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JUSTIÇA SOCIAL

Decisões do supremo podem modificar justiça do trabalho

Decisões do supremo podem modificar justiça do trabalho

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem um espectador importante este ano: o Tribunal Superior do Trabalho (TST), que espera para 2011 o julgamento de diversos casos importantes que vão influenciar nos dispositivos, decisões e jurisprudência da Justiça do Trabalho. E não são poucos os temas que esperam posicionamento do STF.
“No Supremo há várias matérias que são importantes para nós e vamos aguardar”, afirma o ministro Milton de Moura França, presidente do TST, com exclusividade ao DCI. O ministro elenca entre as questões a dúvida se é devido ou não o fundo de garantia em contratos nulos.

Além disso, a incidência da contribuição previdenciária sobre participação nos lucros. O relator do recurso extraordinário, ministro Dias Toffoli, disse que o tema “está a merecer uma posição definitiva da Corte”.
A matéria teve repercussão geral reconhecida no início do ano. Assim, os recursos que discutem a questão ficam no aguardo da definição dos ministros do STF e a decisão é aplicada em todos os casos similares.

A validade da penhora de bens da extinta Rede Ferroviária Federal S.A., antes da sucessão pela União, e a possibilidade da execução seguir com precatório também é um importante tema para o presidente do TST.
O advogado Daniel Chiode, do Demarest e Almeida Advogados, relaciona temas importantes. “Espero que o STF aprecie a questão da validade da quitação passada pelos empregados que aderem aos Programas de Demissão Voluntária instituídos por negociação coletiva com os sindicatos de empregados. Milhões de reais foram gastos por diversas empresas em PDVs e o TST disse que os valores recebidos não implicam quitação do contrato e que o trabalhador pode ajuizar a ação contra a empresa”, diz.

Demissão imotivada

Para o especialista, outro tema de imensa importância é a análise da ação sobre a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), assinado pelo Brasil em 1982, que proíbe demissões sem justa causa. O STF adiou o desfecho do caso três vezes – na última, em 2009, por pedido de vista da ministra Ellen Gracie.
A ação, que questiona decreto do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso que revogou a convenção, tramita há quase 14 anos na Corte. A Convenção condiciona o término da relação de trabalho por iniciativa do empregador a uma negociação entre empresa e sindicato. Ainda, impede a demissão a não ser que exista causa justificada.
Chiode lembra de matérias relacionadas à extensão da validade das negociações entre empresas e sindicatos de empregados para, por exemplo, reduzir intervalo para refeição e descanso. O TST disse que isso é inválido.

Servidor

Segundo o advogado, o Supremo deve também terminar o julgamento do direito do servidor público contratado após a Constituição de 1988, sem aprovação em concurso público, ao pagamento dos valores do FGTS.
A Corte pode apreciar ainda a equiparação da situação dos trabalhadores dos Correios aos da Fazenda Pública, o que afetará as possibilidades de rescisão dos contratos de trabalho.
“A orientação adotada pelo STF nestes temas, com certeza, vai influenciar a jurisprudência do TST e dos demais tribunais trabalhistas, razão pela qual estamos na expectativa de um posicionamento”, afirma Chiode.
Um caso específico já vai fazer o TST agir logo no início do ano, conforme adiantou o DCI: a mudança da Súmula 331 depois que o Supremo decidiu que o governo não responde no caso de inadimplência trabalhista de um contratado pelo poder público. FGTS em contratos nulos, contribuição previdenciária sobre participação nos lucros e validade da quitação dos PDVs aguardam desfecho no Supremo, em 2011

Fonte: CI

Decisões do supremo podem modificar justiça do trabalho

Centrais sindicais discutem aumento do mínimo na próxima semana

Brasília – Centrais sindicais vão discutir o aumento do salário mínimo e a correção da tabela do imposto de renda com o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, na próxima quarta-feira (26). A assessoria da secretaria-geral confirmou a data da reunião, mas o horário ainda não está definido.

As centrais reivindicam um mínimo de R$ 580 e pedem que a tabela do imposto de renda seja corrigida em 6,47%, valor da inflação de 2010 medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

De acordo com o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, essa será a primeira conversa dos representantes dos trabalhadores com o novo governo. O intuito é tentar negociar um aumento maior do que o valor já anunciado de R$ 545.

