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Eleições 2010: veja como fica composição do Senado a partir de 2011

Eleições 2010: veja como fica composição do Senado a partir de 2011

Dos senadores que faziam oposição ostensiva ao presidente Lula Inácio Lula da Silva e que tentarem a reeleição, apenas os senadores José Agripino (DEM-RN) e Demóstenes Torres (DEM-GO) foram reeleitos; e mesmo assim porque fizeram uma campanha sem agressões a Lula.

 

Nomes de peso foram derrotados para eleição do Senado. Em Pernambuco, o veterano Marco Maciel (DEM) ficou de fora. No Amazonas, o tucano Artur Virgílio perdeu a vaga para Vanessa Grazziotin (PCdoB). No Ceará, Tasso Jereissati (PSDB) ficou em terceiro.

No Piauí, Mão Santa (PSC) obteve apenas 14,16% dos votos, ficando em terceiro lugar. Heráclito Fortes (DEM) ficou em quarto lugar, com 13,84%. Na Paraíba, Efraim Morais (DEM) ficou em terceiro lugar, com 28,17% dos votos válidos.

Foram eleitos 35 novos senadores (64,81%); 19 foram reeleitos. 27 têm mandato até 2015.

Veja abaixo a tabela por estado, com os nomes dos novos e reeleitos, e ainda uma por partido:

