Segundo os economistas do mercado, em 2024 a projeção da inflação ficou em 3,89%. Em 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos
Fernanda Strickland
Economistas do mercado financeiro reduziram, mais uma vez, as estimativas para a inflação deste ano. Segundo dados do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (31/7), a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — considerado a inflação oficial do país — caiu de 4,9% para 4,84% neste ano. Já para 2024, a projeção da inflação caiu de 3,90% para 3,89%. Em 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.
A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior, 4,75%.
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa de juros básica da economia brasileira (Selic), definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está nesse nível desde agosto do ano passado e é a maior desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.
A projeção da Selic se manteve em 12% para o final de 2023, enquanto a de 2024 recuou de 9,50% para 9,25% e a de 2025 caiu de 9,0% para 8,75%; já a de 2026 caiu de 8,63% para 8,50%.
PIB
A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2023 continuou em 2,24%, enquanto a estimativa para 2024 ficou no mesmo 1,30%. A projeção para 2025 continuou em 1,90%, enquanto a de 2026 caiu de 2,0% para 1,97%.
Jornadas de trabalho extenuantes e um mercado de trabalho desanimador estão forçando a juventude chinesa a tomar decisões incomuns
Sylvia Chang e Kelly Ng – Da BBC News em Hong Kong e Cingapura
Sobrecarregada de trabalho e exausta, Julie deixou seu emprego como desenvolvedora de games em Pequim, em abril deste ano, para se tornar “filha em tempo integral”.
Aos 29 anos, ela agora passa os dias lavando louça, preparando comida para os pais e fazendo outras tarefas domésticas.
Os pais pagam a maior parte das despesas dela, mas Julie recusou a oferta deles de receber um salário mensal de US$ 280 (cerca de R$ 1,3 mil).
Afinal, a prioridade dela hoje é dar um tempo nas jornadas de trabalho de 16 horas do seu antigo emprego.
Julie faz parte de um número crescente de jovens que se autodenominam “filhos em tempo integral”, voltando para o conforto da casa dos pais porque desejam dar uma pausa na exaustiva vida profissional ou simplesmente não conseguem encontrar trabalho.
Mais de um em cada cinco jovens chineses entre 16 e 24 anos está desempregado, segundo dados oficiais publicados em maio.
A taxa de desemprego entre os jovens na China é hoje a mais alta desde que as autoridades começaram a publicar esses dados em 2018, uma estatística que não inclui o mercado de trabalho rural.
Muitas dos chamados “filhos em tempo integral” dizem que a ideia é ficar na casa dos pais apenas temporariamente.
Eles veem isso como um momento para relaxar, refletir e encontrar empregos melhores. Mas é mais fácil falar do que fazer.
Julie se candidatou a mais de 40 empregos nas últimas duas semanas e recebeu apenas duas ligações.
“Era difícil encontrar um emprego antes de pedir demissão. Agora é ainda mais difícil”, diz ela.
O burnout (esgotamento) que leva esses adultos a se tornarem “filhos em tempo integral” não é surpreendente, devido ao equilíbrio notoriamente precário entre vida pessoal e profissional na China.
A cultura de trabalho do país costuma ser chamada de “996”, uma vez que muitos consideram a norma trabalhar das 9h às 21h, seis dias por semana.
Chen Dudu, outra “filha em tempo integral”, largou o emprego no setor imobiliário no início deste ano porque se sentia exausta e desvalorizada.
A jovem de 27 anos conta que “não sobrava quase nada” depois de pagar o aluguel.
Quando voltou para a casa dos pais no sul da China, Chen diz ter “vivido a vida de uma aposentada”, mas a ansiedade a atormentava.
Ela escutava duas vozes em sua cabeça: “Uma dizia que é raro ter esse ócio, então aproveite o momento. A outra me incitava a pensar no que fazer depois”.
“Se isso tivesse continuado, eu teria me tornado um parasita”, avalia Chen, que desde então abriu o seu próprio negócio.
Jack Zheng, que recentemente deixou a empresa de tecnologia chinesa Tencent, conta que respondia a quase 7.000 mensagens fora do horário de trabalho todos os dias. Aos 32 anos, ele chama isso de “horas extras invisíveis”, uma vez que era esperado, mas não compensado.
Ele pediu demissão depois que teve uma foliculite grave, doença de pele na qual os folículos pilosos ficam inflamados, provocada pelo estresse.
Ele encontrou trabalho desde então, mas diz que muitos à sua volta não têm a mesma sorte.
