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Bancária receberá por intervalo não concedido em jornada superior a seis horas

Bancária receberá por intervalo não concedido em jornada superior a seis horas

Quando o trabalho contínuo ultrapassa seis horas, o empregador deve conceder ao empregado um intervalo para repouso ou alimentação de, no mínimo, uma hora, conforme o artigo 71 da CLT. Por isso, como o Banco Nossa Caixa concedeu apenas 15 minutos de intervalo a ex-empregada com jornada de trabalho de seis horas e ampliação até oito horas, a Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a empresa ao pagamento de todo o período, ou seja, uma hora, com acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal.

A bancária recorreu ao TST depois que o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP) reformara a sentença de origem para autorizar o pagamento equivalente a 45 minutos – a diferença entre a previsão legal de uma hora e os 15 minutos efetivamente concedidos. Embora tenha reconhecido que a bancária usufruíra somente 15 minutos de intervalo, o TRT entendeu também que a legislação (artigo 71, parágrafo 4º, da CLT) determina o pagamento do tempo suprimido, e não do período integral.

Mas, ao analisar o recurso de revista, o ministro José Roberto Freire Pimenta deu razão à empregada. O relator esclareceu que a jurisprudência do TST dirimiu a questão ao editar a Orientação Jurisprudencial nº 307 da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais e estabelecer que é devido o pagamento do intervalo intrajornada correspondente a todo o período (uma hora) com acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho em caso de concessão parcial do intervalo ou supressão.

Desse modo, o relator condenou o Banco Nossa Caixa (sucedido pelo Banco do Brasil) a pagar por todo o período de uma hora de intervalo como hora extra, e não apenas os quarenta e cinco minutos que faltavam para completar esse tempo. A decisão da Turma foi unânime.

(Lilian Fonseca)

Processo: RR-103800-67.2008.5.15.0116

Bancária receberá por intervalo não concedido em jornada superior a seis horas

Empresa pode ter até 30% de seu faturamento penhorado

No recurso analisado pela 5a Turma do TRT-MG, uma empresa pretendia convencer os julgadores a desconstituírem a penhora sobre 20% de seu faturamento, sob a alegação de que a constrição, determinada na decisão de 1o Grau, inviabilizaria o funcionamento do estabelecimento. Mas a Turma, valendo-se do disposto no artigo 655 do CPC e, principalmente, do teor da Orientação Jurisprudencial nº 93, da SBDI-II do TST, não deu razão à recorrente e manteve o bloqueio sobre os ganhos da reclamada.

De acordo com a juíza convocada Gisele de Cássia Vieira Dias Macedo, a execução por quantia certa tem como objetivo o pagamento do direito do credor, principalmente pela entrega do dinheiro, conforme disposto no artigo 708, I, do CPC. E o artigo 655, também do CPC, ao listar a ordem de preferência na penhora, coloca em primeiro lugar o dinheiro. Além disso, ressaltou a relatora, essa é a forma mais rápida e específica de cumprimento da obrigação, e, por isso, deve ser sempre priorizada.

A magistrada lembrou que a Súmula 417, I, do TST, dispõe que não fere direito líquido e certo do executado o ato judicial que determina bloqueio de dinheiro do devedor, em execução definitiva, visando ao pagamento do crédito do trabalhador. Acrescente-se a isso que o artigo 83 da Consolidação dos Provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho prevê que o juiz poderá, até sem requerimento da parte, emitir ordem judicial de bloqueio de dinheiro.

Por outro lado, acrescentou a juíza convocada, a reclamada não comprovou que o valor penhorado tenha comprometido o regular desenvolvimento de sua atividade econômica, na forma prevista na OJ nº 93, da SBDI-II do TST. Até porque a 1a SDI desse Tribunal vem firmando o entendimento de que o percentual máximo a incidir sobre o faturamento da empresa é de 30%, bastante acima do que foi fixado pela sentença.

A magistrada chamou a atenção para a necessidade de o artigo 620 do CPC, que determina que a execução ocorra de forma menos prejudicial ao devedor, ser interpretado em harmonia com o artigo 612, do mesmo CPC, segundo o qual a execução deve ser realizada em benefício do credor.

( 0242800-75.2005.5.03.0131 AP )

Bancária receberá por intervalo não concedido em jornada superior a seis horas

Trabalhadores intensificam luta pela aprovação da pauta trabalhista

Uma grande manifestação em São Paulo, dia 3 de agosto (quarta-feira), marcará o encerramento da jornada nacional de mobilização das centrais sindicais em torno das bandeiras da Agenda Unitária da Classe Trabalhadora, aprovada na Conclat 2010.