Nova composição do Senado Federal para 2011

ESTADO

NOME

PARTIDO

SITUAÇÃO

ACRE

JORGE VIANA

PT

NOVO – ATÉ 2019

ACRE

SERGIO PETECÃO

PMN

NOVO – ATÉ 2019

ACRE

ANIBAL DINIZ

PT

ATUAL – ATÉ 2015

ALAGOAS

FERNANDO COLLOR

PTB

ATUAL – ATÉ 2015

ALAGOAS

BENEDITO DE LIRA

PP

NOVO – ATÉ 2019

 ALAGOAS

RENAN CALHEIROS

PMDB

REELEITO – ATÉ 2019

AMAPÁ

RANDOLFE

PSol

NOVO – ATÉ 2019

AMAPÁ

JOSÉ SARNEY

PMDB

ATUAL – ATÉ 2015

AMAPÁ

GILVAM BORGES

PMDB

REELEITO – ATÉ 2019

 AMAZONAS

ALFREDO NASCIMENTO

PR

ATUAL – ATÉ 2015

AMAZONAS

EDUARDO BRAGA

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

 AMAZONAS

VANESSA GRAZIOTIN

PCdoB

NOVO – ATÉ 2019

BAHIA

WALTER PINHEIRO

PT

NOVO – ATÉ 2019

BAHIA

LÍDICE DA MATA

PSB

NOVO – ATÉ 2019

BAHIA

JOÃO DURVAL

PDT

ATUAL – ATÉ 2015

CEARÁ

INÁCIO ARRUDA

PCdoB

ATUAL – ATÉ 2015

CEARÁ

EUNICIO OLIVEIRA

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

CEARÁ

JOSÉ PIMENTEL

PT

NOVO – ATÉ 2019

DISTRITO FEDERAL

RODRIGO ROLLEMBERG

PSB

NOVO – ATÉ 2019

DISTRITO FEDERAL

CRISTOVAM BUARQUE

PDT

REELEITO – ATÉ 2019

DISTRITO FEDERAL

GIM ARGELLO

PTB

ATUAL – ATÉ 2015

ESPIRITO SANTO

RICARDO FERRAÇO

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

ESPIRITO SANTO

MAGNO MALTA

PR

REELEITO – ATÉ 2019

ESPIRITO SANTO

ANA RITA ESGÁRIO

PT

ATUAL – ATÉ 2015

GOIÁS

DEMÓSTONES TORRES

DEM

REELEITO – ATÉ 2019

GOIÁS

LÚCIA VÂNCIA

PSDB

REELEITO – ATÉ 2019

GOIÁS

MARCONI PERILLO

PSDB

ATUAL – ATÉ 2015

MARANHÃO

EDISON LOBÃO

PMDB

REELEITO – ATÉ 2019

MARANHÃO

EPITÁFIO CAFETEIRA

PTB

ATUAL – ATÉ 2015

MARANHÃO

JOÃO ALBERTO

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

MATO GROSSO

BLAIRO MAGGI

PR

NOVO – ATÉ 2019

MATO GROSSO

JAYME CAMPOS

DEM

ATUAL – ATÉ 2015

MATO GROSSO

PEDRO TAQUES

PDT

NOVO – ATÉ 2019

MATO GROSSO DO SUL

DECIDIO AMARAL

PT

REELEITO – ATÉ 2019

MATO GROSSO DO SUL

MARISA SERRANO

PSDB

ATUAL – ATÉ 2015

MATO GROSSO DO SUL

WALDEMIR MOKA

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

MINAS GERAIS

AÉCIO NEVES

PSDB

NOVO – ATÉ 2019

MINAS GERAIS

ELISEU RESENDE

DEM

ATUAL – ATÉ 2015

MINAS GERAIS

ITAMAR FRANCO

PPS

NOVO – ATÉ 2019

PARÁ

FLEXA RIBEIRO

PSDB

REELEITO – ATÉ 2019

PARÁ

MARINOR BRITO

PSol

NOVO – ATÉ 2019

PARÁ

MÁRIO COUTO

PSDB

ATUAL – ATÉ 2015

PARAÍBA

CÍCERO LUCENA

PSDB

ATUAL – ATÉ 2015

PARAÍBA

VITAL DO RÊGO FILHO

PMDB

REELEITO – ATÉ 2019

PARAÍBA

WILSON SANTIAGO

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

PARANÁ

ALVARO DIAS

PSDB

ATUAL – ATÉ 2015

PARANÁ

GLEISI HOFFMAN

PT

NOVO – ATÉ 2019

PARANÁ

ROBERTO REQUIÃO

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

PERNAMBUCO

JARBAS VASCONCELOS

PMDB

ATUAL – ATÉ 2015

PERNAMBUCO

ARMANDO MONTEIRO

PTB

NOVO – ATÉ 2019

PERNAMBUCO

HUMBERTO COSTA

PT

NOVO – ATÉ 2019

PIAUÍ

WELLIGTON DIAS

PT

NOVO – ATÉ 2019

PIAUÍ

JOÃO VICENTE CLAUDINO

PTB

ATUAL – ATÉ 2015

PIAUÍ

CIRO NOGUEIRA

PP

NOVO – ATÉ 2019

RIO DE JANEIRO

FRANCISCO DORNELLES

PP

ATUAL – ATÉ 2015

RIO DE JANEIRO

LINDBERG

PT

NOVO – ATÉ 2019

RIO DE JANEIRO

MARCELO CRIVELLA

PRB

REELEITO – ATÉ 2019

RIO GRANDE DO NORTE

JOSÉ AGRIPINO MAIA

DEM

REELEITO – ATÉ 2019

RIO GRANDE DO NORTE

GARIBALDI ALVES FILHO

PMDB

REELEITO – ATÉ 2019

RIO GRANDE DO NORTE

GARIBALDI ALVES

PMDB

ATUAL – ATÉ 2015

RIO GRANDE DO SUL

PAULO PAIM

PT

REELEITO – ATÉ 2019

RIO GRANDE DO SUL

PEDRO SIMON

PMDB

ATUAL – ATÉ 2015

RIO GRANDE DO SUL

ANA AMÉLIA LEMOS

PP

NOVO – ATÉ 2019

RONDÔNIA

ACIR GURGACZ

PDT

ATUAL – ATÉ 2015

