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Eleições 2010: com Ficha Limpa, candidaturas impugnadas chegam a 3 mil

Eleições 2010: com Ficha Limpa, candidaturas impugnadas chegam a 3 mil

A entrada de São Paulo no ranking de impugnações elevou para quase 3 mil o número de candidatos com problemas na Justiça Eleitoral. Ontem, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) começou a divulgar os dados de candidaturas impugnadas no estado.

Até as 20h, a Corte havia registrado o questionamento de 301 registros dos 3.154 políticos que se lançaram na disputa por cargos.

Com isso, o total de candidaturas impugnadas na Justiça Eleitoral chegou a 2.967. Pelo sistema do tribunal, não é possível detalhar quantas impugnações foram pedidas pelo Ministério Público, e quantas foram solicitadas por partidos e candidatos.

As impugnações podem ser solicitadas por Ministério Público, siglas e candidatos para impedir a aprovação do registro pela Justiça Eleitoral.

As falhas apontadas na impugnação podem ir desde a falta de documentos a denúncias com intuito de impedir que políticos “fichas-sujas” disputem as eleições.

Os tribunais regionais, no entanto, informaram que a maioria das impugnações foi motivada por falhas na documentação enviada pelos candidatos, como falta de certidões negativas na Justiça.

O TSE não havia registrado até nenhum pedido de impugnação dos nove candidatos que disputam a Presidência da República.

O nome do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) não figura entre os candidatos com problemas na Justiça. É um indício de que o número de candidaturas impugnadas ainda deve aumentar. O TSE tem até o fim do dia amanhã para finalizar a lista de candidatos questionados na Justiça Eleitoral.

Por enquanto, Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo, lidera o ranking dos pedidos de impugnação.

De um total de 1.701 registros de candidatura, 614 foram impugnadas, segundo balanço divulgado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) na última sexta-feira (14).

O estado de Alagoas ocupa a segunda posição em números absolutos, mas em cálculo proporcional – quando são comparados o número de candidaturas registradas e o número de questionamentos -, o estado lidera.

Dos 438 políticos que se lançaram candidatos, 429 tiveram a candidatura impugnada, o equivalente a 97,9% dos registros.

Até agora, Rondônia ocupava o terceiro lugar, com 327 candidaturas impugnadas, de um total de 477 políticos registrados.

Eleições 2010: com Ficha Limpa, candidaturas impugnadas chegam a 3 mil

Analistas preveem juro básico a 11%. Copom decide nesta quarta (21)

“Ainda é cedo para o BC reduzir o seu ritmo de alta. As expectativas de inflação melhoraram para este ano, mas não para 12 meses”, afirmou o economista-chefe da Austin Asis, Alex Agostini, para quem a Selic encerra este ano a 12,25%. Copom se reúne hoje e nesta quarta-feira (21)

Apesar dos sinais claros de desaceleração da economia e da inflação, o mercado segue apostando que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevará a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual amanhã, ou seja, para 11% ao ano, segundo o boletim Focus. Mas essa não é a avaliação geral.

No levantamento, há visões divergentes, que acreditam numa redução desse ritmo, para alta de 0,50 ponto percentual.

Se confirmada a elevação maior, será a terceira seguida nessa magnitude e vem, sobretudo, na esteira de expectativas elevadas de inflação para 2011. Para o ano, as contas permaneceram em 12%.

– Ainda é cedo para o BC reduzir o seu ritmo de alta. As expectativas de inflação melhoraram para este ano, mas não para 12 meses – afirmou o economista-chefe da Austin Asis, Alex Agostini, para quem a Selic encerra este ano a 12,25%.

No mercado futuro de juros e para alguns especialistas, há estimativas de que a autoridade monetária reduzirá o ritmo de alta dos juros nesta semana. O aumento viria em 0,5 ponto percentual, como defendeu ontem a equipe do Bradesco.

Pelo Focus, o mercado reduziu as estimativas sobre o IPCA deste ano, de 5,45% para 5,42%, e manteve a de 2011 em 4,80%. Para a inflação em 12 meses, subiu de 4,90% para 4,96%.

Bovespa avança com “commodities” e construtoras
Impulsionada por ações ligadas a commodities e construção, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta ontem. O Ibovespa subiu 1,54%, aos 63.297 pontos.

O volume negociado foi de R$ 6,758 bilhões, influenciado pelo exercício de contratos de opções sobre ações, que movimentou R$2,42 bilhões. Entre as maiores altas do Ibovespa, Cyrela ON (3,93%), MRV ON (3,78%) e Gafisa ON (3,21%).

A ação Vale PNA (preferencial, sem direito a voto) subiu 2,61%, e a ON, 2,80%. A maior alta do Ibovespa foi Brasil Telecom PN (4,61%), seguida por Usiminas ON, de 4,08%. Petrobras PN avançou 0,41% e a ON, 0,72%. A despeito da alta da Bovespa, o dólar fechou com valorização de 0,23%, a R$1,786. Esta foi a quarta alta seguida da moeda.