“Esperamos que essa reunião trate da pauta que apresentamos. A pauta da recuperação real do salário mínimo, da correção do imposto de renda e da correção do salário dos aposentados que ganham acima do mínimo. Nossa expectativa é de que esse processo comece de fato e que possamos ter nos próximos dias um desfecho favorável.”

Quintino disse que o governo ainda não fez sinalização oficial às centrais sobre a correção da tabela do imposto de renda. As centrais pedem a correção esse ano para que os trabalhadores não percam o aumento real de salário que tiveram em 2010.

“A correção significa mais dinheiro para os trabalhadores. Eles vão deixar de desembolsar dinheiro com a Receita Federal e ficará mais dinheiro para o consumo, para estimular a economia.”

Outro ponto que será tratado na reunião é o aumento do valor dos benefícios da Previdência Social para aqueles que recebem benefícios acima do salário mínimo.

Decisões do supremo podem modificar justiça do trabalho

Jornada de trabalho além do limite rende horas extras a operador de telemarketing

O Tribunal Regional do Rio Grande do Sul condenou as empresas Atento Brasil S/A e Telefônica Data S/A ao pagamento de horas extras a um ex-operador de telemarketing. De acordo com os autos, o funcionário tinha intervalo intrajornada de 40 minutos. Para os desembargadores, que reformaram a sentença de primeiro grau, este tempo deveria ser de, no mínimo, uma hora. As empresas deverão pagar horas extras referentes a 20 minutos por dia, com adicional de 50% e reflexos em férias com 1/3, repousos, 13º salário, FGTS com 40% e aviso prévio.

O processo indica que a jornada de trabalho contratada entre as partes era de seis horas diárias. Conforme o artigo 71 da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), nessa situação, o empregado tem direito de intervalo mínimo de 15 minutos. Entretanto, como ficou comprovado que a jornada do trabalhador costumava ultrapassar o limite combinado, a relatora do acórdão, desembargadora Beatriz Zoratto Sanvicente, decidiu que o intervalo deveria ter sido ampliado para uma hora, o mínimo estipulado pelo mesmo artigo para jornadas superiores a seis horas.

Ainda cabe recurso da decisão.

Com informações do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul

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Aeronautas e aeroviários caminham para acordo salarial com empregadores

Sindicatos de aeronautas e aeroviários devem efetivar nesta sexta-feira (21/1) o acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias para reajustar salários em 8,75% e os pisos salariais em 10%. O acordo subirá o salário de cerca de 80 mil trabalhadores das duas categorias. Os sindicatos representativos das categorias realizaram assembleias hoje nesta quinta-feira (20/1) durante todo o dia.

Amanhã, no final da manhã, os sindicalistas se encontrarão com representantes patronais no Rio de Janeiro para tratar do acordo. Segundo Reginaldo Mandu, presidente do Sindicato dos Aeroviários de São Paulo, o acordo será satisfatório, pois ficou bem próximo do que foi pleiteado inicialmente pela categoria: reajuste salarial de 9% e de 10% para o piso.

Embora o risco de greves tenha se dissipado com o possível acordo, o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Celso Klafke, disse que os sindicatos continuarão lutando por melhores condições de trabalho. “Os aeroviários [pessoas que fazem serviços diversos da aviação civil em terra] podem, por lei, trabalhar apenas seis horas por dia, com possibilidade de duas horas extras. Não são poucos os casos em que as empresas fazem os trabalhadores trabalharem duas jornadas seguidas”.

Klafke lembra que foi a desobediência das normas trabalhistas pelas empresas que motivou a falta de funcionários e atrasos em voos no final do ano passado. “As irregularidades vinham acontecendo e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) teve que fiscalizar devido ao grande número de denúncias. Deu no que deu”.