RONDÔNIA

FÁTIMA CLEIDE

PT

REELEITO – ATÉ 2019

RONDÔNIA

VALDIR RAUPP

PMDB

REELEITO – ATÉ 2019

RORAIMA

ÂNGELA PORTELA

PT

NOVO – ATÉ 2019

RORAIMA

MOZARILDO CAVALCANTI

PTB

ATUAL – ATÉ 2015

RORAIMA

ROMERO JUCÁ

PMDB

REELEITO – ATÉ 2019

SANTA CATARINA

LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

SANTA CATARINA

RAIMUNDO COLOMBO

DEM

ATUAL – ATÉ 2015

SANTA CATARINA

PAULO BAUER

PSDB

NOVO – ATÉ 2019

SÃO PAULO

ALOYSIO NUNES

PSDB

NOVO – ATÉ 2019

SÃO PAULO

EDUARDO SUPLICY

PT

ATUAL – ATÉ 2015

SÃO PAULO

MARTA SUPLICY

PT

NOVO – ATÉ 2019

SERGIPE

EDUARDO AMORIM

PSC

NOVO – ATÉ 2019

SERGIPE

ANTONIO CARLOS VALADARES

PSB

REELEITO – ATÉ 2019

SERGIPE

MARIA DO CARMO ALVES

DEM

ATUAL – ATÉ 2015

TOCANTINS

MARCELO MIRANDA

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

TOCANTINS

KÁTIA ABREU

DEM

ATUAL – ATÉ 2015

TOCANTINS

JOÃO RIBEIRO

PR

REELEITO – ATÉ 2019

 


Eleições 2010: veja como fica composição do Senado a partir de 2011

Marina surpreende e leva Dilma e Serra ao segundo turno

Os candidatos do PT, Dilma Rousseff, e do PSDB, José Serra, disputarão o segundo turno da eleição presidencial no dia 31 de outubro. Marina Silva (PV) cresceu na reta final, mas não teve fôlego para ultrapassar o segundo colocado.
Às 22h30, quando haviam sido apuradas 98,54% das urnas, Dilma tinha cerca de 46,71% dos votos válidos, quatro pontos porcentuais a menos do que o mínimo necessário para encerrar a disputa no primeiro turno (50% mais um).
O desempenho da petista ficou abaixo do que previam, na véspera da eleição, os institutos de pesquisa Ibope e Datafolha. Pesquisa de boca de urna feita ontem pelo Ibope, apenas com eleitores que já haviam votado, indicava que Dilma teria 51% dos votos válidos – levando-se em conta a margem de erro, de 49% a 53%.
Serra, às 22h30, tinha 32,69% dos votos válidos. A pesquisa de boca de urna previa que ele chegasse a 30%. E Marina, a surpresa da eleição, chegou a 19,44%, dois pontos porcentuais a mais do que previa o último levantamento do Ibope.
O candidato do PSDB venceu em Estados onde Dilma era tida como favorita ainda na véspera da votação. Em São Paulo, por exemplo, abocanhou cerca de 41% do eleitorado, contra 37% para Dilma.
Uma semana antes da eleição, o Ibope indicava um quadro invertido em São Paulo: a petista liderava com 45% dos votos válidos, seguida pelo tucano, com 39%. Marina aparecia com 14% no Estado, e acabou com 21% – seu eleitorado, portanto, cresceu 50% em uma semana no maior colégio eleitoral do País.

Na Região Sul, Serra perdeu no Rio Grande do Sul, mas colheu duas vitórias imprevistas pelos institutos de pesquisa no Paraná (44% a 39%) e em Santa Catarina (46% a 39%).
Na Região Centro-Oeste, o tucano venceu em Mato Grosso do Sul, por pequena margem (42% a 40%), mas ainda assim em um Estado onde a previsão era de desvantagem em relação a Dilma. Na mesma região foi registrada a única vitória da candidata do PV em uma unidade da Federação: o Distrito Federal deu a Marina 42% dos votos válidos, uma vantagem de pouco mais de dez pontos em relação a Dilma, tida como favorita até poucos dias antes da votação.
Enquanto Serra virava o jogo em Estados-chave do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste, Dilma apresentava desempenho inferior ao previsto no Nordeste, seu principal reduto eleitoral.
O crescimento de Marina no eleitorado nordestino fez com que a candidata do PT ficasse, em parte dos Estados da região, abaixo do patamar previsto pelos institutos, de cerca de 65% dos votos válidos.