 

Os atos começaram dia 6 de julho, com manifestações promovidas pela CUT em todo o País. Na mesma data, as demais Centrais fizeram concentração em Brasília.

“Vamos fazer uma grande manifestação, a partir das 10 horas. Nosso ponto de concentração será no estádio do Pacaembu. De lá seguiremos pela avenida Paulista e iremos até a Assembleia Legislativa”, disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho).

O ato está sendo organizado em conjunto pelas centrais sindicais – Força Sindical, CTB, CGTB, Nova Central e UGT.

A passeata de 3 de agosto pretende levar milhares trabalhadores às ruas, para defender a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas, sem diminuição de salário; o fim do fator previdenciário; a regulamentação do processo de terceirização, hoje desenfreado; mecanismos de controle da demissão imotivada; menos juros; reforma agrária e urbana, entre outras bandeiras.

Unidade
Junto com as centrais, várias entidades dos movimentos sociais vêm engrossando as manifestações sindicais. Entre elas, a União Brasileira de Mulheres (UBM), Confederação Nacional das Associações de Moradores, Unegro, UNE, Ubes, ANPG, UJS e MST.

Assim, as bandeiras de luta desses segmentos também ganham as ruas, somando forças com os atos e mobilizações das entidades de trabalhadores. (Fonte: Agência Sindical)

Bancária receberá por intervalo não concedido em jornada superior a seis horas

Gasto da Câmara de Curitiba com publicidade pagaria inserção diária no Jornal Nacional

Câmara de Curitiba gastou R$ 30,1 milhões com propaganda em cinco anos. Valor seria suficiente para anunciar todos os dias no maior telejornal do país

Os contratos da Câmara de Curitiba com empresas de publicidade, que estão sendo questionados pelo Tribunal de Contas do Estado (TC) por suspeitas de irregularidades, são uma exceção entre as capitais brasileiras. Dos 26 Legislativos municipais das capitais de estados, apenas os de São Paulo e Belo Horizonte têm acordos parecidos com os da Câmara de Curitiba. Outro dado revelador mostra que, com o valor gasto na capital paranaense com publicidade do Legislativo municipal (R$ 30,1 milhões em cinco anos), seria possível pagar 1.840 inserções de 30 segundos, na região de Curitiba, nos intervalos do Jornal Nacional. Isso significa que a Câmara poderia anunciar todos os dias ao longo dos cinco anos de contrato no principal telejornal do país.

Com R$ 26,5 milhões, o Legislativo da capital também poderia optar por um pacote de publicidade que incluísse anúncios em todos os dias úteis dos cinco anos de contrato em um jornal de bairro, propagandas em um jornal de circulação estadual durante dois anos e meio e anúncios nos intervalos do Jornal Nacional igualmente por dois anos e meio. Sobrariam ainda R$ 3,6 milhões para a produção de campanhas institucionais.

Quase sem paralelo

Fechados pelo Legislativo de Curitiba em 2006 com duas agências de comunicação da capital, os contratos tinham um valor original de R$ 5,2 milhões. Mas receberam dois aditivos, que elevaram o valor gasto para R$ 30,1 milhões. Os contratos se encerraram neste ano.

Além de chamar a atenção pelo valor milionário, os acordos praticamente não têm paralelo na comparação com outros legislativos do país. De acordo com um levantamento feito pela Gazeta do Povo, em apenas duas outras capitais a Câmara Mu­­nicipal possui contratos nos mesmos moldes.

No caso de São Paulo, a Câmara paulistana tem contrato com uma agência de publicidade no valor de R$ 8,5 milhões por seis meses de vigência – por meio de dois aditivos, o acordo foi estendido para um ano e meio. Caso o contrato fosse fechado pela duração de 60 meses, limite máximo permitido por lei e período igual aos contratos renovados em Curitiba, o valor gasto na capital paulista chegaria a R$ 85 milhões, mais que o dobro do valor da capital paranaense. São Paulo, porém, conta com 17 vereadores a mais que Curitiba e tem uma população cerca de seis vezes maior.

