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“Privataria Tucana”: o vídeo sobre a reportagem da década

“Privataria Tucana”: o vídeo sobre a reportagem da década

Em entrevista transmitida ao vivo pela internet na noite de sexta-feira (9), o jornalista Amaury Ribeiro Jr deu detalhes de algumas das operações financeiras fraudulentas que descreve em seu livro, “A Privataria tucana”. As respostas não popuparam os tucanos, a imprensa e até o PT. O autor foi entrevistado, por cerca de três horas, pelos jornalistas Renato Rovai, Rodrigo Viana, Luis Nassif, Luiz Carlos Azenha, Gilberto Maringoni, Conceição Lemes, Altamiro Borges e outros. Vale  ver até o fim.
 
A obra trata de desvios de recursos durante as privatizações de empresas públicas no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Sobre o episódio em que foi acusado de montar dossiês contra lideranças do PSDB durante a eleição de 2010, o jornalista reiterou a versão apresentada à época, de que houve “fogo amigo” dentro do próprio PT.

Para o autor, as privatizações do período tucano tiveram um único propósito: “Foi para algumas pessoas enriquecerem, acumular fortuna pessoal. Não teve nada a ver com progresso, bem do país, nada disso”. Segundo ele, José Serra, ex-governador de São Paulo e candidato derrotado à Presidência da República em 2002 e 2010, foi um dos principais beneficiários das “maracutaias” financeiras da venda de estatais.

O teor do livro reforça sua convicção. “Mais da metade do livro é documento, não é texto (opinativo). E são documentos disponíveis pra consulta aberta, não tem nada conseguido com sigilo, estão na Polícia Federal.”

O jornalista disparou diversas críticas à imprensa que, segundo suas investigações, mantém laços financeiros com grupos econômicos e políticos. “O (banqueiro) Daniel Dantas é sócio da Abril, manda na Veja”, acusou. Também avaliou o papel que setores da mídia desempenharam na campanha presidencial de 2010 – “A imprensa foi canalha com a Dilma.”

Para Ribeiro Júnior, o despreparo de grande parte dos jornalistas do país contribui para que esquemas de lavagem de dinheiro passem praticamente despercebidos do grande público. “Não é fácil seguir o caminho do dinheiro. As leis dos países facilitam a existência de paraísos fiscais e de empresas offshore. O público só se interessa quando aparece dinheiro em cofre, dentro de meias ou de cuecas. Mas isso é insignificante perto do que essa gente do poder faz.”

O jornalista disse esperar que seu livro contribua para que sejam criados mecanismoss para regular o mercado financeiro mundial “Tem acabar com parcerias de empresas brasileiras com entidades off-shore, operações casadas em bolsa de valores, poder abrir empresas em paraísos fiscais e operar em outros países. Enquanto isso não acontecer, o crime organizado vai sempre nos vencer.”

Fogo amigo

Ribeiro Júnior reiterou a versão apresentada durante a campanha eleitoral de 2010 de que foi vítima de uma disputa interna no PT quando foi acusado de ter forjado dossiês contra lideranças do PSDB. À época, circularam declarações de imposto de renda de tucanos que teriam envolvido quebra de sigilo junto à Receita Federal. 

O jornalista atribuiu ao deputado estadual Rui Falcão (PT), atualmente presidente do PT, que disputava espaço dentro da campanha com Fernando Pimentel, hoje ministro do governo Dilma, a origem da acusação. Em abril deste ano, Rui Falcão chegou a ingressar na Justiça com queixa-crime contra Amaury Ribeiro Júnior.

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“Privataria Tucana”: o vídeo sobre a reportagem da década

Salário médio da indústria criativa do Rio é o mais alto de todo o país

Criatividade é o forte do Rio. A constatação vem de pesquisa realizada pela Firjan, que mostra que os profissionais fluminenses da indústria criativa são os mais bem remunerados do Brasil. Enquanto a renda média mensal paga no país pelas empresas do setor em 2010 foi de R$ 2.296, no Estado do Rio, esse valor médio chegou a R$ 3.014.
 