Muitos enfrentam a chamada “maldição dos 35”, uma crença predominante na China de que os empregadores estão menos dispostos a contratar funcionários com mais de 35 anos. Em vez disso, preferem pessoas mais jovens que são “mais baratas”.
Esta faca de dois gumes de discriminação etária e oportunidades de trabalho sombrias é um desafio para aqueles na faixa dos 30 anos que estão pagando financiamento imobiliário ou planejam começar uma família.
O desespero não é menor entre os jovens universitários. Muitos reprovam propositalmente nos exames para atrasar a formatura.
Nas últimas semanas, as redes sociais chinesas foram inundadas de fotos atípicas de formatura que revelam a desilusão dos recém-formados. Algumas mostram jovens deitados com suas becas de formatura e capelo cobrindo o rosto; em outras, eles aparecem segurando seus diplomas sobre latas de lixo, prontos para jogá-los fora.
A universidade já foi um espaço de elite na China. Mas entre 2012 e 2022, as taxas de matrícula aumentaram de 30% para 59,6%, à medida que mais jovens passaram a ver os diplomas universitários como um passaporte para melhores oportunidades em um mercado de trabalho competitivo.
Mas as aspirações deram lugar à decepção, ao passo que as oportunidades do mercado de trabalho despencam. De acordo com especialistas, o desemprego entre os jovens deve piorar com a entrada no mercado de um número recorde de 11,6 milhões de recém-formados.
“A situação é muito ruim. As pessoas estão cansadas e muitas estão tentando sair. Há muito desespero”, diz Miriam Wickertsheim, diretora da empresa de recrutamento Direct HR, com sede em Xangai
A recuperação econômica da China mais lenta do que o esperado após a pandemia de covid-19 é uma das principais razões para o alto índice de desemprego, observa Bruce Pang, economista-chefe para a Grande China da Jones Lang LaSalle.
Alguns empregadores também estão menos dispostos a contratar recém-formados com “currículo em branco”, que têm menos experiência profissional do que seus antecessores devido aos lockdowns impostos pela pandemia, acrescenta Pang.
As recentes repressões do governo da China em setores populares entre os jovens profissionais chineses também sufocaram o mercado de trabalho.
Regulamentações contra grandes empresas de tecnologia, restrições aos programas de tutoria e proibição de investimento estrangeiro em educação privada levaram a cortes de empregos.
Mais de um em cada cinco jovens chineses entre 16 e 24 anos está desempregado
‘Emprego lento’
Embora o governo chinês esteja ciente desses problemas, ele tem tentado minimizá-los.
Em maio, o presidente Xi Jinping foi citado na primeira página de um jornal do Partido Comunista Chinês incentivando os jovens a “comer amargura”, tradução de uma expressão em mandarim que significa suportar dificuldades.
Enquanto isso, a mídia estatal se encarregou de redefinir o desemprego.
Um editorial publicado na semana passada no jornal estatal Economic Daily usou o termo “emprego lento”: enquanto alguns jovens chineses estão desempregados, disse o jornal, outros “optaram ativamente por empregos lentos”.
A origem da expressão não é clara, mas um artigo do China Youth Daily de 2018 afirmou que um número crescente de recém-formados não estava com pressa para encontrar trabalho, com muitos optando por viajar ou ensinar por curtos períodos. Isso, disseram aos chineses, era “emprego lento”.
Desta vez, a definição inclui aqueles que não encontraram trabalho ou que optaram por continuar os estudos, aprender novas habilidades ou tirar um ano sabático.
Independentemente de quão difícil esteja o mercado de trabalho, o jornal aconselhou a população a “agir e trabalhar duro” e, enquanto fizerem isso, não precisariam se preocupar em ficar desempregados.
No entanto, dada a situação atual do mercado de trabalho, a expressão e o conselho não foram bem recebidos. Alguns ficaram admirados com a “recusa do governo em reconhecer a situação do desemprego”, enquanto outros reagiram com sarcasmo.
“A escrita chinesa é tão profunda”, escreveu um usuário na Weibo, rede social chinesa semelhante ao Twitter.
“Obviamente estamos desempregados, mas [as autoridades] inventaram o termo ‘emprego lento’. Quão lento seria? Alguns meses ou alguns anos?”
Um usuário da plataforma Xiaohongshu, o equivalente chinês do Instagram, disse que o termo “joga de repente a responsabilidade sobre os jovens”.
“Segundo essa explicação, a taxa de emprego durante a Grande Depressão nos EUA no fim da década de 1920 deveria ser de 100%, já que a maioria das pessoas estava em ‘empregos lentos’. Que maneira de resolver um problema global!”