Em Belo Horizonte, o contrato já dura um ano e tem o valor anual de R$ 3,75 milhões. Segundo a coordenadora de publicidade da Câmara local, Daniele Morreale, o trabalho feito pela agência contratada consiste em campanhas institucionais, especialmente em jornais e revistas. “Infelizmente, ninguém conhece o que acontece na Casa. Não se tem espaço para conversar com a sociedade. Não existe mídia espontânea”, justifica ela.

Consultadas, as câmaras de Florianópolis e de Porto Alegre disseram que farão licitações para a contratação de agências de publicidade ainda neste ano, adotando modelo semelhante ao de Curitiba. As demais 21 câmaras usam servidores de carreira para produzir sua comunicação institucional.

Entenda o caso

Saiba mais sobre as denúncias envolvendo os contratos publicitários da Câmara de Curitiba:

• Em 2006, a Câmara abriu licitação para o serviço de publicidade.

• Duas empresas venceram a licitação: a Oficina de Notícias, empresa de propriedade de Cláudia Queiroz Guedes, esposa do presidente da Casa, João Cláudio Derosso (PSDB), e do pai dela; e a Visão Publicidade.

• O aviso de licitação foi publicado apenas no Diário Popular, jornal de circulação reduzida, e somente as empresas vencedoras participaram da concorrência.

• Inicialmente, o contrato era de R$ 5,2 milhões para cada uma, mas os aditivos elevaram o valor máximo para R$ 30,1 milhões.

• Foram usados R$ 31,9 milhões, num total de R$ 5,1 milhões para a Oficina de Notícias e R$ 26,8 milhões para a Visão Publicidade. O contrato foi encerrado em maio deste ano.

• O TC questionou 16 itens do contrato, desde indícios de violações à Lei de Licitações até o fato de uma das empresas contratadas pertencer à mulher de Derosso.

• Na última quinta-feira, o Conselho de Ética da Câmara reuniu-se para a analisar denúncia contra Derosso por quebra de decoro.

• Além disso, a Federação das Associações de Moradores de Curitiba (Femotiba) protocolou pedido de impeachment de Derosso.

• Derosso nega qualquer irregularidade nos contratos.

Bancária receberá por intervalo não concedido em jornada superior a seis horas

Custo do empregado para o patrão é de 25%, diz Dieese

Uma nota técnica divulgada pelo Dieese ontem contesta a informação de que no Brasil o custo do empregado para o patrão representa 102% do salário do trabalhador. Segundo o órgão, o custo do empregado para o patrão no Brasil é de 25,1%. De acordo com o Dieese, para se chegar a um percentual de 102% de encargos sociais, parte-se de um “conceito bastante restrito” de salário.

O Dieese contesta a visão de que os encargos sociais representam 102% do salário, defendida desde 1994 pelo professor de Relações do Trabalho da Universidade de São Paulo (USP), José Pastore. Segundo Pastore, “o Brasil é um país de encargos altos e salários baixos, o que faz o trabalhador receber pouco e custar muito para a empresa”. De acordo com levantamento feito pelo professor, um trabalhador contratado por R$ 1 mil custaria R$ 2.020 para a empresa, por conta dos encargos sociais.

Remuneração

O argumento do Dieese é de que o levantamento de Pastore considera como salário apenas a remuneração de tempo efetivamente trabalhado. “[No cálculo] são excluídas partes importantes da remuneração salarial, como: parte do pagamento da remuneração relativa ao repouso semanal remunerado; férias remuneradas; adicional de um terço sobre o valor das férias; feriados; 13.º salário; aviso prévio em caso de demissão sem justa causa por iniciativa do empregador; despesas de rescisão contratual (equivalentes à multa sobre o saldo do FGTS) e a parcela do auxílio-enfermidade custeada pelo empregador, os três últimos calculados com base em uma média de incidência sobre o total de empregados”, aponta a nota do Dieese.

Na interpretação do departamento – feita em conjunto com pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp) –, o peso dos encargos sociais é de 25,1 % sobre a remuneração total do trabalhador. Por esse raciocínio, salário é a remuneração total recebida integral e diretamente pelo trabalhador como contraprestação pelo seu serviço ao empregador. A remuneração subdivide-se em três partes: salário contratual recebido mensalmente, inclusive nas férias; salário diferido (ou adiado), recebido uma vez a cada ano (13.º salário e um terço de férias); e salário recebido eventualmente (FGTS e outras verbas rescisórias).

