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Banco Mundial alerta para pior desempenho da economia global

Banco Mundial alerta para pior desempenho da economia global

Com exceção da forte recessão causada pela pandemia de covid-19, em 2020, este seria o crescimento global mais baixo em um ano desde a crise financeira de 2008

Rafaela Gonçalves

O Banco Mundial manteve sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2024 em 2,4%, o que marcaria o terceiro ano seguido de desaceleração. Em seu relatório de Perspectivas Econômicas Globais, publicado, nesta terça-feira (9/01), a entidade alertou para o risco de uma “década de oportunidades desperdiçadas”, com a economia global caminhando para ter sua pior performance em meia década.

Com exceção da forte recessão causada pela pandemia de covid-19 em 2020, este seria o crescimento global mais baixo em um ano desde a crise financeira de 2008. O documento estima que a economia global tenha expandido 2,6% em 2023 e que deve voltar a acelerar levemente a 2,7% em 2025.

A desaceleração neste ano, de acordo com o banco, será resultado dos efeitos atrasados do aperto na política monetária e condições financeiras restritivas, ao lado de investimento e comércio globais fracos.

O relatório ainda destaca que a atividade enfrentará riscos negativos de uma possível escalada de conflitos no Oriente Médio, que poderá levar a um aumento dos preços do petróleo, e a fenômenos meteorológicos extremos, que afetam principalmente a agricultura, a energia e a pesca.

Além das dificuldades para a economia global, a organização financeira destaca que a recuperação pós-covid tem sido muito desigual. “O crescimento a curto prazo permanecerá fraco e levará muitos países em desenvolvimento, especialmente os mais pobres, a uma armadilha: com níveis de dívida paralisantes e acesso precário aos alimentos para quase uma em cada três pessoas”, disse Indermit Gill, economista-chefe do Banco Mundial.

A maioria das economias avançadas voltou a níveis equivalentes ou superiores aos anteriores à pandemia, mas este não é o caso de muitos países em desenvolvimento ou emergentes. “Sem uma aceleração do crescimento global nos próximos anos, a população de um em cada quatro países em desenvolvimento será mais pobre até o final da década de 2020 do que era antes da pandemia”, disse Gill.

Juros reais

Os efeitos do aperto monetário devem chegar ao seu pico em 2024 e poderão fazer com que as taxas de juros reais permaneçam elevadas por um período prolongado, à medida que a inflação retorna à meta apenas gradualmente. De acordo com o Banco Mundial, essa configuração deverá manter restritiva a postura da política monetária dessas economias no curto prazo.

Nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento, a instituição pondera que o ciclo de relaxamento monetário poderá ser contido pela diminuição nos diferenciais de juros em relação às economias avançadas.

CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2024/01/6782983-banco-mundial-alerta-para-pior-desempenho-da-economia-global.html

Banco Mundial alerta para pior desempenho da economia global

Maioria dos brasileiros quer ver Bolsonaro preso por atos golpistas

74% dizem discordar dos ataques bolsonaristas em 8 de Janeiro, enquanto15% afirmam concordar.

por André Cintra

Um ano após os atos golpistas de 8 de Janeiro, quatro a cada cinco brasileiros reafirmam a confiança no Estado Democrático de Direito. Conforme pesquisa AtlasIntel divulgada nesta segunda-feira (8), a maioria também responsabiliza o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – e, por isso, crê que ele deve ser preso – pela invasão do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF (Supremo Tribunal Federal).

Hoje, 74% dizem discordar dos ataques bolsonaristas, enquanto15% afirmam concordar. Outros 11% não têm opinião a respeito. Na comparação com a pesquisa de um ano atrás, houve oscilações dentro da margem de erro. Em contrapartida, cresceu de 53% para 59% o número de brasileiros que consideram a invasão “completamente injustificada”.

A associação direta de Bolsonaro ao 8 de Janeiro continua majoritária. Para 52%, o ex-presidente é “responsável pela invasão do Congresso, do Palácio do Planalto e do STF”. De acordo com a sondagem, 53,4% deveria ser preso por ser o mentor dos atos antidemocráticos. Na visão de 53,1%, ele também deveria ficar inelegível como pena para esses crimes.

As percepções sobre a gravidade do 8 de Janeiro são mais difusas: 43,3% dizem que a democracia correu grande risco, 27,7% afirmam que não houve risco nenhum e 15,9% creem que a democracia correu “algum risco, mas não tão alto”.