Na Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste, a petista obteve 62%, quase o triplo do obtido por Serra. Em Pernambuco, terra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve 61%. No Rio Grande do Norte, na Paraíba e em Sergipe o desempenho ficou abaixo dos 55%
Os Estados nordestinos onde Dilma foi melhor foram o Maranhão (70%), o Ceará (65%) e o Piauí (67%).
No Rio Grande do Sul, Estado onde desenvolveu sua carreira política, a candidata governista teve pouco menos de 47% dos votos – o suficiente para ficar 6 pontos à frente de Serra. Mas a presidenciável teve, entre os gaúchos, proporcionalmente menos votos que o candidato de seu partido ao governo. Tarso Genro venceu no primeiro turno, com mais de 54% dos votos.
Na comparação com Lula, Dilma só conseguiu ir melhor no Rio Grande do Sul, em Alagoas, em Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul e em Goiás.

Eleições 2010: veja como fica composição do Senado a partir de 2011

Após denúncias renovação na Assembleia cai para apenas 35%

A onda de denúncias de desvio de recursos e contratação de funcionários “fantasmas” não foi capaz de aumentar o índice de renovação da Assembleia Legislativa. Das 54 cadeiras em jogo, 35 serão ocupadas por parlamentares reeleitos, entre eles, o atual presidente da Casa, deputado Nelson Justus (DEM) e o primeiro-secretário, deputado Alexandre Curi (PMDB). Este último, responsável pela administração do Legislativo estadual, foi reeleito com a maior votação, com 134.233, superando os votos obtidos por ele na eleição passada.

Dezenove novos deputados foram eleitos para a Casa. Mas parte deles não pode ser computado como renovação, como é o caso de Mauro Moraes (PSDB), eleito em 2006, e cassado no ano passado por ter trocado o PMDB pela legenda tucana. Além disso, entre os novos eleitos está um grande número de “herdeiros políticos” como Anibeli Neto (PMDB), neto do atual vice-presidente da Assembleia, Antonio Anibelli (PMDB); Hermas Brandão Jr (PSB), filho do ex-presidente da Casa e atual presidente do Tribunal de Contas, Hermas Brandão; Pedro Lupion (DEM), filho do deputado federal reeleito e presidente estadual do DEM, Abelardo Lupion; César Silvestri Filho (PPS), cujo pai é o deputado federal reeleito César Silvestri (PPS). E Rose Litro (PSDB), mulher do atual deputado Luiz Fernandes Litro (PSDB), cuja candidatura à reeleição foi barrada com base na lei da “ficha limpa”.

Vários nomes de peso da política estadual ficaram de fora como o deputado Luiz Carlos Martins (PDT) e Duílio Genari (PP), ambos parlamentares com muitos mandatos. E também o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMDB).

Bancadas — Pelo menos na teoria, o novo governador eleito, Beto Richa (PSDB), poderá ter uma oposição numerosa a partir do ano que vem. A coligação “A União faz um Novo Paraná”, que apoiou Osmar Dias (PDT), elegeu a maior bancada, com 26 deputados. O PMDB continua sendo o maior partido da Assembleia, com 13 deputados, quatro a menos do que o atual. O PT conseguiu eleger seis parlamentares, mantendo sua bancada atual, como o PDT de Osmar, que elegeu quatro. O PSC, que também apoiou Osmar, mas não participou do “chapão” para a Assembleia, elegeu três deputados.

Os partidos que compõem “Novo Paraná”, de Beto Richa, elegeram 24 parlamentares. O PSDB, partido do governador eleito, aumentou de sete para nove cadeiras. O DEM ficou com seis e o PP foi o partido mais prejudicado: de quatro deputados, o partido agora só terá um na Assembleia – o reeleito Ney Leprevost. Entre os “pepistas” que caíram está o ex-prefeito de Londrina, Antonio Belinati.