O termo indústria criativa foi criado em 1998 no Reino Unido, para designar os setores que têm sua origem em criatividade aliada a perícia e talento individuais, com potencial para gerar lucro e empregos. No estudo da Firjan, feito com base em dados de 2010, televisão e rádio, software e computação, mercado editorial, publicidade, arquitetura, artes visuais, filme e vídeo, música, artes cênicas e design foram as áreas avaliadas. Juntas, representam hoje 2,5% do PIB nacional, o que equivale a uma movimentação de R$ 93 bilhões na economia — em 2006, respondiam por 2,4% do PIB.
 
E, embora no Rio os salários sejam mais altos, a indústria criativa como um todo está fortalecida no país: em 2010, a renda média mensal do núcleo foi de R$ 2.296, contra R$ 1.588 dos empregados formais do resto da economia, ou seja, quem trabalha na área ganha 45% acima dos demais.
 
— Isso se explica pelo alto valor agregado da atividade, que cria produtos que são muito valiosos. Além disso, os profissionais que atuam na indústria criativa têm alto grau de instrução, seja universitário ou técnico — afirma o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme Mercês.
 
TV paga mais. Só design fica abaixo da média
 
No Estado do Rio, o rendimento do núcleo criativo é superior à média brasileira em todos os segmentos analisados, com exceção do design. E há três atividades em que o profissional fluminense é o mais bem pago do país: TV e rádio (R$ 4.971), música (R$ 3.263) e arquitetura (R$ 2.467).
 
— Esse resultado é reflexo direto ainda da vocação natural do Rio para a cultura. Por termos sido a capital do país por tanto tempo, termos uma geografia privilegiada, inspiradora e que favorece a integração. O Rio foi, e é cada dia mais, local de atração dos criativos do país — acredita Marcos André Carvalho, coordenador de Economia Criativa da Secretaria de Estado de Cultura do Rio.
 
A arquiteta Dália Tamler, que, segundo a pesquisa, exerce a terceira atividade do núcleo criativo com maior remuneração, concorda que o cenário está mais favorável do que há cerca de dez anos:
 
— Quando entrei na faculdade, no fim dos anos 90, só se falava de arquitetos que trabalhavam em outras áreas, porque não havia trabalho. Hoje não falta emprego no setor.
 
Sócio da Benfeitoria, um dos 21 empreendimentos que integram as Incubadoras Rio Criativo, programa da secretaria de cultura, Murilo Farah lançou, com a mulher, Tatiana Leite, uma plataforma de realização coletiva de projetos (crowdfunding). O objetivo é incentivar projetos que tenham um impacto positivo em toda a cadeia criativa.
 
— A economia criativa não é só feita de produtos. É importante que os modelos de negócios também sejam criativos — destaca o empreendedor.
 
O núcleo criativo emprega 771 mil pessoas em todo o Brasil: São Paulo está em primeiro lugar (315 mil), Rio em segundo (88 mil) e Minas Gerais em terceiro (63 mil). Mas esses números ganham amplitude quando é considerada toda a cadeia da indústria criativa, o que inclui as atividades relacionadas e de apoio ao núcleo criativo na indústria, comércio e serviços: são 10,5 milhões de profissionais no total.
 
— A indústria criativa tem de fato um poder multiplicador muito elevado. A arquitetura, por exemplo, gera demanda para a construção civil, que por sua vez gera demanda para indústrias de insumos, e assim por diante. Ela movimenta toda uma cadeia que envolve diversos setores. Daí seu grande potencial — ressalta o gerente de estudos econômicos da Firjan.
 
Apesar de a média de remuneração mensal do Estado do Rio ser superior à brasileira no cômputo geral dos segmentos analisados, São Paulo tem a melhor média em quatro deles: filme e vídeo (R$ 1.289), publicidade (R$ 2.474), software e computação (R$ 3.198) e mercado editorial (R$ 2.753).
 