Convergência há mesmo no apoio à democracia. Quase 60 anos após o Golpe de 64 – e passados 39 anos da redemocratização –, a ditadura militar parece não ter deixado saudade. Entre os entrevistados, 80% apoiam a democracia “para governar o Brasil”, 12,7% preferem outro sistema e 7,3% não sabem.

A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.200 eleitores, em todas as regiões do País, entre domingo (7) e segunda (8). A margem de erro é de três pontos percentuais.

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2024/01/09/maioria-dos-brasileiros-quer-ver-bolsonaro-preso-por-atos-golpistas/

Banco Mundial alerta para pior desempenho da economia global

MP da reoneração: entenda por que medida causa tanto incômodo

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reúne os líderes nesta terça-feira (9), em pleno recesso parlamentar, para discutir os caminhos que serão tomados em relação à medida provisória (MP) da reoneração da folha de pagamento. A medida é polêmica e, se for devolvida por Pacheco, será a primeira derrota do presidente Lula (PT) junto ao Congresso em 2024.

desoneração da folha de pagamento foi prorrogada até 2027 com impacto de R$ 18 bilhões em renúncia fiscal. A decisão do Congresso em defesa da desoneração veio por meio de projeto de lei. Depois, o presidente Lula vetou o projeto completamente por considerar a medida inconstitucional.

A edição da MP levou a críticas de congressistas e pedidos de devolução. Para alguns, o governo afrontou o Legislativo ao publicar uma MP revogando uma lei que já havia sido aprovada pelo Congresso depois de ter o seu veto derrubado. Entidades do setor produtivo já pediram a Pacheco a devolução da medida. Nesta segunda-feira (8), em meio às negociações, nove frentes parlamentares assinaram um ofício também reforçando o pedido.

O documento é assinado pelas frentes do Empreendedorismo (FPE); do Comércio e Serviços (FCS); da Agropecuária (FPA); pelo Livre Mercado; pelo Brasil Competitivo; para o Desenvolvimento da Indústria Elétrica e Eletrônica; da Mulher Empreendedora; da Contabilidade Brasileira; e da Indústria de Máquina e Equipamentos. As frentes alegam que, se concretizada a decisão do governo federal, os 17 setores que mais empregam no país podem sofrer um aumento na carga tributária, engessando o mercado, causando insegurança jurídica e colocando em risco milhões de empregos.

A devolução de MPs é uma prerrogativa do presidente do Congresso e é feita se for definido que a medida não obedece às Constituições ou leis já em vigor. O governo quer mitigar os danos. O tema é tão polêmico que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou a interromper as férias por algumas horas no começo desta semana para colocar o dedo na negociação. Ele esteve reunido com os líderes do Governo no Congresso e no Senado, respectivamente os senadores Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) e Jaques Wagner (PT-BA), que serão os responsáveis por realizar o diálogo com os congressistas.

Ainda que o governo alegue que quer dialogar com o governo e apresentar uma nova proposta caso a medida não avance, a MP é vista como central para a manutenção do déficit zero, definida pelo Orçamento da União de 2024 e uma bandeira de Haddad em sua gestão à frente da Fazenda. Ainda não há um novo plano divulgado pelo governo. Segundo interlocutores ouvidos pelo Congresso em Foco, Haddad aposta na “sensibilidade” dos parlamentares a fim de manter a MP.

A MP já está em vigor desde a sua publicação, no fim de dezembro de 2023. O prazo de 60 dias para os congressistas avaliarem o texto se encerra em 31 de março. Caso não haja uma definição, o prazo é prorrogado por mais 60 dias.

A MP estipula a reoneração gradual dos 17 setores beneficiados pela desoneração da folha de pagamento, a revogação dos benefícios fiscais do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) e a limitação no percentual para compensação por decisões judiciais passadas.

AUTORIA

Iara Lemos

IARA LEMOS Editora. Jornalista formada pela UFSM. Trabalhou na Folha de S.Paulo, no G1, no Grupo RBS, no Destak e em organismos internacionais, entre outros. É mestranda na Universidade Aberta de Portugal e autora do livro A Cruz Haitiana. Ganhadora do Prêmio Esso e participante do colegiado de Inteligência Artificial da OCDE.

CONGRESSO EM FOCO
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Oposição já comemora possível devolução de MP da reoneração

Ainda que neste momento haja apenas uma sinalização por parte do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para que a medida provisória (MP) da reoneração da folha de pagamento seja devolvida ao governo federal, a oposição já começou a comemorar o movimento. Para o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), a indicação de Pacheco pela devolução da medida, contudo, não encerra a discussão no Congresso Nacional.

