NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Curitiba: Trabalhador encontra oferta a cada lado que olha

Curitiba: Trabalhador encontra oferta a cada lado que olha

A demanda do mercado de trabalho de Curitiba é tamanha que o anúncio das vagas pode ser visto em quase todos os lugares, inclusive nas faixas de cruzamentos dos semáforos do centro de Curitiba. Para conseguirem preparar o quadro de funcionários a fim de conseguir manter os estoques compatíveis com a demanda de consumo, uma empresa de Recursos Humanos recorreu a estratégia para tentar recrutar 150 trabalhadores para atuar na linha de montagem de refrigeradores da Electrolux. E a oferta salarial passava dos R$ 1000 quando acrescida dos benefícios, como vale mercado, plano de saúde. 
Essa realidade, segundo recrutadores, tem sido comum nesta época do ano. A explicação está em um conjunto de fatores que demonstra o bom momento da economia do estado. “Como estamos com um índice muito baixo de desemprego, o trabalhador está sem pressa e, por conta disso, em condições de escolher as vagas que ofereçam os melhores salários”, afirma o coordenador do Instituto Paranaense de  Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Gilmar Mendes Lourenço. 
Além disso, a qualificação e, em alguns casos, a baixa escolaridade são empecilhos para que as vagas sejam preenchidas. “As empresas acabam sendo obrigadas a contratar e depois a trabalhar com a reciclagem dos novos funcionários”, diz Lourenço.  Ele ressalta que as vagas que oferecem um salário mínimo não as que menos atraem o trabalhador, que percebendo este bom momento, começa a ficar de olho nas ofertas para poder trocar de emprego, quando houver uma melhor oferta. 

O fato de janeiro ser um mês no qual as pessoas têm mais ânsia para colocar os planos de Ano Novo na prática também contribui para este aquecimento mercado de trabalho. No Serviço Público de Emprego, a oferta de vagas cresceu cerca quase 30% chegando a 7 mil vagas por dia, conforme dados da Agência do Trabalhador. O número de atendimentos diários na Agência do Trabalhador de Curitiba passou de 500 para 1000. As vagas ofertadas têm salários que vão de R$ 736 a R$ 2.400, para os postos que exigem nível superior.

Nota — A Electrolux foi procurada pela reportagem para falar das vagas ofertadas. No entanto, não quis se pronunciar e informou que não autorizava a divulgação das mesmas. Mas, em conversa com a diretoria do Jornal do Estado, foi decido pela publicação uma vez que o anúncio das vagas foi feito em local público. Além do mais, ainda que o índice de desemprego de Curitiba esteja baixo, há trabalhadores a procura de uma vaga de emprego, a fim de darem a seus familiares condições dignas de vida.

Curitiba: Trabalhador encontra oferta a cada lado que olha

Curitiba: Trabalhador encontra oferta a cada lado que olha

A demanda do mercado de trabalho de Curitiba é tamanha que o anúncio das vagas pode ser visto em quase todos os lugares, inclusive nas faixas de cruzamentos dos semáforos do centro de Curitiba. Para conseguirem preparar o quadro de funcionários a fim de conseguir manter os estoques compatíveis com a demanda de consumo, uma empresa de Recursos Humanos recorreu a estratégia para tentar recrutar 150 trabalhadores para atuar na linha de montagem de refrigeradores da Electrolux. E a oferta salarial passava dos R$ 1000 quando acrescida dos benefícios, como vale mercado, plano de saúde. 
Essa realidade, segundo recrutadores, tem sido comum nesta época do ano. A explicação está em um conjunto de fatores que demonstra o bom momento da economia do estado. “Como estamos com um índice muito baixo de desemprego, o trabalhador está sem pressa e, por conta disso, em condições de escolher as vagas que ofereçam os melhores salários”, afirma o coordenador do Instituto Paranaense de  Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Gilmar Mendes Lourenço. 
Além disso, a qualificação e, em alguns casos, a baixa escolaridade são empecilhos para que as vagas sejam preenchidas. “As empresas acabam sendo obrigadas a contratar e depois a trabalhar com a reciclagem dos novos funcionários”, diz Lourenço.  Ele ressalta que as vagas que oferecem um salário mínimo não as que menos atraem o trabalhador, que percebendo este bom momento, começa a ficar de olho nas ofertas para poder trocar de emprego, quando houver uma melhor oferta. 

O fato de janeiro ser um mês no qual as pessoas têm mais ânsia para colocar os planos de Ano Novo na prática também contribui para este aquecimento mercado de trabalho. No Serviço Público de Emprego, a oferta de vagas cresceu cerca quase 30% chegando a 7 mil vagas por dia, conforme dados da Agência do Trabalhador. O número de atendimentos diários na Agência do Trabalhador de Curitiba passou de 500 para 1000. As vagas ofertadas têm salários que vão de R$ 736 a R$ 2.400, para os postos que exigem nível superior.

