comerciais cadastrados no estado.

Créditos para assistência social

 

Entidades paranaenses sem fins lucrativos que atuam nas áreas de assistência social, cultural, esportiva, saúde, defesa e proteção animal também participam do programa e podem receber créditos e bilhetes para concorrer aos sorteios.

Desde o início do Nota Paraná, segundo a Sefa, foram R$ 301,8 milhões devolvidos às entidades, com R$ 205,3 milhões em créditos e R$ 82,4 milhões em prêmios.

Para elas, são sorteados mensalmente 20.010 prêmios, totalizando R$ 2,2 milhões.

Como participar

 

Quem ainda não é cadastrado no “Nota Paraná”, deve acessar o site do programa. Em seguida, deve clicar na opção “cadastre-se” e preencher os dados pessoais.

Para participar dos sorteios, é necessário estar cadastrado no site do “Nota Paraná”. A cada R$ 200 em notas, é gerado um cupom automaticamente. Os prêmios do sorteio poderão ser utilizados para abater do IPVA ou creditados na conta bancária do premiado.

G1

https://g1.globo.com/pr/parana/economia/noticia/2022/09/20/nota-parana-saiba-quais-compras-geram-mais-e-menos-creditos.ghtml

Direita e centro-direita devem ter maioria na próxima Câmara, aponta projeção

Bolsonaro em Londres: brasileiro tem de trabalhar 6 vezes mais que britânico por 1 litro de gasolina

Considerando os valores dos salários mínimos, britânico tem que trabalhar 10 minutos para pagar por 1 litro de gasolina no Reino Unido, enquanto o brasileiro, quase 1 hora para pagar por 1 litro de gasolina no Brasil; na capital britânica para funeral da rainha Elizabeth 2ª, Bolsonaro divulgou vídeo dizendo que gasolina no Brasil era ‘uma das mais baratas do mundo’.

Por BBC

 

Em Londres para o funeral da rainha Elizabeth II, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PL), divulgou vídeo na noite deste domingo (18) em que dizia que a gasolina no Brasil era “uma das mais baratas do mundo”, e fez uma comparação com o Reino Unido.

 

Diante de um posto de combustíveis na capital britânica, que vendia o litro da gasolina por 1,61 libra (equivalente a cerca de R$ 9,70), Bolsonaro afirmou que o valor era “praticamente o dobro da média de muitos Estados do Brasil”.

“Estou aqui em Londres, Inglaterra. O preço da gasolina: 1,61 libras. Isso dá aproximadamente R$ 9,70 o litro. Ou seja, praticamente o dobro da média de muitos estados do Brasil”, disse.

No entanto, a fala do presidente não leva em conta as diferenças de renda da população entre os dois países — e, portanto, quanto tempo um cidadão teria de trabalhar para abastecer seu carro.

 

No Reino Unido, o salário mínimo é de 9,50 libras por hora. Considerando o preço da gasolina a 1,61 libra por litro, como indicava o letreiro do posto diante do qual Bolsonaro fez o vídeo, um cidadão britânico recebendo salário mínimo teria de trabalhar o equivalente a 10 minutos para comprar um litro de gasolina.

 

Já no Brasil, o salário mínimo é de R$ 1.212 por mês, ou R$ 5,51 por hora. Considerando o preço médio da gasolina a R$ 4,97 por litro, como aponta o último levantamento da Agência Nacional de Petróleo Biocombustíveis e Gás Natural (ANP), um cidadão brasileiro comum teria de trabalhar o equivalente a 54 minutos, ou seja, quase seis vezes mais do que o britânico para pagar pelo mesmo litro do combustível.

 

Em relação à renda per capita — o PIB (Produto Interno Bruto, ou soma de bens e serviços produzidos por um país) dividido por sua população —, a gasolina também é mais barata para o britânico do que para o brasileiro.

 

No ano passado, a renda per capita anual do Reino Unido foi de US$ 49.675, enquanto a do Brasil foi de US$ 16.506, segundo o Banco Mundial. Sendo assim, considerando o correspondente dos valores mencionados acima em dólar, o litro de gasolina custaria 0,004% da renda média do britânico, ao passo que 0,006% da renda média do brasileiro.

“Bolsonaro fez a mera conversão de câmbio nominal”, explica à BBC News Brasil Fabio Terra, professor de Economia da Universidade Federal do ABC (UFABC). “Não é só preço o que importa, importa muito a renda, porque ela é o que permite que se compre algum ‘preço’, ou seja, algum produto”, acrescenta.

Um economista ouvido pela BBC News Brasil lembrou que toda comparação “tem suas limitações” e acrescentou que a fala de Bolsonaro ignora “as realidades locais não só de renda, mas também a respeito da legislação, de o Brasil ser um país produtor de petróleo”.

 

Terra, da UFABC, acrescenta que, apesar disso, “importamos parte razoável do que consumimos aqui também”.

 

“No caso do diesel, a importação chega a 30%. Importamos também muitos refinados de petróleo. E fazemos essa importação com uma moeda fraca quando comparada ao dólar, moeda em que se cota o petróleo, enquanto o Reino Unido faz com moeda forte”, assinala.

Nas redes sociais, usuários também apontaram a contradição matemática de Bolsonaro.

Segundo um ranking elaborado pela plataforma de monitoramento Global Petrol Prices, o Brasil tem a 34ª gasolina mais barata entre 168 países e territórios (0,99 dólar por litro). E os brasileiros também pagam menos por esse combustível do que a média mundial (1,33 dólares por litro).

 

No entanto, essa lista tem forte influência da taxa de câmbio, pois os valores são convertidos em moeda local para o dólar.

 

Nesse sentido, como a libra esterlina é mais valorizada ante o dólar americano que o real brasileiro, o Reino Unido aparece nesse ranking como tendo gasolina “mais cara” do que o Brasil.

 

De acordo com a Global Petrol Prices, o país onde a gasolina é mais barata é a Venezuela. Ali, o litro da gasolina custa o equivalente a US$ 0,02. Mas Terra, da UFABC, ressalva: “No caso da Venezuela são duas coisas: por um lado a abundância de petróleo; por outro, a política de precificação que eles usam para transpor os preços ao produtor para os preços ao consumidor”.

 

O governo venezuelano mantém os preços da gasolina sob rígido controle e subsidia grande parte do custo, mantendo os valores baixos para o consumidor final.

Gasolina em queda

 

De fato, porém, o valor médio da gasolina no Brasil vem caindo. E isso se deve a um conjunto de medidas tomadas pelo governo.

 

Bolsonaro zerou as alíquotas de PIS e Cofins, dois tributos federais, sobre o diesel e o gás de cozinha até dezembro de 2022, e anunciou um amplo pacote de R$ 53 bilhões para tentar reduzir o preço dos combustíveis.

 

Essa é uma das maiores “pedras no sapato” do presidente em sua busca por reeleição — até os caminhoneiros, que o apoiaram rumo ao Planalto em 2018, fizeram críticas duras à política de preços da Petrobras.

 

Na semana passada, pela primeira vez desde julho de 2020, o preço médio da gasolina no Brasil caiu para menos de R$ 5, segundo a ANP, em valores corrigidos pelo IPCA, que mede a inflação oficial.

 

Foi uma queda de 32,7%, ou R$ 2,42, frente ao pico de R$ 7,39 por litro registrado no fim de junho, antes dos cortes de impostos estaduais e federais aprovados pelo Congresso Nacional.

 

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/09/19/bolsonaro-em-londres-brasileiro-tem-de-trabalhar-6-vezes-mais-que-britanico-por-1-litro-de-gasolina.ghtml