“Nosso objetivo maior é pela garantia do emprego. Os benefícios são muito importantes para o setor, e por isso a medida provisória deve ser devolvida por inteiro. A gente ganha essa batalha, mas a guerra continua, porque é óbvio que o governo deve voltar a essa discussão por meio de um projeto legislativo”, disse Portinho.

Entenda o desconforto da MP

Pacheco esteve reunido com líderes partidários para tratar sobre a medida nesta terça-feira (9) e, ao final, afirmou que irá ter uma definição sobre o tema ainda durante o recesso parlamentar, ou seja, em janeiro. O presidente do Senado disse, no entanto, que só irá decidir sobre a reoneração depois de uma conversa com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“Não tomarei uma decisão de devolução total ou parcial sem conversar com o ministro Fernando Haddad. Acho importante o diálogo entre o Legislativo e o Executivo”, disse Pacheco. A reunião, segundo ele, deve ser feita até quarta-feira (10). “Seria muito cômodo devolver sem discutir uma solução. Não queremos isso. Queremos construir com o ministro uma solução de arrecadação que seja sustentável.”

Pacheco deve conversar ainda com os líderes que não estavam presentes na reunião desta terça-feira (9) e com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Congressistas só retomam ao trabalho em fevereiro. Com isso, o número de líderes que participaram da reunião foi menor, com somente nove senadores.

A MP enviada por Haddad inclui a reoneração e outros dois temas: teto da compensação e o retorno da cobrança de impostos do Perse. Se Pacheco decidir por uma devolução parcial, uma opção seria a reoneração ser devolvida e os outros dois temas serem discutidos pelo Congresso como MP. Os congressistas não descartam ainda que o governo possa enviar projetos de lei sobre os temas.

A devolução de MPs é uma prerrogativa do presidente do Congresso e é feita se for definido que a medida não obedece às Constituições ou leis já em vigor, como a da própria edição de MPs, como a necessidade de urgência. No entanto, a devolução é vista como uma medida mais drástica, que pode aumentar a tensão entre Congresso e governo. Nesse sentido, a parcial, com as outras duas propostas sendo discutidas pelos congressistas, seria uma forma de meio-termo.

CONGRESSO EM FOCO

Banco Mundial alerta para pior desempenho da economia global

Declínio dos sindicatos e precarização dos direitos trabalhistas

por João Victor Chaves*

Um dos aspectos mais simbólicos da luta de classes é o constante conflito entre capital e trabalho, muito antes da eclosão das teorias marxistas. As queixas provenientes dos empregadores, no que diz respeito à proteção dada pela legislação trabalhista, são tão antigas quanto seus próprios interesses.

As conquistas e os direitos sociais sempre estiveram sujeitos à força e capacidade de mobilização, principalmente, dos movimentos sindicais, em todo o mundo, em contraponto ao ideário de maximização de lucros.

No Brasil, a legislação contém alguns mecanismos desatualizados em relação às recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entre eles, estão a carta sindical e a unicidade territorial, previstos no artigo 8º, I e II, da Constituição.

A carta sindical condiciona a legitimidade jurídica da entidade à autorização do Estado brasileiro. As críticas que recaem sobre a sua obrigatoriedade estão relacionadas a possíveis obstáculos e impedimentos alheios aos interesses de classe para a concessão.

No mesmo sentido, a unicidade territorial veda a existência de mais de um sindicato da mesma categoria por base territorial, o que não é recomendado pela OIT desde a Convenção 87, de 1948.

Portanto, a autonomia e capacidade de organização e mobilização dos sindicatos brasileiros contêm certas limitações decorrentes da legislação e do interesse do Estado brasileiro em manter as referidas entidades sob seu jugo, independente do governante de ocasião.

Em “Chatô, o Rei do Brasil”, Fernando Morais descreve uma reunião de empresários com o então presidente Getúlio Vargas, que manifesta seu interesse em alterar a lei para promover maior proteção trabalhista e, como consequência, debelar o apoio ao ideário marxista que era disseminado sob a liderança de Luís Carlos Prestes.

Outorgada ainda no Estado Novo, a CLT sofreu diversas alterações ao longo das décadas, sendo a mais profunda delas em 2017, por meio da Lei 13.467, durante o governo Michel Temer, atendendo aos interesses de grupos liberais que defendiam maior flexibilização.

A pretexto de dar maior poder de negociação aos sindicatos, a reforma aprovou a inclusão do artigo 611-A, para dar prevalência ao “negociado sobre o legislado”. Contudo, ao passo em que alegava privilegiar as negociações coletivas, que são aplicáveis a toda a categoria profissional, o veto à “contribuição sindical compulsória” representou grande enfraquecimento no financiamento dos sindicatos laborais e causou impactos nas negociações entre as entidades.

