por master | 03/10/11 | Ultimas Notícias
Informatização, número adequado de funcionários, salários atraentes, gestão sem ingerência política e cobrança externa explicam o sucesso dos serviços públicos que funcionam
Atender 1,3 milhão de pessoas em pouco menos de um ano não é fácil. Sabendo que esse papel cabe ao serviço público, dá para imaginar as filas, a longa espera e as constantes reclamações. Mas, pelo menos até agora, a história do recadastramento dos eleitores de Curitiba, feito pela Justiça Eleitoral, tem sido bem diferente. Quase não há filas para quem agendou o serviço pela internet, as pessoas saem em menos de dez minutos do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e é comum ouvir elogios ao processo.
A professora de inglês Cláudia Marcato, por exemplo, nem fez o agendamento por internet recomendado pela Justiça Eleitoral. Mesmo assim, saiu em poucos minutos, já com o recadastramento completo. “Foi rápido e tranquilo”, diz. Para conseguir os elogios, o TRE investiu principalmente na contratação de mais gente: são 230 guichês atendendo durante todo o dia. Capacidade para 12 mil atendimentos por dia.
“Em primeiro lugar, foi possível fazer isso porque a Justiça Eleitoral tem orçamento. Depois, é preciso pagar bem, até para poder cobrar mais”, diz o presidente do TRE, desembargador Irajá Prestes Mattar. O salário, na verdade, nem é tão alto: são R$ 800 para meio expediente. Mas funciona.
Outros casos, como a eleição 100% eletrônica, já haviam colocado a Justiça Eleitoral como uma das ilhas de excelência do serviço público brasileiro. A lista de instituições públicas eficientes costuma incluir estatais como a Petrobras; universidades como Unicamp, USP e as instituições federais; e alguns serviços da Polícia Federal e da Receita, entre outros.
Segundo os analistas, há várias fatores que criam um serviço eficiente. Um deles é a existência de sócios privados que cobrem resultados econômicos. É o caso da Petrobras, por exemplo. Outra razão para o bom funcionamento pode ser a ausência de interferência política. Neste caso, se encaixam as universidades públicas, geralmente administradas pelos próprios professores.
Classe média
Mas também há outras razões. “Os serviços que atendem a classe média, que é menos tolerante com a ineficiência, costumam ser melhores”, afirma o doutor em administração Marcus Vinícius David, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora. “Se a escola pública e o SUS conseguissem atrair a classe média, por exemplo, certamente haveria mais cobrança e o serviço melhoraria”, opina ele.
No entanto, o próprio professor aponta um paradoxo. Há serviços que são bons justamente porque atendem pouca gente. “Quando o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] mostrou que as escolas federais se saíram bem, falaram em federalizar o ensino médio. Mas não haveria como universalizar esse padrão das federais, que custa R$ 600 por aluno”, diz David.
Mesmo para os serviços que não estão no topo do ranking de eficiência, os especialistas dizem que há boas notícias. “Com novos órgãos fiscalizadores, a corrupção tem ficado mais difícil”, diz o professor Denis Alcides Rezende, do doutorado em Gestão Urbana da PUCPR. Segundo ele, porém, o contexto é mais amplo. “O governo eletrônico [na internet], as legislações de transparência, contratos de gestão, orçamento participativo e Lei de Responsabilidade Fiscal também são importantes”, diz.
Um dos pontos que ainda precisam melhorar, no entanto, é a participação da população. “Ainda estamos na fase de ignorar os problemas.
por master | 03/10/11 | Ultimas Notícias
Para instituto suíço, atendimento da população prestado pelo governo brasileiro é o 5.º pior num ranking de 59 países. Principais causas são a má gestão, indicações políticas e salários baixos no funcionalismo
Especializado em administração, o instituto suíço IMD colocou em números um fato que os brasileiros conhecem por experiência própria. Ao analisar governos de 59 países (entre ricos e emergentes), chegou à conclusão de que os serviços públicos do Brasil estão mal. Classificou a eficiência da gestão pública nacional em 55.º lugar. Ou seja: o país fica em quinto lugar no ranking dos piores serviços governamentais analisados, à frente apenas de Grécia (56.º), Argentina (57.º), Ucrânia (58.º) e Venezuela (59.º). O melhor governo para sua população é de Hong Kong, seguido de Cingapura e Suíça.
Especialistas dizem que o resultado reflete décadas de uma cultura de governo pouco produtiva. Os problemas são vários. Três deles são os mais citados: os gestores públicos nacionais estariam acostumados a tratar o dinheiro público como se fosse um recurso sem fim, sem se preocupar em economizar; a indicação política dos cargos impede que a burocracia se profissionalize; e os salários oferecidos nem sempre atraem os profissionais mais competentes.