“Desemprego é desemprego. Devemos chamá-lo como é”, declarou Nie Riming, pesquisador do Instituto de Finanças e Direito de Xangai.
“De fato, pode haver jovens que gostariam de tirar um ano sabático antes de começar seu próximo emprego, mas acho que a grande maioria dos desempregados de hoje está desesperada por um emprego, mas não consegue encontrar um.”
Segundo o banco, 132 milhões de trabalhadores receberam crédito proporcional ao saldo existente em dezembro de 2022. Montante varia de pessoa para pessoa; consulta está disponível via aplicativo.
Por Lais Carregosa, g1 — Brasília
A Caixa Econômica Federal informou que concluiu neste domingo (30) a distribuição dos R$ 12,7 bilhões de lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2022. O banco antecipou o pagamento, que estava previsto até o fim de agosto.
Segundo a Caixa, 217,7 milhões de contas receberam o crédito. Essas contas registravam saldo em 31 de dezembro de 2022.
O banco informou ainda que, ao todo, 132 milhões de trabalhadores receberam o “crédito proporcional ao saldo existente naquela data”. Isso porque uma pessoa pode ter mais de uma conta no fundo.
Os resultados de 2022 se devem a aplicações e investimentos em habitação, saneamento, infraestrutura e saúde. A quantia distribuída representa 99% do lucro obtido pelo FGTS no último ano, que foi de R$ 12,8 bilhões.
De acordo com a Caixa, a distribuição dos lucros aumentou a rentabilidade do FGTS em 2022 para 7,09% — acima da inflação no ano, que foi de 5,79%.
O governo federal informou que o valor depositado nas contas do FGTS será proporcional ao saldo da conta em 31 de dezembro de 2022. Ou seja, o montante a ser recebido varia de pessoa para pessoa.
No cálculo da distribuição, foi aplicado um índice de 0,02461511.
Ou seja, para saber quanto recebeu, o trabalhador precisa multiplicar o saldo da conta vinculada em dezembro de 2022 pelo índice de distribuição. Por exemplo, uma conta que tinha, na época, R$ 10 mil, terá um lucro creditado de R$ 246,15.
A consulta do valor depositado, segundo a Caixa, já está disponível no aplicativo do FGTS.
O aplicativo pode ser baixado em celulares Android e iOS, por meio das lojas Google Play e App Store.
Quem tem direito?
De acordo com o governo, todas as pessoas com contas — ativas ou inativas — vinculadas no FGTS em 2022, com saldo em dezembro, terão direito a receber uma parte do lucro.
Os saques seguirão nas hipóteses já existentes:
saque-aniversário
demissão sem justa causa
financiamento para compra da casa própria
aposentadoria
desastres naturais
e doenças graves
Assim como a consulta, também é possível solicitar o saque por meio do aplicativo do FGTS, disponível para celulares Android e iOS.
Diretor brasileiro no FMI disse que o crescimento potencial do país deverá continuar subindo como resultado das reformas efetuadas e que estão em andamento, segundo Ministério da Fazenda.
Por Reuters
O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) disse nesta segunda-feira (31) que a atual política monetária do Brasil é “apropriada” e pediu a continuação de uma abordagem orientada para o futuro e baseada em dados.
O conselho pediu essa abordagem considerando a “lenta redução do núcleo da inflação no Brasil e as expectativas de inflação ainda acima da meta”, disse o FMI em um relatório após a conclusão de uma consulta com o Brasil.
O relatório também observou que a inflação geral tem recuado rapidamente desde o pico atingido no ano passado.
A inflação acumulada em 12 meses caiu para 3,19% em meados de julho, abaixo da meta de 3,25% do Banco Central do Brasil.
Os diretores do Fundo elogiaram uma proposta de reforma tributária indireta e planos para reestruturar impostos diretos e simplificar as despesas tributárias, acrescentou o FMI.
A mobilização de receitas adicionais ajudará a garantir a sustentabilidade fiscal do Brasil e criar espaço para gastos prioritários, disse o Fundo.
“Os diretores receberam bem o compromisso das autoridades em melhorar a posição fiscal para manter a sustentabilidade da dívida e apoiar os esforços de desinflação da política monetária”, afirmou o relatório.
O diretor brasileiro no FMI, Afonso Bevilaqua, disse que o crescimento potencial do país deverá continuar subindo como resultado das reformas efetuadas e que estão em andamento, de acordo com comunicado do Ministério da Fazenda.
