por master | 26/08/11 | Ultimas Notícias
Construtora da usina diz que prioridade é a mão de obra da região.
Reportagem faz parte de série do Jornal Nacional sobre a hidrelétrica.
A obra da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, já atrai trabalhadores de todas as regiões do país. Apesar da migração para a região em busca de trabalho, a empresa que constrói a usina diz que a prioridade é utilizar a mão de obra da região.
Nesta quinta (25), o Jornal Nacional exibiu a segunda reportagem de uma série especial sobre Belo Monte (veja vídeo ao lado).
Entre os trabalhadores que vieram de fora estão José Francisco e o filho Gerson Sales. Eles são de Minas Gerais e o jovem trabalha na equipe comandada pelo pai.
“Sou rigoroso até para ele aprender com mais facilidade e para o pessoal não ficar falando também que deu moleza porque é o filho”, brinca o pai.
Mas a empresa Norte Energia, que constrói Belo Monte, quer dar prioridade à mão-de -bra da região e, assim, evitar uma migração em massa.
“A prioridade é para o pessoal da região. Estamos qualificando carpinteiros, pedreiros, armadores, operadores de máquinas”, conta Marco Túlio Pinto, diretor de construção do Consórcio Construtor Belo Monte, contratado pela Norte Energia para executar a obra.
O motorista José de Souza aprende a operar uma escavadeira usando um simulador. Aos 42 anos, vai ter a carteira assinada pela primeira vez.
A hidrelétrica está sendo construída entre os municípios de Altamira e Vitória do Xingu. Só deve operar a plena carga em 2019.
Infraestrutura
A principal dificuldade, diz a Norte Energia, é a infraestrutura. “É uma operação de guerra”, afirma o diretor de construção, Luiz Fernando Rufato.
Antes da usina, é preciso construir três alojamentos onde, nos próximos anos, vão morar 20 mil trabalhadores. Também é necessário conseguir transportar equipamentos e máquinas pesadas pela Transamazônica. O principal acesso à região mais parece uma pista de rally.
“Se você não tiver essa estrada pronta aqui no período da seca, você não consegue trafegar nela na chuva. Você então, não tendo acesso, tem problema de abastecimento de tudo: combustível, comida, máquina”, afirma Rufato.
Para Belo Monte, serão construídos 260 quilômetros de estradas. A primeira parte do trabalho é desmatar com foices e facões para depois entrarem as máquinas. As estradas vão permitir a passagem de caminhões e equipamentos para os canteiros de obras.
No comando dos operários, Cícero Lucena se sente em casa. Veio do Ceará para o Pará há 40 anos para abrir a rodovia Transamazônica. “Eu não tenho medo de nada. Por isso que eu vim.”
Condicionantes
Por conta do desmatamento, biólogos monitoram o local. Os bichos que vivem na região têm que ser preservados por exigência do Ibama.
Os que não conseguem fugir são resgatados e soltos em lugar seguro. Em dois meses e meio, já foram salvos 1,2 mil animais na região.
Além da preservação da fauna, arqueólogos procuram vestígios das populações indígenas que viveram na região há mais de mil anos. O trabalho também é uma exigência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
“Sempre viveu muita gente aqui na Amazônia e de maneira sustentável. Alguma lição elas devem ter para nos ensinar”, diz o arqueólogo Rodrigo Lavina.
por master | 26/08/11 | Ultimas Notícias
Pelo terceiro mês consecutivo, a construção civil registrou em julho expansão da atividade, segundo a Sondagem Indústria da Construção divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). No entanto, o ritmo está desacelerando. O indicador de evolução do nível de atividade da indústria da construção ficou em 51 pontos, puxado pelo desempenho das grandes empresas. Em maio, quando o setor obteve o primeiro resultado positivo no ano, o indicador ficou em 53,1 pontos, caindo para 52,4 pontos em junho. De janeiro a abril, o setor da indústria da construção teve queda na atividade, com índices abaixo dos 50 pontos. Os indicadores variam de zero a 100. Valores acima de 50 mostram aumento na atividade.
