por master | 13/12/10 | Ultimas Notícias
Segundo especialistas, indicação de parentes pode decepcionar eleitor, que esperava por renovação
Além de escolher políticos que já estiveram envolvidos em escândalos e problemas na Justiça para compor o seu secretariado, o futuro governo Beto Richa também não temeu possíveis críticas e indicou a mulher, Fernanda Richa, e o irmão, José Richa Filho, para secretarias importantes. Fernanda, que foi presidente da Fundação de Ação Social (FAS) no período em que o marido era prefeito de Curitiba, agora será secretária da Família e do Desenvolvimento Social. Richa Filho, que também fez parte da administração municipal no período que Richa estava na prefeitura, assumirá a Secretaria de Infraestrutura e Logística. A pasta reunirá as atuais secretarias de obra e de transporte e tem status de supersecretaria.
A nomeação de parentes para cargos de confiança como o de secretário não é proibida pela súmula antinepotismo editada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mas a prática foi motivo de críticas de Richa ao ex-governador Roberto Requião – que manteve no governo a mulher e dois irmãos. Além disso, na avaliação do cientista político Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a prática não condiz com o discurso de modernização da administração adotado pelo ex-prefeito durante a campanha eleitoral.
Para ele, o eleitor de Richa que esperava mudanças tende a ficar decepcionado com medidas como essa. “Vemos o nepotismo sendo ampliado, com o irmão em uma supersecretaria e a esposa assumindo uma pasta com um peso muito maior do que o da FAS”, diz. Segundo ele, ao indicar dois parentes para pastas importantes do seu governo Richa se aproxima de algo que era típico do ex-governador Requião.
“Ele está reproduzindo o velho estilo de nepotismo. Passando a ideia muito mais de continuidade que de renovação”, comenta. “Com isso, o Beto é mais Requião que o próprio Requião. Porque ele coloca os familiares no governo e ainda os favorece com cargos importantes”, afirma Oliveira.
O especialista em marketing político Carlos Manhanelli, porém, não enxerga nas indicações de parentes algo tão preocupante para a imagem do futuro governo. De acordo com Manhanelli, o eleitor tende a ser tolerante com a indicação de parentes para cargos no governo. “Quando o governo funciona, aí é que as pessoas não se importam mesmo com isso”, avalia.
Fonte: Gazeta do Povo
por master | 13/12/10 | Ultimas Notícias
A presidente eleita, Dilma Rousseff, e o futuro governador do estado, Beto Richa, parecem não temer a polêmica que pode ser causada por algumas indicações que fizeram para os ministérios e o secretariado, respectivamente. Dos 16 ministros já confirmados por Dilma, ao menos seis são suspeitos de envolvimento em ilegalidades, como loteamento de cargos, compra de votos e até lavagem de dinheiro. No Paraná, alguns dos futuros secretários também já enfrentaram problemas na Justiça ou estiveram no centro de escândalos recentes da política paranaense.
Dos futuros chefes da Esplanada dos Ministérios, quem talvez carregue o maior peso do passado seja Antonio Palocci. O próximo ministro-chefe da Casa Civil deixou o governo Lula em 2006, após o escândalo da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, testemunha do caso da República de Ribeirão Preto – mansão que empresários da cidade paulista usavam para fazer lobby em Brasília. Palocci foi absolvido pelo Supremo, mas o escândalo marcou sua história e ainda pode servir de munição para a oposição atacar o governo Dilma.
Entre os confirmados para o secretariado de Richa até agora, Cassio Taniguchi (DEM) é o que já enfrentou mais polêmicas. O ex-prefeito de Curitiba chegou a responder à quase 30 processos na Justiça por supostas irregularidades durante a sua gestão na capital do estado e enfrentou denúncias de caixa 2 na campanha à reeleição, em 2000. No ano passado, Taniguchi deixou o governo do Distrito Federal em meio ao escândalo do mensalão do DEM. Na época em que as denúncias contra o ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM) começaram a surgir, Taniguchi ainda era secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Distrito Federal, cargo que assumiu em 2007. O escândalo não chegou a atingir diretamente o ex-prefeito, que nunca foi citado nas investigações da Polícia Federal.