Claudio Nasajon, presidente da Nasajon Sistemas, empresa que desenvolve softwares, e presidente do Conselho da Pequena e Média Empresa da Associação Comercial do Rio, concorda que, no mercado de tecnologia da informação, a economia fluminense ainda não compete com São Paulo — mas ele vê aí um cenário de rápida transformação.
 
— Temos condições de desenvolver ecossistema para tornar o Rio o melhor local para as empresas de TI começarem — acredita Nasajon, que não considera significativa a diferença de média salarial entre e Rio (R$ 3.060) e São Paulo (R$ 3.198). — Essa diferença é flutuante. Até porque o Rio está muito competitivo.
 
Mas para Nasajon a valorização dos profissionais, que se reflete em salário, pode desmotivar o empreendedorismo:
 
— O aumento dos rendimentos salários se reverte em ganhos para a economia. Mas, com boas oportunidades de emprego nas empresas, a vontade de abrir um negócio próprio pode diminuir. A saída para isso é sobrevalorizar a atividade empreendedora.
 
Para incentivar o “empreendedorismo criativo”, a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro lançou, em agosto de 2010, o Programa Rio Criativo, que conta com uma incubadora que abriga 21 empreendimentos da economia criativa. Concluído o processo seletivo, o programa começou a funcionar em julho deste ano.
 
— O objetivo é também promover um estudo amplo sobre a economia criativa do estado, a fim de nortear as políticas públicas para os setores embasados pela criatividade — destaca Marcos André Carvalho, coordenador de Economia Criativa da Secretaria Cultura.
 
‘A matéria-prima dessa nova economia é limpa’
 
Para Carvalho, é grande a chance de desenvolvimento que o setor abre ao estado:
 
— A economia criativa é uma nova possibilidade para pensarmos numa política de desenvolvimento econômico e social que vá além da indústria do petróleo, que é finita e poluente. A criatividade, matéria-prima dessa nova economia, é limpa, abundante e está no nosso DNA.
 
“Privataria Tucana”: o vídeo sobre a reportagem da década

Salário médio da indústria criativa do Rio é o mais alto de todo o país

Criatividade é o forte do Rio. A constatação vem de pesquisa realizada pela Firjan, que mostra que os profissionais fluminenses da indústria criativa são os mais bem remunerados do Brasil. Enquanto a renda média mensal paga no país pelas empresas do setor em 2010 foi de R$ 2.296, no Estado do Rio, esse valor médio chegou a R$ 3.014.
 
O termo indústria criativa foi criado em 1998 no Reino Unido, para designar os setores que têm sua origem em criatividade aliada a perícia e talento individuais, com potencial para gerar lucro e empregos. No estudo da Firjan, feito com base em dados de 2010, televisão e rádio, software e computação, mercado editorial, publicidade, arquitetura, artes visuais, filme e vídeo, música, artes cênicas e design foram as áreas avaliadas. Juntas, representam hoje 2,5% do PIB nacional, o que equivale a uma movimentação de R$ 93 bilhões na economia — em 2006, respondiam por 2,4% do PIB.
 
E, embora no Rio os salários sejam mais altos, a indústria criativa como um todo está fortalecida no país: em 2010, a renda média mensal do núcleo foi de R$ 2.296, contra R$ 1.588 dos empregados formais do resto da economia, ou seja, quem trabalha na área ganha 45% acima dos demais.
 
— Isso se explica pelo alto valor agregado da atividade, que cria produtos que são muito valiosos. Além disso, os profissionais que atuam na indústria criativa têm alto grau de instrução, seja universitário ou técnico — afirma o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme Mercês.
 
TV paga mais. Só design fica abaixo da média
 
No Estado do Rio, o rendimento do núcleo criativo é superior à média brasileira em todos os segmentos analisados, com exceção do design. E há três atividades em que o profissional fluminense é o mais bem pago do país: TV e rádio (R$ 4.971), música (R$ 3.263) e arquitetura (R$ 2.467).
 