As grandes empresas mostraram avanço na atividade com indicador de 54,8 pontos, enquanto que as pequenas empresas registraram retração no mês passado (indicador de 47 pontos). As médias empresas assinalaram crescimento moderado, com 51 pontos.
Apesar da perda de ritmo, a atividade da construção civil foi igual ao esperado para o mês. O setor também seguiu contratando. Na evolução do número de empregados, a construção civil registrou 51,5 pontos em julho, representando crescimento moderado no número de oferta de vagas de trabalho no setor.
Expectativas
Os empresários da construção estão menos otimistas em relação aos próximos seis meses, segundo a pesquisa divulgada hoje. Apesar disso, as expectativas são positivas para os próximos meses. O setor espera aumentar o nível de atividade, os novos empreendimentos e serviços, as compras de insumos e matérias-primas e o número de empregados.
A Sondagem Indústria da Construção foi realizada entre 1 e 16 de agosto com 455 empresas
por master | 26/08/11 | Ultimas Notícias
A Câmara analisa o Projeto de Lei 892/11, do deputado Antonio Bulhões (PRB-SP), que torna gratuita a emissão de certidão negativa pelos cartórios para pessoas desempregadas ou para fins de obtenção de emprego. A proposta altera a Lei 9.265/96, que dispõe sobre a gratuidade dos atos necessários ao exercício da cidadania. Cada certidão, atualmente, custa cerca de R$ 20.
“O trabalhador em situação de desemprego não tem condições de arcar com os custos dessas certidões”, afirma o autor. “A necessidade de obter tal documento para fins de emprego torna a despesa com sua emissão especialmente perversa”, complementa.
A proposta é idêntica ao PL 1718/07, do ex-deputado Geraldo Pudim, que chegou a ser aprovado pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, mas foi arquivado no fim da legislatura passada, pelo fato de sua tramitação não ter sido concluída.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
Reportagem – Lara Haje
Edição – Wilson Silveira
por master | 26/08/11 | Ultimas Notícias
A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) caiu de 4,1% para 3,7% da População Economicamente Ativa (PEA) entre junho e julho de 2011. O índice de julho é o menor para o mês na série histórica iniciada em 2002, situando-se abaixo do patamar apurado em julho de 2010 (4,3% da PEA). Os números foram apurados pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mesmo não integrando a média nacional – calculada a partir de seis regiões metropolitanas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) –, a taxa da RMC foi, novamente, a menor do País. A desocupação brasileira atingiu 6% da PEA, também o menor patamar para o mês de julho desde o início da nova série em 2002 e abaixo do registrado em junho de 2011 (6,2%) e em julho de 2010 (6,9%).
O rendimento médio real (com o desconto da inflação) dos trabalhadores foi de R$ 1. 639,90 na RMC em julho de 2011, 2,6% abaixo do registrado em julho de 2010 e 2,1% abaixo do valor de junho de 2011. A queda da renda foi concentrada nos segmentos de serviços e administração pública, em face, sobretudo, dos efeitos mais acentuados da aceleração da inflação para categorias de trabalhadores menos organizadas ou mais sensíveis às limitações de gastos impostas aos orçamentos públicos.
Ainda assim, a RMC ostenta o terceiro maior rendimento do País, ficando atrás apenas da Região Metropolitana de São Paulo (R$ 1.719,70) e do Rio de Janeiro (1.672,80) e 1,7% superior à média nacional. No Brasil, os rendimentos atingiram R$ 1.612,90 em julho de 2011, com incremento de 4% e 2,2% em relação a julho de 2010 e junho de 2011, respectivamente.
