por master | 20/10/10 | Ultimas Notícias
A trajetória de crescimento na geração de empregos segue em níveis semelhantes aos registrados antes da crise internacional, que atingiu a economia real brasileira e fez surtir seus efeitos nefastgos a partir de setembro de 2008.
A informação está na Carta de Conjuntura n° 11, referente ao terceiro trimestre de 2010, que será lançada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na segunda-feira (18), às 11h, na representação do Instituto no Rio de Janeiro (Av. Presidente Antônio Carlos, 51, Centro, auditório do 10º andar).
A análise da geração de empregos de acordo com o critério acumulado de 12 meses mostra crescimento do número de vagas com carteira assinada criadas até agosto de 2010 com relação ao número acumulado em agosto de 2008, antes da crise.
Com relação ao acumulado de agosto de 2009, que considera o período mais intenso da crise econômica, o crescimento foi expressivamente maior, chegando a quase 600 %.
O bom desempenho do mercado de trabalho e o crescimento da massa salarial têm reflexos positivos no consumo, o que gera bons resultados nos setores de bens duráveis e construção civil.
Ainda assim, a inflação continuou a trajetória desaceleração no terceiro trimestre do ano, principalmente em razão da retração no preço dos alimentos.
Publicação trimestral, a Carta de Conjuntura tem como objetivo acompanhar a conjuntura econômica brasileira por meio de seus principais indicadores.
O boletim traz dados e estimativas sobre nível de atividade (demanda, oferta, produção industrial e comércio), emprego, inflação, setor externo (balança comercial, balanço de pagamentos), crédito e mercado financeiro (política monetária e taxas de juros, mercados de capitais e de crédito) e finanças públicas.
por master | 20/10/10 | Ultimas Notícias
O salário médio de admissão do brasileiro teve um aumento real de 29,51% no período compreendido entre os anos de 2003 a 2010, segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego.
Se antes a média nacional de admissão encontrava-se em R$ 640,68, atualmente esse valor subiu para R$ 829,76. Os dados referentes ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram anunciados, na manhã desta terça-feira (19), pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
Esse comportamento favorável é resultado direto da elevação generalizada registrada por todos os estados, em especial de Rondônia (60,08%), Piauí (48,98%), Alagoas (45,60%) e Maranhão (43,68%). Embora menos expressivo, São Paulo (20, 42%) e Distrito Federal (13, 40%) também participaram do ganho real registrado pelo salário médio de admissão.
“O crescimento real do salário mínimo é o principal fator para o sucesso econômico do Brasil. O poder de compra do trabalhador faz manter aquecido o mercado interno; e foi o que livrou nosso país da crise econômica que afetou o mundo inteiro em 2009 e ainda causa problemas nos Estados Unidos e na Europa”, lembrou o ministro Carlos Lupi.
Em 2010, os salários médios de admissão cresceram 5,23% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de R$ 788,55, em 2009, para R$ 829,76 em 2010.
Gênero
No conjunto de todas as unidades da federação, os salários médios de admissão no período de 2003 a 2010 evidenciaram crescimento para ambos os gêneros. Conforme os dados do Caged houve um ganho real de 31,79% para os homens e de 25,84% para as mulheres.
“Este ano, o aumento real do salário médio de admissão entre homens ficou em 5,52%, frente o ganho de 4,64% alcançado entre mulheres. O salário entre as mulheres corresponde a 87,64% do salário entre homens”, chamou a atenção Lupi.
Os únicos estados do Brasil onde os salários médios reais de admissão das mulheres superam os dos homens são Sergipe (mulheres R$ 729,76, homens R$ 701,09) e Alagoas (mulheres R$ 654,86, homens R$ 637,48).
Grau de instrução
Comparando o período compreendido entre janeiro e setembro de 2009 e 2010, observa-se que os salários médios de admissão das mulheres passaram a ter maior representatividade nos níveis de escolaridade mais baixos.
Ou seja, quanto menor o grau de instrução, menor é a diferença salarial entre os sexos. Assim, as mulheres analfabetas recebem o equivalente a 93,18% do salário masculino, e as que possuem até o quinto ano completo do ensino fundamental têm 82,03% do salário de admissão dos homens com o mesmo nível de escolaridade.
Na educação superior completa, embora a mulher tenha obtido o maior percentual de ganho real dentre todos os níveis de escolaridade (6,36%) – o percentual masculino foi de 5,96% nesta faixa – ainda há grande diferença salarial entre os gêneros.
Basta observar que a relação do salário feminino está para 61,80% do valor entre homens com mesmo grau de instrução.