Eleições 2010: com Ficha Limpa, candidaturas impugnadas chegam a 3 mil

Ministro do Planejamento é contra vincular benefícios a salário mínimo

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, criticou a indexação dos benefícios previdenciários ao aumento do salário mínimo. Atualmente, o piso da Previdência é reajustado pelo mesmo índice do salário mínimo, enquanto os benefícios acima desse valor têm como base de correção o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Uma emenda do senador Paulo Paim (PT/RS) pretende indexar todos os reajustes dos benefícios previdenciários ao aumento do salário mínimo. A proposta foi incluída na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e depende de sanção do presidente Lula.

“Não sou adepto dessa medida. Se a gente olhar o que está acontecendo em termos demográficos, só tem um jeito de atrelar o salário mínimo e os outros benefícios, é não dar aumento real para nenhum deles”, disse Paulo Bernardo.

No entanto, segundo o Ipea Data, desde julho de 1994, os preços monitorados pelo governo subiram nada menos que 434%, enquanto os chamados preços livres subiram 227%.

Embora não veja “nenhum mal econômico” na indexação das aposentadorias ao salário mínimo e reconheça como verdadeiros os números do IpeaData, a economista Denise Gentil, da UFRJ, pondera que tal medida pode criar constrangimentos políticos para a continuidade das elevações do salário mínimo.

“A Constituição determina a manutenção do poder de compra das aposentadorias, mas indexá-las ao salário mínimo pode realmente criar alguma inércia inflacionária. O Governo já está recompondo gradativamente os benefícios oferecendo inflação mais metade do crescimento do PIB”, ponderou a economista, favorável à indexação com o mínimo para aposentadorias até R$ 700.

Eleições 2010: com Ficha Limpa, candidaturas impugnadas chegam a 3 mil

Aprovaçao do projeto Ficha Limpa é um dos destaques do semestre

Agência Câmara publica, hoje e ao longo da próxima semana, matérias especiais com o balanço das votaçoes da Câmara no semestre. Confira agora a primeira reportagem da série.

Normas mais rígidas para as candidaturas a cargos eletivos, o aumento de 7,72% para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo e as novas regras para a exploração do petróleo do pré-salO termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas no fundo do mar com potencial para a geração e acúmulo de petróleo localizadas abaixo de uma extensa camada de sal. Os reservatórios brasileiros nessa camada estão a aproximadamente 7 mil metros de profundidade, em uma faixa que se estende por cerca de 800 km entre o Espírito Santo e Santa Catarina. foram alguns dos temas relevantes aprovados pela Câmara no primeiro semestre deste ano.

Outras matérias importantes aprovadas foram o piso salarial para os policiais dos estados; a redução do tempo de sigilo de documentos oficiais; e a política nacional de resíduos sólidos.

Política
Na área da política, o projeto Ficha Limpa (PLP 168/93), aprovado pela Câmara e transformado na Lei Complementar 135/10, impõe normas mais rígidas para o registro de candidaturas. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a validade da lei já para as eleições deste ano.

O texto votado surgiu de iniciativa popularProjeto de lei apresentado à Câmara pela população. A proposta precisa ser assinada por, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído por pelo menos cinco estados. Em cada estado, o projeto deverá ser assinado por não menos que 0,3% de seus eleitores., amparada por cerca de 1,3 milhão de assinaturas, e obteve consenso no Plenário depois de ser analisado por um grupo de trabalho e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

A lei proíbe as candidaturas dos condenados por decisão de colegiado da Justiça no caso de crimes de maior gravidade e com dolo, como corrupção, abuso de poder econômico, homicídio e tráfico de drogas.

Segundo a nova lei, o período durante o qual o condenado ficará sem poder se candidatar é unificado em oito anos. A renúncia para evitar processo de perda de mandato passa a ser um dos motivos que tornarão o político inelegível.

Uma das mudanças que viabilizaram a aprovação do projeto foi o efeito suspensivo para o recurso que o réu pode apresentar contra a decisão colegiada que o condenar e, em consequência, torná-lo inelegível.

Com o efeito suspensivo, a candidatura pode ser registrada e a pessoa pode até ser eleita. Entretanto, o julgamento do recurso terá prioridade sobre todos os demais e, se ele for negado, a candidatura será cancelada ou o diploma do eleito cassado.

Documentos sigilosos
Os documentos guardados pelo Poder Público que forem classificados como ultrassecretos terão prazo de sigilo diminuído de 30 para 25 anos, segundo prevê o Projeto de Lei 219/03, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), aprovado pela Câmara.

O texto aprovado tomou como base um projeto do Executivo e estabelece os procedimentos para o acesso de qualquer cidadão a esses dados. A matéria está sendo analisada pelo Senado.

Os documentos classificados como secretos terão prazo de 15 anos de sigilo, e os reservados de cinco anos. Todos os prazos poderão ser prorrogados por igual período uma única vez.

Essa nova sistemática criada na Câmara acaba com a prorrogação indefinida do sigilo de documentos que possam causar ameaça externa à soberania nacional ou à integridade do território brasileiro.