— Esse resultado é reflexo direto ainda da vocação natural do Rio para a cultura. Por termos sido a capital do país por tanto tempo, termos uma geografia privilegiada, inspiradora e que favorece a integração. O Rio foi, e é cada dia mais, local de atração dos criativos do país — acredita Marcos André Carvalho, coordenador de Economia Criativa da Secretaria de Estado de Cultura do Rio.
 
A arquiteta Dália Tamler, que, segundo a pesquisa, exerce a terceira atividade do núcleo criativo com maior remuneração, concorda que o cenário está mais favorável do que há cerca de dez anos:
 
— Quando entrei na faculdade, no fim dos anos 90, só se falava de arquitetos que trabalhavam em outras áreas, porque não havia trabalho. Hoje não falta emprego no setor.
 
Sócio da Benfeitoria, um dos 21 empreendimentos que integram as Incubadoras Rio Criativo, programa da secretaria de cultura, Murilo Farah lançou, com a mulher, Tatiana Leite, uma plataforma de realização coletiva de projetos (crowdfunding). O objetivo é incentivar projetos que tenham um impacto positivo em toda a cadeia criativa.
 
— A economia criativa não é só feita de produtos. É importante que os modelos de negócios também sejam criativos — destaca o empreendedor.
 
O núcleo criativo emprega 771 mil pessoas em todo o Brasil: São Paulo está em primeiro lugar (315 mil), Rio em segundo (88 mil) e Minas Gerais em terceiro (63 mil). Mas esses números ganham amplitude quando é considerada toda a cadeia da indústria criativa, o que inclui as atividades relacionadas e de apoio ao núcleo criativo na indústria, comércio e serviços: são 10,5 milhões de profissionais no total.
 
— A indústria criativa tem de fato um poder multiplicador muito elevado. A arquitetura, por exemplo, gera demanda para a construção civil, que por sua vez gera demanda para indústrias de insumos, e assim por diante. Ela movimenta toda uma cadeia que envolve diversos setores. Daí seu grande potencial — ressalta o gerente de estudos econômicos da Firjan.
 
Apesar de a média de remuneração mensal do Estado do Rio ser superior à brasileira no cômputo geral dos segmentos analisados, São Paulo tem a melhor média em quatro deles: filme e vídeo (R$ 1.289), publicidade (R$ 2.474), software e computação (R$ 3.198) e mercado editorial (R$ 2.753).
 
Claudio Nasajon, presidente da Nasajon Sistemas, empresa que desenvolve softwares, e presidente do Conselho da Pequena e Média Empresa da Associação Comercial do Rio, concorda que, no mercado de tecnologia da informação, a economia fluminense ainda não compete com São Paulo — mas ele vê aí um cenário de rápida transformação.
 
— Temos condições de desenvolver ecossistema para tornar o Rio o melhor local para as empresas de TI começarem — acredita Nasajon, que não considera significativa a diferença de média salarial entre e Rio (R$ 3.060) e São Paulo (R$ 3.198). — Essa diferença é flutuante. Até porque o Rio está muito competitivo.
 
Mas para Nasajon a valorização dos profissionais, que se reflete em salário, pode desmotivar o empreendedorismo:
 
— O aumento dos rendimentos salários se reverte em ganhos para a economia. Mas, com boas oportunidades de emprego nas empresas, a vontade de abrir um negócio próprio pode diminuir. A saída para isso é sobrevalorizar a atividade empreendedora.
 
Para incentivar o “empreendedorismo criativo”, a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro lançou, em agosto de 2010, o Programa Rio Criativo, que conta com uma incubadora que abriga 21 empreendimentos da economia criativa. Concluído o processo seletivo, o programa começou a funcionar em julho deste ano.
 
— O objetivo é também promover um estudo amplo sobre a economia criativa do estado, a fim de nortear as políticas públicas para os setores embasados pela criatividade — destaca Marcos André Carvalho, coordenador de Economia Criativa da Secretaria Cultura.
 
‘A matéria-prima dessa nova economia é limpa’
 
Para Carvalho, é grande a chance de desenvolvimento que o setor abre ao estado:
 
— A economia criativa é uma nova possibilidade para pensarmos numa política de desenvolvimento econômico e social que vá além da indústria do petróleo, que é finita e poluente. A criatividade, matéria-prima dessa nova economia, é limpa, abundante e está no nosso DNA.
 