Na avaliação do especialista em marketing político Carlos Manhanelli, a população tende a esquecer escândalos do passado. “As pessoas não só esquecem como perdoam. Principalmente quando não há condenação na Justiça, a população tende a não se importar com o passado dos futuros ministros ou secretários. Então, isso não pesa tanto na imagem dos novos governos”, diz. Para ele, a população só passa a se preocupar com quem está ocupando ministérios e secretarias no momento em que o governo vai mal ou surgem denúncias muito fortes.
O professor Bianco Zalmora, do departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Londrina, tem opinião semelhante. “A gente percebe um descaso [dos futuros governantes] com a opinião pública. Mas essas práticas são tão costumeiras que começam a gerar uma apatia na população”, avalia. Apesar disso, ele observa que práticas fisiologistas podem ter a capacidade de prejudicar os novos governos.
Para Zalmora, algumas das indicações feitas por Richa para acomodar interesses de aliados, por exemplo, podem criar poblemas de credibilidade para o futuro governador. Uma vez que, durante a campanha eleitoral, ele reforçou o discurso de renovação das práticas políticas. O cientista político Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), destaca a indicação de Taniguchi para a Secretaria de Planejamento como um fator que pode diminuir a expectativa da população de que haja mudanças com o governo Richa.
“Ao menos o eleitor mais esclarecido já se sente ludibriado. Porque houve a indicação de um nome que não concorreu à reeleição para deputado federal por já saber da sua rejeição e não participou da campanha de Richa. É mais grave que no caso de Palocci porque ele estava presente na campanha da Dilma desde o começo”, comenta. “Aquele que esperava renovação começa a perceber que ela não veio”, conclui.
Fonte: Gazeta do Povo
por master | 13/12/10 | Ultimas Notícias

O Paraná, segundo colocado no ranking dos estados com maior índice de desenvolvimento do país, de acordo com o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), ainda possui quatro municípios praticamente “isolados” no mapa. Doutor Ulysses (região metropolitana de Curitiba), Coronel Domingos Soares (Centro-Sul), Guaraqueçaba (litoral) e Mato Rico (Centro-Sul) não possuem qualquer tipo de ligação por estrada pavimentada com o restante do estado. É o que mostra o Plano Estadual de Logística e Transporte do Paraná (PELT) 2020, elaborado pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR). As consequências desse isolamento podem ser medidas pelo IFDM de 2007 (o mais recente). Para os 26 mil habitantes desses municípios, o desenvolvimento, compartilhado pelos outros paranaenses, simplesmente não chegou.
Guaraqueçaba é o município com o pior índice de desenvolvimento municipal do estado. Numa escala de 0 a 1, em que, quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento, o município apresentou, em 2007, IFDM de 0,5001. Doutor Ulysses tem o terceiro pior índice, com 0,5184. Coronel Domingos Soares ficou em nono lugar no ranking às avessas, com 0,5742. Mato Rico, puxado por indicadores de renda e saúde mais alto, conseguiu chegar ao patamar de 0,6329, ocupando a 65.ª pior posição no estado.
“Não há dúvida de que há ligação entre o desenvolvimento e a existência de rodovia asfaltada. O que você produz agrega valor. Não adianta o interesse de outros centros consumidores se você não tiver uma rodovia para escoar”, afirma o presidente do Crea-PR, Álvaro Cabrini Júnior. “Geralmente esses municípios acabam produzindo produto de baixo valor agregado e ainda não têm como escoar”, complementa. “O município acaba ficando limitado economicamente, o que interfere em emprego e renda”, afirma o macroeconomista e professor do curso de Economia da Universidade Positivo Wilhelm Meiners.
De modo geral, o isolamento impõe um indicador de emprego e renda baixíssimo, o que acaba refletindo, de alguma forma, em saúde e educação, salvo raras exceções. “Acaba-se pecando pelo lado da saúde, educação, cultura…”, lista Cabrini Júnior. “No caso de Guaraqueçaba, o turismo acaba sendo afetado”, exemplifica Meiners.
