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Ipec: Lula lidera disputa presidencial com 46% das intenções de voto, contra 31% de Bolsonaro

Ipec: Lula lidera disputa presidencial com 46% das intenções de voto, contra 31% de Bolsonaro

No levantamento anterior, divulgado na semana passada, o ex-presidente tinha 44%, enquanto o atual aparecia com 31%. Ou seja, o cenário é de estabilidade. Atrás de Lula e Bolsonaro, na pesquisa desta noite, aparecem Ciro Gomes (PDT), 7% (era 8% na semana passada), e Simone Tebet, 4% (ante 4%)

Por Caio Sartori, Carol Freitas e Gabriel Caprioli, Valor — São Paulo

A vinte dias do primeiro turno das eleições, a nova pesquisa do Ipec (antigo Ibope) para a Presidência da República mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança com 46% dos votos e Jair Bolsonaro (PL) em segundo lugar com 31%.

No levantamento anterior, divulgado na semana passada, o ex-presidente tinha 44%, enquanto o atual aparecia com 31%. Ou seja, o cenário é de estabilidade.

Atrás de Lula e Bolsonaro, na pesquisa desta noite, aparecem Ciro Gomes (PDT), 7% (era 8% na semana passada), e Simone Tebet, 4% (ante 4%).

Felipe d’Avila (Novo) e Soraya Thronicke (União Brasil) se mantiveram com 1%. Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB), Sofia Manzano (PCB) foram citados, mas não chegam a 1% cada um. Pablo Marçal (Pros) deixou de constar no levantamento do Ipec porque o TSE indeferiu a candidatura dele.

Votos em branco e nulos somaram 6%, e 4% não sabem ou não responderam.

Na simulação de segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o petista vence com 53%, contra 36% do adversário. Na semana passada, o resultado era de 52% para o petista contra 36% para o candidato do PL.

A pesquisa foi a primeira do instituto a medir os impactos das manifestações de 7 de setembro convocadas e protagonizadas por Bolsonaro. Na ocasião, o presidente usou o Bicentenário da Independência para fazer campanha, com ataques a Lula e ameaças aos demais Poderes da República.

Na campanha do petista, por sua vez, começou um movimento mais forte de buscar o “voto útil”, especialmente dos eleitores de Ciro. Um gesto considerado simbólico nesse sentido foi a adesão, nesta segunda-feira, da ex-ministra Marina Silva (Rede), que declarou apoio a Lula apesar do trauma que tem com o PT por causa dos ataques sofridos na eleição de 2014. Ou seja, Marina representaria como poucos a ideia de que é necessário superar divergências do passado para derrotar Bolsonaro.

A pesquisa ouviu 2.512 pessoas entre os dias 9 e 11 de setembro em 158 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01390/2022.

Este conteúdo foi publicado originalmente pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico

VALOR INVESTE /// https://valorinveste.globo.com/mercados/brasil-e-politica/noticia/2022/09/12/ipec-lula-lidera-disputa-presidencial-com-46-pontos-percentuais-das-intenes-de-voto-contra-31-de-bolsonaro.ghtml

Ipec: Lula lidera disputa presidencial com 46% das intenções de voto, contra 31% de Bolsonaro

Nota de Pesar

É com muito pesar que comunicamos o falecimento do companheiro, Vice-Presidente do Sintrapostos-Mgá, senhor Aparecido Martins, que faleceu na noite do dia 7 setembro de 2022. Um guerreiro que fundou o sindicato dos frentistas de Maringá. Sua missão foi cumprida meu companheiro, descanse em paz e que Deus o tenha!

Ipec: Lula lidera disputa presidencial com 46% das intenções de voto, contra 31% de Bolsonaro

PIB cresce com alta dos setores da indústria e de serviços

Avanço de 1,2% no segundo trimestre superou expectativas dos analistas e colocou a produção de riquezas do país acima do patamar do período imediatamente anterior à pandemia. Juros, porém, podem frear expansão

RH
Rosana Hessel

O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre cresceu 1,2% na comparação com os três meses anteriores, na série com ajuste sazonal, totalizando R$ 2,4 trilhões. O resultado do indicador da formação de riqueza do país divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deixou a economia brasileira 3% acima do patamar dos últimos três meses de 2019, época de normalidade, antes da pandemia da covid-19.

