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Agências do Trabalhador fecham entre os dias 22 e 26 em todo o Estado

Agências do Trabalhador fecham entre os dias 22 e 26 em todo o Estado

Secretaria do Trabalho altera período de treinamento e implantação de novo sistema

Por determinação do Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Economia Solidária (Sets), foi alterada a data de fechamento de todas as Agências do Trabalhador/SINE do Paraná. Até a sexta-feira, o período em que as agências estariam fechadas seria de 15 a 19, a próxima semana. A nova determinação é de que as agências fechem na semaan de 22 a 26 de agosto. Portanto, todas as Agências do Trabalhador/Sine nos municípios funcionam normalmente na próxima semana.

O fechamento será para o processo de migração do sistema operacional das agências. Haverá expediente interno e os agentes operacionais passarão por treinamento para conhecimento e manuseio da nova plataforma de trabalho. O novo sistema, de abrangência nacional, denominado “Mais Emprego”, deve integrar todas as 252 unidades de atendimento ao trabalhador do Estado.

Desenvolvido pela Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o novo sistema conta com uma base unificada de dados, que integra informações de todo o território nacional. Um dos principais objetivos do serviço é facilitar a recolocação do profissional no mercado de trabalho.

O MTE determina que todos os estados do País passem a utilizar a ferramenta até o fim de 2011, nas unidades de atendimento do Sistema Nacional de Emprego (Sine). A Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego e Economia Solidária (Sets), gestora do Sine no Paraná, fará a migração da base de dados para o novo sistema. Em termos de demanda, só no período de janeiro a julho deste ano 511.986 trabalhadores foram cadastrados e 257.977 novas vagas de emprego foram disponibilizadas nas Agências do Trabalhador.

Coletiva — O secretário Luiz Claudio Romanelli vai explicar o processo em coletiva na segunda-feira, às 8h30, na Sets, em Curitiba. Nos primeiros 15 dias de operação do novo sistema haverá uma equipe técnica, qualificada e equipada, em cada escritório regional da secretaria. “Os técnicos irão prestar apoio virtual e presencial aos operadores das agências, com o objetivo de garantir melhor organização e agilidade nos atendimentos”, destacou.

O Mais Emprego prioriza o serviço de intermediação de mão de obra antes da habilitação do seguro desemprego. Assim, ao buscar o benefício, o trabalhador receberá uma ou mais opções de emprego com carteira assinada e condições iguais ou superiores à que ocupava, como remuneração e jornada de trabalho. A pesquisa de vagas compatíveis ao perfil do profissional será feita automaticamente pelo sistema, no ato do requerimento do seguro.

Caso o trabalhador recuse seu encaminhamento ao mercado de trabalho, sem justificativa aceitável pelo ministério, ele deverá assinar uma carta de recusa do emprego oferecido. Nesse caso, o benefício será cancelado. Para ser aceita, a justificativa apresentada deve estar relacionada a problemas de saúde ou a participação de qualificação profissional. “A intenção não é negar o direito ao trabalhador, mas modificar a cultura que existe em relação ao serviço”, explicou Romanelli. No Paraná, as agências oferecem, por mês, a média de 17 mil vagas de emprego com carteira de trabalho assinada.

Agências do Trabalhador fecham entre os dias 22 e 26 em todo o Estado

Entidades preparam reforma política de iniciativa popular

Cerca de 60 entidades de classe estão envolvidas na coleta de assinaturas
Segundo a proposta, eleitores poderiam sugerir veto a leis aprovadas no Congresso

Se a classe política não faz, outras se oferecem para fazê-lo (foi assim com a Lei da Ficha Limpa – Lei Complementar 135-2010). Cerca de 60 entidades de classe dão a largada nesta semana à coleta de assinaturas suficientes para a apresentação de uma proposta de iniciativa popular para promover a reforma do sistema político brasileiro. São necessárias ao menos um milhão de adesões para que a proposição inicie a tramitação na Câmara. Além disso, ao menos cinco estados devem ser envolvidos no processo, de maneira que 1% do eleitorado nacional (com a exigência de 0,3% dos eleitores de cada estado), no mínimo, dele participem.

As entidades envolvidas na elaboração da proposta e na coleta de assinaturas compõem o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Elas aproveitarão o ensejo da Marcha das Margaridas, a ser realizada em Brasília na próxima quarta-feira (17), para impulsionar a iniciativa. Cerca de 70 mil mulheres são esperadas na Esplanada dos Ministérios, onde devem se reunir em frente ao prédio do Congresso Nacional. Na Câmara, está prevista sessão solene em plenário, amanhã (segunda, 15), em homenagem à marcha.

Diversos pontos do sistema político serão abordados na proposta em construção – que, entre as principais polêmicas, vai combater desmandos como “caixa 2” e interferência do poder econômico nos pleitos eleitorais. Para tanto, a proposição vai recomendar o financiamento público exclusivo de campanha, que veda as doações de grandes grupos empresariais.