 

Assembléia Legislativa

Reeleitos
Nome    partido    votos

Alexandre Curi    PMDB    134.233
Ênio Verri    PT    87.080
Nereu Moura    PMDB    83.034
Ney Leprevost    PP    79.760
Artagão Junior    PMDB    74.063   
Augustinho Zucchi    PDT    70.217
Luiz Cládio Romanelli    PMDB    68.037
Marcelo Rangel    PPS    67.309
Valdir Rossoni    PSDB    64.179   
Durval Amaral    DEM    62.275
Luiz Accorsi    PSDB    61.820
Nelson Garcia    PSDB    57.874
Cleiton Kielse    PMDB    57.084
Reni Pereira    PSB    54.799
Luciana Rafagnin    PT    54.277   
Waldyr Pugliesi    PMDB    52.589
Ademir Bier    PMDB    51.147
Teruo Kato    PMDB    50.271
Edson Praczyk    PRB    50.074
Tadeu Veneri    PT    48.862
Péricles de Mello    PT    48.806
Luiz Eduardo Cheida    PMDB    48.247
Fernando Scanavaca    PDT    48.369   
Jonas Guimarães    PMDB    47.089   
Plauto Miró    DEM    45.481
Élio Rusch    DEM    44.597   
Caíto Quintana    PMDB    44.574
Stephanes Junior    PMDB    43.417
Nelson Justus    DEM    43.035
Dr Batista    PMN    41.891
Francisco Buhrer    PSDB    40.004   
Osmar Bertoldi    DEM    39.643   
Ademar Traiano    PSDB    37.991   
Fábio Camargo    PTB    37.786
Douglas Fabrício    PPS    37.291
Não reeleitos
Wilson Quinteiro    PSB    43.791  
Elton Welter    PT    41.918   
Luiz Carlos Martins    PDT    37.779   
Bete Pavin    PMDB    37.381   
Duílio Genari    PP    34.281   
Antonio Belinati    PP    32.357   
Felipe Lucas    PDT    31.080   
Rafael Greca    PMDB    29.867  
Neivo Beraldin    PDT    28.153
Novos eleitos
Gilberto Ribeiro    PSB    103.740
Anibeli Neto    PMDB    60.606
Mara Lima    PSDB    56.516
André Bueno    PDT    55.763
Toninho da Fazenda    PT    53.457   
César Silvestri Filho    PPS    52.589   
Proferssor Lemos    PT    48.081   
Hermas Brandão Jr    PSB    46.702
Nelson Luersen    PDT    43.510   
Roberto Acciolli    PV    45.708
Rose Litro    PSDB    45.331
Mauro Moraes    PSDB    42.062
Evandro Júnior    PSDB    41.083   
Pedro Lupion    DEM    37.304
Gilson de Souza    PSC    34.713   
Adelino Ribeiro    PSL    30.244
Marla Tureck    PSC    29.442   
Paranhos    PSC    27.263
Rasca Rodrigues    PV    18.899

Eleitorado: 7.597.999   
Abstenção: 1.250.376 (16,46%)
Comparecimento: 6.347.623 (83,54%)   
Seções: 23.785
Votos: 6.347.623   
Brancos: 368.659 (5,81%)
Nulos: 242.101 (3,81%)    
Válidos: 5.736.863 (90,38%)

Eleições 2010: veja como fica composição do Senado a partir de 2011

Novo presidente do Sindimoc anuncia auditoria no sindicato

Após conquistar a vitória por 69,7% dos votos válidos, o candidato à presidência do Sindimoc, Anderson Teixeira, da chapa de oposição, afirmou que irá realizar uma auditoria para saber o que aconteceu na administração financeira do sindicado durante a última administração.

“Teremos prestação de constas mensais aos trabalhadores, a presença de autoridades no sindicato, além de um conselho fiscal, para assegurar a transparência das ações dos novos diretores”, prometeu.

No fim de agosto, sua chapa denunciou desvio de verbas no Sindimoc, o que gerou a prisão temporária, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, do então presidente do sindicado, vereador Denílson Pires, do diretor Valdecir Bolette (que era candidato à presidência pela Chapa 1, da situação) e do advogado do sindicato, Valdenir Dias.

Julgamento

A reportagem tentou contato com Valdecir e Denílson, mas não foi atendida. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Sindimoc afirmou que a Chapa 1 pedirá a impugnação da eleição, por conta de supostas irregularidades da chapa vencedora.

Segundo a entidade, o julgamento desse pedido será no final de março. Teixeira afirmou que a Chapa 2 está de acordo com estatuto social do Sindimoc. “Estamos tranquilos”, disse. A nova diretoria tomará posse dia 11 de novembro.