Apesar da diferença, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) evidenciaram que essa diferença está sendo diminuída, já que em 2009 a mulher recebia 61,57% do salário de admissão masculino.
por master | 20/10/10 | Ultimas Notícias
As centrais sindicais se reúnem, nesta terça-feira (19), com o ministro Carlos Lupi, do Trabalho e Emprego, para discutir o valor do salário mínimo para 2011. O mínimo atual está em R$ 510 e foi reajustado em 1º de janiero.
“Um aumento de salário mínimo digno é uma forma de distribuir renda”, ressalta o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força [Sindical].
Pelo orçamento aprovado neste ano, o valor do mínimo a ser pago ao trabalhador a partir de 1º de janeiro de 2011, é de R$ 538. As centrais querem um valor entre R$ 560 e R$ 600.
por master | 20/10/10 | Ultimas Notícias
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 51% das intenções de voto, contra 39% de seu adversário, José Serra (PSDB), segundo pesquisa Vox Populi divulgada, nesta terça-feira (19), pelo portal iG.
De acordo com o Vox Populi, 4% dos entrevistados se declararam indecisos.
Na pesquisa anterior do instituto, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, Dilma tinha 48%, contra 40% de Serra. Os indecisos somavam 6%.
Se considerados somente os votos válidos – que excluem os brancos, nulos e indecisos – Dilma tem 57%, contra 43% de Serra. Na sondagem anterior, a petista aparecia com 54% dos válidos, ante 46% do tucano.
O levantamento do Vox Populi analisou ainda o voto religioso. Conforme o instituto, Serra tem 44% das intenções de voto entre o eleitorado evangélico, ante 42% de Dilma. Entre os entrevistados que se declararam ateus, Dilma tem 49%, ante 36% de Serra.
Dilma também aparece à frente de Serra entre os eleitores que se disseram católicos praticantes (54 contra 37%) e não praticantes (55 contra 37%).
O voto religioso foi apontado como um dos fatores que impediram a vitória de Dilma já no primeiro turno da eleição presidencial em 3 de outubro.
O motivo seria uma rejeição dessa classe do eleitorado à suposta posição de Dilma favorável à descriminalização do aborto. Pressionada por setores religiosos, Dilma assinou uma carta na semana passada se comprometendo a não alterar a legislação existente sobre o aborto.
Segundo o Vox Populi, 89% dos entrevistados declararam estarem decididos sobre em quem votarão no dia 31 de outubro, enquanto 9% afirmaram que ainda podem trocar de candidato.
A consolidação é maior entre os eleitores de Dilma, 93%, enquanto entre os de Serra 89% estão decididos.
A pesquisa, realizada entre os dias 15 e 17 de outubro, tem margem de erro de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos. O instituto ouviu 3 mil pessoas para o levantamento.
por master | 20/10/10 | Ultimas Notícias
O volume de vagas de trabalho geradas com carteira assinada de janeiro a setembro é recorde para o período. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados, nesta terça-feira (19), pelo Ministério do Trabalho, o total de vagas geradas no período foi de 2.201.406. ‘Já nem falo mais em recorde, já estamos vendo isso há algum tempo e estamos acostumados’, minimizou o ministro Carlos Lupi.
Os melhores nove meses, segundo dados do Caged na criação de empregos até então foram registrados em 2008. Naquele ano, foram gerados de janeiro a setembro, 2,086 milhões de postos de trabalho.
A meta de Lupi para o ano é a criação de 2,5 milhões de postos de trabalho. Para isso, faltam 298.594 empregos. ‘Mantenho a meta porque o resultado de setembro sofreu efeito de sazonalidade. Vamos ter crescimento forte em dois meses, mas queda em dezembro’, previu o ministro, lembrando que este é o desenho do indicador. No mês passado, foram gerados 246.875 postos.
Ao contrário do previsto, dado de setembro não bateu recorde
O saldo líquido de empregos criados com carteira assinada no Brasil em setembro foi positivo em 246.875 vagas. Em setembro do ano passado, foram criados 252 mil postos de trabalho formais.
O maior volume da série histórica para o mês, no entanto, ainda é o de setembro de 2008, quando houve contratações líquidas de 282.841. Em agosto de 2010, o Ministério registrou 299 mil novas vagas de emprego.
O mês de setembro registrou, no entanto, o maior número de admissões de trabalhadores com carteira assinada para o período, um total de 1.688.585. No mesmo período, no entanto, o volume de demissões foi o maior para meses de setembro, de 1.441.710.
‘Essa rotatividade mostra que o mercado de trabalho está aquecido’, avaliou o ministro Carlos Lupi. De acordo com ele, o Ministério prepara um estudo mais abrangente sobre a rotatividade do mercado. ‘Vamos fazer um balanço, mas precisamos esperar segundo turno para divulgar. Espero anunciar os dados logo após a eleição’, explicou.