Para Antoninho Caron, professor mestrado de Organizações e Desenvolvimento do Centro Universitário FAE, o primeiro desafio para melhorar é mudar a mentalidade que se instalou desde os anos 80. “Nos governos dos ex-presidentes José Sarney [1985-1989] e Fernando Collor [1989-1992], houve uma verdadeira operação de desmonte no funcionalismo. Estatais que eram consideradas exemplares passaram a apresentar problemas”, diz ele.
Na visão de Caron, o que ocorreu foi que os governos começaram a usar as estatais e outras instituições públicas como moeda de troca de campanha eleitoral. E a burocracia foi tomada por políticos, que desbancaram os técnicos e passaram a interferir negativamente na operação. “Funcionários muito preparados deram lugar a comissionados de indicação política”, afirma Caron.
Em parte pela ocupação política, a visão de como o dinheiro público deve ser gasto também é contestada. “Os conceitos usados pelos gestores no Brasil são ultrapassados”, diz o professor Denis Alcides Rezende, do doutorado em Gestão Urbana da PUCPR. Segundo ele, muitas vezes a burocracia conta apenas números, mas não a eficácia do atendimento à população. “Não adianta, por exemplo, num posto de saúde, atender um número enorme de pessoas mas não resolver o problema de quase ninguém.”
Rezende afirma que em outros países, como Espanha e Finlândia, a avaliação dos serviços públicos é feita com base na resolução de problemas. “Na verdade, tudo que funciona na iniciativa privada pode, de algum jeito, ser adaptado para o serviço público”, opina ele.
Os postos de saúde são usados pelo professor Marcus Vinícius David, da Universidade Federal de Juiz de Fora, para ilustrar o problema dos salários incompatíveis com um bom serviço. “Médicos ganham muito mais na iniciativa privada do que no serviço público, como regra. Se você paga mal, o sujeito só finge que trabalha.”
Boa notícia
A boa notícia, segundo quem estuda o assunto, é que a situação está melhorando. Além de algumas ilhas de excelência, que sempre existiram, conceitos mais modernos de gestão estariam chegando a instituições públicas do país. Em alguns casos, a eficiência de serviços tem sido amplamente elogiada, como no caso do recadastramento biométrico de eleitores na Justiça Eleitoral de Curitiba.
INSS é exemplo de problemas
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é um dos campeões de reclamações de usuários de serviços públicos. Também é o líder nacional de processos judiciais, respondendo por cerca de um quinto de todas as ações que correm na Justiça brasileira. No fundo, o instituto reúne as principais características apontadas pelos especialistas como problemáticas: indicações políticas, funcionários com salários abaixo do mercado e problemas de gestão. Uma mostra do serviço é o caso de Odete Nazarett (à esquerda na foto acima), de Cerro Azul, que já viajou duas vezes a Curitiba para tentar sua aposentadoria rural. Na última vez, passou duas horas na fila antes de ser atendida. Acostumada às filas, nem achou a demora exagerada. Agora, espera para ver se o benefício sairá.
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por master | 03/10/11 | Ultimas Notícias
Sem proposta dos patrões, a greve nacional dos bancários completa, neste sábado (1º), 5 dias de paralisação. O número de agências fechadas conforme dados colhidos na sexta-feira (30), pela Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), chegou perto de oito mil (a categoria parou 7.865 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 25 estados e no Distrito Federal), configurando o movimento como uma das maiores greves da história da categoria.
Com as negociações paralisadas desde última sexta-feira (23), os bancários reivindicam não apenas reajuste salarial com ganho real de 5% e melhor distribuição na Participação dos Lucros e Resultados (PLR), mas também melhores condições de trabalho e, acima de tudo, uma política eficaz para frear as metas abusivas impostas aos trabalhadores dentro das agências. Outras duas importantes reivindicações dizem respeito à segurança dentro e fora das agências e à saúde dos bancários.
Na última negociação, ocorrida antes do início da greve, a Fenaban ofereceu 8% de reajuste (0,56% de ganho real). A oferta foi rechaçada ainda na mesa de negociação e rejeitada nas assembléias dos trabalhadores na segunda-feira (26).
No primeiro dia de greve, pouco mais de 4 mil agências amanheceram fechadas, mas com a mobilização e piquetes o número de estabelecimentos parados dobrou. Os clientes tiveram que buscar canais alternativos para efetuar pagamentos e outros serviços da rede bancária.