As entidades patronais, por outro lado, possuem diversas fontes de financiamentos, inclusive públicas, como o “Sistema S”. Parte da arrecadação bilionária é repassada a entidades como Sesi, Sesc, Senac, Senai, entre outras.

Por conseguinte, em que pese a justificativa de que a reforma pretendia conferir maior poder aos sindicatos e às negociações coletivas, os sindicatos laborais foram enfraquecidos, causando maior desequilíbrio nas negociações. Trata-se de uma tendência, sobretudo a partir das recentes posições adotadas pelo Supremo Tribunal Federal em matéria trabalhista.

Ainda que a jurisprudência da Suprema Corte não esteja pacificada em temas trabalhistas, há uma maioria de perfil liberal, como Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e André Mendonça. Logo, as disparidades tendem a aumentar.


* João Victor Chaves é advogado trabalhista e membro fundador da Frente Ampla Democrática pelos Direitos Humanos (FADDH).

O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para redacao@congressoemfoco.com.br.

CONGRESSO EM FOCO

https://congressoemfoco.uol.com.br/area/pais/declinio-dos-sindicatos-e-precarizacao-dos-direitos-trabalhistas/

Banco Mundial alerta para pior desempenho da economia global

Quem sofre de depressão pode se aposentar?

André Beschizza

A depressão pode conceder direito a aposentadoria, mas depende do impacto na capacidade de trabalho. O artigo explora essa relação, requisitos para auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, e destaca a importância de assistência jurídica no processo.

Benefícios destinados a quem sofre de depressão e ansiedade:

Os benefícios do INSS para pessoas com ansiedade e depressão são fundamentais para apoiar aqueles que enfrentam desafios na saúde mental. É importante entender os critérios específicos de cada benefício para garantir o acesso a eles. Esses benefícios incluem:

1. Auxílio-doença:

Para a concessão, é necessário ser segurado da Previdência Social, cumprir carência mínima de 12 meses de contribuição e apresentar laudo médico comprovando a incapacidade temporária.
2. Aposentadoria por invalidez:

Exige a condição de segurado da Previdência Social, carência mínima de 12 meses de contribuição e laudo médico comprovando a incapacidade permanente.
3. Benefício Assistencial – BPC:

A concessão é determinada por meio de uma avaliação socioeconômica rigorosa, levando em consideração a vulnerabilidade financeira resultante da ansiedade ou depressão. Nesse contexto, não é exigida uma contribuição mínima para acesso aos benefícios
Esses critérios asseguram uma concessão justa dos benefícios, proporcionando suporte àqueles que realmente enfrentam desafios na saúde mental. Contar com a orientação de um advogado previdenciário facilita o entendimento e aumenta as chances de sucesso no processo de solicitação.
Quais os direitos de uma pessoa que sofre de depressão?

Pessoas que sofrem de depressão podem ter direitos a benefícios previdenciários importantes, como: auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, licença médica e proteção contra discriminação no trabalho. Além da isenção fiscal para veículos adaptados que pode ser aplicável, dependendo da legislação local.

Entretanto, é essencial consultar as leis específicas da região, pois as isenções podem variar. Consultar o site do governo é uma forma eficaz de obter informações sobre direitos e benefícios relacionados à depressão.

Em caso de dúvidas, buscar o auxílio de um advogado pode fazer toda a diferença, especialmente quando se trata de casos de recusa de benefícios aos quais você pode ter direito.

Quem sofre de depressão, pode se aposentar por invalidez?

Sim, é possível solicitar a aposentadoria por invalidez se você sofre de depressão e a condição é avaliada como permanente e incapacitante para o trabalho. O processo envolve a comprovação da incapacidade por meio de laudo médico detalhado e a análise do INSS.

Mas, para se aposentar você deve seguir critérios essenciais, como qualidade de segurado e o cumprimento da carência mínima de 12 meses. Entender bem esses requisitos e apresentar a documentação correta facilita o processo e aumenta suas chances de garantir o benefício.

Quais os requisitos para a concessão do benefício?

Os requisitos para a concessão da aposentadoria por invalidez englobam requisitos essenciais que devem ser atendidos para assegurar o acesso a esse benefício. Eles incluem:

Qualidade de segurado: Ser segurado da Previdência Social e manter os pagamentos em dia para garantir a proteção previdenciária.
Carência mínima: Cumprir o período mínimo de 12 meses de contribuições.
Incapacidade comprovada: Apresentar um laudo médico detalhado que evidencie a incapacidade permanente para o trabalho, seja de natureza física ou mental.
Avaliação pelo INSS: Submeter a documentação ao INSS para análise pericial.
Lembre-se, é essencial compreender e atender a esses requisitos para assegurar o acesso a esse benefício previdenciário.