A alta ficou acima da mediana das estimativas do mercado, de 0,9%, e desencadeou nova onda de revisões das projeções de crescimento do PIB deste ano. Antes, em torno de 2%, as previsões para 2023 estão subindo para algo entre 2,5% e 3%. Com o resultado divulgado ontem, a economia acumulou avanço de 2,5% no primeiro semestre.

Analistas reconhecem que o dado do IBGE foi positivo, impulsionado pelo bom desempenho da indústria e dos serviços, assim como do crescimento acima do esperado no consumo das famílias e nos investimentos. O consumo do governo e as exportações contribuíram negativamente para o PIB, refletindo a incapacidade do setor público para investir e o impacto da desaceleração global nos embarques de produtos nacionais.

De acordo com levantamento da Austin Rating, o Brasil ficou na 7ª colocação em um ranking de 29 países liderado pela Holanda, que cresceu 2,6%, e que traz a China entre os últimos colocados, devido ao tombo de 2,6% no PIB trimestral.

Especialistas ressaltam que as medidas de estímulo do governo contribuíram para turbinar a atividade econômica, como o adiantamento do 13º dos aposentados e o saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Outro fator que contribuiu para o resultado foi a inflação, que atingiu o pico de 12% entre abril e junho, elevando o faturamento das empresas e a arrecadação de impostos.

Contudo, analistas alertam que a tendência é de desaceleração nos próximos trimestres, mesmo com os novos estímulos fiscais do pacote de R$ 41,2 bilhões criado pela chamada PEC Kamikaze. Os efeitos da política de juros do Banco Central — que passou a ficar restritiva no fim de 2021 — começam a ter reflexo neste semestre, e devem se alastrar até 2023.

“O consumo das famílias e os estímulos do governo potencializaram o crescimento e ajudaram em uma recuperação mais forte do setor de serviços. No caso dos investimentos, o crescimento foi robusto, mas sobre uma base fraca”, destacou a economista Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências Consultoria. Ela não descarta queda no PIB do último trimestre do ano, devido ao aperto monetário. Pelas projeções da Tendências, a taxa básica de juros (Selic) deverá ter mais uma alta neste mês, de 13,75% para 14% ao ano.

ECO-PIB evolução
ECO-PIB evolução(foto: Valdo Virgo)

Contração

A economista Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), reconheceu a surpresa positiva do PIB, mas ressaltou que é possível ver um cenário de contração nos indicadores acumulados em quatro trimestres em importantes motores da economia: investimentos, serviços e consumo das famílias.

No caso de investimentos, por exemplo, o crescimento desacelerou de 10,1% para 3,5% entre o primeiro e o segundo trimestre. A taxa do consumo das famílias, passou de 4,5% para 3,4%. Ela revisou a projeção do PIB deste ano de 1,7% para 2%. Já a previsão de queda do PIB de 2023 foi aprofundada de 0,3% para 0,4%.

Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, por sua vez, elevou a previsão deste ano de 1,6% para 2%, mas manteve em 0,5% a estimativa de queda do PIB no quarto trimestre. “Nota-se um início de esgotamento do crescimento de serviços, que chegou a expandir menos do que a indústria no segundo trimestre”, disse. Para 2023, o cenário continua de crescimento fraco, segundo ele, que não descartou algum ajuste fiscal, pois prevê um rombo acima de R$ 100 bilhões nas contas públicas.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, por sua vez, descartou qualquer risco fiscal, comemorou os dados do IBGE e chegou a cogitar alta de até 3% no PIB deste ano e taxa nesse patamar em 2023. “O país está condenado a crescer”, afirmou, em eventos com empresários, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Para ele, o país só não cresce entre 3,5% e 4%, porque está “com o freio de mão puxado”, devido aos juros altos.

Segundo o IBGE, os destaques do segundo trimestre, no lado da oferta, foram as altas de 2,2% na indústria e de 1,3%, em serviços. Pela ótica da demanda, foram os avanços de 2,6% no consumo das famílias e de 4,8% na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), termômetro dos investimentos. Na comparação com o mesmo intervalo de 2021, o PIB cresceu 3,2% e, no acumulado de quatro trimestres, o avanço foi de 2,6%.

CORREIO BRAZILIENSE ///https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2022/09/5033954-pib-cresce-com-alta-dos-setores-da-industria-e-de-servicos.html

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Por que o preço da gasolina está caindo no Brasil?