Segundo o economista Másimo Della Justina, professor da Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), esses municípios tendem a não ter uma estrutura econômica forte, o que dificulta ter o “lobby” necessário para convencer o poder público a implantar o asfalto. “Regiões e grupos mais prósperos acabam enriquecendo ainda mais em detrimento dos mais pobres.” Os produtos para consumo também tendem a chegar mais caros aos municípios isolados. “O mais pobre acaba pagando mais”, diz.
Os problemas decorrentes de isolamento por falta de ligação por rodovia pavimentada só não é maior no Paraná, porque outras duas cidades, Diamante do Sul (oeste) e Campina do Simão (centro-sul), que integravam a lista de cidades “ilhadas”, receberam o asfalto no ano passado. Ainda não é possível medir os impactos positivos causados pela melhoria, pois o IFDM de 2007 é o indicador que mede desenvolvimento municipal mais recente. Mesmo assim, os moradores já conseguem perceber as mudanças (veja mais ao lado).
Mas, para os 26 mil paranaenses que vivem ainda “ilhados”, é preciso esperar. Para que o Paraná tivesse todos os seus municípios interligados com vias pavimentadas seria necessário, ao menos, a implantação de 170 quilômetros de asfalto. O secretário estadual de transportes, Mario Stamm Junior, admite a importância dessas obras, mas diz que “com as dificuldades de recursos se faz o que é possível e acaba não se criando condições de pavimentação em todos os trechos necessários”.
Segundo Stamm Junior, as superintendências regionais serão acionadas para a elaboração de projetos de engenharia das obras e para que se coloque dentro da possibilidade do orçamento para programação de implantação. No caso de Guaraqueçaba, por motivações ambientais, será discutida com a secretaria de meio ambiente qual a melhor solução para o município. Mesmo assim Stamm Junior admite que as intervenções propriamente ditas devem ficar para o próximo governo. No plano de governo de Beto Richa, governador eleito, consta a pavimentação com asfalto nos acessos de Coronel Domingos Soares, Mato Rico e Doutor Ulysses. Em Guaraqueçaba, por questões ambientais, o governador eleito promete não o asfalto, mas uma readequação do acesso.
Fonte: Gazeta do Povo
por master | 13/12/10 | Ultimas Notícias

Estado tem 24 áreas com acentuado controle do crime organizado, a maior parte em Curitiba e região metropolitana
As facções criminosas do Paraná não têm força bélica e organizacional como as do Rio de Janeiro, mas conseguem impor o medo. Com base em estatísticas criminais e estudos de campo realizados pela Gazeta do Povo, identificou-se 23 áreas em todo o estado onde o tráfico exerce poder desmesurado, aterrorizando a população. O problema se acentua na região mais populosa, onde está a capital (veja quadro) e as cidades vizinhas, é o caso do Jardim Hamburguês, em Piraquara. Mas não é menos preocupante em municípios como Foz do Iguaçu, Cascavel, Ponta Grossa, Sarandi, Londrina e Guaratuba. Essas zonas cinzentas comportariam algo semelhante às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), instaladas nas favelas cariocas dominadas pelo narcotráfico.
Ouvidos pela reportagem, líderes comunitários e moradores de áreas dominadas pelo tráfico acreditam que o Paraná deve aproveitar os bons resultados das UPPs para fazer o mesmo. O estado tem uma experiência parecida, na Vila Osternack, em Curitiba, mas o programa, há seis meses, enfrenta falta de efetivo (Confira texto nesta página).
O avanço do problema no Paraná é que, capitalizados pela venda de drogas, os marginais buscam os vazios do estado, que não são poucos, para se instalar. Só Curitiba tem 258 ocupações irregulares, áreas preferidas pelos marginais para montar seus QGs. Não por acaso, essas localidades concentram os maiores índices de violência.
Na vila
Para o cientista político Pedro Bodê, da UFPR, estamos chegando ao extremo da falta de controle do poder público. As taxas de homicídios, diz ele, são um forte indicativo de que é preciso haver políticas públicas mais eficientes nesses locais. Um dos problemas é que a geografia das áreas de invasão é uma barreira para a chegada do Estado. Quase sempre próximas a rios, as favelas, quando dominadas por traficantes, ficam isoladas da cidade. No caso curitibano, Parolin e Torres são exceções.