Para o presidente do Ipardes, o economista Gilmar Mendes Lourenço, a manutenção da marcha de queda da desocupação e de subida – ou de estabilização a discreto recuo – dos rendimentos sinaliza o prosseguimento da recuperação da economia brasileira, ainda que em ritmo menor que em 2010, mesmo com a aplicação das medidas de austeridade monetária pelo governo federal, desde o final do ano passado. AVALIAÇÃO – “Uma avaliação preliminar desse fenômeno permite supor que os agentes econômicos apostam que a prioridade ao combate à inflação, se conduzida de maneira adequada, em vez de sacrificar deve fortalecer o potencial de crescimento de longo prazo dos negócios no País”, avalia Lourenço. Assim, não haveria justificativa para fazer ajustes mais fortes no quadro de empregados. O presidente do Ipardes destaca dois aspectos que ajudam a explicar a manutenção do aquecimento do mercado de trabalho regional. Um deles é o aumento de 5% no nível de emprego na indústria, em comparação com o mesmo período do ano passado – percentual superior ao apurado nacionalmente, que foi de 3,4%. O outro aspecto é o desempenho da construção civil, que registrou acréscimo de 9,2% nas contratações líquidas formais nos primeiros sete meses de 2011 na RMC, respondendo por 44% do incremento no emprego setorial no Paraná nesse período.
Lourenço também destaca a melhoria do clima de negócios no Estado, como resultado da disposição do atual governo para o diálogo com a iniciativa privada. “O programa Paraná Competitivo já tem R$ 2 bilhões em novos investimentos anunciados e R$ 12 bilhões em negociação, com ênfase para os segmentos de veículos e autopeças, eletroeletrônica, pneus, painéis de madeira, embalagens, informática, telecomunicações, transportes, química e fertilizantes, cimento, carnes, construção civil”, lembra.
por master | 26/08/11 | Ultimas Notícias
Nos últimos cinco anos, o número de estrangeiros autorizados a trabalhar no Brasil aumentou mais de 140%. Esse fluxo cada vez mais forte de trabalhadores estrangeiros, predominantemente com formação superior e muitos originários dos países industrializados, tem um lado positivo, pois resulta em transferência de conhecimentos para os profissionais e para as empresas nacionais, e mostra o dinamismo da economia brasileira em comparação com as dos países mais ricos.
Mas reflete também o problema já detectado por muitas empresas, o da escassez de mão de obra qualificada, que, se não for logo encarado com eficiência pelo governo, se agravará, caso a economia brasileira continue a crescer mais do que as do mundo rico e os investimentos públicos e privados sejam realizados de acordo com os cronogramas anunciados.
Especialmente depois da crise global de 2008, o Brasil se tornou um mercado atraente e com muitas oportunidades para profissionais que, em seus países de origem, enfrentam dificuldades para encontrar trabalho. Além de capital externo, os grandes projetos de investimentos, já em execução ou previstos para setores essenciais da economia, como energia e infraestrutura, e as perspectivas de crescimento da economia brasileira atraem também trabalhadores do exterior em número crescente.
No primeiro semestre deste ano, 26.545 estrangeiros obtiveram autorização do Ministério do Trabalho – exigência formal indispensável – para trabalhar no País. É um número 19,4% maior do que o de autorizações concedidas no primeiro semestre de 2010 e 143,7% maior do que o de igual período de 2006. No futuro próximo, o fluxo deverá ser ainda mais forte. “Como nos países de origem a situação econômica está muito difícil, a chegada de novos trabalhadores internacionais tende a aumentar nos próximos anos”, previu o professor da Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo Celso Grisi, em entrevista ao Estado (21/8).
Dos estrangeiros autorizados a trabalhar no País no primeiro semestre deste ano, 53% têm nível superior. Eles são atraídos por trabalhos na área de engenharia, especialmente nos segmentos relacionados aos projetos de exploração do petróleo do pré-sal. Também a construção civil vem recebendo grande número de trabalhadores estrangeiros com formação superior. Regiões que não atraíam estrangeiros registram em 2011 forte aumento da entrada desses profissionais, mas, em números absolutos, a Região Sudeste continua sendo o destino preferido da maioria deles.