Queda do valor do petróleo em cenário internacional e diminuição de impostos de olho nas eleições ajudam a explicar diminuição recente do preço na bomba.

Por g1

A Petrobras definiu nesta quinta-feira (1º) o quarto reajuste para baixo do preço da gasolina desde meados de junho. O valor de venda às distribuidoras foi reduzido em 7,08%, de R$ 3,53 para R$ 3,28 por litro.

Em menos de três meses, o combustível sofreu redução de 19,2% no valor praticado nas refinarias. No pico da curva, o preço chegou a R$ 4,06 em 18 de junho.

Esses são os valores de início da cadeia produtiva da gasolina. O preço ainda sofre incidências de lucros das distribuidoras e revendedoras, além de impostos. Só então chega aos valores conhecidos pelos consumidores.

O levantamento de preços na bomba, feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), também mostra queda expressiva nos preços da gasolina.

No mesmo intervalo de 75 dias, o valor médio do litro vendido ao consumidor passou de R$ 7,39 para R$ 5,25. Uma redução de 29%.

A queda drástica é uma mistura entre queda dos preços dos combustíveis no mercado internacional com uma redução de impostos forçada pelo governo federal em ano eleitoral. Os combustíveis eram um dos principais motores da inflação do país a poucos meses da escolha de um novo presidente.

O preço da gasolina tem sido beneficiado pela queda do petróleo no cenário internacional. Há uma preocupação com uma possível desaceleração do crescimento mundial, o que contribui para a queda do preço da commodity.

Em queda desde meados de junho, os contratos futuros de petróleo recuaram abaixo de US$ 100 nas últimas semanas. Neste ano, chegaram ao patamar de US$ 140 com os impactos da guerra da Ucrânia – à época, a grande preocupação era a de que haveria um descasamento na produção e oferta.

Tributação menor

O repasse da Petrobras para a distribuidoras compõe apenas uma parte do preço do combustível para o consumidor final. E com a proximidade da disputa eleitoral deste ano, o governo Jair Bolsonaro se valeu de medidas tributárias para ajudar na redução do preço dos combustíveis.

No fim de junho, entrou em vigor a legislação que limita as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Produtos (ICMS) que incidem sobre itens considerados essenciais – como combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.

ICMS é um imposto estadual, compõe o preço da maioria dos produtos vendidos no país e é responsável pela maior parte dos tributos arrecadados pelos estados.

A mesma lei também zerou as alíquotas dos tributos federais incidentes sobre a gasolina – que, em junho, representavam cerca de 10% do preço do combustível vendido ao consumidor, segundo dados da Petrobras.

A economista do Insper Juliana Inhasz afirma que o governo tenta mexer no preço indiretamente. “Tem influência nas tentativas de fazer a Petrobras reduzir o preço além da queda do petróleo, como, por exemplo, a redução de tributos que não se justifica economicamente através da análise fiscal.”

Como fica daqui pra frente

A expectativa é que preço do litro da gasolina se estabilize – ou até continue caindo por mais algum tempo.

“A nossa perspectiva é de que não ocorram novos aumentos do preço de gasolina esse ano”, disse ao g1 há duas semanas o líder de análise da Warren Investimentos, Frederico Nobre. “É possível que a gasolina se mantenha nos patamares atuais ou até caia um pouco mais no decorrer de 2022”, completa.

Braz explica que o mundo ainda vive um período de inflação em alta, o que deve fazer com que bancos centrais das principais economias sigam elevando suas taxas de juros para deter a alta de preços. Esse movimento “esfria” a economia, e dificulta uma alta de preços das commodities – incluindo o petróleo.

O alívio deste ano, no entanto, pode ter fôlego curto: isso porque, caso não haja mudança, a partir de janeiro os tributos federais voltam a incidir sobre a gasolina – e a pressionar o bolso dos motoristas.

“Para 2023 é outra conversa. Acho que tem que esperar um pouco mais para a gente conseguir se aprofundar. Existe uma eleição aí no meio do caminho que pode modificar a medida do ICMS, a questão toda da PEC dos benefícios, enfim, então preferimos esperar para entender”, diz Nobre, da Warren.

G1 /// https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/09/01/por-que-o-preco-da-gasolina-esta-caindo-no-brasil.ghtml

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O que se sabe sobre o ataque armado contra Cristina Kirchner

Suspeito de ter apertado gatilho de arma, que não disparou, contra vice-presidente da Argentina foi identificado pelas autoridades do país como o brasileiro Fernando Sabag Montiel, de 35 anos.