Ocupadas há mais de 50 anos, as duas favelas estão perto do Centro e abastecem os pontos de venda de drogas na região central, isso quando o usuário não vai buscá-la pessoalmente. Cada uma dessas áreas registrou dez homicídios neste ano. Para a polícia, entre 70% e 80% dos assassinatos têm relação com drogas (acerto de contas, execução de usuário inadimplente, disputa de território). Dos 1.610 homicídios registrados neste ano na capital e região metropolitana, 102 foram no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC), dos quais 20% ocorreram na área de influência do Morro do Piolho, pequeno aglomerado de casas às margens do Rio Barigui.
“Em março fez dois anos que minha filha foi baleada. Ela morreu por engano”, diz uma moradora do Morro do Piolho, que não quer se identificar. De acordo com ela, a polícia raramente aparece. Embora as casas fiquem num morro, a vila parece ser um problema menor se comparada aos cariocas. Mas não é. “O tráfico aqui é terrível. A polícia tinha que trabalhar mais”, critica uma moradora. Para ela, a ideia de ter no Morro do Piolho algo semelhante às UPPs traria mais tranquilidade às famílias. Outra mulher intervém na conversa para apoiar a ideia. “Seria importante por causa das crianças. Elas crescem vendo isso. Já tive filho drogado, filha traficante”, conta.
Segundo o presidente do Conselho de Segurança da CIC, Walter César, há pontos onde até a polícia tem receio de entrar. Embora o poder público não reconheça o problema, os moradores sabem das restrições de acesso a determinados locais. Duas localidades do bairro já sofreram com o toque de recolher imposto pelos traficantes, caso da Vila Verde e do Morro do Piolho. Nesse último, um grupo ligado ao tráfico chegou a usar a rádio comunitária para avisar sobre o toque de recolher. A Polícia Militar nega esse tipo de controle pelo tráfico.
Segundo Walter César, as características e os motivos dos homicídios são sempre os mesmos: jovens mortos por causa do tráfico. “O poder público tenta fazer alguma coisa, mas o poder do tráfico é muito ramificado”, diz Walter. Ele ressalta que com o novo comando no 13.º Batalhão da PM, responsável pela segurança do bairro, tem havido ações positivas. “Ouvir as pessoas tem facilitado, tem dado visibilidade à polícia e confiança à população”. Para ele, a instalação de uma UPP, com um modelo adaptado à realidade do Paraná, seria importante porque traz não só segurança, mas conceitos sociais e culturais. “Mais vale um bom papo do que uma ação judiciária”, resume.
Já na parte velha da Terra Santa, no Tatuquara, nem o nome abençoado livrou-a das imposições do tráfico. Ao ver a reportagem, um rapaz comentou: “Será que teve morte?” O mesmo acontece no Parolin. “Quem morreu?” Repetida com naturalidade por diferentes pessoas à medida que o carro da reportagem avança, a pergunta revela bem mais do que a mórbida curiosidade de quem mora na ali, a famosa favela plantada no Anel Central de Curitiba.
A imprensa só costuma aparecer atraída pela desgraça, o que não é muito diferente com a polícia. Daí não ser exatamente uma surpresa um grupo de garotas e, duas quadras adiante, alguns rapazes perguntarem quem foi o eliminado da vez. As especulações correm soltas nas vielas, que de dia estão tomadas por uma gente ociosa – sem trabalho e sem lazer – e à noite são controladas pelo tráfico de drogas.
“Sempre tem 10, 15 pessoas fumando”, relata uma moradora sobre a Rua Querubim, local de movimento intenso de tráfico e consumo de drogas. Sem poder contar até com os serviços dos Correios, eles reclamam a presença policial. “De noite não entram aqui”, diz outra. Das pessoas ouvidas pela reportagem, todas gostariam que o local recebesse um projeto semelhante às UPPs.