Eleições 2010: veja como fica composição do Senado a partir de 2011

Beto Richa é o novo governador do PR

O ex-prefeito Beto Richa (PSDB) é o novo governador do Paraná. Ele conseguiu se eleger com 52,44% dos votos (3.039.774), contra 45,63% (2.645.341) de Osmar Dias (PDT). A eleição não foi tão apertada quanto mostrava a última pesquisa Ibope, que apontava os dois candidatos com 49% dos votos válidos. Houve grande comemoração dos correligionários de Beto Richa na Central de Atendimento ao Eleitor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), onde a imprensa e cabos eleitorais acompanharam a apuração dos votos. Gritos e agitação de bandeiras marcaram a chegada do novo governador ao local.

Beto Richa disse que já esperava vencer a eleição no primeiro turno pela resposta que teve do eleitorado nas ruas. “Vou pensar muito bem nos secretários e todos terão metas para cumprir”, anunciou o novo governador. Ele fez o mesmo no segundo mandato dele na prefeitura. Na sua chegada ao TRE, agradeceu a todos os eleitores e colaboradores pelo resultado do pleito.

O vice eleito Flávio Arns já havia sido anunciado como secretário da Educação caso Richa fosse eleito. Ontem, na comemoração, já falou como deve ser o trabalho na alegria. “Vai ser uma alegria muito grande. Sempre fui da área da educação. E no Senado presidi a Comissão de Educação. Quero trabalhar junto com professores, funcionários, para acharmos juntos a solução, que passa por salários, condições de trabalho. Queremos ter trabalho em conjunto com os municípios e todos sentirmos participantes”, comentou.

Osmar Dias não quis conversar com a imprensa. Pelo twitter, apenas agradeceu a quem se empenhou em sua campanha e acreditou em seu projeto. Toda a campanha ficou polarizada entre Beto Richa e Osmar Dias e isto ficou refletido na apuração final dos votos. O terceiro colocado foi Paulo Salamuni (PV), com 1,41% do total de votos. Em seguida veio Luiz Felipe Bergmann (PSOL), com 0,32%; Avanilson (PSTU), 0,07%; Amadeu Felipe (PCB), 0,07%; e Robinson de Paula (PRTB), 0,06%. A eleição paranaense teve 215.514 votos brancos (3,4% do total) e 335.083 nulos (5,28%).

Eleições 2010: veja como fica composição do Senado a partir de 2011

Deputados do PR ficam do lado mais forte na Câmara

Brasília – A maioria da bancada de 30 deputados federais do Paraná votou a favor da prorrogação da CPMF, da criação de um imposto similar e da proposta que vai gerar mais 7,7 mil vagas para vereadores a partir de 2012. Às vésperas da eleição de 2010, no entanto, os representantes do estado também ajudaram, em massa, a aprovar o projeto que estabelece a divisão igualitária dos royalties de petróleo extraído no mar e a Lei da Ficha Limpa. Entre seis das propostas mais relevantes apreciadas pela Câ­­­mara nesta legislatura (2007-2011), a maior parte dos paranaenses sempre se posicionou do lado vitorioso.

O comportamento de “manada” se deve em parte à composição partidária do grupo. Dos 36 que exerceram mandato no período (houve seis substituições por suplentes, duas delas em definitivo), 25 são de legendas da base aliada ao governo Lula e 11 de oposição. Em raros momentos a bancada rachou por conta própria, como na discussão sobre a criação da Comissão Mista Par­­­lamentar de Inquérito (CPMI) para apurar supostas irregularidades no uso de dinheiro público pelo Movi­­­mento dos Trabalhado­­­res Sem Terra (MST), em 2009.

Além disso, três deputados paranaenses mudaram de partido após eleitos (a infidelidade só foi proibida em outubro de 2007 pelo Supremo Tribunal Federal). Dois deles saíram da oposição e foram para a situação – Airton Roveda, do PPS para o PR, e Ratinho Júnior, do PPS para o PSC. Já Hidekazu Takayama migrou entre partidos governistas – do PMDB para o PTB e depois para o PSC.