A presidente do Sindicato dos Bancários do Acre, Elmira Farias, faz uma avaliação positiva da greve, apesar de reconhecer as dificuldades para construir o movimento em algumas agências, principalmente naquelas onde o número de bancários comissionados ultrapassa 50% (caso do Banco do Brasil), isso sem falar na pressão de alguns bancos privados, como é o caso do Bradesco, onde uma participação em uma greve poderá custar o emprego do bancário, avalia a sindicalista.
Lucros bilionários
Apesar do aumento dos lucros, os bancos não querem elevar a distribuição da PLR aos bancários, desrespeitando quem produz esses ganhos bilionários, denuncia o presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.
De acordo com Cordeiro, os bancos aumentaram expressivamente seu lucro anual. A maior alta foi no Bradesco. O conselho de administração, que havia faturado R$ 18,5 milhões em 2009, recebeu R$ 32 milhões no ano passado – um acréscimo de 72,9%.
O presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, recebeu do banco em 2010, em salários e bônus, a impressionante quantia de R$ 10,4 milhões, conforme informação da Folha de S.Paulo. Já o bancário do Bradesco que recebe o piso da categoria acumulou cerca R$ 26,4 mil no período, incluídos a PLR, vale refeição e cesta-alimentação. O maior executivo do banco recebeu, assim, 394 vezes mais que os funcionários com os menores salários do banco.
Comparação
O piso dos bancários brasileiros é mais baixo que o praticado pelos bancos da Argentina e Uruguai, segundo pesquisa feita pela Subseção do Dieese da Contraf. O salário de ingresso nos bancos no Brasil é equivalente a US$ 735, mais baixo o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).
A comparação do valor por hora trabalhada também é bastante desfavorável para os bancários do país. O piso dos brasileiros é equivalente a US$ 6,1 por hora de trabalho, enquanto os argentinos ganham US$ 9,8/hora, seguidos pelos uruguaios, que recebem US$ 8/hora. Segundo o levantamento, cerca de 140 mil bancários recebem o piso no Brasil, o que significa aproximadamente 30% ou quase um terço da categoria.
A “disposição” Fenaban
A Federação Nacional de Bancos (Fenaban) divulgou em nota que quer dar continuidade às negociações com as representações dos bancários, visando à construção de proposta que leve a um acordo. “A solução não é apresentar propostas sucessivas unilaterais para serem liminarmente rechaçadas, como o foram as duas já apresentadas. Isso criaria mais entraves à negociação e, consequentemente, ao acordo”, disse o diretor de Relações do Trabalho da federação patronal, Magnus Apostólico. Ele acrescenta que “uma nova proposta deve resultar de negociações, de conversas entre bancos e bancários, que levem à construção de pontos consensuais”.
Por outro lado, o coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, explica que, enquanto a Fenaban não apresentar uma proposta decente, o movimento seguirá crescendo em todo o país. “Mantemos a disposição para o diálogo para construirmos uma convenção coletiva com avanços econômicos e sociais para a categoria. A retomada das negociações depende dos bancos e do governo”, declara.
por master | 03/10/11 | Ultimas Notícias
Na saída de uma aula de latim na UFRGS, o ex-governador Olívio Dutra disse estar preocupado com a contratação de pessoas para distribuir material em porta de banco, na mobilização da greve da categoria. Em 1979, Olívio presidia o sindicato dos bancários da Capital e acabou preso por liderar a paralisação.
Ainda em contato com suas raízes – o ex-governador relatou que esteve nesta semana no sindicato –, Olívio aponta o que considera o “descolamento do sindicato de sua base”.
Eis a entrevista.
Como o senhor analisa a contratação de terceirizados para reforçar a greve?
É uma mudança que mostra um pragmatismo e a tal de governabilidade contaminando a ação consciente das categorias para reivindicar objetiva e presencialmente seus direitos. Não vi em nenhuma reunião ou assembleia isso ser discutido. É algo estranho, para dizer o mínimo. No fundo, mostra também uma mudança da relação entre a entidade e a base. Evidentemente que há argumentos de que o patronato, os banqueiros, perseguem quem se apresente na porta do banco em que trabalha com cartazes. Isso pode levar a demissão, ao desemprego, mas esse é um risco que tem quem vai para luta. Essa não é a melhor forma. Poderia deslocar bancários de uma agência de um bairro para agências de outro bairro. Os piquetes, eu lembro bem, eram exatamente para isso.
É assim que se fazia na sua época no sindicato?
Exatamente. Em tal bairro havia companheiros que trabalhavam em outro bairro. Dava uma certa proteção. Não impedia que houvesse perseguição, mas uma greve é um processo de negociação em que os trabalhadores, que não têm os instrumentos que o patronato têm, precisam ter unidade e se impor coletivamente. Se não estão fazendo isso por si mesmos, debilita o movimento e joga para o patronato argumentos para que não encare a representação do sindicato com a força que deveria ter. É uma questão séria, que merece ser discutida, até porque não é só na minha categoria que isso vem acontecendo.