Muitos desses profissionais vêm para o Brasil transferidos temporariamente de seus locais de origem para a montagem de equipamentos e treinamento de trabalhadores locais que se responsabilizarão pela operação e manutenção desses bens.
Outros, porém, vêm suprir a carência no mercado brasileiro de profissionais com conhecimentos técnicos em determinadas áreas, entre as quais o empresariado industrial e empresas especializadas em gestão de recursos humanos lembram as de engenharia fina, biotecnologia e geologia, além dos segmentos ligados à exploração de petróleo.
Estudo divulgado em abril pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que 69% das 1.616 empresas consultadas afirmaram ter dificuldades para preencher as vagas de trabalhador qualificado. Na construção civil, 89% das empresas relataram problemas para a contratação de profissionais com qualificação. A escassez não é só de engenheiros. Faltam também técnicos, operadores e até profissionais de nível básico.
No setor privado, projetos de novas unidades ou de ampliação e modernização das já existentes poderão ser prejudicados por essa escassez. Grandes obras nas áreas de infraestrutura – como usinas hidrelétricas, portos, aeroportos e rodovias – ou para a realização da Copa do Mundo de 2014 igualmente correm risco de atraso ou até de paralisação pelo mesmo problema.
Essa é mais uma consequência do atraso do Brasil na mudança de seu sistema educacional, incapaz de preparar adequadamente a população.
por master | 26/08/11 | Ultimas Notícias
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) regulamentou a criação do “Banco Nacional de Devedores Trabalhistas”, que reunirá dados de empresas e pessoas físicas com débitos na Justiça do Trabalho. A medida está prevista em uma resolução administrativa da Corte – ainda sem número – que trata da emissão da Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT).
Com a consolidação das informações sobre os inadimplentes em um único sistema, os Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) terão condições de emitir a CNDT às empresas que não possuem dívidas.
A Lei nº 12.440, publicada em 8 de julho, tornou obrigatória a apresentação do documento para a participação em licitações públicas, a partir de 4 de janeiro. A CNDT será expedida gratuitamente, via internet, pela Justiça do Trabalho e terá prazo de validade de 180 dias, contados a partir da data de sua emissão.
De acordo com a resolução, os TRTs deverão atualizar o banco de dados diariamente com o CPF ou CNJP e o nome ou razão social do devedor, além do número do processo e se foi feito depósito ou penhora que garanta o pagamento do débito.
Segundo o TST, serão incluídos na lista de devedores aqueles que não efetuarem o pagamento referente a ações judiciais com o trânsito em julgado, em acordos judiciais trabalhistas ou firmados com o Ministério Público do Trabalho ou com a Comissão de Conciliação Prévia.
Embora a resolução não fixe prazo para a inscrição no banco de inadimplentes, alguns advogados consideram que ficará estabelecido o período de 48 horas concedido para executar as dívidas. O prazo está previsto no artigo 880 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A advogada trabalhista Aline Paiva, do escritório Barbosa, Müsnich e Aragão, considera que o tempo previsto pode trazer problemas às empresas que, por questões burocráticas, não conseguirem comprovar a execução, garantir o depósito ou nomear bens à penhora em até dois dias. “Há a preocupação de que isso deságue em centenas de certidões”, diz.
Para Domingos Antonio Fortunato, do Demarest & Almeida Advogados, há apreensão em relação à velocidade de atualização dos dados e ao intercâmbio de informações entre os tribunais. “Informações erradas no sistema e a falta de comunicação entre as Cortes poderão prejudicar empresas em processo de licitação”, diz Fortunato, acrescentando que o projeto é bem-visto pelos bons pagadores.
Para o TST, a exigência da Certidão Negativa de Débito Trabalhista poderá acelerar a execução de sentenças judiciais das quais não cabem mais recursos. Atualmente, cerca de 2,5 milhões de trabalhadores aguardam o pagamento de indenizações reconhecidas em decisões judiciais.