“É importante notar que historicamente as bancadas do Paraná no Congresso são governistas”, ressalta o cientista político Emerson Cervi, da Universida­­­de Federal do Paraná. Para ele, o comportamento no período não foi exclusivo dos deputados paranaenses. “Diferentemente do primeiro mandato, o presidente Lula passou a ter muito mais competência nas negociações com a Câmara e aprovou tudo o que queria.”

O peso da distribuição partidária, comum em todas as bancadas, interferiu diretamente na votação da proposta de emenda constitucional (PEC) que prorrogaria a CPMF, em setembro de 2007. Dezenove paranaenses foram favoráveis, nove contra, houve uma obstrução e uma falta. Na votação geral em segundo turno, foram 333 votos favoráveis, 113 contrários e duas abstenções.

A aprovação dependia de 308 votos. Apesar da vitória na Câ­­­mara, o “imposto do cheque” acabou sendo derrubado no Senado. Graças à pressão do Planalto, só dois governistas paranaenses foram contra a proposta – Barbosa Neto (PDT) e Rodrigo Rocha Loures (PMDB).

“Nós temos o senso comum de que partido não vale nada, mas na arena legislativa conta muito”, sustenta o cientista político Adriano Codato, também da UFPR. Ele ressalta que é importante entender as dissidências. “Nunca, ou quase nunca, entram em consideração razões de consciência, ideologia pessoal, seja lá o que for.”

Em 2008, o governo apoiou a criação de um tributo similar à CPMF, a Contribuição Social para a Saúde. A nova cobrança, sugerida por projeto de lei, foi aprovada por uma margem de apenas dois votos no total – os governistas precisavam de 257 e conseguiram 259. Quatorze parlamentares do estado votaram a favor, 11 contra e cinco faltaram à sessão. Mesmo com o texto base aprovado, o projeto ainda está travado no plenário da Câmara.

No final de 2008, os paranaenses também ajudaram a aprovar a PEC dos Vereadores, que criou mais 7,7 mil vagas nas câmaras municipais brasileiras. Em tese, o texto prevê redução de gastos, mas especialistas apontam que a lei, promulgada no ano passado, pode inflar os orçamentos dos legislativos municipais a partir da abertura de novos gabinetes. Mesmo impopular e sem apoio expresso do governo ou partidário, a PEC contou com votos de 21 paranaenses – seis faltaram e apenas três foram contra.

Bancada

Em 2009, apenas seis deputados da bancada do Paraná na Câmara votaram contra a aprovação da PEC dos Precatórios. Os outros 16 foram favoráveis e sete faltaram. A proposta originou a regra em vigor que permite que estados e municípios parcelem o pagamento de dívidas judiciais, conhecidas como precatórios, por pelo menos 15 anos.

Além disso, estabeleceu que os governantes podem pagar parte dos compromissos em leilões, nos quais o credor aceita receber menos dinheiro para resolver a cobrança mais rapidamente. O texto foi batizado de “PEC do Calote” pela Ordem dos Advoga­­­dos do Brasil (OAB) por dificultar a situação de credores de estados e municípios. Desde que foi promulgada, a regra tem sido questionada pela OAB no STF.

Em 2010, ano de eleição, só um paranaense – Marcelo Al­­­meida (PMDB) – votou contra a mudança que estabelece divisão igualitária dos royalties de petróleo extraído do mar, a chamada Emenda Ibsen. Na época, Almeida disse que não apoiaria a luta entre estados produtores e não produtores. A proposta, que na teoria favorece o Paraná, contou com os votos de 23 paranaenses – outros seis faltaram à sessão.

Por último, 28 representantes do estado votaram a favor da Lei da Ficha Limpa – Affonso Ca­­­­margo (PSDB) e Angelo Vanhoni (PT) faltaram à sessão. Ao todo, a proposta teve 388 votos a favor e apenas um contra, do deputado Marcelo Melo (PMDB-GO). Ainda assim, ele disse que votou contra por engano.

Para Codato, essas votações refletem uma lógica corporativa dos parlamentares. “A norma geral é que eles votem todos a favor dos próprios interesses, como no caso da PEC dos Vereadores. Mas quando há um constrangimento social importante, uma mobilização notável, eles, que não são bobos, acompanham a ‘opinião pública’.”