Na véspera do Dia do Trabalho, o ministro Carlos Lupi ampliou sua meta de geração de empregos com carteira de 2 milhões para 2,5 milhões em 2010, depois de sucessivos resultados recordes nos meses verificados até aquele momento. Lupi também previa recordes mensais até o mês novembro.
Cálculos realizados pelo Banco Fator mostraram que o saldo líquido de postos formais de trabalho criados no Brasil passou de 189 mil, em agosto, para 154 mil em setembro, em termos dessazonalizados.
As contas da equipe de analistas da instituição, liderada pelo economista-chefe, José Francisco de Lima Gonçalves, foram feitas após o Ministério do Trabalho e Emprego anunciar nesta terça-feira que o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês passado.
Números dessazonalizados do Caged costumam ser calculados pelas instituições do mercado financeiro, podendo alcançar níveis diferentes, dependendo da conta de cada economista. No caso do Banco Fator, a equipe de analistas informou que utilizou o programa Arima X-12.
Segundo o Banco Fator, o nível dessazonalizado voltou à trajetória de queda, iniciada em abril de 2010 e interrompida apenas em agosto.
‘O indicador do Caged mostra que a economia voltou a desacelerar e que o forte dado de agosto parece ter sido mais um outlier (ponto fora da curva) do que um indicador de mudança de tendência’, comentaram os analistas do banco, em breve relatório enviado à imprensa.
por master | 20/10/10 | Ultimas Notícias
Maringá e Foz do Iguaçu – A candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) fará amanhã a primeira visita ao Paraná neste segundo turno. Curitiba foi a cidade escolhida pela petista, que descartou passar por Maringá na sexta-feira, conforme havia sido anunciado pelo partido na semana passada. Mas a cidade do Noroeste do Paraná não ficará de fora do roteiro dos presidenciáveis. Aliados do candidato do PSDB, José Serra, anunciaram ontem que o tucano estará nesta quinta-feira em Maringá. Depois, seguirá para Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Será a segunda visita de Serra ao estado no segundo turno – na sexta-feira passada, ele esteve em Londrina.
Dilma deve desembarcar às 9h30 no Aeroporto Afonso Pena, segundo o presidente do PT no Paraná, deputado estadual Ênio Verri. A candidata participará de uma passeata no centro de Curitiba, a ser realizada a partir das 10 horas no calçadão da Rua XV de Novembro – com concentração na Praça Santos Andrade, em frente do prédio histórico da UFPR. Na sequência, ela segue para Pinhais, na região metropolitana, onde participará de uma carreada pela cidade, às 11 horas.
A passagem de Dilma pelo Paraná busca reverter a tendência pró-Serra verificada no estado no resultado do primeiro turno: o tucano teve 43,9% dos votos válidos contra 38,9% da petista.
Já o tucano quer ampliar a vantagem no Paraná. Para isso, conta principalmente com o apoio do governador eleito Beto Richa (PSDB). De acordo com a agenda do tucano divulgada para a imprensa, Richa e Serra participarão de uma carreata amanhã bem cedo em Maringá. Às 11 horas, os dois deverão ir ao Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, onde vão se reunir com prefeitos e lideranças da região. Depois, viajam a Ponta Grossa, onde participam de uma carreata pelo centro da cidade, a partir das 15 horas.
Afago aos religiosos
A senadora eleita Gleisi Hoffmann (PT) esteve ontem em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, para se encontrar com religiosos e tentar desfazer a relação entre o partido e o discurso pró-aborto.
Durante encontro com o Conselho de Pastores Evangélicos de Foz, Gleisi disse que muita gente do PT é contra o aborto, incluindo ela. “A maior parte dos membros do PT são contrários ao aborto. Essa discussão foi aprovada no 4.º Congresso [Nacional do PT, em fevereiro], mas não tem que estar no programa partidário”, disse Gleisi (na verdade, a descriminalização do aborto foi incluída como diretriz do partido no 4.º Congresso, mas foi excluída do programa de governo de Dilma).
Gleisi também comentou sobre a união civil de casais homossexuais e sobre o projeto de lei que criminaliza o preconceito contra os gays, outros pontos sensíveis em debate nesta campanha. “A orientação sexual faz parte do livre-arbítrio da pessoa. Não nos cabe julgar e agir com preconceito. Também não podemos cair no outro lado e criminalizar um pastor ou um padre por ter convicção religiosa.”
Para a senadora eleita, o encontro com religiosos foi oportuno porque muita gente não havia tido a oportunidade para tirar dúvidas com membros do PT ou da campanha da candidata Dilma, inclusive sobre informações veiculadas sobre esses assuntos na internet. “Diversas informações que circulam na internet são descabidas, preconceituosas e difamatórias”, disse Gleisi.