A proposta também deve sugerir a criação do “veto popular”, instrumento por meio do qual a sociedade poderia contestar uma lei aprovada no Congresso. O encaminhamento de veto seguiria o mesmo procedimento exigido para apresentação de propostas de iniciativa da sociedade, e, uma vez acatado, seria submetido a referendo.

Três controversas prerrogativas parlamentares seriam eliminadas, segundo a proposição de reforma política: votações secretas no Poder Legislativo; imunidade parlamentar, à exceção dos casos de liberdade de manifestação ideológica ou pronunciamento de denúncia; foro privilegiado (julgamento apenas no Supremo Tribunal Federal), resguardados os casos em que o julgamento se restrinja ao exercício do mandato ou do cargo.

Os partidos, entidades de direito privado, passariam a ser considerados também como agrupamento de interesse público. Nessa linha, a fidelidade partidária seria reforçada, determinando-se que cargos eletivos tenham caráter coletivo, e não configurem propriedade individual dos mandatários. Assim, o troca-troca de legenda sem motivação programática ou sem que esteja caracterizada perseguição ou incompatibilidade ideológica, deve resultar em perda automática de mandato.

Agências do Trabalhador fecham entre os dias 22 e 26 em todo o Estado

Profissionais com mais de 50 anos têm aumento maior

Variação chega a 73% em cinco anos; média geral é de 48%, mostra estudo.

Os salários dos profissionais acima dos 50 anos tiveram os maiores aumentos entre 2005 e 2010, comparados aos de outras faixas etárias.  A remuneração média dos trabalhadores de 50 a 64 anos subiu 55%. Quem tem 65 anos ou mais recebeu aumento de 73%. A média de crescimento entre todos os empregados foi de 48%, mostra levantamento feito pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) a pedido da Folha. 

A inflação no período, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), foi de 34%. A razão para o crescimento, dizem especialistas, é o aquecimento da economia.  O professor da FIA (Fundação Instituto de Administração) Celso Grisi diz que o Brasil registrou enxugamento do mercado de trabalho especialmente a partir de 1980. Profissionais mais velhos foram substituídos por jovens. “Quem remanesceu ficou em situação desfavorável.”

O panorama mudou. O número de vagas foi ampliado, inclusive o das que pedem mais experiência, diz a economista do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) Patrícia Lino Costa. O economista Angel Conesa, 56, recebeu recentemente aumento de 15%.  Ele chegou a ser demitido em 2008, mas foi contratado um mês depois. “A experiência facilita o movimento.”

Agências do Trabalhador fecham entre os dias 22 e 26 em todo o Estado

Brasileiro não sabe a qual classe social pertence, diz estudo

Maior parte dos cidadãos no topo da pirâmide avalia que faz parte da classe média e um terço se vê pobre
Especialistas apontam que influência americana traz distorção na avaliação do padrão de vida

MARIANA SALLOWICZ
DE SÃO PAULO

A maior parte dos brasileiros no topo da pirâmide acredita que faz parte da classe média e mais de um terço se considera baixa renda. Já aqueles que integram a classe C também se enxergam em um patamar inferior ao real. É o que mostra pesquisa do Data Popular feita no segundo trimestre deste ano com 3.000 entrevistados em 251 cidades de 26 Estados.

“A percepção da população em relação ao seu padrão de vida, em grande parte, não reflete a realidade”, afirma Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto. No caso dos integrantes das classes AB (renda média domiciliar de R$ 8.393), 55,2% se consideraram da classe média (R$ 2.295), quando somente 9,6% se classificaram corretamente.

Outros 35,2% avaliaram ser da baixa renda (média de R$ 867). Ao serem questionados, não foram informados sobre o critério de renda da classificação. Na classe C, 32,5% se posicionaram corretamente, mas 65,7% disseram fazer parte da baixa renda.

PATAMAR

“Grande parte dos integrantes da classe média brasileira está nesse estrato há pouco tempo. Eles vieram da baixa renda e ainda se enxergam nela. Sabem que o padrão de vida está melhorando, mas não consideram a mudança de patamar.” Por outro lado, há ainda outros 16,9% de cidadãos de baixa renda que pensam que são da classe média.

“São os emergentes que se consideram da classe média baixa, mas que ainda não são. Como eles têm perspectiva de crescimento na renda, avaliam erroneamente”, diz o diretor do Data Popular.

INFLUÊNCIA DOS EUA

De acordo com Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getulio Vargas), essa visão distorcida da população é consequência da forte influência norte-americana no Brasil. “Pelo padrão dos Estados Unidos, quem é da classe média tem dois carros na garagem, o que não é necessariamente verdade aqui. A renda per capita americana é bem superior à brasileira”, afirma.

“Para o brasileiro, ricos são o Eike Batista e outros milionários do patamar dele”, afirma Meirelles. Eike, magnata dos projetos privados da infraestrutura brasileira, foi considerado o oitavo mais rico do mundo em ranking da revista “Forbes”.