Reclamação

A grande queixa de setores da economia é de que a magnitude e a rigidez dos encargos sociais existentes no Brasil seriam, em grande medida, responsáveis pela dificuldade de ampliação do número de empregos e pelo elevado grau de informalização dos vínculos de trabalho. O peso excessivo dos encargos sociais e a impossibilidade de sua flexibilização, em casos de redução de atividade econômica, levariam as empresas a uma atitude conservadora na criação de novos postos de trabalho ou à alternativa de utilização de mão de obra informalmente contratada. Por isso, a desoneração da folha de pagamentos é um dos pedidos da indústria para recuperar competitividade.

Bancária receberá por intervalo não concedido em jornada superior a seis horas

Criminalidade em alta também é reflexo da falta de policiais no PR

Defasagem no efetivo das polícias dificulta combate ao crime no estado. Paraná tem 9 mil PMs a menos do que determina a lei

O efetivo somado de todas as polícias do Paraná não chega ao número de policiais militares exigidos pela lei que estrutura a corporação, recém-reformulada no ano passado. Hoje há 17.473 policiais militares (dos quais 2.729 são bombeiros), enquanto a lei preconiza que o ideal seria 26.747, uma defasagem de 9.274 pessoas. Todas as polícias do estado juntas somam 21.427.

O Paraná perde em número de efetivo para o Rio Grande do Sul que tem o tamanho da população semelhante. É um retrato duro que sobrecarrega policiais e toda estrutura da segurança pública, comprometendo a estratégia para conter a criminalidade. Os gaúchos contam com 25.529 policiais militares. Já os catarinenses têm um efetivo inferior ao do Paraná, com 11 mil homens. Porém, o estado vizinho tem cerca de 4 milhões de habitantes a menos.

“Para se ter uma segurança pública respeitável é preciso considerar que é necessário um investimento forte, principalmente, nas polícias”, afirma a advogada representante da seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Conselho Estadual de Segurança, Priscila Placha de Sá. 

Segundo o presidente da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas (Amai), coronel da reserva Elizeu Furquim, a falta de policiais é ainda mais grave. “Veja o efetivo total da PM e diminua ainda o consumo de policiais lotados no Guatupê [academia de treinamento da PM], que é alto, e o do hospital da PM”, diz. Para Furquim, a defasagem no efetivo policial é real e evidente.

Polícia Civil

O déficit de pessoal não atinge somente a Polícia Militar. O número de policiais civis do estado (incluindo delegados, escrivães, investigadores e papiloscopistas) sofreu redução de 9% nos últimos dez anos, caindo de 3.931, em dezembro de 2000, para 3.572 atualmente.

Recentemente, reportagem da Gazeta do Povo revelou que dois terços dos municípios paranaenses – o equivalente a 270 cidades – não têm um delegado de polícia. Com média 0,9, o Paraná tem uma das piores relações delegado–municípios do país. “Quando o déficit é assim, os investigadores viram telefonista, carcereiro, entregador e deixam de fazer o trabalho policial. Não é o bastante só recompor o efetivo, precisamos aumentar e treiná-los constantemente em uma cultura voltada diretamente para os direitos humanos”, afirma Priscila.

De acordo com o presidente do Sindicato das Classes Policiais Civil do Paraná (Sinclapol), André Gutierrez, o trabalho de investigação está comprometido em todas as delegacias onde há carceragem com presos. “No interior são 303 delegacias com carceragem. São 10.500 presos”, conta.

A solução, para Gutierrez, é a aprovação do novo Estatuto da Polícia Civil, onde o efetivo fixo em lei seria elevado para 12 mil. O projeto ainda está em estudo no governo. Além disso, ele acredita que retirar presos das delegacias trará de volta ao trabalho policiais que estão em desvio de função. “A polícia teria mais mobilidade”. Questionado se algum dia o efetivo fixo seria atingido, o representante da classe responde que o projeto prevê a contratação anual constante durante pelo menos três anos após aprovação. A PM reformulou sua estrutura e aumentou o efetivo no ano passado para 26.747, mas a própria Amai lembra que a corporação nunca atingiu o número anterior de 21.880 policiais.

Solução

De acordo com o secretário de estado da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César Sobrinho, a solução imediata passa por uma integração mais intensa entre as polícias. “Se somar as guardas municipais, dá quase esse efetivo [26 mil policiais]. Então tem que trabalhar integradamente com essas forças”, explica.

Na avaliação do secretário, o efetivo e pouco investimento em segurança são reflexo de anos de falta de investimento nas polícias. “Faltou regularidade no recrutamento de policiais”. Em entrevista à RPCTV ontem, o secretário informou que haverá contratação de mais policiais ainda neste ano.