Os dados pessoais, relativos à intimidade, vida privada, honra e imagem, terão acesso restrito por 100 anos. As exceções são para autorização legal (mandado), a pedido da própria pessoa e em casos de tratamento médico, por exemplo.

Eleições 2010: com Ficha Limpa, candidaturas impugnadas chegam a 3 mil

TRE começa hoje a julgar os registros dos candidatos

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) começa hoje a julgar os pedidos de registros dos candidatos às eleições de 2010. Vinte e dois candidatos tiveram suas candidaturas impugnadas. Os pareceres do Ministério Público Eleitoral foram encaminhados no final de semana ao TRE, que decidirá sobre cada um dos sete candidatos a governador, sete candidatos a vice-governador, doze candidatos a senador, 24 candidatos a suplente de senador, 289 candidatos a deputado federal e 583 candidatos a deputado estadual. O Ministério Público Eleitoral deu parecer favorável ao registro de candidatura de Osmar Dias (PDT), da coligação A união faz um novo Amanhã ao governo do Paraná. Já o candidato ao governo pela coligação Novo Paraná, Beto Richa (PSDB), ainda não tem parecer conclusivo porque o MPE pediu mais documentos dos partidos que apóiam o tucano.

De acordo com a assessoria do candidato tucano, as procurações emitidas por dirigentes de dois partidos da coligação aos advogados que assinaram os pedidos de registro foram extraviadas. A assessoria do TRE informou que basta à coligação apresentar os documentos para que o Procurador Regional Eleitoral, Néviton Guedes, formule o parecer.

Eleições 2010: com Ficha Limpa, candidaturas impugnadas chegam a 3 mil

Políticos do PR declaram ao TSE guardar fortunas “embaixo do colchão”

Candidatos declaram mais de R$ milhões “em espécie”

No Paraná, a prática de manter dinheiro guardado “embaixo do colchão” é comum entre os candidatos que disputarão as eleições de outubro. Assim, como em outras regiões do país, as declarações de bens dos políticos paranaenses, entregues a Justiça Eleitoral, revelam que muitos deles não confiam nas instituições bancárias. Levantamento parcial feito pela reportagem do Jornal do Estado com base em dados oficiais revelam que mais de R$ 2 milhões estão fora de circulação, declarados à Justiça eleitoral como sendo mantidos “em espécie”, ou seja, em dinheiro, pelos candidatos. A lista inclui o ex-governador e candidato ao Senado pelo PMDB, Roberto Requião, que com um patrimônio total declarado de R$ 797 mil, afirmou manter R$ 400 mil em espécie.

A polêmica em relação aos candidatos que acumulam capital em casa teve início nas eleições 2010 quando veio à tona a informação de que a presidenciável petista, Dilma Roussef, mantém em seu poder R$ 113 mil. Membros da oposição chegaram a levantar suspeitas sobre a origem dos recursos. O líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA), chegou a afirmar que se a candidata “faz isso é porque não pode justificar no banco”. Dilma informou através de sua assessoria que não comentaria o caso, uma vez que a prática não é ilegal.

No Paraná, muitos outros candidatos – a maioria disputa a reeleição – conserva parte do patrimônio em sua propriedade. O deputado federal Abelardo Lupion (DEM) diz possuir R$ 395 mil em moeda nacional, Moacir Micheletto (PMDB) R$ 282 mil, Hidekazu Takayama (PSC) R$ 235.680,00, Marcelo Almeida R$ 100 mil, César Silvestre (PPS) R$ 85 mil, Reinhold Stephanes (PMDB) R$ 83.050,00, Eduardo Sciarra (DEM) R$ 25 mil, Luiz Carlos Hauly (PSDB) R$ 20 mil, entre outros.

Patrimônio — Dos 30 deputados federais paranaenses, 26 possuem somados patrimônio – declarado a Justiça Eleitoral – de R$ 865.811.560,00. Apenas Alceni Guerra (DEM) e os candidatos ao Senado, Gustavo Fruet (PSDB) e Ricardo Barros (PP) não declararam possuir bens. De acordo com a assessoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PR), isso pode ter acontecido por conta de erro na leitura do CD entregue pelos próprios candidatos. As informações devem estar corrigidas até o final da semana. O deputado federal Cássio Taniguchi (DEM) não disputará a reeleição.

Do montante total, R$ 683.270.832,00, ou seja, 78,9% do total, pertencem ao deputado federal Marcelo Almeida (PMDB). Na eleição passada, o peemedebista declarou R$ 86 milhões. O salto se justifica pelo falecimento do pai do deputado, o empreiteiro Cecílio do Rego Almeida. Graças a esses números, Almeida aparece como o parlamentar mais rico do País e o segundo mais rico entre os candidatos, atrás apenas do candidato a vice-presidência na chapa de Marina Silva (PV), Guilherme Leal (PV), dono da Natura cosméticos, com patrimônio declarado de R$ 1,2 bilhão.