Bevilaqua ainda agradeceu o trabalho do corpo técnico do FMI e reafirmou que “as expectativas domésticas estão evoluindo favoravelmente e que a nova administração tem trabalhado para conciliar uma gestão macroeconômica responsável com justiça social e sustentabilidade ambiental”, disse a pasta.
Infográfico mostra como fica o novo cálculo de imposto para itens abaixo dos US$ 50, que passam a ter isenção do imposto de importação caso a empresa entre voluntariamente em programa da Receita Federal.
Vale reforçar, no entanto, que, para se valer da isenção federal, a empresa precisará se inscrever no programa Remessa Conforme, do Fisco, e se responsabilizar por recolher o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é o tributo estadual.
Aquelas companhias que não aderirem ao programa, continuarão sendo tributadas.
Veja o que dizem as novas regras:
As empresas que aderirem ao programa da Receita terão o benefício de isenção do imposto de importação para compras de até US$ 50;
Para compras acima de US$ 50, nada muda na cobrança de tributos federais. Nesses casos, segue em vigor a tributação de 60% do imposto de importação.
A declaração de importação e o eventual pagamento dos tributos acontecerá antes da chegada da mercadoria.
O vendedor é obrigado a informar ao consumidor a procedência dos produtos e o valor total da mercadoria (com inclusão dos tributos federais e estaduais).
A portaria da Receita Federal não trata das regras de tributos estaduais, que são de competência de cada unidade da federação.
Em junho, os estados definiram por unanimidade, adotar uma alíquota de 17% de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para as compras feitas em plataformas online de varejistas internacionais.
As regras atuais, com isenção de imposto de importação de 60% para remessas entre pessoas físicas, continuam.
O consumidor vai sentir alguma diferença nos preços?
Como informado pelo g1 no final de junho, quando o Ministério da Fazenda informou mais detalhes sobre a medida, os consumidores podem sentir algumas diferenças nos preços com o novo programa.
Nas compras abaixo de US$ 50, por exemplo, apesar da isenção da taxa de importação, a incidência do ICMS, com alíquota de 17% — que muitas vezes não acontecia devido à dificuldade de fiscalização por parte da Receita —, ainda pode trazer impactos nos preços.
Já no caso das compras acima de US$ 50, embora a tributação continue a mesma, a expectativa é que as regras de conformidade do novo programa mitiguem a sonegação de impostos, de maneira que empresas que antes usavam artifícios para driblar a cobrança, não conseguirão mais fazê-lo — o que também pode resultar em um eventual aumento de preços.
O que é o Remessa Conforme?
Segundo o governo, o Remessa Conforme é o programa criado pela Receita Federal para estabelecer um tratamento aduaneiro “mais célere e econômico” para as empresas que cumpram voluntariamente os critérios definidos pelo novo normativo.
A ideia é que o Fisco tenha à sua disposição e de forma antecipada as informações necessárias para a aplicação do gerenciamento de risco dessas remessas internacionais.
“Além disso, essas remessas serão entregues com mais velocidade, com redução dos custos relativos às atividades de deslocamento e armazenamento, de forma a proporcionar ganhos relevantes para os operadores logísticos”, informa o governo.
A previsão é que a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil faça relatórios bimestrais para monitorar os resultados obtidos com a nova regra, podendo propor mudanças na alíquota estabelecida.
Colegiado concluiu que o caso não trata de natimorto, uma vez que não houve parto, mas de aborto espontâneo.
Da Redação
Por unanimidade de votos, a 16ª turma do TRT da 2ª região manteve improcedente o pedido de indenização relativo ao alegado período de estabilidade provisória de trabalhadora que teve a gestação interrompida de forma involuntária. O relator do processo, o desembargador Nelson Bueno do Prado pontua no acórdão que o caso não trata de natimorto, uma vez que não houve parto, mas de aborto espontâneo, com cerca de três meses de gestação.
Na decisão, o magistrado esclarece que “as duas hipóteses acima mencionadas são fatos geradores diversos”. Ele esclarece que, para fins de concessão do salário-maternidade, o parágrafo 3º do art. 343 da instrução normativa 77/15 considera parto o evento que gerou a certidão de nascimento ou certidão de óbito da criança. “No mesmo sentido, o parágrafo 5º do referido artigo dispõe que a comprovação do parto é feita através da certidão de óbito ou de nascimento, independentemente do lapso gestacional.”
Para o relator, “por não se tratar de situação prevista no artigo 10, inciso II, alínea b, do ADCT, não há como acolher a tese obreira”. Segundo o dispositivo, é proibida a dispensa arbitrária ou sem justa causa de empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.