O caso Osternack
O programa Segurança Social, da Polícia Militar do Paraná, é uma versão local das Unidade de Polícia Pacificadora (UPPs). Há uma única unidade, na Vila Osternack, no Sítio Cercado, com bons resultados. Pelo menos até seis meses atrás, quando o ônibus onde os policiais ficavam para atender a população foi retirado da vila, fazendo aumentar a sensação de insegurança dos moradores. A reportagem pediu explicações à Secretaria de Estado de Segurança Pública, sem sucesso.
Com a saída de parte do efetivo que atuava na área, cerca de 5 mil pessoas do Moradias 23 de Agosto, Madre Tereza e Jandaia voltaram a sentir medo, como diz o líder comunitário José Ribeiro. Em novembro, três pessoas foram mortas no Osternack.
Um colega de Ribeiro que toca na igreja deixou de frequentar a missa devido ao medo do trajeto até sua casa, na Vila Madre Tereza. No Moradias 23 de Agosto, as trilhas usadas pelo tráfico foram reabertas.
Mesmo assim, há o que comemorar. O programa alavancou a comunidade ao incentivar programas de geração de renda. É o caso da cozinha comunitária que funciona num espaço cedido pela igreja do bairro. Ali, uma dezena de moradores faz pães, doces e salgados e os vende para a comunidade e empresas. Assim como o grupo de moradores, estima-se que cerca de 20 mil pessoas se beneficiem direta e indiretamente dos saldos do Segurança Social.
Fonte: Gazeta do Povo
por master | 13/12/10 | Ultimas Notícias
Simpatizantes do site WikiLeaks usam máscaras – uma delas, à esquerda, imita o rosto de Julian Assange, fundador do site – durante uma manifestação ocorrida no último sábado, em Málaga, cidade ao sul da Espanha. Ao longo do fim de semana, várias mobilizações foram realizadas em cidades europeias e também na América Latina. Assange, que é australiano, continua preso na Grã-Bretanha.
Fonte: Gazeta do Povo
por master | 10/12/10 | Ultimas Notícias
| Ciciro Back |
 |
| Anderson Teixeira , da oposição, venceu as eleições no Sindimoc este ano. |
A decisão da Justiça sobre os rumos da presidência do Sindicato dos Motoristas e Cobradores nas Empresas de Transporte de Passageiros de Curitiba (Sindimoc) e região ficará somente para o ano que vem.
Ontem, em audiência na 20.ª Vara do Trabalho, na capital, a juíza Adayde Cecone decidiu mudar o rito do processo, que passará de sumário a ordinário. Isso significa que com o rito ordinário a Justiça terá que fazer várias audiências, ouvir diversas testemunhas, para somente depois decidir a situação, e não somente realizar uma audiência como a de ontem. A nova audiência ficou para 21 de março.
Quando Anderson Teixeira venceu as eleições no Sindimoc neste ano, a chapa adversária (do vereador Denílson Pires -DEM – que lançou Valdecir Bolette como candidato.
Os dois já foram presos sob a acusação de desvio de cerca de R$ 10 milhões anuais do sindicato) entrou na Justiça para tentar impedir que Teixeira tomasse posse.
Uma liminar, porém, garantiu Teixeira na presidência do sindicato, mas um processo foi instaurado na Justiça do Trabalho para avaliar se o Sindimoc aceitaria ou não o registro da chapa de Teixeira.
A juíza considerou o processo complexo para ser decidido em uma audiência, por isso modificou o rito. No dia 21, a Justiça também iniciará a discutir a questão de que Teixeira é réu e autor no processo.
Sendo assim, Teixeira continua presidente do Sindimoc, pelo menos até o mês de março. “Fomos difamados pela outra chapa, então entramos com o processo”, comentou Teixeira.
A reportagem não conseguiu contato com a chapa de Bolette. Denílson Pires assumiu a presidência do Sindimoc, em 1998, depois do homicídio do então presidente, Aristides da Silva, o “Tigrinho”. Ano passado, Alcir Teixeira, o “Zico”, também foi morto a tiros.
Fonte: Paraná Online