Nota — A Electrolux foi procurada pela reportagem para falar das vagas ofertadas. No entanto, não quis se pronunciar e informou que não autorizava a divulgação das mesmas. Mas, em conversa com a diretoria do Jornal do Estado, foi decido pela publicação uma vez que o anúncio das vagas foi feito em local público. Além do mais, ainda que o índice de desemprego de Curitiba esteja baixo, há trabalhadores a procura de uma vaga de emprego, a fim de darem a seus familiares condições dignas de vida.

Curitiba: Trabalhador encontra oferta a cada lado que olha

TRT não sabe sobre R$ 282,9 mi

A desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), disse ontem não saber quem é o servidor que, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentou R$ 282,9 milhões em 2002. Ela acusou o presidente da Seccional Rio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Wadih Damous, de fazer afirmações “levianas e açodadas” ao dizer “tratar-se de dinheiro público”, insinuar “haver no Tribunal ‘mais um lalau’, referindo-se ao ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, do TRT de São Paulo”, e ao cogitar “a possibilidade de haver correlação (da movimentação financeira) com o trágico incêndio ocorrido em 2002 na sede do TRT-RJ”.

Segundo a desembargadora, que chegou a ficar com voz embargada e se esforçou para não chorar durante encontro com jornalistas, “as suspeitas lançadas pelo presidente da OAB-RJ atingiram quase 6.000 honrados e dedicados servidores e magistrados, ativos e inativos”, do Tribunal. O Coaf divulgou ontem que um servidor do TRT-RJ movimentou R$ 282,9 milhões em 2002. Não se sabe a origem desse dinheiro. Antes de se tornar servidor da Justiça do Trabalho, ele teria sido um ex-doleiro e sócio de uma casa de câmbio. O homem chegou a ser preso durante uma operação realizada pela Polícia Federal.

Maria de Lourdes afirma que não cabe a ela, mas sim ao Ministério Público Federal, perguntar ao Coaf o nome do servidor Por isso, ela encaminhou hoje ofício ao Coaf em que pergunta se, quando identificou a movimentação atípica, o órgão informou ao TRT-RJ. Maria de Lourdes também enviou ofício ao Ministério Público Federal pedindo que, caso ainda não esteja investigando o caso, comece a fazer isso imediatamente. “Não tenho conhecimento de nenhum funcionário do TRT-RJ que tenha sido preso desde 2002, nem o Tribunal foi comunicado sobre qualquer movimentação atípica (de dinheiro por seus funcionários)”, afirmou Maria de Lourdes, que não pretende tomar qualquer medida judicial contra Damous.

O presidente da OAB-RJ afirmou que não fez acusações genéricas, mas cobrou o fim do sigilo de informações que podem envolver dinheiro público. “Pode ser que não haja nenhuma irregularidade na movimentação do dinheiro por esse funcionário, mas é preciso vir a público e esclarecer”, afirmou.

 
Curitiba: Trabalhador encontra oferta a cada lado que olha

TRT não sabe sobre R$ 282,9 mi

A desembargadora Maria de Lourdes Sallaberry, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), disse ontem não saber quem é o servidor que, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentou R$ 282,9 milhões em 2002. Ela acusou o presidente da Seccional Rio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Wadih Damous, de fazer afirmações “levianas e açodadas” ao dizer “tratar-se de dinheiro público”, insinuar “haver no Tribunal ‘mais um lalau’, referindo-se ao ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, do TRT de São Paulo”, e ao cogitar “a possibilidade de haver correlação (da movimentação financeira) com o trágico incêndio ocorrido em 2002 na sede do TRT-RJ”.

Segundo a desembargadora, que chegou a ficar com voz embargada e se esforçou para não chorar durante encontro com jornalistas, “as suspeitas lançadas pelo presidente da OAB-RJ atingiram quase 6.000 honrados e dedicados servidores e magistrados, ativos e inativos”, do Tribunal. O Coaf divulgou ontem que um servidor do TRT-RJ movimentou R$ 282,9 milhões em 2002. Não se sabe a origem desse dinheiro. Antes de se tornar servidor da Justiça do Trabalho, ele teria sido um ex-doleiro e sócio de uma casa de câmbio. O homem chegou a ser preso durante uma operação realizada pela Polícia Federal.

Maria de Lourdes afirma que não cabe a ela, mas sim ao Ministério Público Federal, perguntar ao Coaf o nome do servidor Por isso, ela encaminhou hoje ofício ao Coaf em que pergunta se, quando identificou a movimentação atípica, o órgão informou ao TRT-RJ. Maria de Lourdes também enviou ofício ao Ministério Público Federal pedindo que, caso ainda não esteja investigando o caso, comece a fazer isso imediatamente. “Não tenho conhecimento de nenhum funcionário do TRT-RJ que tenha sido preso desde 2002, nem o Tribunal foi comunicado sobre qualquer movimentação atípica (de dinheiro por seus funcionários)”, afirmou Maria de Lourdes, que não pretende tomar qualquer medida judicial contra Damous.