Quem sofre de depressão grave, pode aposentar ou continua a trabalhar?

A depressão grave pode afetar significativamente a capacidade de trabalho, tornando desafiador manter a eficácia nas atividades profissionais.

Além disso, esse impacto se estende para além das tarefas cotidianas, podendo influenciar a produtividade, a presença no trabalho e até mesmo a dinâmica nas relações interpessoais. Nesse caso, a pessoa que sofre de depressão grave, pode se aposentar, caso comprove essa incapacidade por meio de exames e laudos médicos.

Porém, se existe compreensão e o apoio do empregador, aliados a intervenções terapêuticas e possíveis ajustes no ambiente de trabalho, a pessoa que sofre de depressão grave talvez possa continuar a trabalhar. No entanto, é importante reconhecer que essa capacidade pode variar de pessoa para pessoa.

Como solicitar os benefícios previdenciários em caso de depressão?

Para solicitar benefícios previdenciários devido à depressão, incluindo a possibilidade de aposentadoria por invalidez, siga estes passos:

Laudo médico detalhado: Obtenha um laudo médico detalhado que comprove a condição de depressão e sua incapacidade no trabalho.
Documentação pessoal: Providencie toda a documentação pessoal necessária, como RG, CPF, comprovante de residência e carteira de trabalho.
Agendamento no MEU INSS: clique em “Agendamentos/Solicitações” e depois em “Novo Requerimento.”
Envio da documentação e preenchimento do formulário: Antes da perícia, envie a documentação e preencha o formulário no MEU INSS.
Análise e perícia: O INSS realizará a análise da documentação e sua condição durante a perícia médica.
Acompanhamento: Após a perícia, acompanhe o andamento do processo. Siga o andamento pelo MEU INSS e forneça informações adicionais, se necessário.
Seguir o procedimento adequadamente e anexar toda a documentação é fundamental para estar em conformidade com os requisitos previdenciários e aumentar as chances de garantir o benefício.

Dessa forma, aqueles que sofrem de depressão podem, de fato, se aposentar, caso a documentação comprove claramente a incapacidade relacionada à doença mental.

Como funciona a perícia do INSS, para quem sofre de depressão e deseja se aposentar?

A perícia do INSS para avaliar a depressão é conduzida por um médico do órgão. Durante o exame, é fundamental destacar sintomas como desânimo persistente e dificuldades de concentração e apresentar exames e laudos detalhados para evidenciar a incapacidade trabalhista decorrente da doença mental.

O perito analisa a consistência desses sintomas, considerando a gravidade e a persistência, alinhando-os aos requisitos previdenciários. Para facilitar o acompanhamento do processo, o governo disponibiliza o MEU INSS, uma plataforma transparente que permite acesso a informações e atualizações sobre o status do pedido.

Para mais informações sobre benefícios do INSS, incluindo a aposentadoria por invalidez devido à depressão, acesse o site oficial do governo, lá, você encontrará orientações detalhadas, requisitos necessários para esse benefício, e outras informações sobre direitos previdenciários.

Sofre de depressão e não consegue se aposentar? Veja como um advogado pode me ajudar.

O advogado previdenciário desempenha um papel fundamental na obtenção de benefícios previdenciários devido à depressão. Esse profissional, especializado em direito previdenciário, orienta sobre os requisitos, auxilia na documentação necessária e, se necessário, atua em recursos e contestações.

Além disso, ele compreende todas as fases do processo, tornando-se um aliado essencial para garantir que o requerente receba o suporte necessário e que suas reivindicações de benefícios sejam devidamente consideradas pelo INSS.

Conclusão:

A depressão é uma doença mental que pode impactar significativamente a capacidade de trabalho e o bem-estar emocional do requerente. Por isso, quem sofre de depressão pode se aposentar, desde que atenda aos requisitos do INSS e apresente toda a documentação comprovando a condição.

André Beschizza
Dr. INSS. Advogado, sócio-fundador e CEO do André Beschizza Advogados (ABADV) especialista em direito previdenciário, bacharel em direito pela FIPA (2008), Catanduva-SP. Especialistas em INSS.

Migalhas: https://www.migalhas.com.br/depeso/399979/quem-sofre-de-depressao-pode-se-aposentar