Por BBC

Um brasileiro identificado como Fernando Sabag Montiel é, segundo a polícia da Argentina, o suspeito de ter apontado uma arma e apertado o gatilho contra a vice-presidente Cristina Kirchner na noite desta quinta-feira (1º) em Buenos Aires.

Imagens veiculadas por canais de televisão do país mostram o momento em que uma pistola é apontada para o rosto de Kirchner e, apesar de o gatilho ser puxado, o disparo falha. Segundo a polícia, a arma teria ficado a centímetros de distância da ex-presidente da Argentina.

Montiel, de 35 anos, portava uma pistola Bersa 380 — de fabricação argentina — carregada com cinco balas, segundo informações da Polícia Federal à imprensa.

Na hora de apertar o gatilho contra Cristina, ele tira a máscara, deixando o rosto visível, como mostram imagens da televisão.

No momento em que foi flagrado, ele tentou fugir, mas foi agarrado pela camiseta próximo ao prédio onde a ex-presidente mora no bairro da Recoleta.

O homem foi preso e levado para uma delegacia na cidade de Buenos Aires, onde no fim da noite desta quinta-feira continuava detido.

Montiel teria chegado à Argentina ainda criança, em 1996. De acordo com informações da polícia, a partir das redes sociais de Montiel, ele possui tatuagens com símbolos nazistas. Nas suas redes sociais, ele se identificava como Fernando ‘Salim’ Montiel e era seguidor de grupos como ‘comunismo satânico’, entre outros ‘ligados ao radicalismo e ao ódio’, como definiu o portal do jornal La Nación, de Buenos Aires.

As fotos de Montiel estão em destaque nos portais de notícias e nas emissoras de televisão da Argentina, que recordam ainda uma aparição recente feita por ele em uma reportagem realizada pela Crónica TV nas ruas de Buenos Aires. Ele aparece opinando que os planos sociais não ajudam.

“O que ajuda é sair para trabalhar”, diz diante da câmera.

Presidente do Senado, Cristina Kirchner tinha saído do Congresso para casa, quando o fato ocorreu pouco depois das nove da noite.

Após o atentado, como vem sendo definido por políticos e analistas argentinos, especialistas questionaram o esquema de segurança da vice-presidente. Eles apontaram para a “vulnerabilidade” que teria permitido que o brasileiro chegasse perto do seu rosto.

Após o caso, o policiamento foi reforçado nos arredores de onde Cristina mora.

‘Imensa’ gravidade

O presidente Alberto Fernández realizou um pronunciamento em rede nacional pouco tempo após o ataque. Para ele, é o fato “mais grave” desde o retorno da democracia no país, em 1983.

Na suas declarações, Fernández disse que a vice-presidente “está com vida porque, por alguma razão, a arma não disparou”.

O presidente definiu o caso como de “imensa gravidade”.

“Esse fato é de imensa gravidade. A arma tinha cinco balas, mas não disparou. Esse atentado merece o total repúdio de todos. A violência não pode ameaçar a democracia”, afirmou.

“Podemos discordar, podemos ter profundas divergências, mas em uma sociedade democrática os discursos que incitam o ódio não têm lugar porque causam violência, e a violência não pode conviver com a democracia.”

O presidente também anunciou que decidiu “declarar feriado nacional nesta de sexta-feira para que, em paz e harmonia, o povo argentino possa se manifestar em defesa da vida, da democracia e em solidariedade à nossa vice-presidente”.

O ex-presidente da Argentina Mauricio Macri, opositor de Kirchner, escreveu no Twitter:

“Meu repúdio absoluto ao ataque sofrido por Cristina Kirchner, que felizmente não teve consequências para a vice-presidente. Este gravíssimo fato exige um imediato e profundo esclarecimento por parte da Justiça e das forças de segurança.”

Deputados e senadores da base governista, reunidos na coalizão Frente para a Vitória (FPV), se manifestaram no Congresso Nacional contra o ataque.

“Não a mataram porque Deus é grande”, disse o senador governista José Mayans.

“Pedimos investigação, esclarecimento”, disse o deputado governista Sergio Palacio.