Fonte: Agência Brasil

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Farmacêuticos tentam unificar piso salarial em R$ 4,65 mil e propõem carga de 30 horas semanais

Desde novembro do ano passado, dia 20 de janeiro passou a ser a data oficial em que se comemora o Dia Nacional dos Farmacêuticos. Categoria ganha em média salários de R$ 2,5 mil a R$ 3,5 mil

Arquivo pessoal
Lucas Tiago: mostrar importância à sociedade gera reconhecimento profissional
Macacão branco com o velho distintivo da cobra enrolada numa taça e muitas prateleiras de remédios. Essas são as primeiras imagens que vêm à mente num balcão de drogaria ou farmácia. Quando se fala em farmacêutico é quase impossível não associá-lo a essa cena. Mas, será que a profissão se restringe a esses detalhes? Nesta quinta-feira, no Dia Nacional do Farmacêutico, instituído legalmente em 3 de novembro de 2010, o CorreioWeb procura mostrar a realidade de inserção desses profissionais no mercado de trabalho, o nível salarial, o perfil universitário da área e as principais pautas de reivindicação dos trabalhadores que atuam no comércio, hospitais e indústria.

Variando por estado em média entre R$ 2,5 mil a R$ 3,5 mil, segundo o Conselho Federal de Farmácia (CFF), o piso salarial dos farmacêuticos é uma das prioridades para as entidades representativas da classe. A disparidade interestadual é tão grande que, em Pernambuco, por exemplo, o estado com o menor valor, paga-se inicialmente R$ 1,2 mil aos profissionais formados em Ciências Farmacêuticas. Um Projeto de Lei (5.359/2009) do deputado federal Mauro Nazif (PSB-RO) pretende unificar nacionalmente o piso dos salários para R$ 4,65 mil.

O presidente da Federação Interestadual dos Farmacêuticos, Danilo Caser, assegura que os farmacêuticos desejam que essa proposta seja aprovada. Contudo, se a meta irá vingar ainda este ano vai depender da mobilização dos sindicatos, associações e conselhos regionais, lembra. A profissão ainda compra outra briga legislativa, em busca de regulamentar a carga de trabalho de 30 horas semanais.

Um dos principais defensores da nova jornada de trabalho para a profissão, José Leporage, diretor da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) e até esta quarta-feira presidente da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), reforça a necessidade de se criarem condições, como nessa iniciativa, para o profissional se especializar e aprimorar seus conhecimentos na área de atuação.

“Na minha opinião, falta muito farmacêutico nas vigilâncias sanitárias municipais, nos hospitais privados e públicos. Os mercados para a indústria e o setor de manipulação são os melhores, mas áreas novas vêm se destacando como pesquisa clínica (monitoramento de medicamentos) e farmacovigilância (acompanhamento de suspeitas de reação adversa e de falhas de fabricação de medicamentos) que tendem a absorver cada vez mais empregos.”

Leporage, que trabalha com farmácia hospitalar, ainda lembra que as perspectivas de emprego para o farmacêutico têm renascido no mercado brasileiro devido à gradual extinção da imagem do profissional apenas “atrás do balcão”. Em oposição a essa velha máxima, a profissão é dividida hoje em 40 especializações científicas e 74 atividades de trabalho.

Faltando dois dias para o término de 2010, a área de atuação de Leporage ganhou uma reestruturação pelo governo federal. Antes de deixar o cargo para Alexandre Padilha, o ex-ministro José Gomes Temporão ainda assinou uma portaria (nº 4.283) que prevê a reestruturação do setor. Além de garantias de infraestrutura para farmacêuticos hospitalares, o texto passou a obrigar hospitais de qualquer porte a contratar farmacêuticos. Antes, somente instituições de saúde tom número de leitos acima de 200 tinham essa incumbência.

Orgulho de ser farmacêutico
Lucas Tiago Silva Santos, 24, exemplifica bem o interesse dos jovens pela profissão. Formado há seis meses no curso de Farmácia, ele já garantiu seu espaço. De acordo com o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Jaldo de Souza, 340 é a quantidade de cursos universitários de Farmácia hoje no país. Deles saem todos os anos mais de 10 mil formandos. Estima-se que existam aproximadamente 170 mil profissionais da área com registro profissional junto aos conselhos regionais.