“Privataria Tucana”: o vídeo sobre a reportagem da década

Programa Café com a Presidenta

“Nossa grande meta é implantar no Brasil uma política ampla, moderna, corajosa e criativa de enfrentamento das drogas”
 
No programa de hoje, a presidenta fala sobre o investimento de R$ 4 bilhões que o governo fará até 2014 em ações integradas de prevenção e cuidado aos usuários de crack e outras drogas e também de repressão ao tráfico.
 
Transcrição
 
Apresentador: Olá, bom dia! Eu sou o Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma Rousseff. Tudo bem, presidenta? 
 
Presidenta: Tudo ótimo, Luciano! E um bom-dia aos nossos ouvintes! 
 
Apresentador: Presidenta, a senhora lançou, na semana passada, um plano para enfrentar o crack e outras drogas. Conta para a gente como é esse plano! 
 
Presidenta: Nós vamos investir R$ 4 bilhões até 2014 para enfrentar o crack e outras drogas, que destroem a vida de tantos jovens e de suas famílias. Vamos criar, Luciano, uma rede integrada de serviços e de ações para atuar em três frentes: vamos garantir cuidado e tratamento para os dependentes químicos, que precisam de acolhimento e apoio para vencer a dependência; vamos reprimir duramente o tráfico de drogas e o crime organizado em todo o país; e vamos fazer um eficiente trabalho de prevenção e educação para evitar o consumo e o contato de nossas crianças e jovens com as drogas. 
 
Apresentador: E como o governo vai melhorar o atendimento aos dependentes? 
 
Presidenta: Olha, Luciano, nós vamos criar, em todo o país, unidades de acolhimento do Sistema Único de Saúde, do SUS, onde os pacientes poderão ser internados por períodos mais prolongados, quando for o caso. Isso porque algumas pessoas precisam ficar um tempo longe do ambiente que as atraem para a droga, para poder reconstruir seu projeto de vida e até as suas relações pessoais com a sua família, por exemplo. Hoje, nós temos 26 unidades públicas de acolhimento, que oferecem cuidado médico, social e psicológico permanente aos dependentes químicos. Até 2014, vamos saltar para pelo menos 574 unidades, em parceria com instituições que já têm tradição no cuidado de dependentes. 
 
Apresentador: Como vai ser essa parceria, presidenta? 
 
Presidenta: Olha, Luciano, essas parcerias, com as comunidades terapêuticas, com instituições privadas, que já há muito tempo vem cuidando de drogas e do crack, serão feitas por meio dos estados e dos municípios. Para receber recursos do governo, essas instituições terão que seguir as novas normas da Anvisa, relativas à higiene do ambiente, ao atendimento e, principalmente, ao respeito aos direitos humanos e à manutenção do contato dos pacientes com a família. 
 
Apresentador: E para os usuários de drogas que trabalham ou estudam, vivem com a família, mas estão lutando contra a dependência? 
 
Presidenta: Para essas pessoas, nós temos o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, conhecidos como CAPS AD. O governo federal vai ampliar para 24 horas o atendimento em todos os 134 CAPS já existentes. Sabe por que, Luciano? Porque um paciente que está tentando se livrar das drogas pode ter uma crise de abstinência no meio da noite ou no final de semana. E, assim, os CAPS AD precisam estar prontos para atendê-los a qualquer hora. 
 
Apresentador: Mas há casos em que o atendimento precisa ser feito em hospitais, não é, presidenta? 
 
Presidenta: É sim, Luciano. Às vezes, é o atendimento nas emergências dos hospitais que salva a vida de um usuário de drogas. Vamos criar 2.462 novos leitos em enfermarias especializadas no atendimento aos dependentes de álcool, crack e outras drogas. Mais 1.142 leitos serão reformados e reequipados. 
 