Que efeito tem esse tipo de iniciativa no movimento sindical?
Esse procedimento é deseducativo e demonstra a desmobilização da categoria. As razões da greve existem, são reais, mas essa prática mostra um descolamento do sindicato da sua base. É a chegada do neoliberalismo ao movimento sindical. Tudo se terceiriza, tudo se compra e se paga, até a militância. Não estou pregando que o ideal era o tipo de luta que se fazia há 20 ou 30 anos, mas acho que há um fio condutor das lutas sociais, que certamente não passa por essa prática de contratar pessoas terceirizadas. Isso merece uma reflexão.
Sindicato defende uso de grevistas de aluguel
Sem novas propostas dos bancos, a paralisação dos trabalhadores de bancos continua por tempo indeterminado, afirmou na sexta-feira o presidente do sindicato de Porto Alegre e região (SindBancários), Mauro Salles.
Pessoas contratadas para colar cartazes, distribuir lanches e material de apoio seguem em atividade, conforme Salles.
— Eles estão ali ajudando na logística da greve, não estão impedindo o acesso aos bancos, não estão fazendo nada ilegal — sustenta.
por master | 03/10/11 | Ultimas Notícias

Dirigentes das centrais sindicais CTB, CGTB, Força Sindical, NCST e UGT, reunidos na última sexta-feira (30), na sede da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) definiram a elaboração de uma pauta mínima da classe trabalhadora para o próximo período – de outubro até o Dia do Trabalhador, em 1º de Maio de 2012.
No calendário mínimo das atividades referentes às pautas trabalhistas deverão constar os temas sobre a regulamentação das terceirizações, do trabalho decente e a definição sobre a organização do dia do trabalhador do próximo ano, que será unitário, com a participação das cinco centrais sindicais.
Trabalho Decente é um dos itens inseridos no novo calendário das centrais que procuram realmente estabelecer para os trabalhadores e trabalhadoras um trabalho adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, capaz de garantir uma vida digna.
A necessidade da regulamentação da terceirização no Brasil é um assunto bastante polêmico e que precisa de uma regulamentação que atenda tanto a geração de empregos como a preservação dos direitos trabalhistas a todos e igualdade de condições aos trabalhadores com atividades semelhantes.
No próximo dia 17 de outubro toda a agenda será comunicada após reunião marcada para a sede da Força Sindical. Os movimentos reivindicatórios de diversas categorias de trabalhadores que acontecem em todo o país também foram abordados durante o encontro.
Neste ano as comemorações do 1º de Maio Unificado das centrais sindicais levaram mais de 1,5 milhão de trabalhadores às ruas durante o Dia do Trabalhador. Wagner Gomes, presidente da CTB, ressaltou durante a reunião das centrais: “Mais uma vez a unidade das centrais sindicais se concretiza para fortalecer a luta da classe trabalhadora”.
por master | 03/10/11 | Ultimas Notícias
Cerca de 40% das agências bancárias do país permaneceram fechadas ontem, de acordo com os trabalhadores
Greve nos Correios, que já atinge 18 dias, vai para audiência no Tribunal Superior do Trabalho na terça-feira
FELIPE VANINI BRUNING
COLABORAÇÃO PARA FOLHA
DE BRASÍLIA
Sem avanço nas negociações salariais, bancários e carteiros se reuniram em uma passeata em São Paulo. Segundo os organizadores, cerca de 8.000 pessoas participaram da manifestação, que interrompeu o tráfego na região da praça da Sé (centro). De acordo com a Polícia Militar, foram 2.000 pessoas.
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região informou que a adesão de bancários em São Paulo aumentou de 33 mil para 35 mil trabalhadores. Cerca de 40% das agências brasileiras ficaram de portas fechadas ontem.
Os bancários reivindicam 12,5% de reajuste, entre salário e ampliação na participação nos lucros, o que implica 5% de aumento real (acima da inflação). A contraproposta dos bancos é de 8%, 0,5% de aumento real.
CORREIOS
A reunião é a primeira etapa de um procedimento com o objetivo de estabelecer um acordo no âmbito judicial. Sem consenso, o caso pode ir a julgamento.
Ao longo desta semana, não houve avanço nas negociações entre representantes dos funcionários e a direção da empresa.
Na terça-feira, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) vai realizar uma audiência para decidir sobre a greve dos funcionários dos Correios. A paralisação da categoria completa 18 dias hoje.