Políticos da oposição também declararam respaldo à vice-presidente. Mas o decreto de Fernández instituindo feriado nacional, nesta sexta-feira, gerou críticas de setores opositores. O peronista Miguel Ángel Pichetto, atualmente ligado ao ex-presidente Macri, esteve entre os que criticaram o discurso do presidente em cadeia nacional e a decretação de feriado.

“O presidente não entendeu nada. A oposição deu sua solidariedade à vice-presidente. Mas ele culpou a oposição, a Justiça e os veículos de comunicação. E feriado nacional, para que?”, escreveu Pichetto em suas redes sociais.

A BBC News Brasil pediu ao Itamaraty um posicionamento do governo brasileiro sobre o episódio na Argentina, mas ainda não recebeu resposta.

Nos últimos dias, o prédio onde a ex-presidente mora tem sido ponto de encontro de seus apoiadores que contestam o pedido do Ministério Público para que ela seja condenada a 12 anos de prisão por supostos casos de corrupção durante seu mandato.

G1 /// https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/09/02/o-que-se-sabe-sobre-o-ataque-armado-contra-cristina-kirchner.ghtml

Ipec: Lula lidera disputa presidencial com 46% das intenções de voto, contra 31% de Bolsonaro

Fortalecer os sindicatos e valorizar o trabalho

A grande maioria do movimento sindical brasileiro tem consciência da importância de intervir no processo eleitoral em curso, derrotar o governo de extrema-direita e fortalecer a campanha Lula e Alckmin

Neste ano de 2022 completam-se cinco anos de vigência da lei nº 13.467/2017, a reforma trabalhista patrocinada pelo governo Temer. Na época, se dizia que tal reforma visava adequar a legislação às novas relações de trabalho.

Para defender o mais grave ataque à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o governo dizia que, com a reforma, haveria maior liberdade contratual, com segurança jurídica e menor interferência do Estado nas relações do trabalho.

Com isso, sempre segundo o governo, seriam fortalecidas as negociações coletivas e as soluções extrajudiciais dos conflitos trabalhistas. De quebra, haveria promoção e geração de empregos com o advento de novas modalidades de contratação.

Para viabilizar o saco de maldades contido na malfadada reforma trabalhista, a CLT foi desfigurada, o acesso à Justiça do Trabalho foi dificultado e o movimento sindical tolhido em seu poder de negociação e em sua sustentação material.

A dura realidade fala mais alto do que o discurso oficial. As negociações coletivas diminuíram, boa parte dos acordos e convenções coletivos impõe perdas de salários e de direitos, e não passa de mito as propaladas soluções extrajudiciais dos conflitos.

O centro do ataque foi dirigido ao movimento sindical. A perda das receitas da contribuição sindical foi imensa. Um único dado demonstra isso. A contribuição sindical desabou de 2,8 bilhões em 2017 para apenas 1,9 milhão em 2021.

Com essa asfixia financeira, muitos sindicatos fecharam e outros, na luta pela sobrevivência, tiveram que se desfazer de patrimônio e diminuir drasticamente o número de funcionários, além de limitar em demasia suas atividades.

Por todas essas razões, a grande maioria do movimento sindical brasileiro tem consciência da importância de intervir no processo eleitoral em curso, derrotar o governo de extrema-direita e fortalecer a campanha Lula e Alckmin.

Para além da eleição de um novo presidente, é fundamental também conquistar um congresso nacional e assembleias legislativas renovados e de caráter progressista, para defender a mudança de rumo necessária para o nosso país.

Dentre essas mudanças, ênfase especial precisa ser dada a um projeto de reconstrução e transformação nacional que coloque o fortalecimento sindical e a valorização do trabalho no topo da agenda.

Resgatar os direitos trabalhistas e previdenciários surrupiados e ampliar a regulação do trabalho para incorporar os trabalhadores informais, de aplicativos e por conta própria são necessidades imediatas.

Ao lado disso, é imperioso construir uma nova legislação que supere a reforma trabalhista e garanta o pleno exercício de representação e negociação dos sindicatos, bem como se estabeleça legalmente meios de financiamento dos sindicatos.

Todas estas tarefas estão entrelaçadas com a atual luta política em curso no país. Só um novo governo e mudanças significativas nos poderes legislativos federal e estaduais permitirão o avanço dessas propostas.

VERMELHO /// https://vermelho.org.br/2022/09/01/fortalecer-os-sindicatos-e-valorizar-o-trabalho/