Apresentador: Presidenta, no começo do programa, a senhora disse que o governo vai agir contra o comércio de drogas. Como isso será feito? 
 
Presidenta: Ah, Luciano, nós vamos atuar com determinação, diretamente nas áreas de consumo de crack em todo o país. Vamos monitorar com câmeras e promover ações de inteligência para identificar e prender os traficantes nestas áreas. 
 
Apresentador: Também haverá ações contra o tráfico nas fronteiras, presidenta? 
 
Presidenta: Sem dúvida, Luciano. A vigilância nas fronteiras é muito importante, vamos combater cada vez com mais rigor as organizações criminosas para evitar que as drogas entrem no país. Já estamos fazendo isso com as operações da Polícia Federal e das Forças Armadas no nosso Plano Estratégico de Fronteiras. De junho, quando lançamos o plano, a novembro deste ano, nós evitamos que 112 toneladas de drogas entrassem no Brasil. 
 
Apresentador: A família também tem um papel importante na prevenção e no tratamento dos dependentes químicos, não é, presidenta? 
 
Presidenta: Ah, Luciano, tem sim. O sofrimento das famílias dos dependentes é, sem dúvida, enorme. Tenho ouvido relatos de mães que chegam até a acorrentar os filhos no quarto para evitar que eles usem drogas. Também sou mãe, e esses relatos, Luciano, me comovem imensamente. Como presidenta, farei tudo para que as mães que chegam a atitudes desesperadas como essa, encontre, no poder público o apoio e o tratamento adequado para seus filhos. Agora, além de oferecer serviços médicos, precisamos evitar que as crianças e os jovens se envolvam com as drogas. Nossa grande meta é implantar no Brasil uma política ampla, moderna, corajosa e criativa de enfrentamento das drogas, e é isso que estamos fazendo. 
 
Apresentador: Presidenta, obrigado por mais esse Café. 
 
Presidenta: Eu é que agradeço, Luciano. Um bom-dia e uma ótima semana para todos os nossos ouvintes que nos acompanharam, Luciano, até agora! 
 
Apresentador: Você que nos ouve pode acessar este programa na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. Voltamos segunda-feira, até lá!
“Privataria Tucana”: o vídeo sobre a reportagem da década

Programa Café com a Presidenta

“Nossa grande meta é implantar no Brasil uma política ampla, moderna, corajosa e criativa de enfrentamento das drogas”
 
No programa de hoje, a presidenta fala sobre o investimento de R$ 4 bilhões que o governo fará até 2014 em ações integradas de prevenção e cuidado aos usuários de crack e outras drogas e também de repressão ao tráfico.
 
Transcrição
 
Apresentador: Olá, bom dia! Eu sou o Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma Rousseff. Tudo bem, presidenta? 
 
Presidenta: Tudo ótimo, Luciano! E um bom-dia aos nossos ouvintes! 
 
Apresentador: Presidenta, a senhora lançou, na semana passada, um plano para enfrentar o crack e outras drogas. Conta para a gente como é esse plano! 
 
Presidenta: Nós vamos investir R$ 4 bilhões até 2014 para enfrentar o crack e outras drogas, que destroem a vida de tantos jovens e de suas famílias. Vamos criar, Luciano, uma rede integrada de serviços e de ações para atuar em três frentes: vamos garantir cuidado e tratamento para os dependentes químicos, que precisam de acolhimento e apoio para vencer a dependência; vamos reprimir duramente o tráfico de drogas e o crime organizado em todo o país; e vamos fazer um eficiente trabalho de prevenção e educação para evitar o consumo e o contato de nossas crianças e jovens com as drogas. 
 
Apresentador: E como o governo vai melhorar o atendimento aos dependentes? 
 
Presidenta: Olha, Luciano, nós vamos criar, em todo o país, unidades de acolhimento do Sistema Único de Saúde, do SUS, onde os pacientes poderão ser internados por períodos mais prolongados, quando for o caso. Isso porque algumas pessoas precisam ficar um tempo longe do ambiente que as atraem para a droga, para poder reconstruir seu projeto de vida e até as suas relações pessoais com a sua família, por exemplo. Hoje, nós temos 26 unidades públicas de acolhimento, que oferecem cuidado médico, social e psicológico permanente aos dependentes químicos. Até 2014, vamos saltar para pelo menos 574 unidades, em parceria com instituições que já têm tradição no cuidado de dependentes. 
 