Contratar mais não resolve, diz ex-secretário

Para o ex-secretário da Segu­rança Pública do Paraná Luiz Fernando Delazari, efetivo não é a solução milagrosa para resolver o problema da violência no estado. “Se fosse a solução, bastava contratar mais policiais e estava tudo resolvido”, afirma. De acordo com ele, o efetivo deve ser adequado à qualidade das estruturas das polícias. “Quanto mais estrutura, menos necessidade de um grande efetivo, porque a polícia trabalha com mais eficiência quando tem tecnologia, mobilidade e comunicação”, comenta. Ex-secretário do governo Roberto Requião, Delazari diz que esses elementos são capazes de fornecer informação, agilidade para antecipar a ação criminosa, evitar o crime ou prender os criminosos.

Ele cita um problema causado pelo aumento de efetivo: a falta de verba para manter os salários. “Aumento de efetivo gera também problemas salariais. O bolo de verba pública para pagamento de salário não aumenta fácil. Quando se aumenta o efetivo são mais profissionais para dividir essa mesma verba, ou seja, a médio prazo teria um achatamento salarial”. Segundo ele, nos oito anos de governo Requião foram contratados cerca de 10 mil policiais.

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Reivindicação

Prefeitos querem efetivo maior

O novo presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), o prefeito de Piraquara, Gabriel Samaha (PPS), o “Gabão”, cobrou do governo do estado a definição de critérios mais justos para a distribuição dos policiais, viaturas e equipamentos de segurança pública nas cidades paranaenses. “Temos recebido reclamações de prefeitos que denunciam o fato de terem poucos policiais em relação ao número de habitantes das suas cidades. Não entendemos por que isso acontece. É o que gostaríamos que o governo nos explicasse”, diz.

Gabão também diz que muitos municípios cedem funcionários e até equipamentos para as delegacias.

Polícia Militar

Associação diz que concurso perdeu validade

O governador Beto Richa prorrogou por mais um ano o prazo de validade do concurso público da Polícia Militar realizado em dezembro de 2009. No entanto, a Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas (Amai) informou que ingressará na Justiça com um mandado de segurança para tentar impedir o chamamento destes policiais. Segundo a entidade, o recrutamento é irregular porque o concurso prorrogado foi feito antes da aprovação da Emenda 29 da Constituição Estadual, que obriga os candidatos a terem curso superior. Antes de outubro do ano passado, quando foi publicada a emenda, era permitido o ingresso de soldados com apenas ensino médio concluído.

“Deveria ter um novo concurso, com os critérios na nova lei”, afirma o presidente da Amai, coronel Elizeu Furquim. Segundo ele, as novas contratações por outro processo seletivo aumentariam ainda a qualidade do efetivo já que os soldados entrariam com o terceiro grau completo. Além disso, a emenda também estabelece que os policiais sejam pagos por meio de subsídio. De acordo com a PM, os policiais do concurso passado ainda aguardam a autorização do governador para serem chamados.

Ação do MP exige mais policiais em delegacias

Gladson Angeli

O Ministério Público (MP) do Paraná entrou com duas ações civis contra o governo do Paraná em razão da falta de efetivo nas delegacias da Lapa e Contenda, cidades da região metropolitana de Curitiba. Apenas um delegado atende os dois municípios. O promotor de Justiça Felipe Lamarão de Paula Soares, que assina as duas ações, quer que seja cumprido o Orçamento Discriminado de Recursos Humanos, aprovado pela Resolução n.º 6.551, de 19 de março de 1990. O documento prevê que a delegacia da Lapa tenha um delegado de polícia, três escrivães, nove investigadores, dois técnicos administrativos e um auxiliar operacional, e que na delegacia de Contenda atuem um delegado de polícia, um escrivão e dois investigadores.

Atualmente, estão em trâmite na delegacia da Lapa cerca de 1,3 mil inquéritos, alguns parados desde 1994. O efetivo é composto de um escrivão de polícia, quatro investigadores, um auxiliar de carceragem (que também atua na delegacia de Contenda) e um estagiário não remunerado. Na carceragem estão 32 presos em um espaço construído para 16.

De acordo com o MP, não há nenhum servidor estadual que atue com exclusividade na delegacia de Contenda. O delegado e o auxiliar da Lapa atendem também em Contenda.