O presidente da OAB-RJ afirmou que não fez acusações genéricas, mas cobrou o fim do sigilo de informações que podem envolver dinheiro público. “Pode ser que não haja nenhuma irregularidade na movimentação do dinheiro por esse funcionário, mas é preciso vir a público e esclarecer”, afirmou.

 
Curitiba: Trabalhador encontra oferta a cada lado que olha

BC corta Selic em meio ponto, para 10,5%

POLÍTICA MONETÁRIA

Comitê de Política Monetária repetiu comunicado da reunião anterior, dando a entender que haverá pelo menos mais uma redução na taxa
O Banco Central anunciou on­­tem o quarto corte consecutivo dos juros e indicou que deve promover novas reduções nos próximos meses para estimular a continuidade da recuperação da economia brasileira.
A instituição confirmou as apostas do mercado financeiro e reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 11% para 10,5% ao ano, por unanimidade. Agora, a expectativa da maioria dos economistas é de pelo menos mais uma redução, para 10% ao ano, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 6 e 7 de março.
Afirmou novamente que “um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012”. Manteve também o entendimento de que o ambiente global continua “mais restritivo”, em uma referência aos efeitos da crise externa.Essa previsão foi reforçada não apenas pelo placar unânime, mas também pelo comunicado divulgado logo após a decisão. O BC utilizou as mesmas palavras com as quais justificou os dois últimos cortes, que também foram de 0,5 ponto.
O que divide agora os analistas é a possibilidade de um último corte dos juros em abril, que levaria a taxa básica para 9,5% ao ano. Embora a maioria aposte nessa hipótese, alguns economistas dizem que há cada vez mais indicações de que o BC pode abreviar o ciclo de queda da Selic iniciado em agosto do ano passado, quando a instituição surpreendeu o mercado financeiro e se antecipou à piora no cenário externo.
Cenário
Desde a última reunião do Co­­pom, no final de novembro, houve melhora no mercado financeiro internacional e recuperação modesta da atividade econômica no Brasil. Por outro lado, a inflação acumulada em 12 meses continuou em queda.
Também se espera o anúncio em breve de um corte de até R$ 70 bilhões no Orçamento federal, valor superior ao anunciado em 2011, para que o governo possa cumprir a meta de superávit das contas públicas neste ano. O aumento na economia feita pelo setor público é um dos fatores que entram na conta do BC na hora de decidir se reduz ou não a taxa básica.
Para o estrategista-chefe do Banco WestLB, Luciano Ros­tagno, avalia que ainda não há dados que justifiquem encurtar o ciclo de redução da taxa básica de juros. Por outro lado, o economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, avalia que o ciclo de queda dos juros se aproxima do fim.
 


Curitiba: Trabalhador encontra oferta a cada lado que olha

BC corta Selic em meio ponto, para 10,5%

POLÍTICA MONETÁRIA

Comitê de Política Monetária repetiu comunicado da reunião anterior, dando a entender que haverá pelo menos mais uma redução na taxa
O Banco Central anunciou on­­tem o quarto corte consecutivo dos juros e indicou que deve promover novas reduções nos próximos meses para estimular a continuidade da recuperação da economia brasileira.
A instituição confirmou as apostas do mercado financeiro e reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 11% para 10,5% ao ano, por unanimidade. Agora, a expectativa da maioria dos economistas é de pelo menos mais uma redução, para 10% ao ano, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 6 e 7 de março.
Afirmou novamente que “um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012”. Manteve também o entendimento de que o ambiente global continua “mais restritivo”, em uma referência aos efeitos da crise externa.Essa previsão foi reforçada não apenas pelo placar unânime, mas também pelo comunicado divulgado logo após a decisão. O BC utilizou as mesmas palavras com as quais justificou os dois últimos cortes, que também foram de 0,5 ponto.
O que divide agora os analistas é a possibilidade de um último corte dos juros em abril, que levaria a taxa básica para 9,5% ao ano. Embora a maioria aposte nessa hipótese, alguns economistas dizem que há cada vez mais indicações de que o BC pode abreviar o ciclo de queda da Selic iniciado em agosto do ano passado, quando a instituição surpreendeu o mercado financeiro e se antecipou à piora no cenário externo.
Cenário
Desde a última reunião do Co­­pom, no final de novembro, houve melhora no mercado financeiro internacional e recuperação modesta da atividade econômica no Brasil. Por outro lado, a inflação acumulada em 12 meses continuou em queda.
Também se espera o anúncio em breve de um corte de até R$ 70 bilhões no Orçamento federal, valor superior ao anunciado em 2011, para que o governo possa cumprir a meta de superávit das contas públicas neste ano. O aumento na economia feita pelo setor público é um dos fatores que entram na conta do BC na hora de decidir se reduz ou não a taxa básica.
Para o estrategista-chefe do Banco WestLB, Luciano Ros­tagno, avalia que ainda não há dados que justifiquem encurtar o ciclo de redução da taxa básica de juros. Por outro lado, o economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, avalia que o ciclo de queda dos juros se aproxima do fim.