Quando ainda era aluno, Lucas conciliava a faculdade com os estágios na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e em um hospital particular de Brasília. Assim que concluiu a graduação, o farmacêutico foi contratado pelo hospital e atualmente trabalha com farmácia clínica e supervisão de farmácia. “Meu trabalho me deixa bastante satisfeito, porque, além de possuir um bom piso salarial em comparação com outras profissões, posso ter uma relação mais direta com os pacientes”, revela ele, que, entre outras atividades, analisa prescrições médicas.

Para Lucas, que pretende prestar concurso público para a Anvisa, a profissão ganhou uma grande valorização nos últimos anos graças ao esforço dos farmacêuticos em mostrar à sociedade a importância da atividade. “Os farmacêuticos podem atuar em diversas áreas e existe uma grande preocupação com relação à especialização. Além disso, deve estar atento aos produtos que o mercado lança”, explica.

A professora do curso de Farmácia da Universidade de Brasília (UnB), Damaris Silveira, analisa a criação da Anvisa, em 1999, como um dos fatores que mais contribuíram para a valorização da profissão na última década. “A qualidade dos medicamentos no mercado melhorou consideravelmente e há uma maior vigilância quanto a incidentes envolvendo medicamentos, materiais médicos e serviços de saúde” explica. No entanto, Jaldo de Souza frisa que a fiscalização da agência ainda é muito precária por penar de falta de profissionais e estrutura para trabalhar.

Damaris, que já foi coordenadora do curso na UnB, destaca que a área farmacêutica tem observado uma grande procura de profissionais para concursos públicos em Brasília para cargos de perito, técnico do Ministério da Saúde. “No DF, há uma grande necessidade de pesquisadores nas áreas de Tecnologia Farmacêutica, Assistência Farmacêutica e no desenvolvimento de kits diagnósticos”, lembra. A professora acrescenta que o farmacêutico deve ser versátil e ter características como criatividade, pró-atividade e inovação. O piso salarial de Brasília é o maior do país, em torno de R$ 3,5 mil.

Mais detalhes da profissão

– Áreas de atuação: farmácia comunitária e hospitalar; indústria de alimentos; análises clínicas ; indústria de medicamentos; pesquisa e desenvolvimento de fármacos, cosméticos, alimentos funcionais, kits diagnósticos; produção e controle da qualidade de medicamentos, alimentos, cosméticos, reagentes;

– A Lei 5.991/1973 obriga os estabelecimentos comerciais a manterem pelo menos um farmacêutico. Cabe à Anvisa fiscalizar;

– 80 mil farmacêuticos: contingente de profissionais trabalhando nas drogarias brasileiras, hoje, segunda estimativa do Conselho Federal de Farmácia;

– Apenas 0,1% dos insumos químicos (matéria prima) consumidos pela indústria farmacêutica no Brasil são produzidos no país, de acordo com informações das empresas nacionais;

– R$ 40 bilhões: em quanto beiram os gastos do governo brasileiro com medicamentos, conforme dados do Ministério da Saúde.

Fonte: Correio Braziliense
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Ministro Carlos Alberto não tomará posse e TST terá que eleger outro vice-presidente

O ministro Carlos Alberto Reis de Paula, atual corregedor-geral da Justiça do Trabalho e eleito vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho para o período de março/2011 a fevereiro/2013, comunicou que não tomará posse para exercer o mandato. O anúncio foi feito por meio de uma carta entregue na última sexta-feira (14/1) ao presidente do TST, ministro Milton de Moura França. No texto, de apenas quatro linhas, o ministro Carlos Alberto apresenta sua renúncia “por razões que oportunamente serão explicitadas”.

Diante do fato, o presidente do TST determinou a protocolização do documento e o encaminhou ao Tribunal Pleno, “para os regulares efeitos de direito”. Na prática, isso significa que será realizada outra eleição para o cargo de vice-presidente, em data a ser definida pela Presidência do TST.

A escolha da nova Direção do TST, cuja posse está prevista para 2 de março de 2011, foi realizada durante sessão extraordinária do Tribunal Pleno no dia 15 dezembro de 2010, quando foram eleitos os ministros João Oreste Dalazen (Presidência), Carlos Alberto Reis de Paula (Vice-Presidência) e Antônio José de Barros Levenhagen (Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho).

Fonte: TST