Apresentador: Como vai ser essa parceria, presidenta? 
 
Presidenta: Olha, Luciano, essas parcerias, com as comunidades terapêuticas, com instituições privadas, que já há muito tempo vem cuidando de drogas e do crack, serão feitas por meio dos estados e dos municípios. Para receber recursos do governo, essas instituições terão que seguir as novas normas da Anvisa, relativas à higiene do ambiente, ao atendimento e, principalmente, ao respeito aos direitos humanos e à manutenção do contato dos pacientes com a família. 
 
Apresentador: E para os usuários de drogas que trabalham ou estudam, vivem com a família, mas estão lutando contra a dependência? 
 
Presidenta: Para essas pessoas, nós temos o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, conhecidos como CAPS AD. O governo federal vai ampliar para 24 horas o atendimento em todos os 134 CAPS já existentes. Sabe por que, Luciano? Porque um paciente que está tentando se livrar das drogas pode ter uma crise de abstinência no meio da noite ou no final de semana. E, assim, os CAPS AD precisam estar prontos para atendê-los a qualquer hora. 
 
Apresentador: Mas há casos em que o atendimento precisa ser feito em hospitais, não é, presidenta? 
 
Presidenta: É sim, Luciano. Às vezes, é o atendimento nas emergências dos hospitais que salva a vida de um usuário de drogas. Vamos criar 2.462 novos leitos em enfermarias especializadas no atendimento aos dependentes de álcool, crack e outras drogas. Mais 1.142 leitos serão reformados e reequipados. 
 
Apresentador: Presidenta, no começo do programa, a senhora disse que o governo vai agir contra o comércio de drogas. Como isso será feito? 
 
Presidenta: Ah, Luciano, nós vamos atuar com determinação, diretamente nas áreas de consumo de crack em todo o país. Vamos monitorar com câmeras e promover ações de inteligência para identificar e prender os traficantes nestas áreas. 
 
Apresentador: Também haverá ações contra o tráfico nas fronteiras, presidenta? 
 
Presidenta: Sem dúvida, Luciano. A vigilância nas fronteiras é muito importante, vamos combater cada vez com mais rigor as organizações criminosas para evitar que as drogas entrem no país. Já estamos fazendo isso com as operações da Polícia Federal e das Forças Armadas no nosso Plano Estratégico de Fronteiras. De junho, quando lançamos o plano, a novembro deste ano, nós evitamos que 112 toneladas de drogas entrassem no Brasil. 
 
Apresentador: A família também tem um papel importante na prevenção e no tratamento dos dependentes químicos, não é, presidenta? 
 
Presidenta: Ah, Luciano, tem sim. O sofrimento das famílias dos dependentes é, sem dúvida, enorme. Tenho ouvido relatos de mães que chegam até a acorrentar os filhos no quarto para evitar que eles usem drogas. Também sou mãe, e esses relatos, Luciano, me comovem imensamente. Como presidenta, farei tudo para que as mães que chegam a atitudes desesperadas como essa, encontre, no poder público o apoio e o tratamento adequado para seus filhos. Agora, além de oferecer serviços médicos, precisamos evitar que as crianças e os jovens se envolvam com as drogas. Nossa grande meta é implantar no Brasil uma política ampla, moderna, corajosa e criativa de enfrentamento das drogas, e é isso que estamos fazendo. 
 
Apresentador: Presidenta, obrigado por mais esse Café. 
 
Presidenta: Eu é que agradeço, Luciano. Um bom-dia e uma ótima semana para todos os nossos ouvintes que nos acompanharam, Luciano, até agora! 
 
Apresentador: Você que nos ouve pode acessar este programa na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. Voltamos segunda-feira, até lá!