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Brasil depende da China para evitar crise

Sem o ‘efeito China’, superávit da balança se transformaria em déficit e saldo negativo da conta corrente saltaria de 2%
para 4% do PIB 

No mercado financeiro, o Brasil é considerado hoje um “derivativo” da China. Derivativos são contratos cujos preços dependem da cotação de outro ativo. “A performance do mercado brasileiro é muito ligada à China. O Brasil tem o ônus e o bônus dessa relação”, diz Ricardo Lacerda, presidente da BR Partners, uma das principais empresas de fusões e aquisições do País. 

Dependência

Traduzindo para a economia real: se a crise nos Estados Unidos e na Europa atingir a China, o Brasil será castigado. A percepção dos investidores vem do aumento da dependência do país em relação ao gigante asiático depois da quebra do Lehman Brothers em 2008. O apetite chinês garantiu a alta das commoditiesem meio à recessão global, reduzindo a vulnerabilidade externa brasileira.

Nos 12 meses até junho, o Brasil teve déficit em conta corrente (inclui todas as transações com exterior) de US$ 49 bilhões, ou 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Sem o “efeito China” da alta das commodities, o superávit comercial se transformaria em déficit e o saldo negativo da conta corrente chegaria a US$ 89 bilhões, ou 4% do PIB, revela cálculo da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

Ponto mais crucial

É por isso que a economia chinesa está no radar do governo. Segundo uma fonte do Ministério da Fazenda, o Brasil tem um mercado interno robusto, o que limita o contágio externo, mas a situação asiática é seguida com lupa. “A China é o ponto mais crucial, porque afetaria a economia real imediatamente”, disse o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, esta semana em Brasília.

Nos últimos três anos, a China se consolidou como o maior parceiro comercial do Brasil e anunciou investimentos bilionários no País. Para driblar o real forte, a indústria brasileira compra mais insumos na China. “A dependência dos fornecedores chineses cresceu. Se a crise piorar e secar o crédito para a importação, a indústria para. Estamos mais vulneráveis”, disse José Roberto Mendonça de Barros, sócio-diretor da MB Associados. 

Cliente preferencial

Em 2008, a China absorvia 6,7% das vendas externas do País. No primeiro semestre deste ano, representou 17%. “A demanda dos países ricos caiu, enquanto a China continuou a consumir “, explica Mônica de Bollle, sócia da Galanto Consultoria. Em 2008, a Vale vendia 28% do seu minério de ferro para a China. No segundo trimestre deste ano, destinou aos chineses 41,9% do total.

O apetite chinês baliza os preços das commodities, que representam quase 70% do que o Brasil vende no exterior, conforme cálculo da Rede Agro. A alta das commodities pós-2008 proporcionou termos de troca recordes para o Brasil, variável que compara preços de produtos exportados e importados. 

Torcer pela China

“É um ganho de renda para o País, que pode importar mais com a mesma quantidade de exportação”, diz José Júlio Senna, sócio-diretor da MCM Consultores.

Até agora o Brasil colheu o bônus da relação com a China, mas se o país asiático sucumbir à crise pode ser a hora do ônus. Os especialistas esperam uma desaceleração gradual da China e manutenção de demanda forte por commodities. Mas, se a situação piorar, o efeito para o Brasil seria em cascata:commodities em queda, menos exportação, mais déficit em conta corrente, queda do real e inflação. 

Para Fernando Ribeiro, economista-chefe da Funcex, essa “catástrofe” reduziria a capacidade do governo de reagir à crise com corte de juros ou estímulos fiscais. “É o dilema que o governo Dilma quer evitar: perder o controle da inflação ou deixar o País entrar em recessão?”, questionou. Só resta torcer pela China.

Agências do Trabalhador fecham entre os dias 22 e 26 em todo o Estado

Sindicatos denunciam negligência de construtora em acidente que matou 9

Trabalhadores da construção civil da Bahia realizaram, na última quarta-feira (10), uma série de manifestações nos canteiros, um dia após o acidente em um elevador que matou 9 operários na obra do edifício Empresarial Paulo VI, da Construtora Segura.

Os sindicatos da categoria fizeram uma paralisação de 24 horas contra a negligência dos empresários na segurança do trabalho e cobraram mais investimentos em materiais de segurança e em capacitação profissional.

Em uma das manifestações, cerca de 2 mil trabalhadores reuniram-se no terreno do maior condomínio em construção na Bahia, chamado Le Parc, na Avenida Paralela – que liga o aeroporto ao centro de Salvador -, às 8h, e seguiram em passeata até o Cemitério Bosque da Paz, a cerca de três quilômetros, onde foram enterrados duas das vítimas.

“Este é um ato de solidariedade pelos colegas que foram vitimados pela negligência dos patrões”, disse o diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira no Estado da Bahia (Sintracom-BA), Raimundo Brito.

As vítimas do acidente foram Antônio Reis do Carmo; Antônio Elias da Silva; Antônio Luis Alves dos Reis; Hélio Sampaio; José Roque dos Santos; Jairo de Almeida Correia; Lourival Ferreira, armador; Martinho Fernandes dos Santos; Manuel Bispo Pereira.